Desiderata


Desiderata

Desiderata

1º ATO
João Flor - um pobre e simples homem que perdeu seu emprego e foi
abandonado pela mulher, e por isso se julgava infeliz um certo dia recebeu
a visita de um amigo.
Jaco - OH! Meu amigo, como vai você? Quanto tempo, já estava com
saudades.
J.F. - OH! Jaco, eu também, mas eu não vou bem não. Estou mi sentindo
muito infeliz.
Jaco - Ora meu amigo é fim do ano, tempo de alegria, nada de tristezas,
mais qual é o motivo de tanta angústia?
J.F. - É minha mulher Jaco, me largou, disse que ia tentar a vida em São
Paulo, e como se não bastasse perdi o emprego.
Jaco - Mas João, você acha que isso é motivo para tanta infelicidade?
J.F. - Eu queria saber lutar por altos ideais, ser um verdadeiro herói.
Jaco - Você deve ser você mesmo, nunca simule afeição e nem seja
descrente do amor. Agora tenho de ir, pense no que eu te falei.
J.F. - Vai com Deus e obrigado pelo conselho... Será que o Jaco tá certo?
(entra o Pipoqueiro na pateia e João o convida para conversar)
J.F. - O pipoqueiro vem cá vem, vamos conversar?
Pip - Quem, eu?
J.F. - É você mesmo... Você é feliz?
Pip - Olha moço, eu posso mi dizer um homem feliz, tenho meu carrinho
de pipoca, minha casa, minha família. No começo não foi fácil, pois levei
muito cano, porque o mundo está cheio de caloteiro, basta você olhar aí ó.
(Aponta para platéia)
J.F. - Tá bom seu pipoqueiro, pode sair por aqui, brigado viu.
(J.F. liga p/ sua amiga)
J.F. - Alo, oi Genilda como vai?... ha eu não estou bem não. Há Genilda a
Nice me largou, foi lá pra São Paulo; é eu também estou desempregado,
acho que a infelicidade bateu mesmo na minha porta.., hein? Como é
Genilda? Você sabe quem pode me ajudar, me dá o endereço o escritório
dele que eu vou até lá.
(fecha cortina - muda cenário - abre cortina)
(entra o secretário do executivo.
Secretário - Com licença senhor, já esta tudo pronto para o projeto da
empresa, até a carroça já arrumei.
Sinesio - E o burro? Aonde vamos encontrar um?
(entra João Flor)
J.F. - Com licença, é aqui o escritório do seu Sinesio?
Sinesio - Sim, o que deseja? Pode sair Marcos, obrigado.
J.F. - Meu nome é João Flor, estou precisando muito da tua ajuda.
Sinesio - Mas em que posso ajudá-lo?
J.F. - Bem! Estou precisando de um emprego, ocupar meu tempo, sabe
como é né.
Sinesio - Você pode trabalhar aqui na empresa, e nos finais de semana
ajudar a nossa Comunidade Espírita, que tal?
J.F. - Ótimo seu Sinesio.
Sinesio - Vamos ao emprego. Você tem curso superior?
J.F. - Não, quase.
Sinesio - Tem 2º grau?
J.F. - Não, quase.
Sinesio - Tem o 1º grau?
J.F. - Não, quase.
Sinesio - Você tem pelo menos o curso primário?
J.F. - Há! Esse quase que eu fiz.
(fecha cortina - muda cenário - abre cortina)
2º ATO
J.F. - Bem, agora que as coisas já estão melhorando, acho que vou
escrever uma carta pra Nice, quem sabe ela não manda resposta.
J.F. está escrevendo a carta e na mesma hora o telefone toca e ele recebe a
mensagem enviada por Nice.
(fecha cortina - muda cenário - aparece Nice lendo a carta enviada por
J.F.)
Nice - Meu amor, desde que mi deixou estou triste, consegui emprego,
mas ainda há um vazio em mim, pois eu sem você não tenho porquê. Por
que sem você, não sei nem chorar. Sou chama sem luz, jardim sem luar,
luar sem amor, amor sem se dar, sabe Nice, resolvi trabalhar e realizar o
meu grande sonho, que você sabe qual é, espero que dê tudo certo. Vou
terminar enviando um forte abraço.
Nice - A um mês atrás, eu recebi esta carta de João, e confesso que
também estava morrendo de saudades, quando eu o deixei estava convicta
que iria me dar muito bem em São Paulo, e realmente foi o que aconteceu.
E apesar de tudo eu resolvi e realizar o sonho de João que era ser cantor
de música Gospel, e hoje ele está aqui para cantar para vocês a música
Doce Nome.
Só de ouvir a tua voz
E sentir o teu amor
Só de pronunciar o teu nome
Os meus medos se vão
Minha dor, meu sofrer
Pois de paz, tu inundas meu ser
Jesus! Que doce nome
Que transforma em alegria
O meu triste coração
Jesus, só o teu nome
É capaz de dar ao homem Salvação!

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