José de Alencar


José de Alencar


José de AlencarJosé Martiniano de Alencar nasceu em Mecejana, perto de Fortaleza, Ceará, em 1.º de maio de 1829. Com 1 ano de vida a família de Alencar se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1840, ele estava matriculado no colégio de Instrução Elementar. Seis anos mais tarde Ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Em 1848, transferi-se para a Faculdade de Direito de Olinda. Dois anos depois se forma em Direito. Em 1854, inicia no Rio de Janeiro, sua colaboração no Correio Mercantil. E em 1856, começa a trabalhar como redator-chefe do Diário do Rio de Janeiro. Publica as Cartas sobre a confederação dos Tamoios. Polêmica com Gonçalves de Magalhães. Estréia na ficção com o romance Cinco minutos. Em 1857, publica com grande repercussão O guarani, primeiro em folhetins, depois em livro. Três anos depois falece o pai do escritor – José Martiniano de Alencar -, que fora revolucionário e político influente. Em 1861, elege-se deputado. Reeleito em várias legislaturas subseqüentes. Em 1868 foi eleito Ministro da Justiça durante dois anos no Gabinete Conservado. Passado esses dois anos abandonou a carreira política, magoado com o imperador Pedro II. Vítima de tuberculose, viaja para a Europa, tentando curar-se. Falece no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877.

Este só foi um resumo da vida de JOSÉ DE ALENCAR vamos nos aprofundar na sua vida, nas suas belíssimas obras tanto em livros como em teatros, crônicas, etc. Vamos saber mais sobre JOSÉ DE ALENCAR, a época que viveu, a sua primeira paixão, o seu primeiro livro, etc. Garanto a você que vai ler este trabalho que a vida de Alencar é muito bonita e trágica como alguns de seus romances. Seus romances que vale a pena ler: são histórias belíssimas.

Alencar nasceu no reinado de Dom Pedro I e morreu no de Pedro II. Entre 1829 e 1877, datas de seu nascimento e morte, o romancista foi contemporâneo do Primeiro Reinado, dar Regências e do governo pessoal de Pedro II. Nascido em 1829, Alencar tinha apenas dois anos por ocasião da abdicação de Pedro I e onze anos quando Pedro II subiu ao trono. Foi, portanto, sob o governo de Pedro II que Alencar desenvolveu seus estudos de Direito e suas atividades profissionais, literários, jornalísticos e políticos, sendo, então, propriamente, um contemporâneo do Segundo Reinado.
De 1831 a 1840, o Brasil foi governado pelos regentes, isto é, por políticos que substituíam o imperador – menino: o futuro Dom Pedro II tinha apenas cinco anos quando Dom Pedro I abdicou.

Mais ou menos aos onze anos, por volta de 1840, o menino Alencar assistia a uma movimentação incomum pelos cômodos e corredores de sua casa, no Rio de Janeiro. Eram reuniões secretas, onde as discussões políticas eram uma espécie de conspiração. Alencar ficou sabendo depois: realizavam-se em sua casa as reuniões do Clube da Maioridade, onde seu pai tomava parte ativa, e cujos os membros desejavam antecipar a declaração de maioridade do herdeiro do trono. Esses políticos estavam insatisfeitos com os governantes dos sucessivos regentes, acusado-os de não controlarem as sucessivas revoltas que explodiam por todos os cantos: Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Rio Grande do Sul, Santa Catarina. Dessas revoltas, de período das Regências, devemos salientar a do Rio Grande do Sul: a Guerra dos Farrapos (1835-1845), que servirá de pano de fundo para a história de Manuel Canho, herói de o gaúcho. Para aqueles políticos, a solução era centralizar o governo na mão de uma só pessoa, o imperador; acreditavam que, com isso, seria mais fácil a pacificação do país. Assim, em 1840, D. Pedro é declarado maior dos catorze anos e proclamado imperador do Brasil, iniciando-se o seu reinado, que durará 1889, quando da proclamação da Republica. Os dez primeiros anos do Segundo Reinado são marcados pelo fortalecimento do regime e pela panificação do país. Já em 1840, o poder das Assembléias Provinciais é limitado, em favor do poder central do Império, e, em 1841, o jovem monarca recebe a plenitude do Poder Moderador, que lhe permitirá governar com poderes absolutos. Nos primeiros dez anos do Segundo Reinado terminaram as revoltas provinciais: 1842 (São Paulo e Minas Gerais), 1845 (Rio Grande do Sul) e 1848 ( Pernambuco). Pacificado o país, consolidou-se o poder central, apoiado no forte grupo conservador, representado pelos bacharéis, formados nas faculdades de Direto de São Paulo e Recife, que se sobrepõem aos partidos Literal e Conservador, partidos esses que, na verdade, representavam apenas facções políticas dos senhores de terra, sem nenhuma diferença ideológica acentuada. Em 1847, institucionaliza-se definitivamente o regime parlamentar, com a criação do cargo de presidente do Conselho de Ministros. A estabilidade política do Império vai de 1850 a 1870. Paralelamente a essa estabilidade política interna, o Império Brasileiro fará uma série de intervenções militares nos países vizinhos: nos países do Prata - Uruguai e Argentina (1851-1852 e 1865) – e no Paraguai (1864-1870). Em 1870, quando o Império comemorava a vitória no Paraguai, o jornal A República, do Rio de Janeiro, divulga um manifesto que dá início ao movimento para a implantação da República no Brasil. Três anos depois (1873), realiza-se a primeira reunião do Partido Republicano Paulista, em Itu, Estado de São Paulo. A partir de 1870, começa o lento processo de decadência do Império, que terminará com a Proclamação da República, em 1889.

Nessas quase vinte anos (1870-1889), quatro grandes questões agitarão o Império, concorrendo para o seu desmoronamento: o Movimento Republicano (que se inicia em 1870); a campanha pela abolição da escravidão (que se inicia em 1871); a Questão Religiosa (que se inicia em 1872); e a Questão Militar ( que se inicia em 1883). Embora tenha até assinado uma lei que proibia a exposição e venda de escravos em praça pública (em 1868, como ministro da Justiça), Alencar não viu a Abolição (1888) nem a República (1889). Quando Alencar morre, em 1877, faltam uns poucos doze anos para o fim desse Segundo Reinado do qual foi um contemporâneo participante em tantas frentes.
IV.

ROMANCES

O GUARANI, 4 vols., RJ Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857. Publicado principalmente em folhetins, no Diário do Rio de Janeiro, sem o nome do autor.
CINCO MINUTOS, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.
A VIUVINHA, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1860.
LUCÍOLA, RJ, Garnier, 1862.
DIVA, RJ, Garnier , 1864.
IRACEMA, RJ, Viana & Filho, 1865.
GAÚCHO, 2 vols., RJ, Garnier, 1870.
A PATA DA GAZELA, RJ, Garnier, 1870.
TRONCO DO IPÊ, 2 vols., RJ, Garnier, 1871.
GUERRA DOS MASCATES, 2 vols., RJ, Garnier, 1871-1873.
SONHOS D’OURO, 2 vols., RJ, Garnier, 1872.

TIL, 4 vols., RJ, 1872.

ALFARRÁBIOS, (O GARATUJA, O ERMITÃO DA GLÓRIA, A ALMA DE LÁZARO), 2 vols., RJ, Garnier, 1873.
UBIRAJARA, RJ, Garnier, 1874.
SENHORA, 2 vols., RJ, Garnier, 1875.
SERTANEJO, 2 vols., RJ, Garnier, 1875.
ENCARNAÇÃO, RJ, 1893.

TEATRO

A NOITE DE SÃO JOÃO, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.
VERSO E REVERSO, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1857.
O DEMÔNIO FAMILIAR, RJ, Soares & Irmão, 1858.
AS ASAS DE UM ANJO, RJ, Soares & Irmão, 1860.
MÃE, RJ, Paula Brito, 1862.
A EXPIAÇÃO, RJ, A. Cruz Coutinho, 1867.
O JESUÍTA, RJ, Garnier, 1875.
O CRÉDITO, Rev. Brasileira, RJ, 1893.

ENSAIOS LITERÁRIOS, CRÍTICOS E FILOSÓFICOS

“Questões de Estilo”, ensaios literários, SP, 1847-1850.
“Ao Correr da Pena”, crônicas semanais no Correio mercantil, RJ, 1854, SP.
Tip. Alemã, 1874.
“Cartas sobre a Confederação dos Tamoios”, RJ, Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1856.
“Como e Porque Sou Romancista”, RJ, Leuzinger, 1893.

ESCRITOS E DISCURSOS POLÍTICOS E JURÍDICOS

“Ao Imperador” – CARTAS POLÍTICAS DE ERASMO, RJ, Garnier, 1865.
“Ao Povo” – CARTAS POLÍTIAS DE ERASMO, RJ, Tip. de Pinheiros Cia.