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Árvore | Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

Árvore | Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

Árvore, Morfologia e Fisiologia de Uma Árvore

A árvore é uma planta perene, de caule lenhoso, de onde partem galhos que por sua vez se dividem em outros mais finos. A altura que alcança em relação ao solo varia segundo as espécies e às vezes é considerável. Em alguns casos, como nas palmeiras, não há ramificações, caso em que não se fala em tronco, mas em estipe.

Diferentes ecossistemas organizam-se em torno das árvores. Animais de todo tipo e o homem, desde os primeiros povos da floresta, têm sua vida integrada à desses seres versáteis, que realizam milagres de adaptação frente a condições adversas. A transferência de espécies de uma para outra região, devido à ação do homem, alterou profundamente a distribuição das árvores no planeta, mas tornou maiores as possibilidades de sua utilização e os benefícios advindos de seus vários produtos.

Morfologia e fisiologia - Em uma árvore podem-se observar duas partes de aspecto bem diferenciado: o tronco, que sustenta toda a estrutura, e a copa. Nas palmeiras, a copa é um penacho de grandes folhas, formado pela ramagem, onde se encontram também os brotos (gemas), que podem dar origem a novos indivíduos. Como outras plantas, as árvores penetram na terra com suas raízes para extrair os sais minerais necessários a sua nutrição. Toda a extensão do tronco é percorrida por um duplo sistema condutor, constituído pelos vasos lenhosos ou xilema, que conduzem a água e os sais do solo até os galhos e folhas; e pelos vasos do líber ou floema, que levam aos demais tecidos a seiva elaborada junto com os açúcares fabricados nas folhas.

No tronco de uma árvore de vários anos pode-se observar a formação, numa zona mais externa, de um revestimento de material poroso e impermeável que protege e isola a planta: é o córtex, formado pelo súber ou cortiça, tecido composto por células mortas cuja espessura aumenta com o tempo. Esse revestimento cortical decorre da atividade de uma série de células, situadas na zona imediatamente inferior, que se dividem com grande rapidez e formam o felogênio. A zona inferior mais próxima a esta é a do parênquima, cujas células têm clorofila e, portanto, capacidade para realizar a fotossíntese. Prosseguindo em direção ao centro medular do tronco encontram-se as faces dos vasos condutores, primeiro os do floema e depois os do xilema. A cada ano surgem novos vasos devido à ação de outro tecido de crescimento, denominado câmbio, graças ao qual a árvore engrossa.

Com o passar dos anos, os vasos do centro se lignificam por completo, formando um tecido duro denominado durame. No outono, como a atividade da árvore se reduz, formam-se vasos menores e menos numerosos do que na primavera. Assim, ao se seccionar o tronco pode-se distinguir um conjunto de anéis concêntricos de crescimento que permitem determinar a idade da árvore. Cada anel anual é composto de subanéis, um de madeira mais clara, correspondente à estação quente, e outro mais escuro e compacto, formado na estação fria. Os vasos que ainda são funcionais e conduzem a seiva deslocam-se progressivamente para a periferia e apresentam coloração mais clara. Ou seja, no tronco de uma árvore a zona viva está limitada às camadas periféricas. O resto é o material de sustentação, que forma a madeira. Por essa razão se veem frequentemente brotarem novos galhos de árvores ocas, que na primavera se cobrem de folhas e florescem: a parte vital da planta -- a região periférica -- continua intacta.

Grande número de árvores perde as folhas com a chegada da estação fria, razão por que são chamadas árvores de folhas caducas. Esse mecanismo é necessário à sobrevivência das árvores nas regiões temperadas, onde, no inverno, os vegetais recebem menos luz e boa parte da água normalmente acessível às raízes congela e torna-se escassa no solo. A menor disponibilidade de luz e água faz com que a árvore mantenha apenas a atividade fotossintética indispensável e economize o esforço de conservar as folhas e captar a água que por elas evapora. Algumas árvores de folhas caducas mais conhecidas são o álamo ou choupo, o castanheiro, o carvalho e o plátano.

As árvores que conservam suas folhas durante todo o ano são chamadas de folhas perenes, e entre estas se encontra a maior parte das coníferas, como os pinheiros, os abetos, os cedros, os ciprestes, as sequoias e os zimbros. Em todos esses casos, as espécies se acham perfeitamente adaptadas ao frio e às condições de escassez de água: suas folhas possuem formas especiais para evitar a perda de água (como as folhas em forma de agulha dos pinheiros e dos abetos). A maior parte das árvores de clima tropical ou subtropical tem folhas perenes.

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Todas as árvores produzem flores, ainda que em muitos casos sejam de dimensões insignificantes e se apresentam desprovidas dos elementos vistosos que outras plantas exibem. Certos grupos comuns na zona temperada, como as coníferas, têm os órgãos reprodutores (estame e pistilo) descobertos, razão por que recebem o nome de gimnospermas. Outras árvores, como os choupos, carecem de pétalas, embora sejam angiospermas. Há também árvores com flores grandes e vistosas, como a magnólia, a espatódia, o flamboyant e o abricó-de-macaco. Este último emite flores que brotam do próprio tronco. Nos casos em que a polinização se efetua pelo vento (anemogamia), os elementos reprodutores não são providos das atraentes corolas que adornam as outras espécies. As flores vistosas são indício de que a polinização se realiza com ajuda dos insetos, atraídos pela cor ou aroma dessas flores. Em espécies como as palmeiras, os sexos são separados: existem árvores masculinas, que possuem flores apenas desse sexo, e árvores femininas. O mesmo ocorre com os salgueiros, os mamoeiros e os choupos.

As árvores variam consideravelmente quanto à forma, à altura, à grossura do tronco e à idade que alcançam. Assim, a sequoia gigante, conífera norte-americana, chega a viver mais de três mil anos; o baobá e a oliveira também são árvores de vida longa. Quanto ao diâmetro do tronco, os baobás, árvores típicas da savana da África, chegam a superar vinte metros e alguns eucaliptos ultrapassam seis metros. A sequoia gigante se eleva até 130m de altura, com peso estimado de 1.500t, enquanto os eucaliptos alcançam, algumas vezes, cem metros.

Ecologia e distribuição
- Os bosques de coníferas e as angiospermas que surgiram na era paleozoica datam de mais de 230 e 100 milhões de anos, respectivamente. Desde então, as árvores foram povoando a superfície do nosso planeta e têm servido de abrigo a numerosas comunidades de animais e plantas em todas as latitudes.

Uma árvore isolada é por si só um complexo ecossistema, que abriga muitas espécies de invertebrados, insetos, aracnídeos e miriápodes, bem como de vertebrados, aves, répteis e mamíferos, que encontram nela seu alimento, seja em forma de folha, brotos ou frutos. Sobre seu córtex crescem fungos, líquens e plantas parasitas e epífitas, como as bromélias, que utilizam a árvore como suporte para alcançar a altura onde a luz é abundante. Entre as raízes encontram-se larvas de insetos, minhocas que vivem no subsolo, ácaros e roedores. Ou seja, a árvore hospeda uma infinidade de seres vivos: nas regiões frias, as coníferas mantêm os roedores e as aves; nas savanas da África, constituem parte fundamental da dieta dos herbívoros ruminantes (que se alimentam de folhas e brotos dos ramos); na floresta, contribuem para formar um ambiente caracterizado pela umidade, onde proliferam plantas e animais; nas zonas temperadas, a árvore é uma das maiores fontes de riqueza.

Nas regiões próximas ao círculo polar ártico predominam os bosques de coníferas: abetos, pinheiros e bordos cobrem extensas áreas do Canadá, Escandinávia, Sibéria e norte da Europa. Espécies importantes são o pinheiro-branco (Pinus strobus), o pinheiro-bravo (P. sylvestris) e o abeto-balsâmico-do-Canadá (Abies balsamea). Mais ao sul, estende-se o bosque temperado, no qual predominam as árvores de folhas caducas, como o bordo do Canadá (Acer saccharum); a faia (Fagus sylvatica); o castanheiro (Castanea sativa); o olmeiro do gênero Ulmus; a aveleira (Corylus avellana); os carvalhos, do gênero Quercus e muitos outros. Na zona temperada da Austrália abundam os bosques de eucaliptos, que servem de refúgio a marsupiais e aves. Nas regiões próximas à linha do equador e nas situadas ao norte e ao sul de ambos os trópicos, estendem-se respectivamente as savanas e os cerrados, onde as massas arbóreas se reduzem e desaparecem para dar lugar aos pastos. Nas savanas africanas se erguem, rodeadas de girafas e elefantes, as acácias. Sem dúvida, porém, é nas selvas tropicais que as árvores atingem o máximo em densidade, variedade e exuberância; algumas das representantes mais notáveis são, na América do Sul, a seringueira (Hevea brasiliensis), da qual se obtém a borracha, a sumaúma (Ceiba sumauma) e os ipês, do gênero Tecoma.

Produtos. A árvore sempre teve uma importância fundamental para o homem. Diferentes culturas e povos obtiveram da árvore os materiais de construção para erguer casas e para fabricar armas, utensílios, veículos e embarcações. Além da madeira, uma série de outros produtos poderiam ser citados, como a celulose (matéria-prima do papel), a cortiça, as resinas, o látex (líquido segregado por algumas árvores, como a seringueira, essencial para diversas indústrias), as gomas, os vernizes, o tanino e a cola, sem esquecer a importância econômica das árvores frutíferas.

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Alho | Planta Herbácea da Família das Liliáceas

Alho | Planta Herbácea da Família das Liliáceas

Alho, Planta Herbácea da Família das LiliáceasO Alho é uma planta herbácea anual da família das liliáceas, a mesma da cebola, o alho (Allium sativum) produz um bulbo ou cabeça arredondada, constituída por diversos bulbilhos ou dentes, cujo tamanho e número, em geral de oito a dez, mudam de acordo com a variedade.

O conjunto de dentes, que são órgãos de reserva nutritiva da planta, liga-se ao caule pela base e é revestido por túnicas membranosas superpostas, ou cascas, de cor arroxeada ou clara. Na maturação, morrem o caule principal, as raízes e as folhas chatas, que estão ligadas a ele e crescem cerca de quarenta centímetros. Ficam vivos, em estado dormente, apenas os dentes, que são utilizados para o consumo e para a propagação.

Digestivo, diurético, febrífugo, anti-séptico, o alho é empregado desde tempos remotos, quer como tempero, quer por suas inúmeras propriedades medicinais.

Embora dê pequenas folhas esbranquiçadas, cujas hastes partem do mesmo ponto e atingem igual altura, formando típicas umbelas, o alho não dá sementes: todas as variedades procedem de mutações vegetativas.

Alho, Planta Herbácea da Família das Liliáceas O plantio é feito em canteiros, depositando-se em cada cova, para a propagação, um ou mais dentes. O solo deve ser rico em matérias orgânicas e muito poroso, para evitar a retenção de umidade, que em excesso pode causar a podridão dos bulbos.

Na maior parte do território brasileiro, é em geral entre março e abril que se efetua o plantio: segundo a tradição popular, o alho brota com mais força quando os dentes vão para a terra durante a semana santa.

O alho-porro ou alho-poró (A. porrum), da mesma família e gênero que o alho comum, é planta bianual, originária do Mediterrâneo.

A partir de sementes, produz uma planta vigorosa, de folhas chatas como as do A. sativum, que em sua base formam um pseudocaule de 20 a 25 centímetros de comprimento por cinco a oito centímetros de diâmetro, utilizado principalmente em sopas e saladas.

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Leguminosas | Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

Leguminosas | Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

Leguminosas: Classificação, Alimentos e Utilidades das Leguminosas

As leguminosas constituem uma família da classe das dicotiledôneas e da ordem das rosales, que apresentam como principal característica o fruto em forma de vagem ou fava. Vegetais de porte bastante variável, compreendem pequenas plantas herbáceas, trepadeiras, arbustos e até gigantescas árvores das florestas tropicais. Apesar dessa diversidade, a família ostenta peculiaridades como, além da configuração dos frutos em cápsula alongada, as flores cíclicas, ou seja, com as peças florais em círculos, de cálice e corola distintos.

Plantas tão díspares quanto a tamarineira, a ervilha, o jatobá, a dormideira, a acácia e o pau-brasil pertencem à família das leguminosas, com cerca de 15.000 espécies no mundo inteiro, muitas das quais de grande importância econômica e alimentar.

Classificação - As leguminosas dividem-se em três subfamílias: mimosoídeas, cesalpinoídeas e papilionoideas, esta última mais modernamente designada por faboídeas. As plantas da subfamília das mimosoídeas têm flores pequenas, estames muitas vezes coloridos e folhas frequentemente espinhosas. A ela pertencem o ingá (Inga edulis, do Brasil), de frutos doces e comestíveis; a algarobeira (Prosopis algarobilla), recentemente introduzida no nordeste brasileiro, utilizada como forragem e sombreamento das pastagens; e as acácias e cássias, com espécies de ampla distribuição geográfica. Outra mimosoídea, a dormideira (Mimosa pudica), é uma erva rasteira conhecida pela suscetibilidade de comportamento: suas folhas se fecham ao mais leve toque.

As cesalpinoideas têm flores em cacho, bem visíveis, de simetria lateral, com uma pétala maior. Encerram 150 gêneros com cerca de 2.200 espécies, as mais conhecidas das quais são o pau-brasil (Caesalpinia enchinata), árvore nacional brasileira, a tamarineira (Tamarindus indica), cujos frutos são usados no fabrico de bebidas e doces, o flamboyant (Delonix regia), árvore ornamental cultivada no mundo inteiro, a copaíba (Copaifera langsdorfii) e o jatobá (Hymenae coubaril), que produz boa madeira, casca para curtume e resina para a fabricação de verniz.

Da subfamília das papilionoideas, ou faboídeas, fazem parte cerca de nove mil espécies agrupadas em 400 gêneros, entre os quais se encontram os jacarandás (Machaerium, Dalbergia e Swartzia), grandes árvores da América do Sul cuja madeira é das mais procuradas pela marcenaria, por sua beleza e durabilidade. Faboídea é ainda o xiquexique ou chocalho-de-cascavel (Crotalaria striata), muito distribuído pelo Brasil, cujos legumes secos, quando batidos pelo vento, produzem um ruído que lembra o chocalhar da cascavel.

Alimentos e utilidades
- É sobretudo como alimento básico, e pela importância na culinária de diversos países do mundo, que as leguminosas são mais lembradas. Feijões, favas, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja, tremoço e amendoim são algumas das faboídeas cultivadas pelas propriedades alimentícias de suas sementes, ricas em proteínas, ferro e carboidratos, ou em óleo, como a soja. O jacatupé ou feijão-batata (Pachyrrhyzus bulbosus), com raízes de até 15kg, é talvez a maior fonte de proteína dos povos africanos. Outras, como a alfafa (Medicago sativa), diversos tipos de trevos e o feijão-guando são excelentes forrageiras.

Com exceção da Antártica, todos os continentes apresentam leguminosas em abundância. Não são poucas as de uso paisagístico, como as cássias, acácias, eritrinas, mulungus e flamboyants. Também numerosas são as que fornecem boa madeira para dormentes e construções, como o pau-ferro (C. leiostachya). Muito utilizado na Amazônia, o pau-rainha (Centrolobium paraense) é excelente para a construção naval. Outras espécies são tóxicas e, por isso, prejudicam as pastagens. Uma delas, a fava-de-calabar (Physostigma venenosum), chegou a ser usada por povos africanos para executar condenados por meio da ingestão de suas sementes.

Utilidades das Leguminosas

Das leguminosas se obtêm múltiplos produtos de uso industrial. O tanino, substância empregada na indústria do couro, é fornecido pelo barbatimão e outras espécies. Corantes e tinturas são extraídos do pau-brasil e de vários tipos de indigóferas, como a anileira, que fornece o anil. Madeiras para carpintaria e marcenaria se obtêm do angico e da algarobeira. Fornecem ainda vernizes, como o copal, extraído da árvore de mesmo nome; colas e bálsamos, como os das diferentes espécies de copaíba e da Acacia arabica, de que se extrai a goma-arábica.

As leguminosas desempenham papel ecológico importante, dada a capacidade de muitas de suas espécies de fixar o nitrogênio atmosférico no solo, enriquecendo-o com esse elemento fundamental para a agricultura. Tal processo se dá pela ação de nódulos produzidos nas raízes por bactérias simbióticas, chamadas Rhizobium, que fixam o nitrogênio com um pigmento semelhante à hemoglobina do sangue. São numerosas as leguminosas cultivadas para o fim específico de adubação, como o lab-lab, a crotalária e a mucuna.

O rápido crescimento, a capacidade de fixar nitrogênio e a beleza das flores de muitas espécies têm determinado a opção por leguminosas nos reflorestamentos e na arborização de ruas e praças dos centros urbanos.

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Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha | Planta Herbácea

Lentilha (Lens esculenta) é uma planta herbácea, com ciclo de vida anual, da família das leguminosas, que inclui também outras espécies importantes como os feijões e as ervilhas. É um arbusto que cresce de 15 a 45cm. Tem folhas compostas, com folíolos ovalados e gavinhas, ou folhas modificadas, com as quais a planta busca apoio para subir em planos verticais. As flores são pequenas, brancas ou azuladas. O fruto é uma vagem pequena e achatada que contém duas sementes acinzentadas, mais grossas no centro que nas bordas, ricas em proteínas, vitamina B, ferro e fósforo, e muito apreciadas como alimento.

Cultivada na região mediterrânea e em muitas partes da Europa central e ocidental, a lentilha é uma das leguminosas mais utilizadas no mundo, tanto no Ocidente quanto na Ásia e no norte da África.

A lentilha cresce melhor em solos leves e secos, mas tolera terrenos pobres e até com certo teor de cal. Precisa de pouco trabalho de arado e de pouca adubação. Entre as variedades mais importantes estão a lentilha francesa, de sementes amareladas, e a egípcia, de cor avermelhada.

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Raiz | Tipos de Raízes

Raiz | Tipos de Raízes

Raiz, Tipos de RaízesCom múltiplas funções, as raízes apresentam as mais diversas formas, e muitas plantas são cultivadas exclusivamente para seu aproveitamento, na culinária ou na medicina.

Raiz é a parte do eixo da planta que a fixa ao solo e dele absorve sais minerais em solução -- matéria-prima para o fabrico de alimentos. Normalmente subterrânea, apresenta um conjunto de caracteres morfológicos e fisiológicos que a distinguem do caule. Entre eles, salientam-se um estojo protetor ou coifa, que envolve seu extremo distal; a ausência de folhas; a origem interna ou endógena de suas ramificações; a presença de pelos absorventes nas proximidades do ápice; a reação à força de gravidade, geralmente positiva; a curta extensão de sua zona de crescimento; e, finalmente, a posição alternada do xilema e do floema na estrutura primária, fato evidenciável pelo exame de um corte transversal de qualquer raiz jovem.

Muitas plantas desenvolvem estruturas subterrâneas que são na verdade caules especializados (bulbos, tubérculos). A raiz primária, ou radícula, é o primeiro órgão a surgir após a germinação da semente, quando cresce e penetra no solo, para apoiá-la. Nas gimnospermas e dicotiledôneas, a radícula se torna a raiz principal. Ela cresce para baixo e os ramos ou raízes secundárias crescem lateralmente a partir dela. Esse tipo de sistema de raiz é conhecido como simples axial ou pivotante. Em algumas plantas, como cenouras e nabos, a raiz principal funciona como armazém de reservas alimentares e se torna inflada pelo depósito desses materiais orgânicos.

Gramíneas e outras monocotiledôneas têm um sistema de raiz fibroso, caracterizado por uma massa de raízes aproximadamente de igual diâmetro. Esse sistema radicular -- denominado raiz múltipla, ramificada ou fasciculada -- não surge como os ramos da primeira raiz; em vez disso, consiste de numerosas raízes em feixes que emergem da base do caule.

As raízes, que crescem continuamente pelas extremidades, entram sempre em contato com novas porções de terra. A sua ponta é recoberta de uma capa protetora em forma de coifa. Imediatamente atrás, após a extremidade, encontra-se o meristema, tecido que produz as novas células necessárias ao crescimento da planta. Algumas das células produzidas pelo meristema são anexadas à coifa protetora, mas a maioria é adicionada à região de alongamento, que se encontra logo acima do meristema. É nessa região de alongamento que ocorre o crescimento. Acima dessa zona encontra-se a região de maturação, onde os tecidos primários da raiz amadurecem, completando o processo da diferenciação celular que tem início de fato na porção superior do meristema.

Os tecidos primários da raiz são - do exterior para o interior - a epiderme, o córtex e o cilindro vascular. A epiderme compõe-se de uma só fiada de células, de forma alongada. A absorção da água e de minerais dissolvidos ocorre através da epiderme, um processo facilitado na maioria das plantas terrestres pela presença de pelos, finos prolongamentos tubulares da parede celular da epiderme que são encontrados apenas na região de maturação. A absorção da água se faz sobretudo por osmose, que ocorre porque a água está presente em maior concentração no solo do que nas células epidérmicas (onde contêm sais, açúcares e outros produtos orgânicos diluídos) e a membrana das células epidérmicas é permeável à água mas não a muitas das substâncias dissolvidas no fluido interno. Essas condições criam um gradiente osmótico por meio do qual a água flui para as células da epiderme. Esse fluxo exerce uma força, denominada pressão radicular, que ajuda a dirigir a água através das raízes. A pressão radicular é parcialmente responsável pela chegada da água às plantas, mas não é capaz por si só de conduzir o líquido para o topo das árvores altas.

O córtex conduz a água e os minerais diluídos através da raiz -- da epiderme para o cilindro vascular -- de onde é transportado para o resto da planta. O córtex também armazena o alimento transportado para baixo a partir das folhas para os tecidos vasculares. A porção mais interna do córtex consiste em geral de uma fiada de células que limita internamente a casca, denominada endoderma e que regula o fluxo de materiais entre o córtex e os tecidos vasculares.

O cilindro vascular localiza-se no interior do endoderma e é envolto pelo periciclo, uma camada de células geradoras de raízes secundárias. No cilindro vascular, encontram-se também o tecido lenhoso, feixe de tubos condutores de seiva mineral, e o líber, feixe de tubos condutores de seiva orgânica. Ambos são separados pelo câmbio, cujas células fabricam para um e outro esses feixes de tubos.

Algumas raízes, denominadas adventícias, crescem a partir de outros órgãos que não a raiz principal -- em geral uma haste, algumas vezes uma folha. Elas são especialmente numerosas em hastes subterrâneas, mas nem todas têm essa característica. Chamam-se aéreas quando nascem de um caule e atravessam alguma distância pelo ar antes de chegar ao solo, ou permanecem no ar e podem contribuir para o equilíbrio da planta, como acontece com a hera, a orquídea e outras epífitas.

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Teff | Menor Grão do Mundo

Teff | Menor Grão do Mundo

Teff | Menor Grão do MundoO  teff é o menor grão do mundo, é uma planta anual nativa das terras altas  do chifre da África cultivado na Etiópia, Eritreia, Quênia e Tanzânia há muito tempo. O nome teff vem do aramaico “teffa”, que significa “perdido”, o que se aplica pelo tamanho diminuto do grão. O grão escuro faz parte da alimentação dos países do Chifre da África há mais de 5 mil anos e é considerado um alimento ancestral.

Seu uso mais comum se faz a partir da farinha, com a qual se fazem pães, bolos e biscoitos. E também uma espécie de panqueca chamada injera, que serve de base para inúmeros pratos. No teff que não há glúten, o que o habilita para o consumo dos celíacos e pessoas com intolerância à farinha de trigo. Tem elevada quantidade  de minerais como cálcio, fósforo e magnésio, que ajudam na recuperação rápida após um treino físico ou forte desgaste mental. O seu  consumo controla os níveis de glicose no sangue, sendo indicado para o controle do peso, já que contém alto poder de saciedade – perfeito para o controle do apetite.

O teff  carrega oito aminoácidos essenciais para nosso organismo, e maior quantidade de lisina que apresentam trigo ou cevada. É rico em carboidratos, ideal para atletas que buscam alto rendimento, sendo  uma das razões para o sucesso dos africanos em provas de atletismo. O Teff é pouco conhecido no Brasil, mas deve ser comercializado em breve.

Teff | Menor Grão do Mundo


Fruto | Órgão das Plantas Superiores

Fruto | Órgão das Plantas Superiores

Fruto | Órgão das Plantas Superiores
Fruto é o órgão das plantas superiores que resulta do desenvolvimento do ovário, parte essencial do órgão reprodutor feminino da flor, o carpelo. Produzem frutos apenas as angiospermas (frutos fechados) e as gimnospermas (frutos abertos).

Fontes preciosas de vitaminas, proteínas, açúcares, gorduras e minerais de importância básica, como cálcio, fósforo, potássio e ferro, os frutos atendem a algumas das necessidades primordiais da alimentação humana e animal: representam, como as flores no plano estético, uma das dádivas da natureza.

Os frutos férteis, com sementes também férteis, resultam do desenvolvimento do ovário após a fecundação e assumem função de grande relevo na propagação sexuada das plantas. Os frutos estéreis, que não contêm sementes ou as possuem atrofiadas (óvulos não fecundados), em nada contribuem para a propagação, que nesse caso se faz por via vegetativa. A banana é o exemplo mais típico do fruto que se forma com sementes atrofiadas, ou seja, sem que haja fecundação dos óvulos pelas células masculinas contidas nos grãos de pólen.

É sobretudo nos cultivares (variedades híbridas aperfeiçoadas para o cultivo) que se registra a produção de frutos sem prévia fecundação, ou partenocarpia. Induzido artificialmente pelo homem mediante tratamento do pistilo com extratos de pólen e substâncias químicas, o recurso passou a ter amplo emprego desde o começo do século XX e propiciou, com o tempo, muitas variedades de frutos sem sementes.
Segundo a clássica definição da botânica, com base nas espécies silvestres ainda não submetidas à interferência do homem, o fruto é formado de cabo (podocarpo), que é o próprio cabo da flor (pedúnculo); parede (pericarpo), que é a mesma do ovário, modificada em maior ou menor grau; e sementes, que são os óvulos fecundados e desenvolvidos, com os embriões de novas plantas. Na parede do fruto distinguem-se três camadas de natureza muito variável: a externa (epicarpo), a mediana (mesocarpo) e a interna (endocarpo).

O epicarpo representa a pele ou casca do fruto. O mesocarpo geralmente corresponde à polpa, como no abacate, na manga, no pêssego. Em muitos outros frutos, como o mamão e a uva, a polpa inclui o endocarpo, película em que as sementes se prendem. Já na laranja, limão e demais cítricos, o mesocarpo corresponde à camada branca, esponjosa e seca, e o endocarpo à película formadora dos gomos, em que se prendem os bagos ricos em substâncias de sabor agradável. Nos aquênios, frutos de gramíneas como o trigo e o milho, as três camadas da parede acham-se unidas entre si e com os envoltórios da semente, formando uma película única.

Tipos de frutos

Tipos de frutos

Quando um fruto único é gerado por uma única flor, como na abóbora, diz-se que ele é simples, ou verdadeiro. Quando várias flores entram na formação de um fruto único, diz-se que é composto, ou constitui uma infrutescência. Nesse caso, o fruto pode ser um sicônio, se as flores se prendem a um receptáculo côncavo, como nos figos, ou uma sorose, se as flores se prendem a um receptáculo convexo, como na amora.

O fruto pode também ser múltiplo, quando diversos ovários da mesma flor se unem para dar um único fruto, como na framboesa, no morango e na fruta-de-conde; partido, quando um só ovário se fragmenta, ou quando diversos ovários da mesma flor permanecem isolados e dão, em ambos os casos, diversos frutos, como na erva-doce; complexo, ou pseudocarpo, quando outras peças florais, além do ovário, se desenvolvem exageradamente, como no caju, na pêra e na maçã; ou aberto, quando o carpelo não se fecha e as sementes ficam em contato com o ar, como nas gimnospermas (pinheiros, ciprestes).

O fruto pode ser de vários tipos, no que se refere à consistência, quanto à peculiaridade de abrir-se ou não espontaneamente -- no primeiro caso, deiscente e, no segundo, indeiscente -- e ao modo como se abre.

Diz-se que é uma cápsula quando, depois de maduro, fica seco e se abre, liberando mais de uma semente. Além da cápsula propriamente dita, nome restrito ao fruto que possui diversas lojas e fendas longitudinais (quiabo, algodão), são modalidades do mesmo tipo: o legume ou vagem, se possui uma loja e duas fendas longitudinais (feijão, ervilha); o folículo, se tem uma loja e uma fenda longitudinal (esporinha, jacaré); a síliqua, se tem duas lojas e duas fendas longitudinais (pente-de-macaco e a maioria das bignoniáceas); a silícula, se a forma não é tão alongada quanto a da síliqua (couve, mostarda e a maioria das crucíferas ou brassicáceas); o pixídio, se a abertura, ocorrendo transversalmente ao eixo do fruto, separa a parte superior em forma de tampa (sapucaia, jequitibá); e a porófora, se as sementes saem por orifícios ou poros (eucalipto, papoula).

O fruto é um aquênio quando, depois de maduro, fica seco mas não se abre, e contém uma única semente. Há duas modalidades: o aquênio propriamente dito, se a semente só está presa por um ponto à camada interna do fruto (girassol e demais compostas), e a cariopse ou grão, se a semente se apresenta intimamente unida à camada interna do fruto (milho, trigo e demais gramíneas).

O fruto chama-se baga se, depois de maduro, se torna totalmente carnoso (uva, mamão, banana, laranja), e drupa se, maduro, torna-se carnoso, mas com a camada interna seca e dura (pêssego, azeitona, manga, oiti, ameixa e a maioria dos cocos).

Quando o fruto não se encaixa em nenhum dos tipos precedentes, é considerado atípico, por ser, entre várias outras possibilidades: uma cápsula carnosa, que se abre depois de madura (melão-de-são-caetano, beijo-de-frade); uma vagem indeiscente, que não se abre depois de madura (pau-ferro, jatobá); ou uma sâmara, quando se trata de um aquênio dotado de extensões membranosas, ou asas (olmo, bordo, freixo).

Revestimento e adaptações

Se alguns frutos são lisos, outros são cobertos de pelos, cerdas, espinhos ou plumas. Esses revestimentos especializados de sua superfície podem representar papéis de suma importância na dispersão das sementes. O caso mais óbvio é o dos frutos que possuem extensões aladas e que, graças a isso, são impelidos pelo vento a consideráveis distâncias.

A dispersão das sementes, além de imperativa, pressupõe certo mistério, ainda não devidamente estudado, de orientação no espaço vital, pois, enquanto o animal se locomove à vontade, a planta, sendo fixa, nasce no lugar onde viverá para sempre e que corresponderá a suas necessidades quanto ao tipo de solo, teor de umidade, incidência de sol etc.

Assim como o vento e a água, meio pelo qual, por exemplo, cocos que boiavam povoaram de coqueiros as ilhas tropicais mais isoladas no mar, também os animais que se alimentam de frutos são importantes na dispersão das plantas. As sementes, graças aos envoltórios que as protegem, em geral ficam imunes à ação dos sucos digestivos e desse modo são depositadas pelos animais, com suas fezes, em novos lugares e em perfeitas condições de germinação.

Amadurecimento do Fruto

Amadurecimento do Fruto

Na fase de maturação, os frutos carnosos passam por sucessivos processos químicos que modificam sua composição e aparência, ao mesmo tempo em que neles se acumulam diversas substâncias nutritivas, acompanhadas de outras, aromáticas, que atraem os animais. Um dos principais processos químicos da maturação, a hidrólise do amido, produz açúcares, ao passo que a síntese de pigmentos provoca alterações na coloração dos frutos.

Durante essas reações é comum desprender-se gás etileno, o qual, por sua vez, induz o amadurecimento dos frutos ainda verdes. Por essa razão, algumas bananas maduras, colocadas entre outras verdes, aceleram a maturação do cacho. A prática de expor certos frutos à fumaça resultante da queima de querosene ou serragem tem o mesmo fundamento, pois essa combustão produz pequena quantidade de etileno.

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