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Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares

Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares

#Tundra, Vegetação Típica das Regiões Polares
Tundra em Nunavut - Groenlândia
Nas regiões polares, onde os dias e noites são extremamente longos, o ritmo biológico tende a acompanhar mais as variações de temperatura do que a quantidade de luz solar aproveitável no processo de fotossíntese. A tundra é o organismo vegetal mais adaptado a essas condições.

Tundra é a vegetação herbácea encontrada nas regiões polares (tundra ártica) e em montanhas muito altas (tundra alpina), na qual predominam gramíneas, ciperáceas e vários subarbustos, sob os quais uma série de musgos e liquens revestem o solo. O conjunto atinge 15 a 30cm de altura, em média. Os raros arbustos não ultrapassam um metro de altura. A variedade de tundra alpina coloniza as altas montanhas da zona temperada, acima do nível atingido pelas árvores. O clima da tundra é mais rigoroso nas regiões polares, onde as temperaturas variam de 4o C, no verão, a -32o C, nos meses de inverno. O clima de tundra alpina é mais ameno, com invernos moderados em que as mínimas não ultrapassam os -18o C.

A tundra ártica se estende pelo extremo setentrional da América, Europa e Ásia. O solo está sempre congelado (permafrost) até centenas de metros de profundidade. Somente uma fina camada superficial degela durante o verão ártico, período em que a vegetação se desenvolve. O clima de tundra ocorre também nas terras polares da América do Sul, Terra do Fogo e regiões da Antártica que não estão permanentemente cobertas de gelo.

Os animais característicos da tundra ártica são o urso polar e a raposa, o lobo, a lebre e a doninha do Ártico. Muitos desses animais desenvolvem uma pelagem branca durante os meses de inverno como camuflagem. Também estão adaptados a esse ecossistema grandes herbívoros como o caribu, o boi-almiscareiro e a rena.

A tundra alpina forma-se nas regiões em que a altitude excessiva impede o crescimento de árvores. Embora as temperaturas médias costumem ser muito baixas, o subsolo não fica congelado o ano inteiro. Predominam pequenos arbustos e plantas herbáceas, exceto nos cumes mais altos, onde se desenvolvem somente musgos e liquens. A variedade de espécies animais é limitada e apenas parcialmente adaptada ao ambiente invernal. Carneiros e cabritos monteses, camurças, gatos selvagens e diversas aves descem para áreas mais quentes em busca de alimento no inverno. Marmotas e esquilos consomem grande quantidade de vegetação no verão e no início do outono, para depois hibernarem.

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Tulipa (Tulipa gesneriana)

Tulipa (Tulipa gesneriana)

#Tulipa (Tulipa gesneriana)

Tulipa é a designação comum a diversas plantas bulbosas pertencentes à família das liliáceas, do gênero Tulipa, que conta com cerca de cem espécies. A planta tem raiz em forma de bulbo, da qual se ergue um talo, em geral único, terminado em flor com aspecto de campânula. Suas folhas lanceoladas, duas ou três, despontam na base do caule. A fruta da tulipa é uma cápsula com muitas sementes.

Nativa da Europa e da Ásia, a tulipa deve sua denominação ao termo turco que significa turbante, com o qual foi identificada por jardineiros otomanos.

A planta é apreciada em horticultura pelo colorido atraente e variado e pela facilidade de cruzamento entre suas variedades. Dentre as quatro mil variedades de tulipa desenvolvidas destacam-se a vermelha (Tulipa gesneriana), a mais comum; a perfumada, vermelha e amarela (Tulipa suaveolens), típica do sul da Europa; e a silvestre (Tulipa clusiana).

O início da indústria da tulipa na Europa deu-se em 1562, quando um navio oriundo de Constantinopla, atual Istambul, chegou a Antuérpia com uma carga de bulbos da espécie. Entre 1633 e 1637, período conhecido por tulpenwoede (tulipomania), o preço do bulbo nos Países Baixos foi motivo de tamanha especulação que acabou em desastre econômico para muitas famílias holandesas. A planta garantiu, porém, a sobrevivência de milhares de holandeses durante a ocupação alemã na segunda guerra mundial. Embora embeleze os jardins de muitos países do mundo, a tulipa é especialmente abundante nos Países Baixos (Holanda), onde se tornou um dos principais produtos de exportação e foi elevada à honra de símbolo nacional.

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Tomate (Lycopersicum esculentum)

Tomate (Lycopersicum esculentum)

#Tomate (Lycopersicum esculentum)
Tomate é o fruto do tomateiro (Lycopersicum esculentum), planta herbácea anual da família das solanáceas, a mesma da berinjela, do pimentão e do jiló. Contém vitaminas C, A, B1 e B2, bem como fósforo, cálcio e ferro. Seu uso culinário só se difundiu pelo mundo durante o século XIX, já que na Europa, a princípio, foi tido como venenoso e cultivado sobretudo em estufas, como ornamento exótico. Atualmente, é extraordinário o número de variedades comerciais existentes. As mais freqüentemente plantadas no Brasil classificam-se em três grupos: santa-cruz, de frutos mais arredondados, com peso médio de 70 a 110g; salada ou caqui, de frutos mais achatados, com peso médio de 200 a 250g; e cereja, de frutos em miniatura.

Os frutos, dependendo da variedade, podem ser vermelhos, rosados ou amarelados. A planta, com pêlos viscosos, apresenta caule flexível e, devido aos muitos ramos, tende a prostrar-se: por isso, é geralmente plantada junto de escoras. As folhas têm recortes profundos e bordas denteadas. As flores, pequenas e amarelas, agrupam-se em cachos. Os frutos encerram numerosas sementes, por meio das quais a multiplicação se efetua.
Originário do Peru, Bolívia e Equador, o tomate era cultivado, antes de Cristóvão Colombo, na América Central e no México, de onde foi levado para a Europa no século XVI. Em 1554 já se conhecia na Itália uma variedade amarela, que deu origem ao nome pomodoro (maçã de ouro). Na mesma época, a França atribuiu ao tomate virtudes afrodisíacas, chamando-o de pomme d'amour (maçã do amor).

Por suas origens, o tomateiro prefere o clima tropical de altitude, ou o subtropical fresco e seco, com boa luminosidade. As temperaturas ideais para seu cultivo situam-se entre 20 e 25o C durante o dia e 11 e 18o C à noite. As temperaturas acima de 35o C prejudicam a frutificação, enquanto as muito baixas afetam a germinação e o crescimento da planta. O tomateiro não suporta geadas, nem chuvas prolongadas ou excesso de água nas raízes: a água em demasia favorece a incidência de doenças. O cultivo do tomate é dos que mais consomem adubos químicos, mas a planta também costuma dar bons resultados quando adubada apenas com esterco, em terrenos com pH entre 6 e 6,5.

São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro destacam-se entre os grandes produtores internos das variedades mais tradicionais. A partir da década de 1970, as lavouras do tomate rasteiro ou industrial, plantado sem escoras e usado na produção de suco e massa, tomaram grande impulso também em Goiás e no vale do rio São Francisco.

Terebintina (Pistacia terebinthus)

Terebintina (Pistacia terebinthus)

#Terebintina (Pistacia terebinthus)
Terebintina é a seiva resinosa espessa que flui do tronco de algumas árvores, especialmente coníferas, como diversos pinheiros, o abeto, o lariço e uma dicotiledônea, a Pistacia terebinthus, ou terebinto, da família das anacardiáceas. O termo é empregado comumente para designar apenas a porção volátil da terebintina, que tem diversas aplicações na indústria e nas artes visuais.

Das terebintinas comuns obtêm-se, por diversas técnicas de destilação, dois produtos de importância comercial: a essência de terebintina, ou aguarrás, e uma substância não-volátil, o colofônio ou breu.

Na Europa, a terebintina comum, ou seja, a de pinheiro, é obtida principalmente das espécies Pinus pinaster (terebintina-de-bordéus), P. sylvestris e P. laricio (terebintina bruta) e, nos Estados Unidos, de P. palustris e P. caribaea. É extraída por meio de incisões em forma de v feitas na casca da árvore. A terebintina-de-veneza se extrai de algumas espécies de lariço. Nesse caso, os óleos resiníferos estão no interior do lenho e a extração se faz por meio de furos capazes de alcançar a profundidade do tronco.

A destilação da terebintina é feita em alambiques de cobre e iniciada quando a temperatura atinge 100°C. O resíduo é extraído e depositado em barris, para que se solidifique ao resfriar. A essência de terebintina, obtida na primeira destilação, contém algumas impurezas. Na retificação, para purificar-se, é misturada com água e cal, ou carbonato alcalino, e em seguida submetida a novo processo de destilação.

Aplicações - A essência de terebintina é um líquido incolor, oleoso, de odor forte, peculiar e sabor picante, desagradável. Quase insolúvel na água, mistura-se sem dificuldade ao álcool e ao éter. Encontra na indústria química seu mais amplo uso, como matéria-prima na síntese de resinas, inseticidas, aditivos de óleo, óleo de pinho sintético e cânfora. Também é usada como solvente da borracha e na fabricação de plásticos.

Exposta à ação do ar e da luz, sofre importantes alterações, porque absorve o oxigênio e adquire aos poucos uma coloração amarelada, perdendo a fluidez a ponto de solidificar-se. Empregam-se grandes quantidades de terebintina no preparo dos vernizes e também na diluição das tintas a óleo. Usa-se o resíduo da destilação da terebintina, o colofônio, na fabricação de vernizes, sabões e cimento.

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Tangerina (Citrus reticulata)

Tangerina (Citrus reticulata)

#Tangerina (Citrus reticulata)

A tangerina (Citrus reticulata) pertence à família das rutáceas, a mesma da laranja e do limão. É um fruto globoso e cor amarela forte que tem, como a laranja, casca rica em óleo essencial mas que, ao contrário daquela, desprende-se com grande facilidade. É plantada em geral a partir de mudas de enxerto que por volta do terceiro ano na terra começam a dar as primeiras frutas.

Nativa provavelmente do Sudeste Asiático, a tangerina se dispersou por cultivo em direções variadas: no Japão, no Mediterrâneo e no sul dos Estados Unidos é hoje um dos citros mais plantados.

Quando não submetida a podas, a tangerineira chega a cinco metros de altura. O plantio, em covas bem adubadas com esterco ou fertilizantes ricos em nitrogênio, fósforo e potássio, é feito em espaçamentos de seis a sete ou oito metros. O esterco é posto no fundo; os fertilizantes, apenas na superfície das covas, para não queimar as raízes.

Entre as variedades mais cultivadas no Brasil, onde a tangerina é chamada também de mexerica, bergamota ou mandarina, estão a ponkan, a cravo, a satsuma e a cleópatra. As variedades murcote, temple, tangerona, kara e kinga são híbridos de tangerina e laranja. No Brasil, a colheita se estende de abril a julho. O tangelo é um híbrido de tangerina e toranja (grape-fruit). O tangor, híbrido de tangerina com laranja-doce (Citrus sinensis). O óleo extraído da casca perfumada da tangerina é um típico ingrediente de licores e aromatizantes. Em cem gramas de polpa da fruta há cerca de cinqüenta miligramas de vitamina C.

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Tamarindo (Tamarindus Indica)

Tamarindo (Tamarindus Indica)

#Tamarindo (Tamarindus Indica)
Tamarindo, ou tamarindeiro (Tamarindus indica), é uma árvore da subfamília das cesalfinoídeas, da família das leguminosas, de até 24m de altura, capaz de frutificar por quase 200 anos. Suas folhas são compostas por vários pares de folíolos de dois centímetros de comprimento. As flores amarelas, com 2,5cm de diâmetro, nascem em pequenos cachos. A copa, ampla e frondosa, assume na brotação um matiz verde-claro de belo efeito paisagístico. Os frutos são vagens de 7,5 a 24cm de comprimento que contêm até 12 sementes acamadas em polpa de sabor agridoce. Esta, laxativa, rica em açúcar, ácidos, vitaminas e sais minerais, é usada sobretudo em sorvetes e refrescos. As sementes servem de forragem e, depois de processadas, como estabilizantes de sucos e alimentos industrializados.

Provavelmente originário da África, o tamarindo foi levado às mais diversas regiões tropicais e assumiu importância especial na Índia, onde é cultivado pela polpa e as sementes comestíveis encerradas em vagens; pelas folhas, que fornecem tinturas; e pela madeira.

O tamarindo se propaga por sementes. É encontrado com freqüência em solos arenosos, à beira-rio ou próximo de praias. Começa a frutificar entre o quarto e o sexto ano. Cada pé adulto pode dar de 150 a 200kg de vagens por ano. No Brasil, onde permite colheitas entre junho e agosto, o tamarindo acha-se disperso por todos os estados mais quentes.

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Tâmara (Phoenyx dactylifera)

Tâmara (Phoenyx dactylifera)

#Tâmara (Phoenyx dactylifera)

Tâmara é o fruto da tamareira (Phoenyx dactylifera), que, como todas as palmeiras e coqueiros, pertence à família das palmáceas. Seu caule ou estipe chega a vinte metros de altura e é coroado por um penacho de grandes folhas ou palmas, cada uma com extensão média de cinco metros. A espécie é dióica, ou seja, as flores masculinas e femininas dão em pés separados. Feita a fecundação, quer pelo vento ou outros agentes, quer por meios artificiais, formam-se os cachos de até mil frutos.

A frutificação da tamareira inicia-se entre os seis e os oito anos, atinge o auge em torno dos trinta e eventualmente se prolonga até cem anos ou mais. Todas as partes da planta encontram aplicações práticas. As tâmaras, das quais se extraem bebidas e vinagre, variam muito no tamanho e no aspecto, conforme a variedade e a região, e normalmente são exportadas secas.

A multiplicação feita por caroços dá resultados incertos quanto ao sexo e tipo da futura palmeira; feita por mudas já enraizadas, que se erguem da base do estipe, reproduzem fielmente todas as características da planta-mãe. Egito, Arábia Saudita e Iraque estão entre os grandes exportadores de tâmaras, que também são comuns em países asiáticos como a Índia e Bangladesh.

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Talo, Estrutura Primitiva do Caule

Talo, Estrutura Primitiva do Caule

#Talo, Estrutura Primitiva do Caule

As plantas com talo -- estrutura mais primitiva que o caule -- compreendem as algas, os cogumelos e os liquens das classificações tradicionais.

Talo é o corpo vegetativo das plantas celulares não diferenciadas em órgãos como raiz, caule e folha. Pode ser unicelular ou pluricelular e seu tamanho, que chega a atingir uma centena de metros, não se relaciona com a simplicidade estrutural.

Forma primitiva adaptada à vida aquática, o talo permite o livre intercâmbio de água e vapor através de toda sua superfície. Assim, os talos de liquens e musgos absorvem rapidamente a água da chuva, do orvalho e da névoa, mas não têm nenhuma possibilidade de reter mais tarde a água absorvida se a atmosfera não estiver completamente saturada de vapor.

As plantas possuidoras de talo são chamadas coletivamente talófitas. No entanto, entre as demais plantas -- ditas cormófitas -- podem algumas vezes encontrar-se formas talosas, como nas hepáticas. A reprodução das talófitas pode ser assexuada ou sexuada. No primeiro caso, uma única planta produz novo indivíduo, enquanto que no segundo, este se desenvolve a partir de uma célula, o zigoto, produto da fusão de dois protoplastos, os quais em geral se originam em plantas distintas.

As plantas mais simples são formadas por apenas um talo; já as algas apresentam, além do talo ou caloide, estruturas para fixação -- os rizóides preensores -- e expansões foliáceas do caulóide -- os filoides. Certas algas apresentam, ao longo do talo, bolhas de ar que funcionam como flutuadores e contribuem para mantê-las junto à superfície da água, onde a luz solar que usam para a fotossíntese é mais intensa.

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Floresta de Taiga

Floresta de Taiga

#Floresta de Taiga

Vegetação característica da região subpolar, a taiga é uma das maiores fontes mundiais de produção de madeira e forma um tipo de floresta conhecido também como floresta boreal.

Taiga é uma vegetação caracterizada pela predominância de coníferas. Forma florestas abertas que se estendem no norte do continente americano e na Eurásia, da Suécia ao oceano Pacífico, entre a região de tundra ao norte, mais fria, e a temperada, ao sul. O solo entre as árvores, sobretudo nas áreas setentrionais extremas, é freqüentemente coberto de tapetes de líquen, vegetal formado pela associação de alga verde ou azul com um fungo superior. Pouco favorável à agricultura, o solo típico para desenvolvimento da taiga é o podzol, ou solo podzólico, que permanece gelado durante cerca de seis meses por ano.

As espécies vegetais que compõem a taiga são adaptadas às rigorosas condições das latitudes extremas em que se encontram e apresentam comportamento xerófilo: as folhas são pequenas e duras, o que reduz ao máximo a transpiração no inverno. As árvores mais bem adaptadas são as que se encontram mais ao norte, como as epíceas e o lariço, que ocorre até a latitude de 72o50', na Sibéria. No extremo norte a taiga é substituída pela tundra, vegetação formada de musgos, ervas e subarbustos que se desenvolve sobre solos rochosos em áreas de frio intenso.

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Sorgo (Sorghum vulgare)

Sorgo (Sorghum vulgare)

#Sorgo (Sorghum vulgare)Planta herbácea anual da família das gramíneas, a mesma do arroz, do trigo e do milho, o sorgo (Sorghum vulgare) se apresenta em grandes grupos de variedades ou cultivares, entre os quais se destacam o vassoura, o granífero, o forrageiro e o doce ou sacarino. No aspecto geral, a planta tem certa semelhança com o milho, mas seus grãos são bem menores e seu sistema de raízes é muito mais extenso e profundo, o que torna o sorgo extremamente resistente às secas.

Principal cereal da África, de onde se crê que seja nativo, o sorgo é plantado em larga escala na Índia, China, Tailândia, Argentina e Estados Unidos. No Brasil, onde só começou a ser difundido nas últimas décadas do século XX, seu cultivo se faz principalmente nos estados do Sul, onde o empregam bastante para substituir o milho como ração animal.

Os tipos cultivados para produção de grãos (sorgos graníferos) são conhecidos como durra, milho egípcio, grande milhete, ou milhete indiano. Seus grãos comestíveis, brancos, amarelos, vermelhos, castanhos ou pardos, têm composição química equivalente à dos grãos de milho, com maior teor de proteínas (dez por cento) e menor de gorduras (3,4%). Os grãos de sorgo, usados na produção de farinha, óleo, dextrose e diversas bebidas alcoólicas fermentadas, contêm ainda cálcio e pequenas quantidades de ferro, vitamina B1 e ácido nicotínico. Os sorgos doces, cujos colmos ou caules têm alto teor de sacarose, são cultivados principalmente como forragem e para a extração de álcool e melaço.

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Soja (Glycine max ou G. soja)

Soja (Glycine max ou G. soja)

#Soja (Glycine max ou G. soja)

Planta da família das leguminosas, a mesma do feijão, da ervilha, da lentilha e do amendoim, a soja (Glycine max ou G. soja) é um pequeno arbusto anual, erguido ou prostrado, cuja altura oscila, conforme as muitas variedades, de quarenta centímetros a mais de dois metros. Desde os tempos mais remotos, tem sido um dos principais produtos agrícolas do Oriente e, em países como a China, Japão e Coreia, só é menos importante que o arroz.

A soja, além de matéria-prima para a fabricação de óleo, é utilizada no consumo humano sob a forma de farinha, flocos, leite, sopas e em produtos orientais como shoyu (molho), miso (pasta) e tofu (queijo de soja). Na extração do óleo, sobram o farelo e vários subprodutos, como a proteína vegetal texturizada. A soja entra ainda na composição de numerosos gêneros alimentícios, como macarrão, pães, bolos, bebidas e, como "carne vegetal", em hambúrgueres, patês e salsichas.

A soja pode ser usada também como forragem e como adubo verde. Para isso é enterrada, arando-se em seguida o solo, para fertilizá-lo. Os pés de soja, tal como os de outras leguminosas, possuem nas raízes nódulos bacterianos, pelos quais absorvem nitrogênio do ar e o incorporam ao solo, quando são aproveitados como adubo. Planta bastante rústica, a soja se desenvolve facilmente e cresce em terrenos de diversos tipos. Apresenta certa resistência às secas e é relativamente pouco afetada por doenças ou pragas.

Lineu, que foi o primeiro a descrevê-la, atribuiu-lhe a Índia como terra de origem, se bem seu cultivo, a princípio, tenha tomado mais impulso no Japão e na China. Somente no século XVIII a soja atingiu o Ocidente. Em 1740 foi plantada em Paris no Jardin des Plantes e, em 1790, nos Royal Botanical Gardens, em Kew, Inglaterra. Nos Estados Unidos, que acabariam por disputar com o Brasil a liderança na produção mundial, foi referida pela primeira vez em 1804. No Brasil, a soja começou a ser introduzida pela Bahia, no fim do século XIX. Cem anos mais tarde, seu cultivo já era corrente em praticamente todos os estados, com a notável conquista de áreas do cerrado antes consideradas agricolamente improdutivas. Um número extraordinário de variedades foi obtido para o plantio em áreas específicas das diferentes regiões do país. O estudo da leguminosa está centralizado atualmente no Centro Nacional de Pesquisa da Soja, em Londrina-PR.

As áreas onde a soja é plantada variam das regiões de clima temperado-frio, como o norte dos Estados Unidos e o Canadá, às de clima tipicamente tropical, como as da Indonésia. O sucesso no cultivo sempre depende do uso de variedades adaptadas às peculiaridades do clima e também do solo. As exigências de calor e água para a soja são muito semelhantes às do milho. Contudo, ela é mais resistente do que o milho a secas breves, como também ao excesso de chuvas no tempo da colheita. A temperatura ótima para a germinação da soja é de 30o C; a mínima ideal, durante o crescimento, é de 10o C. Do plantio à colheita, o ciclo oscila, conforme a variedade, de 90 a 160 dias.

A soja perene (G. wightil), originária da África, é de introdução muito mais recente no Brasil. Mas, plantada de São Paulo à região Norte, é utilizada com sucesso como forrageira ou na adubação verde de lavouras de citros e de feijão.

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Silvicultura e Manejo Florestal

Silvicultura e Manejo Florestal

#Silvicultura e Manejo FlorestalA importância da floresta para a vida e a economia motivou o homem a se interessar por sua exploração sistemática. À medida que se tornaram mais conhecidas as complexas relações que regem esses ecossistemas, e depois que o corte abusivo de árvores fez desaparecer extensas massas florestais em muitos países, a silvicultura tornou-se fundamental para proteger a floresta e, ao mesmo tempo, assegurar seu aproveitamento econômico.

Silvicultura é a ciência que se ocupa do cuidado, aproveitamento, exploração e manutenção racional das florestas, em função do interesse ecológico, científico, econômico e social de que elas são objeto. Seu objetivo principal é cultivar povoamentos florestais que satisfaçam as necessidades do mercado e produzam riqueza, garantidas a continuidade e a boa qualidade da produção. O campo de estudo da silvicultura é multidisciplinar e interessa a várias áreas científicas, como a botânica, a ecologia, a fitopatologia (investigação das causas e variáveis que levam ao aparecimento de doenças nas plantas), a edafologia (estudo do solo), a fitogeografia (distribuição das plantas) e a economia.

As florestas não apenas produzem grande quantidade de matérias básicas para o homem (madeiras, resinas, frutos etc.), como são também fundamentais para o equilíbrio do planeta, tanto pela abundância e variedade de seres vivos que abrigam, como por sua influência no clima, na conservação do solo e na qualidade paisagística de uma região. Funcionam também como termostato, evitando os extremos de temperatura verificados em territórios desérticos.

Inúmeros fatores climáticos e geográficos, somados à capacidade adaptativa das plantas e a sua tendência para se dispersarem, determinam as caraterísticas das florestas: sua composição, as associações que se estabelecem entre os vegetais, o grau de dominância de determinadas espécies arbóreas sobre outras, sua variedade e riqueza, e os diferentes estratos de vegetação (especialmente relevantes no caso das florestas tropicais). Para sua formação e expansão, as florestas dependem do tipo de solo sobre o qual assentam: de sua textura, composição, drenagem, profundidade e das reações físico-químicas nele produzidas. No que se refere ao clima, têm relevância a temperatura, o regime de precipitações, os ventos dominantes, a insolação etc. Também são influentes a topografia da região, a proximidade de cadeias montanhosas, de cursos fluviais etc.

A presença das massas florestais, por sua vez, exerce influência sobre o solo e sobre o clima. A produção de húmus proveniente da decomposição da matéria orgânica por bactérias, fungos e inúmeros outros microrganismos, origina novas camadas de solo, capazes de suportar maior cobertura vegetal. A umidade, o regime de chuvas, a circulação dos ventos e a temperatura, entre outros elementos, variam em função da quantidade e qualidade das espécies arbóreas.

Prática da silvicultura - 
Além da extração de madeira e outros produtos de interesse comercial, as técnicas próprias da silvicultura têm como função a preservação da floresta contra a erosão, a desertificação e a depauperação do solo, além de proteger a flora e a fauna de uma região. Exploração florestal, reflorestamento e gestão econômica buscam uma combinação adequada entre a preservação ecológica e o aproveitamento da floresta com fins sociais, de lazer e cultura.

O combate a pragas e a prevenção de incêndios são medidas de especial importância. À ação direta clássica de extermínio de pragas devem associar-se medidas para evitar as condições que facilitam o desenvolvimento desses agentes nocivos, como a alteração do equilíbrio natural da floresta (pela exploração irracional e introdução artificial de espécies não-autóctones); a adoção da monocultura arbórea ao invés de técnicas mais equilibradas de reflorestamento (o que forma áreas onde vivem exemplares de mesma idade e de uma única espécie); e a contaminação favorecida pelo homem (por meio da plantação de espécimes infectados e da erradicação de inimigos naturais das pragas). O emprego de produtos químicos tóxicos e não-biodegradáveis, de alto custo e pouca eficácia, vem sendo, tanto na silvicultura como na agricultura, substituído pelo controle biológico de pragas.

A prevenção de incêndios -- além dos métodos tradicionais de vigilância, formação de aceiros e dotação de meios de extinção adequados -- requer medidas de ação a longo prazo, como a educação dos cidadãos, a sensibilização do público para a importância das florestas e uma política de reflorestamento mais racional e adequada ao meio natural, que evite, por exemplo, a plantação de espécies que favorecem a propagação de incêndios.

O ritmo adequado de corte de árvores, no que diz respeito à freqüência e à intensidade, deve se basear num planejamento rigoroso, acompanhado de regulamentação com força de lei que seja eficaz na manutenção do ecossistema. A preservação florestal é fundamental também porque o aproveitamento industrial não é o único: a floresta pode ser usada com fins agropecuários, científicos, educativos, turísticos e outros. Além dos benefícios ecológicos que propicia, a exploração racional das florestas representa também uma alternativa viável de fixação das populações rurais e contribui para a diminuição da migração descontrolada para os grandes centros urbanos.

Brasil - A extração de pau-brasil pelos colonizadores foi a primeira forma de aproveitamento dos recursos florestais no Brasil. A partir do século XVI, grandes faixas do território nacional foram sendo progressivamente desmatadas e em seu lugar instaladas monoculturas, como as de cana-de-açúcar, algodão e, mais tarde, de café. A preocupação governamental com o desmatamento em larga escala só assumiu forma institucional na década de 1940, quando foi criado o Instituto Nacional do Pinho, com o propósito de controlar a produção, evitar a devastação indiscriminada e proceder ao reflorestamento. Os incentivos, no entanto, privilegiaram as monoculturas de eucalipto e pinheiros importados (Pinus eliotii), plantados geralmente em substituição às matas nativas devastadas.

Pressões internacionais e a sensibilização da opinião pública, a partir da década de 1990, forçaram o Brasil a encarar o problema de forma mais rigorosa e a buscar outras soluções. Independentemente da iniciativa oficial, organizaram-se projetos alternativos de ocupação, reflorestamento e preservação das matas. A comercialização de polpa congelada de frutas amazônicas, como o cupuaçu, representa uma nova possibilidade de sobrevivência econômica desses grupos, entre os quais destaca-se o Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (RECA), que atua em Nova Califórnia-RO. Na Amazônia, em Paragominas PA, onde se localiza o maior pólo madeireiro do país, o sucesso dos projetos locais poderá impedir o desaparecimento de milhares de espécies e garantir novo corte comercial de madeira após trinta anos.

Em Xapuri-AC, as cooperativas de seringueiros procuram modernizar os processos extrativistas na região. A dificuldade de distribuição ainda é um dos maiores problemas enfrentados pelos produtores, que contam, no entanto, com apoio financeiro de organizações não-governamentais do mundo inteiro.

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Semente, Morfologia das Sementes

Semente, Morfologia das Sementes

#Semente, Morfologia das Sementes

Nas plantas com flores de estrutura mais primitiva (gimnospermas), a semente se acha sem proteção, pois o fruto dessas plantas é constituído de carpelos que não se fecham. Nas plantas mais evoluídas (angiospermas), a semente fica protegida no interior do fruto, formado de carpelos que se fecham.

Semente é o órgão de dispersão das plantas floríferas, no qual se encontra o embrião adormecido. Resulta do desenvolvimento do óvulo, geralmente em conseqüência da fecundação, embora esta não seja indispensável. Assim, a semente é fértil quando houve fecundação, mas pode ser estéril (partenogenética) quando resulta de óvulo não fecundado.

Morfologia - A semente é formada de um cabo, envoltórios e conteúdo. O cabo da semente (podosperma) resulta do desenvolvimento do cabo do óvulo (funículo). Do mesmo modo, os envoltórios da semente resultam dos envoltórios do óvulo. Nas gimnospermas há um envoltório apenas, chamado tegumento, enquanto nas angiospermas há dois: o externo (testa) e o interno (tegme).

Os envoltórios são constituídos de células estreitamente unidas e impregnadas de matérias impermeáveis, que isolam o conteúdo do meio ambiente. A entrada do ar atmosférico oxigenado e a saída do gás carbônico fazem-se através dos envoltórios, mas a água só pode atravessá-los pela cicatriz resultante da queda do cabo, o hilo.

O conteúdo da semente, também chamado de amêndoa, compreende o embrião, que é a miniatura da planta, e o endosperma, reserva de substâncias destinadas a seu desenvolvimento durante a germinação. O embrião resulta da segmentação celular do zigoto formador e é constituído de: (1) radícula, que dará a raiz; (2) caulículo, que evoluirá para formar a parte do caule abaixo dos cotilédones; (3) gêmula, que dará a parte do caule acima dos cotilédones e as folhas; e (4) cotilédones, em número variável, órgãos de reserva alimentar.

O endosperma resulta da segmentação celular do zigoto nutridor. Pode ser carnoso (castanha-do-pará), córneo (café) ou aquoso (como parte do coco-da-baía). O número de cotilédones tem grande importância na classificação botânica. Quando há apenas um, a planta pertence à classe das monocotiledôneas, como as palmeiras e as gramíneas. Quando os cotilédones do embrião são dois, a planta pertence à classe das dicotiledôneas, que compreende a maioria das árvores.

Composição química - As sementes se classificam de acordo com o predomínio de amido, gorduras ou nitrogênio. Amiláceas são as sementes ricas em amido, como as dos cereais (gramíneas); oleaginosas, as ricas em gordura, como as do girassol, da mamona e da maioria das palmeiras; e nitrogenadas, as ricas em proteínas, como as das leguminosas, notadamente as da soja.

Dispersão - Os órgãos de dispersão das plantas superiores são o pólen e a semente. O grão de pólen é transportado a grandes distâncias, pois é diminuto e levíssimo. A semente é milhares de vezes mais pesada, pois carrega consigo o alimento para as primeiras fases de desenvolvimento do embrião. Para que o pólen contribua para a produção de outra planta, deve cair sobre o estigma e aí emitir o tubo polínico que levará os gametas para dentro do óvulo. No caso da semente, basta que encontre condições ambientais favoráveis para produzir a planta.

A dispersão da semente pode ser feita pelo homem e outros animais: transportada por seu próprio valor como alimento, ou pelo valor do fruto que a contém; presa ao pêlo dos animais; levada pelo vento, quando é muito leve, e especialmente se ela ou o fruto apresentam plumas, filamentos ou asas; ou carregada pela água, quando existem flutuadores na semente ou no fruto. A dispersão pode ser feita também por meio de dispositivos existentes no fruto, que atiram a semente longe.

Germinação - A germinação é a retomada do desenvolvimento que havia sido sustado logo após a formação do embrião. Para haver germinação são indispensáveis certas condições, umas próprias da semente e outras do ambiente.

As condições próprias da semente (ou intrínsecas) são: integridade (possuir os órgãos essenciais); vitalidade (estar viva e respirando); e maturidade (ter o embrião completamente desenvolvido e com reservas nutritivas acumuladas). A semente, em regra, atinge a maturidade ao mesmo tempo que o fruto, quando este cai, mas algumas podem germinar antes que o fruto amadureça, como ocorre com o trigo, o feijão e o centeio; e outras só dois anos depois que o fruto cai, como a pêra e o pêssego.

As condições próprias do ambiente (extrínsecas) são: composição química apropriada do solo; umidade adequada; arejamento, já que nessa fase da vida a respiração é muito intensa; e luminosidade e temperatura adequadas.

A semente que, embora viável, não germina, mesmo em condições favoráveis do ambiente, é considerada dormente. As causas da dormência podem ser físicas ou fisiológicas. A dormência física pode ser provocada pelos envoltórios duros e impenetráveis à água e, em algumas plantas, até ao oxigênio. Muitas sementes de leguminosas só conseguem germinar depois de demorada ação de microrganismos do solo (e de outros agentes do ambiente), que enfraqueça suficientemente seus envoltórios, a fim de permitir a entrada da água.

A dormência fisiológica pode ser provocada por fatores externos ou internos. Os fatores externos são chamados inibidores e podem estar localizados na polpa do fruto, no tegumento ou no alimento (endosperma) da semente. A germinação da semente do tomateiro dentro de um tomate é caso raro, mas ela passa a germinar logo que a mucilagem que a envolve é removida pela chuva. É evidente que se trata de uma adaptação para garantir que a germinação só se inicie quando existam boas condições de umidade para levá-la a termo.

Os fatores internos são exemplificados pelo caso de um embrião imaturo e pela estratificação. Às vezes o fruto já atinge a maturação, mas a semente ainda consiste apenas de umas poucas células não diferenciadas. Transcorrerá portanto algum tempo, após o amadurecimento do fruto, para que a semente aguarde o desenvolvimento de suas próprias reservas e só então comece a germinar. Por fim, algumas espécies, principalmente das regiões temperadas, só germinam depois de sofrerem a estratificação, suportando temperaturas em torno de 5oC. Em sua grande maioria as sementes, quando bem secas, podem ser conservadas por longo tempo, sem que percam seu poder germinativo.

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Selva, Características das Selvas

Selva, Características das Selvas

#Selva, Características das Selvas

Lugares inóspitos para o homem civilizado, autênticos paraísos para os cientistas e ecossistemas ótimos para o desenvolvimento da vida em seu máximo esplendor, as selvas constituem um dos habitats mais importantes para o equilíbrio ecológico do planeta. À imensa variedade de organismos que abrigam, soma-se a influência de suas massas de vegetação sobre o clima, o solo, a paisagem e a produção de oxigênio.

Selva ou mata pluvial é um tipo de ecossistema florestal formado por uma comunidade arbórea muito densa, com árvores altas, cujas copas formam uma cobertura que dificulta a penetração da luz, localizada em planaltos tropicais úmidos e planícies próximas ao equador.

As características da selva se determinam de acordo com o clima. Em geral, classificam-se em selvas caducifólias e perenifólias, de acordo com as espécies que as formam. As selvas caducifólias, integradas por árvores que renovam as folhas de forma simultânea, são adaptadas ao clima temperado, com alternância de duas estações, uma seca e outra úmida. Quando a estação seca é muito longa, a vegetação se reduz. As selvas perenifólias, pelo contrário, são sempre verdes por serem formadas por árvores cujas folhas não caem antes que as novas estejam desenvolvidas.

Distinguem-se vários tipos de selvas. A erófila ou montana é aquela localizada na montanha, em geral formada por três camadas superpostas de vegetação: a primeira, ou inferior, muito exuberante; a segunda, já no nível em que pairam as nuvens, chamada de mata nebular ou bosque nubígeno; e a terceira, localizada nas proximidades dos picos, onde as árvores escasseiam e dominam as comunidades herbáceas. As selvas equatoriais ou tropicais constituem um dos tipos mais complexos, ricos e variados de ecossistema terrestre. Desenvolvem-se em uma ampla faixa situada em ambos os lados da linha do equador, onde se registram condições ótimas de temperatura e umidade para o crescimento de grandes massas vegetais. É característica da selva tropical a oscilação mínima de temperatura, se comparada com a que se registra nos demais ecossistemas terrestres. Os manguezais também são matas pluviais dos trópicos, com árvores menos altas e caracterizadas pelas raízes respiratórias e aracnoideas, para sustentação da planta em solos lodosos e pouco consistentes.

Distribuição, flora e fauna. Existem selvas nas Américas Central e do Sul, das quais a amazônica é a mais exuberante; na zona equatorial africana, Madagascar e certas áreas do sudeste da África; nas regiões meridionais da Ásia, desde a Índia até a Nova Guiné; e em uma estreita mas extensa faixa do litoral setentrional da Austrália.

A vegetação na selva se distribui em estratos bem diferenciados, do nível do solo às camadas mais altas: o estrato herbáceo, constituído por plantas que crescem perto da terra e não ultrapassam meio metro de altura; o arbustivo, integrado por espécies cuja envergadura chega a cinco metros; o estrato médio, até os 15m; o estrato arbóreo contínuo, até os 25m; e o estrato das grandes árvores, que podem atingir até 35m de altura. A concorrência entre as plantas é muito intensa, pois a escassez de espaço e de luz exige das espécies múltiplas adaptações.

A selva é o paraíso dos invertebrados terrestres: caracóis gigantes da África tropical, sanguessugas Haemadipsa do Extremo Oriente, tarântulas sul-americanas, lacraias e centopeias. O calor e a umidade mantêm ativo o metabolismo desses animais ao longo de todos os meses do ano, assim como o dos vertebrados poiquilotermos (anfíbios e répteis), que em regiões mais frias experimentam um período de letargia nas estações rigorosas. Têm nas selvas o seu principal habitat inúmeras espécies de aves, dos faisões asiáticos aos colibris americanos; grandes felinos, como o jaguar, na América; o leopardo, na África; e o tigre, na Ásia; mamíferos insetívoros, morcegos frugívoros e a quase totalidade dos primatas.

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Sapoti (Achras sapota)

Sapoti (Achras sapota)

#Sapoti (Achras sapota)O látex extraído da casca do sapotizeiro foi durante muito tempo a principal matéria-prima utilizada na produção de chicletes. Países como o México exportaram-no em larga escala para os Estados Unidos, onde da adição a esse látex de aromatizantes diversos, como menta ou canela, resultaram as fórmulas essenciais das gomas de mascar disseminadas no mundo.

Sapoti é o fruto do sapotizeiro, ou sapota (Achras sapota), árvore de cerca de 15m de altura, da família das sapotáceas, nativa da América Central e do sul do México, mas de há muito aclimatada ao Brasil. Há espécies de sapota originárias da região amazônica. Emite folhas elípticas, em disposição alternada, com 5 a 14cm de comprimento por cinco a sete centímetros de largura, e dá pequenas flores brancas que geralmente surgem solitárias nas axilas das folhas.

O fruto, de forma esferoide a ovoide, com cinco a sete centímetros de diâmetro, tem a casca muito fina, cor de ferrugem, e encerra de duas a cinco sementes pretas, grandes e lustrosas. A polpa, que contém tanino e látex quando ainda está verde, torna-se mole, amarelenta e adocicada quando madura, podendo ser comida ao natural ou em refrescos, xaropes e geleias.

Pouco exigente em relação ao tipo de solo, o sapotizeiro se desenvolve melhor em climas quentes, com mais de 1.000mm de chuvas por ano. Multiplica-se por sementes, mas esse método pode alterar muitas de suas características. Dá-se por isso preferência ao plantio de mudas obtidas por enxertia, que podem começar a frutificar desde o quarto ano. Um pé adulto chega a dar de mil a três mil sapotis por ano. Os frutos contêm cálcio, fósforo, ferro e doses modestas de vitaminas B1, B2 e C.

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Salsaparrilha, Planta Trepadeira do Gênero Smilax

Salsaparrilha, Planta Trepadeira do Gênero Smilax

#Salsaparrilha, Planta Trepadeira do Gênero Smilax

Outrora base de um tônico popular, com propriedades diuréticas, anti-reumáticas, febrífugas e depurativas, a salsaparrilha é mais usada atualmente para dar gosto a remédios. Uma bebida refrescante é também obtida das raízes de algumas espécies americanas.

O nome salsaparrilha se aplica às plantas trepadeiras e espinhosas do gênero Smilax da família das liliáceas, a mesma dos lírios e da cebola. Perenes, com rizoma lenhoso e grosso, têm folhas grandes, com até 12cm de comprimento por nove de largura, e numerosas gavinhas que lhes servem para aderir aos suportes. As flores, discretas, esverdeadas, de 3 a 15, agrupam-se em cachos (umbelas). Os pequenos frutos, a princípio avermelhados, tornam-se com o tempo quase negros.

Há espécies que vegetam em regiões temperadas da Europa, como a orla do Mediterrâneo, mas a maioria é nativa da grande faixa costeira que se estende do México ao Peru. Entre as espécies mais exploradas comercialmente estão a salsaparrilha do México (Smilax aristolochiaefolia), a de Honduras (Smilax regelii) e a do Equador (Smilax febrifuga). O nome japecanga se aplica, como sinônimo, a diversas espécies brasileiras, que ocorrem principalmente na vegetação do cerrado e da Amazônia: é o caso da salsaparrilha-de-botica (Smilax officinalis), também conhecida como japecanga-mineira, e de S. brasiliensis, ou japecanga-miúda.

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Salsa (Petroselinum Sativum ou P. Crispum)

Salsa (Petroselinum Sativum ou P. Crispum)

#Salsa (Petroselinum Sativum ou P. Crispum)

A salsa (Petroselinum sativum ou P. crispum), planta da família das umbelíferas ou apiáceas, a mesma do aipo, do coentro e da cenoura, é uma erva bianual tida como originária do Mediterrâneo. Das numerosas variedades existentes, as mais plantadas no Brasil são a lisa-comum, de folhas verde-claras, que cresce de 20 a 25cm de altura no primeiro ano; a graúda-portuguesa, de folhas maiores e mais escuras, que chega a quarenta centímetros; e a crespa, de folhas verde-escuras bem franjadas e porte análogo ao da lisa-comum. No segundo ano de crescimento, ocorre em geral a produção de flores e sementes, no topo de hastes que se alteiam da massa verde de folhas, com oitenta centímetros ou mais de altura.

O princípio ativo da salsa, o apiol, que facilita a digestão, combate os gases no organismo e tem forte ação diurética, está presente nas sementes e, em menor escala, nas folhas e raízes da planta. O hábito de usá-la como tempero e adorno dos pratos mais variados, hoje comum em todo o mundo, remonta à antiguidade greco-romana.

O plantio da salsa, a partir de sementes, é feito no Brasil o ano todo, mas de preferência entre março e junho. Por volta de agosto, quando já haja touceiras bem formadas, é possível desmembrá-las para obter novas mudas. A planta requer solo fofo, úmido e bem adubado. Cerca de dois meses após o plantio, a colheita já pode começar a ser feita.

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Rosa, Planta da Família das Rosáceas

Rosa, Planta da Família das Rosáceas

#Rosa, Planta da Família das RosáceasOriginária das regiões temperadas do hemisfério norte, a rosa é largamente cultivada pelo valor ornamental das flores que, graças a hibridações, hoje se apresentam em centenas de espécies de variados tons e matizes. Há desde rosas brancas, amarelas e cor-de-rosa até vermelhas e purpúreas.

Rosa é o nome pelo qual são conhecidas diversas espécies de plantas da família das rosáceas, do gênero Rosa. As roseiras são arbustos ou trepadeiras com hastes espinhosas, cujas folhas, isoladas, alternas, simples ou compostas, em geral são serreadas e com estípulas. As flores têm aspecto belo e delicado e aroma agradável.

As espécies de rosas cultivadas são freqüentemente dobradas, isto é, com flores de múltiplos arranjos de pétalas. Em sua forma selvagem, porém, as flores têm o cálice formado de cinco sépalas e a corola matizada com cinco pétalas e numerosos estames. Apresentam-se ora isoladas, ora em cachos. Sua cor varia do branco ao vermelho-escuro e inclui tonalidades amarelas, rosadas e purpúreas. Amarelo ou vermelho-vivo, o fruto é um receptáculo carnoso que envolve os carpelos. Apreciado pelos pássaros, dele também se fazem geléias e vinhos.

Existem fósseis de rosas que datam de vinte milhões de anos. As formas hoje existentes resultaram de hibridação e seleção, durante séculos, de espécies originárias principalmente do monte Cáucaso e do Extremo Oriente -- onde são encontradas em estado silvestre -- e que se propagaram para oeste através da Anatólia até alcançar a Europa. A jardinagem da roseira alcançou grande popularidade na Idade Média, e a flor aparece em emblemas da realeza européia.

Algumas das espécies cultivadas, denominadas rosa-chá e rosa de Bengala, procedem da Ásia e derivam das espécies R. indica e R. sinensis; outras surgem da espécie silvestre R. canina e da R. gallica. Desde então, por meio de hibridação e seleção, surgiram variedades de formas e portes bastante diversos.

O cultivo, que pode ser feito em larga escala para corte ou para fins ornamentais em parques e jardins, requer exposição ensolarada e solo bem adubado. A multiplicação efetua-se principalmente por estaca e por separação de mudas. A poda da planta realiza-se na estação fria; a maior intensidade de poda determina menor floração, mas melhor qualidade. A essência de rosa, obtida principalmente da R. alba e da R. damascena, tem aplicação em perfumaria.

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Romã (Punica granatum)

Romã (Punica granatum)

#Romã (Punica granatum)

Romã é o fruto da romãzeira (Punica granatum), arbusto esgalhado de três a cinco metros de altura que constitui, ao lado de uma espécie pouco conhecida da ilha de Socotra, a família das punicáceas. Nativa do Irã e de países vizinhos, seu cultivo espalhou-se pelo Mediterrâneo e se estendeu até a Índia. Depois, generalizou-se por regiões quentes e temperadas do globo.

"Comam romã, pois ela purga o organismo da inveja e do ódio." O conselho, dado pelo profeta Maomé, ilustra a importância, análoga à do figo e à da uva, que a romã adquiriu no Oriente Médio.

As frutas, que amadurecem a partir de novembro, têm o tamanho de uma laranja e formato grosseiramente hexagonal. Dividem-se em várias células, têm casca coriácea e apresentam tonalidades que vão do marrom-escuro ao amarelo-avermelhado. Sua parte comestível -- doce, cor-de-rosa e refrescante -- é a película ou tegumento gelatinoso que reveste as numerosas sementes encontradas em arrumação compacta.

A romãzeira propaga-se por sementes, enxertos, mergulhões, alporques ou estacas lenhosas. As mudas são plantadas, de preferência, no início da primavera. Embora vegete e floresça em vários climas, a produção de frutas só é satisfatória em áreas quentes e secas. A fruta, a casca e a raiz da planta, que contêm substâncias como tanino e ácido gálico, estão presentes nos receituários da medicina informal dos mais diversos países.

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Trigo, História, Plantio e Colheita do Trigo

Trigo, História, Plantio e Colheita do Trigo

#Trigo, História, Plantio e Colheita do TrigoUtilizado desde a idade da pedra, o trigo foi sempre o principal produto na alimentação humana ao longo de cinco milênios, especialmente nas regiões de clima temperado. O arroz -- seu mais próximo concorrente -- e o milho predominam nas regiões tropicais.

Trigo é um cereal da família das gramíneas, do gênero Triticum, que compreende cerca de 24 espécies. A planta tem folhas longas e finas, talo oco na maioria das variedades e espigas compostas de vinte a cem flores. Estas, muito pequenas, agrupam-se em espículas, cada uma com duas a seis flores, das quais duas ou três são naturalmente fertilizadas e produzem grãos.

Das variedades conhecidas de trigo, as principais são o Triticum vulgare, com o qual se fabrica pão; o T. durum, empregado para macarrão e massas; e o Triticum compactum, mais mole, com o qual se fazem bolos, biscoitos, tortas e farinhas.

Distribuição geográfica e cultivo - O trigo cresce numa ampla diversidade de climas e solos, mas sua adaptação mais completa se dá em climas temperados com chuvas moderadas. Seu cultivo, contudo, estende-se desde o círculo polar ártico até as zonas subequatoriais, em altitudes inferiores ao nível do mar ou de até três mil metros. Dos principais integrantes da dieta humana, o trigo é o que menos necessita de água. As culturas se fazem em planícies para facilitar o uso de máquinas.

Quanto ao ciclo, há dois tipos de trigo: de primavera, plantado na primavera e colhido no verão; e de inverno, plantado no outono e colhido no fim da primavera. A planta germina uma ou duas vezes ao ano. O rendimento dos campos de trigo são bastante variáveis, e afetados por diversos fatores, como as características do solo, as condições meteorológicas durante seu ciclo e as doenças, causadas principalmente por vírus, bactérias e fungos.

História - A revolução neolítica, que marcou durante a pré-história a passagem das tribos nômades caçadoras e coletoras de frutos para sociedades sedentárias que praticavam a agricultura e a pecuária como meios de subsistência, teve no trigo um de seus primeiros produtos cultivados. Aos poucos, o cereal se transformou no alimento básico da dieta desses povos.

Os habitantes das aldeias de palafitas dos lagos suíços e os escandinavos da idade da pedra comiam cevada, trigo e painço. Sabe-se que no Egito, no período pré-dinástico, já se consumia trigo e cevada como alimento. Na Babilônia, há cerca de seis mil anos, o trigo era tão importante quanto a cevada. Na época dos antigos gregos e romanos, os trigais eram comuns no Mediterrâneo e substituíram progressivamente as plantações de cevada, primitivamente mais cultivada e consumida. Por volta do terceiro milênio antes da era cristã, o trigo era bem conhecido na China e posteriormente se popularizou também no Japão e na Índia. Expandiu-se mais tarde pela Europa.

A invenção do arado pelos romanos foi determinante para o cultivo do trigo, que se estendeu pela Idade Média. Não obstante o aumento da produção, as guerras travadas entre senhores feudais originaram frequentes crises de alimentos nas cidades medievais. Desde o século XVI, regiões como Polônia e Ucrânia transformaram-se em centros produtores de grãos e, ao mesmo tempo, em objeto de cobiça e focos de lutas políticas para conseguir seu domínio.

O surgimento de novas zonas cerealistas, como os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e a Austrália; a especialização das culturas experimentada desde o século XVIII; e a crescente utilização de máquinas nas tarefas agrícolas foram fatores que influenciaram  o aumento da produção e da produtividade.

Plantio e colheita - O trigo prefere climas temperados e não suporta a acidez excessiva do solo, que pode ser corrigida com a aplicação de calcário moído. Também não se prestam à cultura do trigo os solos argilosos ou muito ricos em matéria orgânica, já que provocam o acamamento do trigal. O solo deverá ser bem arado e gradeado, e a adubação é quase sempre indispensável. A semeadura é manual, mas nas pequenas culturas pode às vezes ser feita a lanço. Nas grandes culturas, é mecânica e em linhas.

O trato é simples, quase sempre limitado a escarificações, cuja finalidade é quebrar a crosta dura que se forma em solos argilosos. As ervas daninhas são raras quando a terra foi bem preparada e o trigal se desenvolve na estação fria e seca.

A colheita pode ser automatizada, mas nas pequenas culturas é manual, lenta e trabalhosa. Corta-se o trigo maduro em feixes que, depois da secagem, vão para o terreiro, onde são batidos manualmente. Essa fase, chamada debulha ou trilha, em alguns países é feita pelo pisoteio de animais domésticos. Existem também trilhadeiras mecânicas que simplificam e aceleram a operação. Nas grandes lavouras, a colheita se faz mecanicamente, com colheitadeiras modernas capazes de realizar simultaneamente múltiplas tarefas, como cortar os colmos, debulhar as espigas e separar os grãos da palha, para em seguida ensacá-los.

Aproveitamento e aplicações
- A maior parte da farinha de trigo produzida se emprega para fabricar pão. As variedades duras, cultivadas em climas secos, apresentam valor proteico entre 11 e 15%. O trigo mole, cultivado em clima úmido, tem conteúdo proteico inferior.

A composição média do grão do trigo, alimento que representa uma das principais fontes de energia da dieta humana, é de dois terços de carboidratos, um oitavo de proteínas, um oitavo de água e pequenas quantidades de gorduras, sais minerais e fibras. O conteúdo calórico do vegetal é de 330 calorias para cada cem gramas de trigo. Outros nutrientes do trigo são a tiamina, a riboflavina e a vitamina A em reduzidas proporções, a maioria das quais desaparece durante o processo de moagem.

A produção mundial de trigo, no final do século XX, situava-se em torno dos 500 milhões de toneladas, com uma área global cultivada superior a 200 milhões de hectares. Os principais produtores eram China, Estados Unidos, Índia, Rússia, França, Canadá, Argentina, Turquia, Paquistão, Austrália, Itália e Espanha.

Triticultura brasileira - O trigo foi introduzido no Brasil pelos primeiros colonizadores. Ainda no século XVI disseminou-se em várias áreas, principalmente na região Sul, sub temperada. No começo do século XVII, os casais açorianos fixados na antiga província de São Pedro do Sul incrementaram seu cultivo. Em 1805 o país já exportava quantidades apreciáveis do cereal, mas a partir de 1811, com a irrupção da ferrugem, os agricultores passaram a preferir outras lavouras. Nos séculos XIX e XX, até a década de 1940, não prosperou a cultura de trigo no Brasil.

No meado do século XX, em virtude de medidas preparatórias e de incentivo, a produção de trigo chegou a mais de um milhão de toneladas, mas caiu nos anos seguintes para quase a metade. Graças à utilização de sementes selecionadas, na década de 1970 as colheitas se elevaram novamente. Na última década do século, com 95% das plantações brasileiras concentradas nas terras ácidas do Rio Grande do Sul, o Brasil importava mais de dois terços do trigo necessário para seu próprio consumo. Pesquisadores tentavam obter, por meio de cruzamentos genéticos, linhagens que oferecessem características do trigo duro, de melhor qualidade para massas, a partir do trigo mole, o único que suporta a acidez do solo.

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