Adolf Hitler, Político Alemão de Origem Austríaca

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Adolf Hitler, Político Alemão de Origem Austríaca

Adolf Hitler, Político Alemão de Origem AustríacaPolítico alemão de origem austríaca (Braunau, Áustria, 20/04/1889 - Berlin, 30/04/1945). O pai, Alois, era filho ilegítimo e usou, durante algum tempo, o apelido materno, Schicklgruber, mas em 1876 já estabelecera seu direito ao patronímico. Adolf Hitler nunca se chamou Por outro nome. Seus inimigos, todavia, ressucitaram o sobrenome Schicklgruber na década de 1930 para ridicularizá-lo.

Passou a infância nas imediações de Linz. O pai, morto em 1903, deixou uma pequena pensão, que Hitler continuo a receber mesmo depois da morte da mãe (1908). Disso vivia e de pequenos empregos de ocasião. Estudante medíocre e instável, não conseguiu graduar-se no curso secundário. Depois de dois anos de ociosidade em Linz, tentou por duas vezes o ingresso na academia de belas-artes de Viena. Sonhava ser pintor. Em 1913 mudou-se para Munique e em 1914 (embora tivesse sido considerado incapaz para o serviço militar na Áustria) alistou-se no 16º Regimento da Baviera ao irromper a I Guerra Mundial. Foi ferido em 1916 e baixou ao hospital em 1918, vítima de um ataque aliado Por gás tóxico. Foi duas vezes condecorado Por bravura: em 1914 com a cruz de ferro de segunda classe; e em 1918 com a cruz de guerra de primeira classe - condecoração rara para um simples cabo.

Acabada a guerra, ligou-se, como agente do exército, ao pequeno Partido Trabalhista Alemão, de Munique. Em 1920, incubido da propaganda do partido, mudou o seu nome para Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (“Nazi”). Em 1921, feito presidente do partido, com poderes ilimitados, planejou a criação de um movimento de massas, atirando-se a uma série de comícios. Em 1923, aproveitando o descontentamento popular com o Tratado de Versalhes, acrescido da terrível inflação que assolava o país, tentou apoderar-se do governo da Baviera e iniciar uma ofensiva contra Berlim; mas o putsch de novembro falhou, e Hitler foi condenado a cinco anos de reclusão, dos quais cumpriu apenas nove meses na fortaleza de Landsberg. Durante este tempo escreveu o primeiro volume do Mein Kampf (Minha Luta), exposição de suas ideias e prognóstico de sua futura ação política. Beneficiado Por uma anistia, tratou logo de reestruturar o partido que sofria adiantado processo de desagregação por dissidências internas. Em 1929, alcançava a audiência de quase toda a nação, controlando os jornais do partido nacionalista de Alfred Hugenberg, através dos quais começou a proclamar sua fé no soerguimento da Alemanha. Em 1930, o partido nazista já era o segundo do país.

As ideias políticas básicas de Hitler tomaram forma do ambiente da classe média de Viena, onde vivera em sua juventude. Acreditava ser a desigualdade entre os homens e as raças decorrência da ordem natural das coisas. Exaltava as raças arianas. A unidade natural da espécie humana era o Volk, que encontrava sua encarnação natural no Führer (guia), a quem cumpria entregar a autoridade absoluta. Os judeus, a seus olhos os maiores inimigos do nazismo e do povo alemão, constituíam-se numa figura mítica, na qual ele projetava tudo aquilo que temia e odiava. Finda a II Guerra Mundial, haviam sido mortos nos campos nazistas de extermínio da Europa ocupada, sobretudo da Europa oriental, cerca de seis milhões de judeus. Essa foi a “solução final” encontrada por Hitler para o “problema” judeu e para a implantação da “nova ordem” no continente.

Em 1933, convidado pelo presidente marechal Von Hindernburg para chanceler da Alemanha, lançou-se ao estabelecimento da ditadura absoluta. O incêndio do Reichstag(Parlamento), na noite de 27.11.1933, levado a cabo pelos nazistas, mas Por eles atribuído aos comunistas, forneceu a desculpa para um decreto que anulava todas as garantias de liberdade e para uma intensa campanha de violência. Josef Goebbels, ministro da Informação e Propaganda do Reich, exercia controle total sobre os órgãos de difusão de notícias do país, promovendo as ideias de Hittler e orientando a opinião pública. Morto, Hindenburg, Hitler acrescentou aos seus poderes de chanceler os de Fürer da Alemanha. Sua vida pública se confunde, a partir dessa data, com a própria história do país. Uma caixeira de Munique, Eva Braun, tornou-se sua mulher. Leal até o fim, acompanhou-o nos seus últimos dias na chancelaria sitiada de Berlim e suicidou-se com ele.

Hitler era indiferente ao luxo, não bebia álcool, café ou chá e não fumava. Inimigo de rotina ou de hábitos regulares de trabalho(o que atribuía ao seu temperamento artístico), sujeito a crises de depressão e de fúria, exercia sobre os subordinados (e sobre as massas), um poder hipnótico. A 20-VII-1944, o coronel Claus von Stauffenberg fez explodir uma bomba no quartel-general do Fürer da Prússia oriental. Hitler escapou com ferimentos e superficiais e vingou-se de maneira implacável. Mas a partir desta data, mostrou-se cada vez mais ensimesmado e doente. Ao fim, exausto, precocemente Senil, , talvez insano, já não deixava o seu bunker da Chancelaria. Ali se matou, com veneno ou tiro de revólver. Seu cadáver e o de Eva foram incinerados, segundo suas instruções. Em seu testamento político, nomeou o Almirante Karl Doenitz chefe de Estado e Josef Goebbels chanceler da Alemanha. Morreu deixando seu país derrotado e devastado.

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