Bulgária, Aspectos Gerais da Bulgária

Bulgária, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Bulgária

BULGÁRIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA BULGÁRIAGeografia: Área: 110.994 km². Hora local: +5h. Clima: temperado continental. Capital: Sófia. Cidades: Sófia (1.096.389), Plovdiv (340.638), Varna (314.539), Burgas (193.316), Ruse (162.128) (2016).

População: 8,9 milhões (2016); nacionalidade: búlgara; composição: búlgaros 85%, turcos 9%, ciganos 3%, macedônios 3%. Idiomas: búlgaro (oficial), turco, macedônio. Religião: cristianismo 81% (ortodoxos 71,6%, independentes 7,1%, outros 2,5%), islamismo 11,9%, sem religião 5%, ateísmo 2%, judaísmo 0,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (61) 223-6193, fax (61) 323-3285 – Brasília (DF); e-mail: bulgaria@abordo.com.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 28 regiões subdivididas em municipalidades. Partidos: Movimento Nacional Simeão II (NDST), União das Forças Democráticas (SDS), Socialista Búlgaro (BSP), Movimento pelos Direitos e as Liberdades (DPS). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 240 membros. Constituição: 1991.

Situada na costa do mar Negro, no sudeste da Europa, a Bulgária é um dos países com maior afinidade cultural com a Federação Russa entre os antigos satélites da ex-União Soviética (URSS). As duas nações compartilham o alfabeto cirílico e o cristianismo ortodoxo, religião da maioria da população búlgara. O Monastério de Rila, patrimônio da humanidade, foi o centro da resistência cristã durante o domínio turco-otomano no país. Na última década, a minoria turca amplia a influência na sociedade e reforça práticas da própria cultura. Desde a queda do bloco socialista, a Bulgária enfrenta dificuldades em retomar o desenvolvimento da economia, debilitadas pelo desemprego crescente e pela corrupção. Importante fonte de receitas, a agricultura predomina no vale do rio Danúbio, onde há plantação de cereais. Os rendimentos com turismo crescem nos últimos anos.

Bandeira da BulgáriaHistória da Bulgária

A história da Bulgária tem como marco o século VII, quando invasores de origem turco-tártara se misturam aos nativos eslavos e fundam o primeiro Império Búlgaro. A nação converte-se ao cristianismo no século IX. Em 1396 completa-se sua anexação pelo Império Turco-Otomano. O norte da Bulgária é libertado da Turquia pelo Exército russo, em 1878, enquanto o sul (Rumélia) se torna uma província autônoma subordinada ao governo turco. Obtém a independência em 1908, quando Ferdinando de Saxe-Coburgo-Gotha é proclamado rei.

Guerras mundiais - A nação luta ao lado da Alemanha na I Guerra Mundial. Derrotada, perde territórios para a Romênia, a Iugoslávia e a Grécia. Em 1941, durante a II Guerra Mundial, a Bulgária alia-se novamente à Alemanha. Tropas da URSS entram no país em 1944, e o governo é derrubado pela resistência antinazista.

Regime comunista - A partir de 1945, a nação fica sob influência soviética. Em 1946, um plebiscito abole a monarquia. É estabelecida a República Popular da Bulgária, e o líder comunista Georgi Dimitrov é eleito primeiro-ministro. O pluralismo político sobrevive até 1947, quando Dimitrov começa a perseguir os oposicionistas. Em 1949, Dimitrov dá lugar a Vulko Chervenkov, que prossegue com a política de industrialização, coletivização agrícola e controle policial da sociedade. O abrandamento da repressão na URSS, após a morte do ditador Josef Stálin, reflete-se na Bulgária, com a substituição de Chervenkov, em 1954, por um dirigente moderado, Todor Zhivkov, que fica 35 anos no poder.

Sofia, Capital da Bulgária
Sofia, Capital da Bulgária
Democratização - Zhivkov tenta, na década de 1980, adaptar-se à abertura política iniciada pelo presidente soviético Mikhail Gorbatchov. Em 1988, o regime búlgaro admite candidatos independentes para as eleições. No ano seguinte, acusado de corrupção, Zhivkov é destituído pela ala liberal do Partido Comunista (PC) e substituído por Petar Mladenov. O PC muda seu nome para Partido Socialista Búlgaro (BSP) e vence as eleições legislativas de janeiro de 1990, graças ao voto de áreas rurais. A oposicionista União das Forças Democráticas (SDS), vitoriosa nas cidades, deflagra greves e protestos. Mladenov renuncia em julho e é sucedido pelo líder da SDS, Zhelyu Zhelev. Em novembro, forma-se uma coalizão de governo liderada por um independente, Dimitar Popov.

Crise econômica - O país mergulha em 1996 numa profunda crise, desencadeada pela queda do leva, a moeda nacional. O governo reduz empregos públicos e fecha estatais. As eleições presidenciais são vencidas pelo anticomunista Petar Stoyanov (SDS), que toma posse em 1997. Diante dos protestos desencadeados pela crise, as eleições parlamentares, previstas para 1998, são antecipadas para 1997. A SDS sai vencedora, e seu líder, Ivan Kostov, é nomeado primeiro-ministro.

Guerra na Iugoslávia - Apesar de forte oposição interna, o governo permite que aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sobrevoem seu território durante os bombardeios à Iugoslávia (atual Sérvia e Montenegro), de março a junho de 1999. O país é incluído no segundo grupo de candidatos formais à União Europeia (UE), e as negociações têm início em janeiro de 2000. Em abril, o presidente Petar Stoyanov defende publicamente o primeiro-ministro Ivan Kostov, acusado de beneficiar familiares nas privatizações de estatais e fazer vista grossa à corrupção.

As eleições parlamentares de junho de 2001 levam ao posto de primeiro-ministro o ex-rei Simeão II (Simeão de Saxe-Coburgo-Gotha), que havia sido deposto em 1946. Embora a população rejeite a monarquia, seu partido, o Movimento Nacional Simeão II (NDST), conquista 120 das 240 cadeiras do Parlamento. Em novembro, Georgi Purvanov (BSP) é eleito presidente e toma posse em janeiro de 2002. Simeão vê seu governo se desgastar, em poucos meses, ao não conseguir cumprir as promessas de reduzir a pobreza.Em março de 2004, a Bulgária entra na Otan. O governo havia apoiado os ataques ao Iraque e, em 2004, manda 400 soldados para integrar as forças de ocupação. Como condição para ingressar na União Europeia, a Bulgária aceita fechar duas das seis usinas nucleares em funcionamento. Mas foi preciso fechar mais duas em 2006, antes que o país entrasse no bloco econômico, em 1º de janeiro de 2007.

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