Comores | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos das Ilhas Comores

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Comores | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos das Ilhas Comores


Geografia: Área: 1.862 km². Hora local: +6h. Clima: tropical. Capital: Moroni (ilha de Ngazidja). Cidades: Moroni (60.200), Mutsamudu (30.900), Mitsamiouli (21.400), Domoni (19.100).

População: 840 mil; nacionalidade: comorense; composição: grupos étnicos autóctones 99% (principais: antalotes, cafres, macoas, oimatsahas, sacalavas), outros 1%. Idiomas: árabe, francês, comorense (oficiais). Religião: islamismo 98%, outras 1,8%, sem religião 0,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: 420, E 50th Street, New York, NY, 10022, EUA.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 3 ilhas. Partidos: Convenção pela Renovação de Comores (CRC), coalizão União Nacional pelo Desenvolvimento (RND), coalizão Fórum pelo Redirecionamento Nacional (FRN). Legislativo: unicameral – Assembleia da União, com 33 membros. Constituição: 2001.

O país é formado por três das quatro ilhas do arquipélago de Comores, situado no canal de Moçambique, entre o continente africano e Madagascar. Conquista a autonomia da França em 1975, mas nos últimos anos as ilhas de Mwali e Nzwani realizam movimentos separatistas com a intenção de voltar ao domínio francês. Comores adota nova Constituição em 2001. Um acordo realizado em 2003 permitiu a realização de eleições nacionais em 2004. As ilhas são os cumes de uma cadeia montanhosa vulcânica submersa. A maior delas é Ngazidja, onde está a capital, Moroni. A nação depende da ajuda externa. Os principais setores da economia são o turismo, prejudicado pelos conflitos internos, e a exportação de baunilha, cravo-da-índia e essências.

COMORES, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DAS ILHAS COMORES

História de Comores

Bandeira de ComoresAs ilhas que compõem o arquipélago são ocupadas por população malaio-indonésia desde pelo menos o século V. A França transforma Comores em seu protetorado em 1886. Antes associado a Madagascar, o arquipélago torna-se território ultramarino francês em 1947. A independência, em 1975, abre um período de instabilidade e conflitos, nos quais tomam parte mercenários europeus comandados pelo francês Bob Denard. Em 1978, Denard e seus homens dão um golpe de Estado a serviço do ex-presidente exilado Ahmed Abdallah, que retorna e institui a República Federal Islâmica de Comores. Em 1989, Abdallah é assassinado. Denard dirige dois outros golpes nesse ano, antes de deixar o país em direção à África do Sul.
Separatismo - Em 1997, as ilhas de Nzwani e Mwali declaram-se independentes de Comores. Os esforços para chegar a um acordo, conduzidos pela Organização da Unidade Africana (OUA), não prosperam, e há conflitos militares entre tropas do governo e os separatistas de Nzwani. Acordo de paz assinado em 1999 institui um governo rotativo entre as três ilhas. No mesmo ano, o coronel Azali Assoumani assume a Presidência, no 19º golpe de Estado no país em 25 anos.

Moroni, Capital de Comores
Moroni, Capital de Comores
Em 2001, o governo, a oposição e lideranças de Nzwani e Mwali chegam a um acordo, com a ajuda da OUA. Em dezembro, 77% dos eleitores aprovam a nova Constituição. O nome do país muda para União de Comores, e as ilhas ampliam a autonomia. Em 2002, o coronel Mohamed Bacar é eleito presidente regional de Nzwani, e Mohamed Said Fazul, de Mwali. Abdou Soule Elbak derrota o candidato do presidente Assoumani e se elege para presidir Ngazidja. Assoumani vence as eleições presidenciais, boicotadas pela oposição, sob acusação de fraude. As diversas forças chegam a novo entendimento e assinam o Acordo de Reconciliação Inter-Comorense. Em 2003 ocorrem eleições legislativas regionais e nacionais. A base de apoio do presidente só elege 30% das cadeiras. É formado o primeiro governo nacional de Comores, com ministros representando diversas forças políticas e as três ilhas.

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