Equador | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Equador

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Equador | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Equador

Geografia: Área: 283.561 km². Hora local: -2h. Clima: equatorial (zona litorânea) e equatorial de altitude (interior). Capital: Quito. Cidades: Guayaquil (2.000.000), Quito(1.500.00), Cuenca (290.300), Machala (215.500), Santo Domingo de los Colorados (210.800).

População: 14,6 milhões; nacionalidade: equatoriana; composição: eurameríndios 55%, ameríndios 25%, europeus ibéricos 10%, afro-americanos 10%. Idiomas: espanhol (oficial), quíchua, línguas regionais. Religião: cristianismo 97,6% (católicos 94,1%, outros 5,5% - dupla filiação 2%), sem religião e ateísmo 1,5%, outras 0,8%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Andina, FMI, Grupo do Rio, OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 248-5560, fax (61) 248-1290 – Brasília (DF); e-mail: embeq@solar.com.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 21 províncias subdivididas em cantões e paróquias. Partidos: Sociedade Patriótica 21 de Janeiro (PSP), Renovador Institucional Ação Nacional (Prian), Democracia Popular (DP), Social-Cristão (PSC), Roldosista Equatoriano (PRE), Esquerda Democrática (ID). Legislativo: unicameral – Congresso Nacional, com 121 membros. Constituição: 1998.

Banhado pelo oceano Pacífico, o Equador abriga as ilhas Galápagos, povoadas por espécimes animais únicos, que contribuíram para que Charles Darwin elaborasse a Teoria da Evolução das Espécies. Seu território, no noroeste da América do Sul, é cortado por duas cadeias montanhosas da Cordilheira dos Andes. Entre elas há um planalto central (altiplano), onde fica Quito, a capital. No litoral, desenvolvem-se as culturas de café, cacau e, em especial, banana, produto do qual o Equador é um dos grandes exportadores mundiais. Coberta pela selva amazônica, a região leste possui importantes reservas de petróleo. Em 2000, uma grave crise econômica leva o governo a abandonar a moeda nacional, o Sucre, e a adotar o dólar.

EQUADOR, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DO EQUADOR

História do Equador

Bandeira do EquadorQuando chegam à região, em 1526, os espanhóis se aproveitam de uma luta sucessória entre os herdeiros do império inca para anexar sua região norte ao Vice-Reino do Peru e, mais tarde, a Nova Granada. Após várias tentativas autonomistas, o general Antonio José de Sucre, enviado de Simón Bolívar, derrota os espanhóis em 1822. O país integra a Federação da Grã-Colômbia até 1830, quando se torna independente. Entre o fim do século XIX e o início do XX, conservadores e liberais se alternam no poder. A partir de 1932, o cenário político é dominado pelo líder populista José María Velasco Ibarra, eleito cinco vezes presidente. Em 1972, um golpe militar coloca no poder o general Rodríguez Lara. A redemocratização começa em 1978.

Protestos - Em 1992, Sixto Durán Ballén elege-se presidente. Suas tentativas de privatizar estatais provocam protestos populares. O populista Abdalá Bucaram vence a eleição presidencial de 1996, mas não obtém maioria no Congresso. Em 1997, depois de protestos contra sua política econômica – que prevê corte de subsídios estatais e aumentos das tarifas públicas –, o Congresso o destitui por incapacidade mental. Seu substituto, Fabián Alarcón, convoca uma Assembleia Constituinte.

Quito, Capital do Equador
Quito, Capital do Equador
Crise econômica - Jamil Mahuad Witt, do partido de centro-direita Democracia Popular (DP), vence a eleição presidencial de 1998. O governo adota plano econômico semelhante ao de Bucaram, e a população reage com violência à alta das tarifas públicas. Os conflitos deixam quatro mortos. O governo enfrenta greves e suspende o pagamento de parte dos juros da dívida externa. Em janeiro de 2000, Mahuad decreta estado de emergência e anuncia um plano para dolarizar a economia. Em 21 de janeiro, grupos indígenas e setores das Forças Armadas ocupam o Congresso Nacional, anunciando a formação de uma junta de governo. A chefia da junta é entregue ao comandante-em-chefe das Forças Armadas, general Carlos Mendoza. Em seu primeiro e único decreto, Mendoza dissolve a junta, declara o abandono do cargo por parte de Mahuad e convoca seu vice, Gustavo Noboa, a assumir a Presidência. O novo presidente mantém a implantação da dolarização .

Em 2002, o centro-esquerdista Lucio Gutiérrez, do Partido Sociedade Patriótica 21 de Janeiro (PSP), vence a eleição presidencial, com o apoio de grupos indígenas.Em janeiro de 2003, Gutiérrez, que liderara a rebelião de 2000 contra Mahuad, toma posse. O novo presidente retoma as negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e anuncia corte de salários e redução dos gastos públicos. Em agosto, o movimento indígena Pachakutik, braço político da Confederação das Nacionalidades Indígenas (Conaie), rompe a aliança com o presidente Gutiérrez. Em fevereiro de 2004, a Conaie pede a renúncia do presidente. Em novembro, o pedido da oposição para abrir processo de impeachment de Gutiérrez não obtém maioria no Congresso.

Mudanças Com a Dolarização

Cinco anos depois de dolarizar totalmente a economia, o Equador ainda tem dificuldade para avaliar a experiência. Em 2000, o governo adotou o dólar como moeda para fazer frente à inflação, que havia alcançado 60,7% no ano anterior. Com isso, a economia se estabilizou – a inflação vem caindo, desde então, atingindo apenas 6,1% em 2003. Mas os preços dos produtos equatorianos ficaram altos em dólar e tornaram-se pouco competitivos no mercado internacional. Os índices de crescimento econômico nos últimos anos têm sido cada vez menores: 5,1% em 2001, 3,3% em 2002 e 2,7% em 2003. Além disso, a perda da capacidade de emitir moeda levou o governo a cortar os gastos com o serviço público e as empresas estatais. Isso elevou os preços dos combustíveis e das tarifas. Sem capacidade de investir, o país deixa de aproveitar a alta dos preços do petróleo, seu principal produto de exportação.

José Eloy AlfaroJosé Eloy Alfaro

José Eloy Alfaro nasceu em Montecristi, na província de Manabi, Equador, em 25 de junho de 1842. Aos 23 anos foi expulso de sua terra por seqüestrar o governador de Manabi. No Panamá fez fortuna como negociante e passou a financiar a rebelião contra o ditador equatoriano Gabriel García Moreno, que foi assassinado em 1875. Nos anos seguintes organizou as guerrilhas que em 1883 submeteram Guayaquil. Entretanto, não foi incluído no novo governo.

Com sua luta obstinada em prol das causas do liberalismo radical, o equatoriano Eloy Alfaro marcou a vida de seu país no final do século XIX e início do século XX.

Assembleia Constituinte de 1897 elegeu-o presidente da república. Combatido por seus sucessores, só voltou à chefia da nação com o apoio do exército (1905). A nova constituinte, por ele convocada, separou a igreja e o estado, estabeleceu a liberdade de culto, concedeu à mulher acesso a cargos administrativos e isentou de impostos as classes pobres. No entanto, os problemas econômicos e sociais não resolvidos, seu anticlericalismo e outros motivos de insatisfação tornaram o governo de Alfaro impopular. Derrubado em 1911, Alfaro foi assassinado em 28 de janeiro de 1912 pela multidão que invadiu a prisão do Panóptico, em Quito, onde se encontrava.

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