Guiné Equatorial | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Guiné Equatorial

Guiné Equatorial | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Guiné Equatorial


Geografia: Área: 28.051 km². Hora local: +4h. Clima: equatorial. Capital: Malabo. Cidades: Malabo (43.000) (aglomeração urbana) Bata (28.100). Moeda: franco CFA

População: 550 mil; nacionalidade: guinéu-equatoriana; composição: fangues 80%, bubis 15%, outros 5%. Idiomas: espanhol, francês (oficiais), inglês, fangue, combe, balenque, bujeba, bubi, ibo. Religião: cristianismo 88,4% (católicos 86,3%, outros 8,9% - dupla filiação 6,8%), islamismo 4,1%, sem religião e ateísmo 4,9%, outras 2,7%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA. Embaixada: 2020, 16th Street NW, Washington D.C. 20009, EUA.

Governo: República com forma mista de governo. Div. administrativa: 4 regiões continentais e 3 insulares. Partidos: Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), União Popular (UP), Oposição Democrática, Convergência para a Democracia Social (CPDS). Legislativo: unicameral – Casa dos Representantes, com 100 membros. Constituição: 1991.

Descoberta pelos portugueses e colonizada pela Espanha, a Guiné Equatorial é a única nação da África que tem o espanhol como língua oficial. Situada próxima à linha do Equador, tem clima quente e úmido. O país é formado por uma porção continental, denominada Río Muni, e por cinco ilhas. A região continental é coberta por densa floresta tropical, da qual se extrai madeira. A ilha de Bioko – onde se localiza a capital, Malabo – abriga um quinto da população. Desde o início dos anos 1990, a descoberta de importantes reservas de petróleo e gás impulsiona a economia. A maior parte da população, porém, vive em grande pobreza.

GUINÉ EQUATORIAL, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE GUINÉ EQUATORIAL

História de Guiné Equatorial

A região do Río Muni já era ocupada por uma população nativa quando os portugueses chegam às ilhas de Annobón e Fernando Pó (hoje Bioko), em 1470. Nos séculos seguintes, o local serve de base para espanhóis e ingleses. A Espanha controla a região a partir de 1778. A independência do país é obtida em 1968, e o primeiro governo é liderado por Francisco Macías Nguema, que se autoproclama presidente vitalício em 1972. Macías é deposto em 1979 pelo tenente-coronel Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, seu sobrinho. O ditador deposto é executado.
Malabo, Capital de Guiné EquatorialPerseguição a oposicionistas - Obiang anuncia em 1987 a criação do Partido Democrático de Guiné Equatorial (PDGE) e rejeita a legalização de outros partidos. Na primeira eleição presidencial do país, em 1989, elege-se como candidato único. A nova Constituição, aprovada em 1991, prevê sistema multipartidário, mas impõe restrições à organização de partidos. No mesmo ano é formada a Plataforma de Oposição Conjunta, que reúne diversos partidos e dura até 1996. Em 1995, o oposicionista Severo Moto Nsa, do Partido do Progresso de Guiné Equatorial (PPGE), é detido e condenado a 28 anos de prisão por traição. A França intercede, e ele é anistiado. Seu partido, porém, é banido depois que Moto Nsa é encontrado em um barco carregado de armas. Em 1996, Obiang vence novamente a eleição presidencial, considerada fraudulenta por observadores internacionais.

Em 2002, o presidente Obiang se reelege com quase 100% dos votos, sob a acusação de fraude da oposição. Em 2003, a renda nacional com petróleo atinge 700 milhões de dólares (era de apenas 3 milhões de dólares em 1993). Nas eleições legislativas de abril de 2004, o PDGE obtém 68 cadeiras em 100, e seus partidos de apoio, mais 30. Em junho, o presidente nomeia como primeiro-ministro Miguel Abia Biteo Borico, homem forte no setor de petróleo.

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