Reino Unido, Aspectos Gerais do Reino Unido

Reino Unido, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Reino Unido

REINO UNIDO - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DO REINO UNIDOGeografia – Área: 244.100 km². Hora local: +3h. Clima: temperado oceânico. Capital: Londres. Cidades: Londres (7.300.000), Birmingham (1.000.400), Leeds (740.500), Glasgow (600.700), Sheffield (540.100) (2016).

População – 60 milhões (2016); nacionalidade: britânica; composição: ingleses 82%, escoceses 10%, irlandeses 2%, galeses 2%, outros 4%. Idiomas: inglês (oficial), galês (País de Gales), gaélico (Irlanda do Norte e Escócia). Religião: cristianismo 82,6% (anglicanos 44,7%, sem filiação 16,2%, outros 23,3% - dupla filiação 1,6%), sem religião 11,8%, outras 4,3%, ateísmo 1,4%. Moeda: libra esterlina.

Diplomacia – Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, G-8, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 225-2710, fax (61) 225-1777 – Brasília (DF); e-mail: britemb@terra.com.br, site na internet: www.reinounido.org.br.

Governo – Monarquia parlamentarista. Div. administrativa: Inglaterra – 8 regiões subdivididas em condados; Escócia – 9 regiões e 3 zonas de autoridade insular; País de Gales – 8 condados; Irlanda do Norte – 6 condados. Chefe de Estado: rainha Elizabeth II (desde 1952). Partidos: Trabalhista, Conservador. Legislativo: bicameral – Câmara dos Lordes, com 1.290 membros; Câmara dos Comuns, com 659 membros. Constituição: não há Constituição escrita. Territórios administrados: Anguilla, Bermudas, Gibraltar, Ilhas Cayman, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, Ilhas do Canal, Ilha de Man, Ilhas Pitcairn, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas, Malvinas, Montserrat, Santa Helena e dependências, Território Britânico do Oceano Índico.
 
O Reino Unido compreende as três nações que ocupam a ilha da Grã-Bretanha – Inglaterra, Escócia e País de Gales – e a província da Irlanda do Norte, situada no nordeste da ilha da Irlanda. Essa última é palco de um prolongado conflito entre católicos e protestantes, que atravessa complexas negociações de paz. Berço das instituições parlamentares modernas e da Revolução Industrial, o Reino Unido encabeça, até o século XX, um dos maiores impérios da história, alcançando os cinco continentes. Mantém atualmente relações estreitas com a maioria das ex-colônias por meio da Comunidade Britânica. Membro do restrito grupo das nações mais ricas do mundo, o Grupo dos Oito (G-8), o Reino Unido destaca-se também pela aliança geopolítica com os Estados Unidos (EUA). Os dois países lideram os bombardeios contra Iraque (1991, 1998 e 2003), Iugoslávia (1999) e Afeganistão (2001). Dotado de avançado parque industrial e dinâmico setor de serviços, o Reino Unido resiste em adotar o euro, moeda única da União Europeia (UE), em substituição à libra esterlina, símbolo da nacionalidade britânica.

Bandeira do Reino unidoDivisão Administrativa do Reino Unido

Inglaterra – Ocupa o centro e o sul da Grã-Bretanha e, historicamente, desempenha papel preponderante no Reino Unido. Seu nome vem dos anglos, tribo germânica que se estabelece na região no século V. A diversidade étnica atual da Inglaterra (cerca de 15% de não-brancos) origina-se de migrações de habitantes das ex-colônias britânicas, como indianos, paquistaneses, africanos e caribenhos. Um dos principais centros financeiros do mundo, Londres é sede do poder político do país desde o século XVIII. O inglês, língua originária da região, é o idioma oficial e o segundo mais falado no mundo, difusão devida em grande parte ao período de colonização britânica.

Escócia – Localizada no norte da Grã-Bretanha, a Escócia é dominada pelas Terras Altas, a principal cadeia montanhosa do Reino Unido. Os escotos, de origem celta, chegam à região no século VI. Em 1314, no reinado de Robert I (1306-1329), a região torna-se independente da Inglaterra. James VI da Escócia (James I da Inglaterra) herda o trono inglês em 1603 e unifica as duas Coroas. Em 1707, Escócia e Inglaterra unem-se politicamente num Parlamento, com sede em Londres. A autonomia escocesa volta a ser pleiteada no século XX, na década de 1970. Em 1997, plebiscito aprova a criação de uma Assembleia regional para decidir sobre questões fiscais e administrativas. Economicamente, a Escócia se destaca na produção têxtil e de bebidas de qualidade – o uísque é importante item de exportação.

País de Gales – Gales situa-se numa região montanhosa a oeste da Inglaterra. Mantém-se como reduto de povos celtas até o século XIII. Em 1282, o rei inglês Edward I conquista o território. Seu filho, Edward II, recebe o título de príncipe de Gales – até hoje outorgado ao herdeiro mais velho do monarca britânico. No século XVI, o país é anexado à Inglaterra e só amplia sua autonomia em meados do século XX. Um referendo em 1997 aprova a instituição de uma Assembleia regional, responsável por questões domésticas. Gales é importante centro minerador de carvão.

Irlanda do Norte (Ulster) - A província norte-irlandesa é a parte da ilha da Irlanda integrada ao Reino Unido. O restante da ilha constitui a República da Irlanda, de maioria católica, que deixou a Comunidade Britânica em 1949.

Londres, Capital da InglaterraHistória do Reino Unido

As ilhas britânicas são ocupadas pelos celtas no século VIII a.C. A presença romana começa em 55 a.C. e vai até o século V, quando tribos germânicas (anglos, saxões e jutos) invadem a região – conquistada, no século VIII, pelos vikings. Em 1066, os normandos ocupam a Grã-Bretanha. Em 1215, nobres ingleses impõem ao rei a Magna Carta, que limita seu poder em benefício dos senhores feudais. Para tomar decisões, os monarcas têm de consultar o Parlamento, formado por representantes do clero e da nobreza. Com a Guerra dos Cem Anos (1337/1453), a Inglaterra perde possessões na França e mergulha num violento conflito interno: a Guerra das Duas Rosas (1455/1485), disputa pelo trono entre as famílias York e Lancaster. A paz é obtida por Henrique VII, que reina entre 1485 e 1509. Ele inaugura a dinastia Tudor e restabelece a autoridade real sobre a nobreza e o clero. No trono de 1509 a 1547, Henrique VIII aproveita-se do fato de o papa não autorizar seu divórcio e rompe com a Igreja Católica. Apodera-se das propriedades do papado e funda a Igreja Anglicana, da qual se torna chefe.

Revolução Gloriosa – Divergências religiosas e tributárias levam o rei Charles I, no poder de 1625 a 1649, a dissolver o Legislativo. Uma rebelião na Escócia, em 1640, faz com que ele convoque o Parlamento. Este, porém, se recusa a votar recursos para reprimir o movimento. O resultado é uma guerra civil entre as forças monárquicas e as parlamentares, lideradas por Oliver Cromwell. A vitória de Cromwell leva à proclamação da República, em 1649, e à execução do rei. A monarquia é restaurada em 1660, com Charles II, da família Stuart. Os novos soberanos tentam, em vão, fortalecer o poder real. Em 1688, James II é deposto pela Revolução Gloriosa, que consolida a monarquia constitucional. Em 1707 forma-se o Reino Unido, que agrupa Inglaterra, Escócia e País de Gales. A Irlanda integra-se em 1801. A Revolução Industrial, no século XVIII, torna o país a maior potência mundial. No governo da rainha Vitória, de 1837 a 1901, são conquistados territórios na África, na Ásia e na Oceania.

Guerras mundiais – Reino Unido sai vitorioso da I Guerra Mundial, ao lado da França e dos EUA. Em 1939, tropas de Hitler invadem a Polônia. Reino Unido e França, em resposta, declaram guerra à Alemanha. Em 1940, o primeiro-ministro Neville Chamberlain é substituído por Winston Churchill, que chefia um gabinete de guerra formado por conservadores e trabalhistas. Duramente bombardeado pelos alemães, o país vence a II Guerra Mundial aliado aos EUA e à União Soviética (URSS). Em 1945, Churchill perde a eleição para o trabalhista Clement Atlee, que estatiza indústrias. Os conservadores voltam ao poder em 1951. No ano seguinte, o rei George VI morre e é sucedido pela filha Elizabeth II. Liderados por Harold Wilson, os trabalhistas retornam ao governo em 1964. Em 1970, o conservador Edward Heath torna-se primeiro-ministro, e, três anos depois, a nação ingressa na Comunidade Econômica Europeia (CEE), atual UE. Os trabalhistas voltam ao poder em 1974, com Harold Wilson e, depois, James Callaghan.

Thatcherismo – Em 1979, os conservadores vencem as eleições, e Margaret Thatcher torna-se primeira-ministra. Nos anos 1980, a maior parte do setor público é privatizada, os sindicatos se enfraquecem e o desemprego cresce. No mesmo período, o país descobre petróleo no mar do Norte. Em 1982, fortalecida pela vitória na Guerra das Malvinas contra a Argentina, Thatcher vence novamente as eleições. Entre 1984 e 1985 enfrenta, sem fazer concessões, uma greve de mineiros que se estende por mais de um ano. Consolida, assim, o apelido de Dama de Ferro e abre caminho para mais um sucesso eleitoral, em 1987. A criação de um novo imposto predial faz a opinião pública voltar-se contra Thatcher. Em 1990, ela renuncia e é substituída por John Major, também conservador.

Vitória trabalhista – Nas eleições de 1997, o Partido Trabalhista elege 418 parlamentares. Os conservadores, após 18 anos no governo, conseguem apenas 165. É sua maior derrota em nove décadas. Tony Blair assume como primeiro-ministro. Proclamando-se líder de uma terceira via – entre a social-democracia e o liberalismo –, Blair reduz gastos sociais e, em 1998, anuncia cortes na Previdência. Em agosto de 1997 morre, em um acidente de carro em Paris, a princesa Diana, divorciada desde 1996 do príncipe Charles, herdeiro do trono.

Política externa de Blair – No plano externo, Blair leva o país a participar dos bombardeios contra o Iraque, em 1998, e do ataque da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra a Iugoslávia (atual Sérvia e Montenegro), em 1999. Parlamentos autônomos são eleitos no País de Gales e na Escócia em 1999. No mesmo ano, a Câmara dos Lordes extingue o direito de voto da maioria dos 750 lordes hereditários. Permanecem somente 92. É o primeiro passo de reformas para o fim da categoria, que existe há mais de 700 anos.

Os trabalhistas vencem com folga as eleições em 2001, conquistando 413 cadeiras na Câmara dos Comuns (de um total de 659), contra 166 dos conservadores. O Reino Unido contribui com 5 mil soldados para a ação militar dos EUA no Afeganistão. Em dezembro entra em vigor a lei antiterrorismo.

Guerra no Iraque – Em 2002, o governo britânico defende a ação militar contra o Iraque, acusado de possuir armas de destruição em massa. Em janeiro de 2003, Blair despacha tropas para o golfo Pérsico. Em fevereiro, ocorrem no país manifestações contra a guerra – cujo ponto alto é uma passeata de 1 milhão de pessoas em Londres. Como fracassa a tentativa de obter apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) para a guerra, o Reino Unido participa em março do ataque ao Iraque com 45 mil soldados. Após o conflito, tropas britânicas integram a ocupação do Iraque, sob comando norte-americano.

Suicídio – Em julho de 2003, aparece morto o cientista David Kelly. Especialista em armas do Ministério da Defesa britânico, ele aparentemente teria se suicidado por não suportar as críticas por ter participado de uma reportagem da BBC a respeito das fraudes na feitura do dossiê sobre o suposto arsenal do Iraque. Kelly era apontado como principal fonte da reportagem, que deflagrou a maior crise do governo Blair. Em janeiro de 2004, a conclusão do inquérito sobre o dossiê inocenta Blair e aponta graves problemas na forma como a BBC tratou a questão. Dirigentes da emissora acabam punidos. Em outubro de 2004, é anunciado que, na verdade, o Iraque não possuía armas de destruição em massa – pretexto para a guerra e intervenção no país. Mesmo assim, Blair defende que foi correto atacar o Iraque e depor Saddam Hussein.

Negociações de paz na Irlanda do Norte

Dominada há séculos pelo Reino Unido, a Irlanda do Norte, chamada de Ulster pelos irlandeses, é palco de antigo conflito entre as comunidades protestante (58% da população) e católica (42%). Em Belfast, a capital da província, os choques ocorrem com frequência. Enquanto os protestantes aprovam a união com a Coroa Britânica (são chamados de unionistas), os católicos, que se autodenominam republicanos, reivindicam a integração do Ulster à República da Irlanda – país de maioria católica que ocupa a maior parte da ilha da Irlanda.

Ataques do IRA – Nos anos 1960 ganha força o movimento dos católicos por direitos civis. Ele desemboca em embates liderados pelo Exército Republicano Irlandês (IRA), a principal organização armada católica, que passa a promover atentados terroristas na Inglaterra. Em 1972, após o episódio conhecido como Domingo Sangrento (Bloody Sunday) – que resulta na morte de 13 civis –, o Reino Unido retira a autonomia da província e fecha seu Parlamento.

Acordo de paz – Mais de 3,5 mil pessoas morrem em três décadas de conflito. Em abril de 1998 é assinado um acordo para a devolução dos poderes suprimidos em 1972, com a eleição de uma Assembleia (Parlamento) e de um governo com representação proporcional das duas comunidades. O Acordo da Sexta-Feira Santa, aprovado em referendo no Ulster e na República da Irlanda, prevê a libertação de presos políticos e o desarmamento dos combatentes. Em junho de 1998, os norte-irlandeses elegem a Assembleia, com soberania nas áreas de saúde, educação e agricultura. O protestante David Trimble, do Partido Unionista do Ulster (UUP), é eleito primeiro-ministro. No fim do ano, Trimble e o católico John Hume, do Partido Social-Democrata e Trabalhista (SDLP), recebem o Prêmio Nobel da Paz. Um governo pluralista é formado em 1999, quando os protestantes aceitam o compromisso do IRA de entregar armas no ano seguinte. O partido Sinn Féin – braço político do IRA – ocupa dois ministérios.

Impasse – As negociações entram em impasse a partir de então, pela relutância do IRA em desmantelar seu arsenal. Com o processo de paz à beira do colapso, o IRA anuncia, em 2001, que começa a depor armas. Mas em 2002 a violência volta a crescer. Em outubro, o governo britânico suspende a Assembleia da província e volta a administrá-la. Novas eleições para a Assembleia ocorrem em novembro de 2003. O Partido Unionista Democrático (DUP), favorável à união com o Reino Unido e contrário ao Acordo da Sexta-Feira Santa, é o mais votado, obtendo 30 cadeiras num total de 108. O Sinn Féin também se fortalece, com 24 cadeiras, mais do que as obtidas por seu principal rival nacionalista, o SDLP. Mesmo com o fortalecimento de grupos radicais, as negociações de paz avançam em 2004, com o IRA reafirmando o desarmamento. O processo emperra quando os líderes protestantes exigem provas fotográficas da destruição do arsenal, reivindicação considerada humilhante pelo Sinn Féin. Em dezembro, líderes do Sinn Féin reúnem-se com os primeiros-ministros da Irlanda, Bertie Ahern, e do Reino Unido, Tony Blair, para discutir como superar o impasse.

Crise Europeia - A crise financeira na zona do euro que se prolonga e tem seu auge no segundo sementre de 2011, ocorreu devido a problemas fiscais. Alguns países, como a Grécia, gastaram mais dinheiro do conseguiram arrecadar por meio de impostos nos últimos anos. Para se financiar, passaram a acumular dívidas. Assim, a relação do endividamento sobre PIB de muitas nações do continente ultrapassou significativamente o limite de 60% estabelecido no Tratado de Maastricht, de 1992, que criou a zona do euro. No caso da economia grega, exemplo mais grave de descontrole das contas públicas, a razão dívida/PIB é mais que o dobro deste limite. A desconfiança de que os governos da região teriam dificuldade para honrar suas dívidas fez com que os investidores passassem a temer possuir ações, bem como títulos públicos e privados europeus.Apesar do Reino Unido não fazer parte dos países que adotaram o Euro como moeda, a crise na zona do Euro afeta o país, mesmo de forma indireta

Dinastia Plantageneta Dinastia Plantageneta

O nome Plantageneta -- a família, de origem francesa, era conhecida como casa de Anjou ou dinastia angevina -- remonta, segundo a tradição, a Godofredo IV, conde d'Anjou, que costumava levar no chapéu uma flor de giesta (em francês, plante gênet).

Os destinos da Inglaterra foram regidos de 1154 até 1485 pela família Plantageneta, à qual pertenceram as casas menores de Lancaster e York, protagonistas de conhecidos episódios da história inglesa.

O principal ramo da família surgiu com o casamento de Godofredo e Matilde, filha e herdeira do rei inglês Henrique I, cuja morte desencadeou uma guerra civil entre os partidários de Matilde e os de seu primo, Estêvão de Blois. Ao final de duas décadas de conflito, um acordo determinou que Estêvão subisse ao trono, desde que seu sucessor fosse Henrique, filho de Godofredo e Matilde. Henrique II foi coroado em 1154. Sua participação no assassinato do arcebispo de Canterbury, Thomas à Becket, provocou um levante popular, com o apoio da rainha e de seus filhos. Treze reis Plantagenetas o sucederam, mas não usaram o nome com que entraram para a história.

Dois filhos de Henrique subiram ao trono. Ricardo Coração de Leão, herói das cruzadas, revelou-se um governante medíocre. Com sua morte, em 1199, seu irmão, João sem Terra, mandou matar o herdeiro, Artur da Bretanha, e assumiu o poder.

Sucederam-se os reinados de Henrique III (1216-1272), Eduardo I (1272-1307), Eduardo II (1307-1327) e Eduardo III (1327-1377). O sucessor de Eduardo III, seu neto Ricardo II, não deixou herdeiros. Foi derrubado em 1399 pelo primo Henrique IV, o primeiro rei Lancaster, filho de João de Gaunt. Esse ramo dos Plantagenetas deu ainda os reis Henrique V e Henrique VI. Este último, coroado ainda bebê, em 1422, enfrentaria no futuro a oposição de Ricardo, duque de York, descendente de Edmundo de Langley. Ricardo aliou-se à família Clarence, descendente de Leonel, segundo filho de Eduardo III. Conquistou assim direitos sobre o trono e formou um exército para derrubar Henrique VI. Chegou a vencê-lo em 1460, mas se comprometeu a mantê-lo no trono, desde que lhe fosse assegurada a sucessão. Descontente, a rainha Margarida de Anjou constituiu novo exército, que em dezembro venceu Ricardo. Meses depois, o filho deste o vingou e foi coroado com o nome de Eduardo IV. Henrique VI retornou ao poder, mas foi novamente derrubado por Eduardo em 1471.

Morto Eduardo IV em 1483, foi coroado seu filho de 12 anos, Eduardo V, sob a tutela do tio Ricardo, duque de Gloucester. Este, que provavelmente participara da morte de Eduardo IV, seqüestrou o jovem rei e assumiu a coroa, como Ricardo III. Logo depois, o menino foi assassinado e a culpa recaiu sobre Ricardo III, que, abandonado pelos aliados, morreu na batalha de Bosworth.

Dois filhos de Eduardo III -- João de Gaunt, duque de Lancaster, e Edmundo de Langley, duque de York -- deram origem às casas que passaram a disputar o poder na guerra das rosas. A rivalidade entre os Lancaster e os York -- cujos brasões tinham, respectivamente, uma rosa vermelha e uma branca -- dizimou os Plantagenetas e só terminou com a derrota do último rei da dinastia, Ricardo III, em 1485. O vencedor, coroado como Henrique VII, inaugurou a dinastia Tudor.

Saída da União Europeia

Em decisão histórica, que tem potencial para mudar o rumo da geopolítica mundial pelas próximas décadas, os britânicos decidiram em referendo deixar a União Europeia (UE). A opção de "sair" ( "Brexit" em Inglês) venceu a de permanecer no bloco europeu por mais de 1,2 milhão de votos de diferença, em resultado divulgado no dia 24 de junho de 2016.

A apuração foi divulgada por áreas de votação e a disputa, bastante acirrada. O "sair" começou à frente e chegou a ser ultrapassado pelo desejo de continuar na UE, mas logo retomou a liderança e foi abrindo vantagem até vencer com quase 51,9% dos votos. Foram 17.410.742 votos a favor da saída e 16.141.242 votos pela permanência.

A vitória da "Brexit" derrubou as Bolsas na Ásia e os mercados futuros da Europa e dos Estados Unidos antes mesmo de o resultado oficial ser divulgado. A libra esterlina, moeda do Reino Unido, despencou e chegou a atingir o menor valor frente ao dólar em 31 anos. No Japão, a Bolsa de Tóquio desabou quase 8%.

O referendo derrubou também o primeiro-ministro britânico, David Cameron. "Os britânicos votaram pela saída e sua vontade deve ser respeitada", afirmou o premiê, que deve deixar o cargo em outubro. Ele ponderou que o país precisa de uma nova liderança para levar a decisão adiante. "A negociação deve começar com um novo primeiro-ministro".

Personalidades do Reino Unido 


Lord Acton Lord Acton


John Emerich Edward Dalberg Acton, filósofo e historiador inglês, nasceu em 10 de janeiro de l834, em Nápoles. Educado no Ascott College e depois em Munique, estudou com Ignaz von Döllinger, que teria grande influência em sua formação e em seu gosto pela pesquisa histórica. Foi membro da Câmara dos Comuns, confidente de Gladstone e, junto com o cardeal Newman, editor do mensário católico Rambler. Em 1865, abandonou o Parlamento e em 1869 foi feito par do reino por Gladstone. Contribuiu para a fundação, naquele ano, da English Historical Review. Foi professor em Cambridge, onde fundou a monumental coleção Cambridge Modern History.

"O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente." Esse comentário, contido em uma das cartas de Lord Acton, tornou-se um aforismo e sintetiza sua posição na defesa intransigente do estado de direito contra a tirania.

A obra de Lord Acton é fragmentária, mas importante. Consta de duas conferências proferidas em 1877 e publicadas em 1907 -- The History of Freedom in Antiquity (A História da liberdade na antiguidade) e The History of Freedom in Christianity (A história da liberdade na cristandade), ambas parte de uma projetada History of Freedom (História da liberdade) que nunca veio à luz; de trabalhos históricos avulsos e de correspondência.

Em suas palavras, sua vida "é a história de um homem que começou acreditando-se um sincero católico e um sincero liberal, que por isso renunciou a tudo no catolicismo que não fosse compatível com a liberdade e tudo na política incompatível com o catolicismo". Lord Acton morreu em Tegernsee, na Alemanha, em 19 de junho de 1902.

A. R. Radcliffe-BrownA. R. Radcliffe-Brown


Alfred Reginald Radcliffe-Brown nasceu em Birmingham, Warwick, Inglaterra, em 17 de janeiro de 1881. Entre 1906 e 1912, realizou pesquisas antropológicas nas ilhas Andaman, a sudoeste da Indochina, e na Austrália ocidental, a fim de estudar os sistemas de parentesco e a organização familiar dos povos aborígines. Dessa viagem resultou The Andaman Islanders (1922; Os ilhéus andamaneses).

Foi professor de antropologia na Cidade do Cabo, África do Sul, e em Sydney, Austrália. Seu objetivo de integrar a reflexão teórica com o trabalho de campo achou plena expressão em The Social Organization of Australian Tribes (1931; A organização social das tribos australianas). O livro, que menciona todos os aborígines australianos conhecidos na época, reúne e analisa grande número de dados sobre parentesco, casamento, língua, costumes, ocupação e posse da terra, padrões sexuais e cosmologia. Explica o fenômeno social como um conjunto de sistemas permanentes de adaptação, fusão e integração de elementos.

Radcliffe-Brown reclamou a condição de ciência para a antropologia e para as demais disciplinas das sociedades humanas. Enunciou dois conceitos fundamentais para a compreensão de sua teoria antropológica: o de estrutura e o de função, o primeiro ligado à morfologia das sociedades e o segundo a sua fisiologia. Por estrutura social entendia a trama de todas as relações observadas numa sociedade, num momento dado. Identificava, assim, a estrutura com as próprias relações sociais, ao contrário do antropólogo estruturalista Claude Lévi-Strauss, para quem as relações sociais não são mais que a matéria-prima da qual o pesquisador abstrai a estrutura social.

Nos Estados Unidos, Radcliffe-Brown lecionou em Chicago e Oxford, onde publicou Structure and Function in Primitive Society (1952; Estrutura nas sociedades primitivas). Foi professor-visitante das universidades de Yenching, São Paulo, e Faruk I, em Alexandria, no Egito, onde também dirigiu o Instituto de Estudos Sociais. Morreu em Londres, em 24 de outubro de 1955.

O estudo das sociedades humanas foi reconhecido como ciência a partir de trabalhos como os de Radcliffe-Brown, para quem os fatos sociais deveriam ser tratados como fatos naturais, passíveis, portanto, de permitir a descoberta das leis que os governam.

Isaac Newton, Primeiro Cientista Inglês de Renome InternacionalIsaac Newton, Primeiro Cientista Inglês de Renome Internacional

Primeiro cientista inglês de renome internacional, nascido em Woolsthorpe, Lincolnshire, um dos cientistas mais importantes de todos os tempos, que além de químico, foi um excelente físico, mecânico e matemático, onde se consagrou em cálculo infinitesimal e é mais conhecido por suas descobertas racionais sobre a gravidade terrestre. Estudou no Trinity College, em Cambridge (1661), onde se graduou (1665).

Um dos principais precursores do Iluminismo, seu trabalho científico sofreu forte influência de seu professor e orientador Barrow (desde 1663), Schooten, Viète, John Wallis, Descartes, Fermat e Cavallieri, das concepções de Galileu e Kepler, da teoria de Aristóteles sobre retas tangentes às curvas, de Apolônio sobre cônicas e da geometria de Euclides. Formulou o teorema hoje conhecido como binômio de Newton (1663). Fez suas primeiras hipóteses sobre gravitação universal e escreveu sobre séries infinitas e teoria do fluxo (1665). Por causa da peste o Trinity College foi fechado (1666) e o cientista foi para casa, em sua fazenda.

Foi neste ano de retiro que construiu quatro de suas principais descobertas: o teorema binomial, o cálculo, a lei da gravitação e a natureza das cores. Construiu o primeiro telescópio de reflexão, em 1668, e foi quem primeiro observou o espectro visível que se pode obter pela decomposição da luz solar  ao incidir sobre uma das faces de um prisma triangular transparente (ou outro meio de refração ou de difração), atravessando-o e projetando-se sobre um meio ou um anteparo branco. Optou, então pela teoria corpuscular de propagação da luz, enunciando-a (1675) contrariando a teoria ondulatória de Huygens.

Tornou-se professor de matemática em Cambridge (1669) e entrou para a Royal Society (1672). Sua principal obra foi a publicação Philosophiae naturalis principia mathematica (1687), em três volumes, um verdadeiro monumento científico, em que enunciou a lei da gravitação universal, generalizando e ampliando as constatações de Kepler (Leis de Newton), e resumiu suas descobertas, principalmente o cálculo. Tratando essencialmente sobre física, astronomia e mecânica (leis dos movimentos, movimentos de corpos em meios resistentes, vibrações isotérmicas, velocidade do som, densidade do ar, queda dos corpos na atmosfera, pressão atmosférica, etc), tudo tratado com matemática pura, foi a sua consagração como cientista-mor de sua época.

Foi nomeado Warden of the Mint (1696) e Master of the Mint (1701). Foi eleito sócio estrangeiro da Académie des Sciences (1699) e tornou-se presidente da Royal Society (1703). Publicou em Cambridge, Arithmetica universalis (1707), uma espécie de livro de texto, sobre identidades matemáticas, análise e geometria, possivelmente escrito muitos anos antes (1673). Escreveu (1669) e publicou De analysi per aequationes numero terminorum infinitas (1711), sobre séries e cálculo. Escreveu (1671) e publicou Methodus fluxionum et serierum infinitorum (1742), sobre fluxos. Expert em gravitação universal, na mecânica suas principais contribuições foram a descoberta da terceira e última lei de movimento, depois chamada de princípio da ação e reação, a lei da gravitação universal e a conceituação precisa de massa, momento, inércia, força e aceleração. Com a demonstração da lei da gravitação estava criada a teoria da Mecânica Celeste, deslocando a descrição do mundo do terreno cinemático para o dinâmico.

Estudou forças de resistência e de viscosidade nos fluidos em repouso e em movimento, estabelecendo princípios e relações e estabeleceu o cálculo da contração dos jatos em descargas por orifícios. Publicou também conclusões sobre escoamento em canais, velocidade de ondas superficiais e deslocamento do som no ar. Descobridor de várias leis da física, entre elas a lei da gravidade, para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional. Modestamente caracterizou-se por nunca dar muita importância à publicações de suas descobertas, também escreveu sobre química, alquimia, cronologia e teologia e faleceu em Londres, Inglaterra.

Misticamente interessado em teologia e alquimia, previu (1704) o fim do mundo para 2060, segundo manuscritos seus apresentados pela Universidade Hebraica de Jerusalém (2007), durante a exposição intitulada Os Segredos de Newton. Ele fez este cálculo apocalíptico baseado em um fragmento da Bíblia, retirado do Livro de Daniel. Segundo ele, 1.260 anos se passariam entre a fundação (800) do santo Império Romano por Carlos Magno e o final dos tempos. A Biblioteca Nacional da Universidade Hebraica herdou de um colecionador diversos manuscritos do sábio inglês.

Zak StarkeyZak Starkey

Zak Starkey (nascido em 11 de setembro de 1965) é um baterista de rock and roll. Ele é filho do beatle Ringo Starr com Maureen Cox e nasceu em Londres, Inglaterra.

Aos oito anos de idade ele passou a se interessar pela música. Aos dez, começou a aprender sozinho a tocar bateria, depois de uma única aula com seu famoso pai, que, supostamente, não queria que ele seguisse seus passos. Zak ganhou seu primeiro kit de bateria de seu ídolo Keith Moon do The Who, que o ensinou a tocar. Aos 12, Starkey já se apresentava em pubs com uma banda. Durante sua adolescência, ele foi integrante da banda Next. Em 1985, logo depois de se casar, Starkey lançou uma versão musical de Wind in the Willows com Eddie Hardin. No dia 07 de setembro de 1985 sua filha nasceu, fazendo de Ringo Starr o mais novo avô dos Beatles.

Starkey então tornou-se um músico de sessão, tocando com vários artistas até ter a chance de realizar seu sonho de infância de juntar-se ao The Who. Ainda assim ele continua a trabalhar com outras bandas.

Em 2004 Starkey começou a tocar com o Oasis, ocupando o lugar deixado pelo baterista Alan White. Embora ele tenha declarado que não quer se tornar integrante permanente da banda, Starkey está atualmente envolvido na gravação do novo disco do grupo em Los Angeles. De acordo com um artigo na revista "WEEN", Zak não quer abandonar o The Who e vai tocar com o Oasis somente quando sua agenda permitir.

Zaha HadidZaha Hadid

Zaha Hadid (árabe: زها حديد) é uma arquiteta britânica de origem árabe identificada com a corrente desconstrutivista da arquitetura.

Nasceu em Bagdá (Iraque) em 31 de Outubro de 1950 e se formou em Matemática na Universidade Americana de Beirute. Após se formar, passou a estudar na Architectural Association de Londres. Depois de se graduar arquiteta tornou-se membro do Officce for Metropolitan Architectura, trabalhando com seu antigo professor, o arquiteto Rem Koolhas. Em 1979, passou a estabelecer prática profissional própria em Londres. Daí em diante, sua obra passa a possuir certo renome. Na década de 80, também lecionou na Architectural Association.

Grande parte da obra de Zaha Hadid é conceitual, embora seus projetos executados incluem:

Vitra Fire Station (1993), Weil am Rhein, Alemanha
Centro Rosenthal de Arte Contemporânea (1998), Cincinnati, Ohio, EUA
Terminal Hoenheim-North & estacionamento (2001), Estrasburgo, França
Bergisel Ski Jump (2002), Innsbruck, Áustria
Zaha Hadid também realizou trabalhos de interiores alto-padrão, incluindo a Zona da mente no Domo do Milênio em Londres. Vencedora de diversas competições internacionais, alguns de seus projetos vencedores nunca foram construídos: notavelmente The Peak Club em Hong Kong (1983) e a Ópera da Baía de Cardiff em Gales, 1994.

Em 2004, Hadid se tornou a primeira arquiteta mulher a receber o Prêmio Pritzker de Arquitetura pelo conjunto de sua obra. Anteriormente ela também foi premiada pela Ordem do Império Britânico pelos serviços realizados à arquitetura.

Charles Edward - Pretendente ao Trono da Inglaterra e da EscóciaCharles Edward - Pretendente ao Trono da Inglaterra e da Escócia

Charles Edward Louis Philip Casimir Stuart (nascido em Roma a 31 de Dezembro de 1720 – falecida a 31 de Janeiro de 1788), um católico, filho de James Francis Edward Stuart (the old pretender) foi um pretendente ao trono da Inglaterra e Escócia (unidos desde 1707) e Irlanda. Viveu no exílio até aos 24 anos de idade, altura em que tentou iniciar uma rebelião para restaurar a dinastia dos Stuarts (em favor de seu pai). Uma tentativa que seria derrotada. Era conhecido como "Bonnie Prince Charlie" e "The Young Pretender". Seu pai James Stuart era por sua vez filho do rei James II de Inglaterra, deposto em 1688 na Revolução Gloriosa. O movimento jacobita tentou restaurar a família ao trono. A mãe de Charles e mulher de James era a polaca Maria Clementina Sobieski (1702–1735).

Charles foi juntamente com seu pai uma figura inspiradora do Jacobitismo. Charles deu corpo como mais ninguém ao desejos de certos sectores da sociedade britânica do século XVIII em regressar ao passado despotista e tradicional, rejeitando o sistema democrático, protestante, mercantilista, pode-se mesmo já dizer capitalista, que se vinha a desenhar desde 1688. Ao lado de Charles encontravam-se sobretudo católicos (sobretudo nas highlands escocesas e em algumas zonas no norte de Inglaterra, e alguns aristocratas anglicanos). Contra ele estavam a grande maioria dos britânicos, favoráveis ao progresso que se tinha produzido no solo britânico no século do Iluminismo: os protestantes, sejam eles anglicanos na Inglaterra ou presbiterianos (calvinistas) na Escócia e o partido liberal Whig, que constituia muito frequentemente o governo.

Não obstante, em 1745, com apenas 24 anos, Charles liderou uma revolta militar a partir das highlands escocesas, que ele tinha conseguido alcançar por mar com ajuda dos franceses. Era a primeira vez que pisava o solo da Escócia. Obteve o apoio de muitos dos clãs escoceses das Highlands, mais por uma questão de orgulho nacional (são católicos e viviam ainda num sistema quase feudal, onde os líderes dos clãs contavam com um ganho de influência política e um quinhão no lote). Charles conseguiu derrotar as forças fieis ao regime parlamentar (maioritariamente de índole Whig, presbiteriano, com centro nas Lowlands escocesas). Suas tropas dirigiram-se depois a cidades inglesas. Charles pretendia alcançar Londres e clamar o trono para seu pai (A Escócia e Inglaterra encontravam-se unidas desde 1707, ver Tratado de União de 1707). Mas a sua sorte mudou quando os ingleses reuniram tropas suficientes (que tinham estado ocupadas a combater na Flandres até então). As tropas de Charles acabaram por ser derrotadas na batalha de Culloden. Charles conseguiu fugir para França e depois de volta a Itália, onde viveu os seus últimos dias, em Roma, frequentemente alcoolizado e culpando todos menos ele próprio pelo falhanço da sua expedição. Com ele morreu a esperança dos católicos do controlo do trono inglês, que teria tido como consequência o retorno ao passado despotista e a abolição dos direitos e liberdades que o Parlamento tinha conseguido instaurar desde a Guerra Civil Inglesa e a Revolução Gloriosa. Com a derrota de Charles os escoceses vão fazer uma reforma administrativa para combater o feudalismo em vigor nas Highlands e evitar que os líderes dos clãs possam voltar a mobilizar por coerção o povo do norte da Escócia.

A derrota do Jacobitismo significou também o triunfo do espírito do iluminismo escocês e o período pós-1745 traria à Escócia uma era de desenvolvimento cultural e econômico sem precedentes.

Agatha ChristieAgatha Christie

Chamada de "a rainha do crime", Agatha Christie teve mais de cem milhões de exemplares de seus livros policiais vendidos pelo mundo afora.

Agatha Mary Clarissa nasceu em Torquay, Inglaterra, em 15 de setembro de 1890. Começou a escrever histórias policiais enquanto trabalhava como enfermeira na primeira guerra mundial. Seu primeiro romance, The Misterious Affair at Styles (1920; O misterioso caso de Styles) introduziu seu personagem mais famoso, Hercule Poirot, detetive belga excêntrico e teimoso, que reapareceria em cerca de 25 obras antes de voltar a Styles, onde morreria no romance Curtain (1975; Cortina).

O primeiro grande êxito da autora foi The Murder of Roger Ackroyd (1926; O assassinato de Roger Ackroyd), ao qual se seguiram cerca de 75 romances. O segundo personagem em popularidade é a detetive Jane Marple, uma velhinha solteirona, que apareceu em 1930. As peças teatrais incluem The Mousetrap (1952; A ratoeira) e Witness for the Prosecution (1953; Testemunha de acusação).  Agatha Christie morreu em 12 de janeiro de 1976, em Wallingford, Inglaterra.

Aldous HuxleyAldous Huxley

Aldous Leonard Huxley nasceu em 26 de julho de 1894 em Godalming, Surrey. Descendente de ilustre família, era neto do naturalista Thomas Henry Huxley, famoso defensor do darwinismo, filho do escritor Leonard Huxley e irmão do biólogo Julian Huxley e do fisiologista Andrew Fielding Huxley. Após estudar em Eton e Oxford, passou a dedicar-se à literatura e publicou alguns volumes de poesia, entre os quais Defeat of Youth (1918; Derrota da juventude). Malgrado a diversidade de sua produção, destacou-se sobretudo por seus romances e ensaios. Sua cultura polivalente permitiu-lhe escrever sobre os assuntos mais variados e sua inquietação levou-o a conhecer países de todas as latitudes e a submeter-se a experiências pioneiras sobre a expansão da consciência, até mesmo pela ingestão de alucinógenos.

Intelectual culto e requintado, Huxley fez muito sucesso, nas décadas de 1930 e 1940, com uma série de romances de técnica em parte experimental, quase sempre comprometidos com a discussão de idéias. Anos mais tarde, adquiriu importância por ter antecipado elementos da contracultura das décadas de 1960 e 1970, como a rejeição do consumismo, as tendências anarquistas, o interesse pelo Oriente e as experiências místico-visionárias.

Os primeiros de seus muitos romances, como Crome Yellow (1921; Ronda grotesca) e Point Counter Point (1928; Ponto e contraponto), manifestam a rebeldia contra os valores políticos e morais da era vitoriana. Já em Brave New World (1932; Admirável mundo novo), Huxley expressa sua posição crítica em relação ao progresso científico e social, e prevê um futuro sinistro para a humanidade. Do ceticismo sua visão de mundo derivou para o misticismo, atraído pelas filosofias orientais. Dessa fase datam os romances Eyeless in Gaza (1936; Sem olhos em Gaza), Ape and Essence (1949; O macaco e a essência) e Island (1962; A ilha). Sua produção ensaística gerou ao mesmo tempo curiosos volumes, como The Perennial Philosophy (1946; A filosofia perene) e Heaven and Hell (1956; Céu e inferno). Grande interesse despertaram seus estudos históricos, Grey Eminence (1948; Eminência parda), biografia do padre Joseph, conselheiro de Richelieu, e The Devils of Loudun (1952; Os demônios de Loudun), exposição e análise de antigos casos de freiras atingidas pela possessão demoníaca, bem como The Doors of Perception (1954; As portas da percepção), em que narra suas experiências com a mescalina, droga alucinógena.

Radicado nos Estados Unidos desde 1947, Aldous Huxley exerceu grande influência nos meios californianos onde se articularam movimentos de contestação ao racionalismo ocidental e ao modelo americano de vida. Morreu em Los Angeles, em 22 de novembro de 1963.

Alexander de TúnisAlexander de Túnis

Harold Rupert Leofric George Alexander nasceu em Londres, em 10 de dezembro de 1891. Teve estudos aprimorados, em Harrow e na Academia Militar de Sandhurst. Ingressou no regimento de guardas irlandeses e serviu com distinção na primeira guerra mundial. Na segunda, ocupou uma série de importantes comandos no Reino Unido e no além-mar. Em 1942, destacou-se na retirada das forças britânicas e indianas da Birmânia, tornando-se cavaleiro nessa ocasião. A seguir coordenou as ofensivas que, partindo do Egito e da Argélia, conseguiram derrotar o Afrikakorps de Rommel e provocar, em maio de 1943, a rendição dos exércitos alemães em Túnis. Comandou ainda as tropas aliadas que expulsaram os alemães da Sicília e do sul da Itália, forçaram à rendição o exército italiano e acabaram libertando toda a península. Quando a guerra terminou era o supremo comandante dos Aliados na área do Mediterrâneo. Alexander recebeu o título de visconde (1946) e de conde (1952) de Túnis. Governador-geral do Canadá (1946-1952) e ministro da Defesa do Reino Unido , morreu em Slough, a 16 de junho de 1969.

Foi sob o comando de Alexander of Túnis que a Força Expedicionária Brasileira (FEB) participou da campanha da Itália durante a segunda guerra mundial. Entre seus feitos memoráveis está a retirada britânica de Dunquerque, quando foi o último dos 300.000 homens a abandonar as praias.

Alexander FlemingAlexander Fleming

Alexander Fleming nasceu em 6 de agosto de 1881, em Lochfield, no condado escocês de Ayr, no Reino Unido. Formou-se na escola de medicina do Hospital Saint-Mary, em Londres, e logo começou a pesquisar os princípios ativos antibacterianos, que acreditava não serem tóxicos para o tecido humano. Durante a primeira guerra mundial, serviu no corpo médico da Marinha, sem interromper as pesquisas. Terminada a guerra, foi nomeado professor de bacteriologia do Hospital Saint-Mary e, mais tarde, diretor adjunto.  Em 1921, Fleming identificou e isolou a lisozima, uma enzima bacteriostática (que impede o crescimento de bactérias) presente em certos tecidos e secreções animais, como a lágrima e a saliva humanas, e na albumina do ovo.

Uma nova era abriu-se para a medicina com a descoberta acidental da penicilina por Fleming. O primeiro de uma longa série de antibióticos tornou facilmente curável grande número de doenças anteriormente fatais.

Em 1928 era professor do colégio de cirurgiões e estudava o comportamento da bactéria Staphylococcus aureus quando observou uma substância que se movia em torno de um fungo da espécie Penicillium notatum, demonstrando grande capacidade de absorção dos estafilococos. Fleming batizou essa substância com o nome de penicilina e, um ano mais tarde, publicou os resultados do estudo no British Journal of Experimental Pathology. Não pareciam então promissoras as tentativas de aplicar esse material ao tratamento das infecções humanas, devido a sua instabilidade e falta de potência. Anos depois, um grupo de pesquisadores da Universidade de Oxford interessou-se pela possibilidade de produzir penicilina estável para fins terapêuticos.

Uma década após a publicação da pesquisa de Fleming, os americanos Ernst Boris Chain e Howard Walter Florey conseguiram isolar a penicilina em estado anidro, ou seja, na ausência de umidade. Em 1941 o novo produto começou a ser comercializado nos Estados Unidos, com excelentes resultados terapêuticos no tratamento de doenças infecciosas.

Fleming foi reconhecido universalmente como descobridor da penicilina e eleito membro da Royal Society em 1943. Um ano depois, foi sagrado cavaleiro da coroa britânica. Em 1945, Sir Alexander Fleming obteve novo reconhecimento por seu trabalho de pesquisa ao receber o Prêmio Nobel de fisiologia e medicina, junto com os americanos Chain e Florey. O cientista teve oportunidade de acompanhar a repercussão de sua descoberta e a evolução dos antibióticos, medicamentos dos mais utilizados no mundo e responsáveis pela cura de doenças graves, como a tuberculose. Morreu em Londres, em 11 de março de 1955.

Alexander Graham BellAlexander Graham Bell

Alexander Graham Bell nasceu em 3 de março de 1847 na cidade escocesa de Edimburgo. Tanto o avô como o pai eram autoridades em elocução e correção da voz, tendo sido este último autor de um compêndio que passou por quase 200 edições. As primeiras pesquisas de Bell, inspiradas no exemplo paterno, orientaram-se para os aspectos lingüísticos do som, mas sua curiosidade se ampliou para os campos da fisiologia e da física ondulatória.

Os estudos de Graham Bell sobre a transmissão do som por corrente elétrica foram fundamentais para as comunicações, pois deram origem a um aparelho que adquiriu importância transcendental: o telefone.

Atacado de tuberculose, doença que já matara dois de seus irmãos, Bell mudou-se com a família para a província canadense de Ontário em 1870, para melhorar de saúde. Recuperado, retomou os estudos sobre os sons e o trabalho de difusão do método de dicção do pai. Radicando-se em Boston em 1872, desenvolveu em várias cidades americanas intensa atividade de recuperação de surdos-mudos, o que, no plano puramente técnico, teria como resultado um êxito diferente do pretendido: em 1876, ele patenteou um aparelho que transmitia sons mediante impulsos de corrente elétrica. A invenção do telefone o transformou em figura de destaque nos meios científicos e tecnológicos.

Em 1880, ganhou da Academia de Ciências francesa o Prêmio Volta, que doou para pesquisas sobre a surdez. Entre 1898 e 1903 foi presidente da National Geographic Society dos Estados Unidos, sucedendo ao pai no cargo. Os trabalhos científicos de Bell se estenderam a outros campos. Em conseqüência, colaborou para o aperfeiçoamento do gramofone, inventando a gravação em disco de cera; e projetou sistemas de comunicação sem fio como o fotofone, que transmitia sons por meio de vibrações luminosas.

Bell naturalizou-se americano em 1882 mas passou os últimos anos de sua vida na ilha de Cape Breton, em Nova Escócia, Canadá, onde havia instalado um laboratório e onde morreu, em 2 de agosto de 1922.

Alexander NeillAlexander Neill

Alexander Sutherland Neill nasceu em Forfar, Forfarshire, Escócia, em 17 de outubro de 1883. Graduou-se em 1912 pela Universidade de Edimburgo e, dois anos depois, tornou-se diretor da escola Gretna Green, na Escócia. Em 1921, participou da fundação de uma escola internacional perto de Dresden, Alemanha. Transferida para a Áustria três anos depois, a instituição foi fechada pelas autoridades locais, que não aceitavam seu currículo e métodos pouco convencionais. Em 1924, Neill reabriu a escola em Dorset, Inglaterra, e chamou-a Summerhill. Três anos depois, a escola instalou-se definitivamente em Leiston, Suffolk. Summerhill tornou-se conhecida internacionalmente pela autogestão de professores e estudantes, pelo currículo flexível e pela liberdade de escolha que oferecia aos alunos. Foi também criticada como permissiva.

Summerhill, escola experimental fundada em 1921 por Alexander Neill, aplica uma pedagogia radicalmente diferente da tradicional. A freqüência às aulas é opcional e as classes são organizadas por habilidade e área de interesse, e não por idade. Como as demais escolas, propõe-se preparar os estudantes para o ensino universitário e a vida profissional.

A principal obra de Neill sobre seu sistema educacional é Summerhill: A Radical Approach to Child Rearing (1960; Summerhill: liberdade sem medo), que teve grande repercussão sobretudo na Alemanha e nos Estados Unidos e estimulou o debate sobre a criação de alternativas à pedagogia tradicional. Neill morreu em Aldeburgh, Suffolk, em 23 de setembro de 1973.

Alexander PopeAlexander Pope

Alexander Pope nasceu em Londres, em 21 de maio de 1688. Passou a juventude em Binfield, próximo ao bosque de Windsor. Impedido de freqüentar as escolas públicas por ser de religião católica, recebeu em casa uma educação clássica. Sua primeira obra publicada foi Pastorals (1705), seguida por Poetical Miscellanies (1709). Em 1711 publicou o poema didático Essay on Criticism (Ensaios sobre a crítica), no qual expõe o ideal classicista de uma arte baseada na harmonia e na razão. Um ano depois, publicou The Rape of the Lock (O roubo da madeixa), sátira poética em que parodiava os costumes sociais britânicos.

Com uma obra que soube aliar a perfeição técnica ao talento satírico, Alexander Pope destacou-se como o maior dos poetas neoclássicos na literatura britânica. Alguns de seus aforismos, como "errar é humano, perdoar é divino", tornaram-se provérbios populares não só em inglês mas em muitas outras línguas.

Instalado em Twickenham, perto de Londres, Pope dedicou-se a preparar uma edição de William Shakespeare, publicada em 1725, e à tradução da Ilíada (1715-1720) e da Odisséia (1725-1726) de Homero, o que lhe asseguraria independência financeira. O mérito desse trabalho reside na adaptação do poema heroico à mentalidade da época, mas tal liberdade provocou ataques de alguns críticos, aos quais respondeu com uma sátira mordaz em The Dunciad (1728). Entre as obras posteriores de Pope se destacam An Essay on Man (1733-1734; Ensaio sobre o homem), concebido como primeira parte de um poema filosófico que ficaria inacabado. Durante o romantismo, os poetas, com exceção de Byron, negaram-lhe qualidades poéticas, mas seria reconhecido como poeta da inteligência por T. S. Elliot e pela vanguarda de 1920. Alexander Pope morreu em Twickenham, em 30 de maio de 1744. Foi o primeiro poeta inglês a fazer fama na França, na Itália e em todo o continente europeu, e a ter seus poemas traduzidos para outras línguas.

Alfred HitchcockAlfred Hitchcock

Alfred Hitchcock nasceu em Londres em 13 de agosto de 1899. Estudou engenharia e começou a trabalhar no cinema em 1920, como criador de letreiros de filmes mudos e depois como roteirista. Dirigiu o primeiro filme em 1925 e no ano seguinte iniciou, com The Lodger (1926), a série de películas de suspense que o fariam famoso. Blackmail (1929; Chantagem), seu primeiro filme sonoro, alcançou grande sucesso.

Apelidado de "mago do suspense", Hitchcock se tornou um dos mais conhecidos e bem-sucedidos cineastas do mundo, gênero a que dedicou quase todos seus filmes.

Depois de um período britânico, com filmes como The Thirty-nine Steps (1935; Os trinta e nove degraus) e The Lady Vanishes (1938; A dama oculta), Hitchcock prosseguiu a carreira nos Estados Unidos, onde sua primeira película, Rebecca (1940; Rebeca, a mulher inesquecível), ganhou o Oscar da Academia para melhor filme. Posteriormente, realizou Suspicion (1941; Suspeita), com uma inesquecível cena final centrada sobre um copo de leite presumivelmente envenenado, e Notorious (1946; Interlúdio). Na década de 1950, aperfeiçoou ao máximo suas técnicas de suspense em filme como Strangers on a Train (1951; Pacto sinistro), Rear Window (1954; Janela indiscreta), The Wrong Man (1959; O homem errado) e Vertigo (1959; Um corpo que cai), este último, na opinião de alguns críticos, sua obra-prima.

Hitchcock experimentou mais tarde novos recursos dramáticos e expressivos. Assim, por exemplo, em Psycho (1960; Psicose), o espetacular assassinato da protagonista ocorre logo no início do filme; em The Birds (1963; Os pássaros), o clima de terror é provocado por aves que, inexplicavelmente, começam de repente a atacar as pessoas. Em Torn Curtain (1966; Cortina rasgada) e Topaz (1969; Topázio), histórias convencionais de espionagem, expôs uma clara divisão maniqueísta entre o bem e o mal.

Hitchcock tornou-se uma figura familiar ao grande público ao apresentar na televisão, nas décadas de 1950 e 1960, relatos breves de suspense. Era costume do diretor fazer em seus filmes aparições fugazes, que podiam ir desde subir num trem com um violoncelo até cruzar a tela passeando com um cachorro. Morreu em 29 de abril de 1980 em Bel Air, Califórnia.

Alfred MarshallAlfred Marshall

Marshall nasceu em Londres, em 26 de julho de 1842. Antes de formar-se em ciências econômicas, estudou filosofia e matemática. Dirigiu o University College de Bristol e foi catedrático de economia política na Universidade de Cambridge a partir de 1885. Empregou o princípio da utilidade marginal e o conceito de elasticidade da demanda para formular a lei dos preços no mercado. Consciente de que seu sistema, como os dos demais economistas da época, só era válido para economias estáticas, Marshall introduziu o fator tempo na análise econômica: em períodos longos, os preços tendem a coincidir com o custo marginal da produção; em períodos curtos, independem do custo.

Alfred Marshall contribuiu para a renovação da escola clássica da economia política com suas teorias sobre determinação de preços a partir da lei de oferta e procura.

Ao introduzir o fator tempo, Marshall conseguiu conciliar o princípio clássico do custo de produção com o princípio da utilidade marginal, formulado por William Jevons e a escola austríaca. Entre seus livros contam-se Principles of Economics (1890; Princípios de economia), sua obra mais importante, Industry and Trade (1919; Indústria e comércio) e Money, Credit, and Commerce (1923; Dinheiro, crédito e comércio). Marshall morreu em Cambridge, em 13 de julho de 1924.

Alfred North WhiteheadAlfred North Whitehead

Alfred North Whitehead nasceu em Ramsgate, Kent, Inglaterra, em 15 de fevereiro de 1861. Neto de um pedagogo e filho de um pastor anglicano, foi educado em casa até os 14 anos. Na Escola de Sherborne, Dorset, célebre então por seu ensino, recebeu a seguir sólida formação em grego e latim. Em 1880 ingressou no Trinity College de Cambridge, onde permaneceu, como aluno e fellow, até 1910, voltado primordialmente para a matemática.

Co-autor, com Bertrand Russell, dos Principia mathematica (1910-1913), obra fundamental no campo da lógica matemática, Whitehead submeteu a ciência a uma visão filosófica. O mundo, segundo ele, não é um conjunto de coisas, mas uma trama de eventos. Tudo sofre mutações, sob as quais, sempre, algo permanece: uma montanha pode desaparecer, mas a matéria que a compunha continuará a formar outras realidades.

Em seu primeiro livro, A Treatise on Universal Algebra (1898; Tratado de álgebra universal), discutiu álgebras não comutativas e geometrias não euclidianas, dando contudo ênfase à lógica simbólica. Por volta de 1900 começou a trabalhar com Bertrand Russell, que antes de se tornar colaborador ativo foi seu aluno dileto. Em 1910 Whitehead se mudou para Londres. Escreveu nessa época An Introduction to Mathematics (1911; Introdução à matemática), um clássico da vulgarização científica.

Após enfeixar seus estudos de filosofia em livros como An Enquiry Concerning the Principles of Natural Knowledge (1919; Inquérito concernente aos princípios do conhecimento natural), transferiu-se em 1924 para os Estados Unidos e aceitou um cargo de professor em Harvard, onde permaneceu até a morte. Desenvolveu então, de modo mais completo, seu sistema filosófico, que ganhou contornos em Science and the Modern World (1925; A ciência e o mundo moderno), sua obra mais influente, dedicada à análise dos efeitos da ciência sobre a cultura ocidental como um todo.

Em sua cosmologia, racionalismo e religião se fundem. O universo não é um mistério arbitrário, nem uma simples máquina: é um processo, um devir e perecer, um fluxo onde todas as entidades se relacionam e onde o que se chama de vida, ou sentimento, se encontra em tudo que é real. Whitehead morreu em Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, em 30 de dezembro de 1947.

Alfred Russel WallaceAlfred Russel Wallace

Alfred Russel Wallace nasceu em 8 de janeiro de 1823, em Usk, Monmouthshire, Inglaterra. De seu interesse inicial pela botânica passou ao estudo dos insetos por influência do naturalista britânico Henry Walter Bates, que conheceu por volta de 1844. Ambos empreenderam uma expedição pela Amazônia em 1848, onde permaneceram por dois anos. Com exceção do material que Wallace enviou para a Inglaterra, a valiosa coleção acumulada na expedição foi consumida pelo fogo na viagem de volta. O naturalista conservou também anotações que lhe permitiram escrever Narrative of Travels on the Amazon and Rio Negro (1853; Narrativa de viagens pela Amazônia e pelo rio Negro). De 1854 a 1862, Wallace viajou pelo arquipélago malaio. Fixou-se depois em seu país e se dedicou a pesquisas científicas.

O naturalista Alfred Russel Wallace tornou-se célebre pela formulação de uma teoria da origem das espécies pela seleção natural, em estudos realizados independentemente de Charles Darwin.

Em 1858, apresentou o trabalho On the Tendency of Varieties to Depart Indefinitely from the Original Type (Sobre a tendência das variedades de se afastar indefinidamente do tipo original) ao mesmo tempo em que Darwin apresentava sua teoria da evolução das espécies. Wallace divergiu de Darwin, que defendia a tese da seleção sexual, por preferir a da sobrevivência do mais forte e aceitar, coerente com sua tendência para o espiritualismo, a intervenção de forças superiores na evolução das espécies.

A obra The Malay Archipelago (1869; O arquipélago malaio) foi resultado da pesquisa feita no arquipélago malaio, onde Wallace investigou a distribuição geográfica dos animais. Sua Geographical Distribution of Animals (1876; Distribuição geográfica dos animais) deu-lhe papel relevante na história da zoogeografia e divulgou estudos precursores sobre a influência da divisão de terras emersas e dos mares sobre a genealogia das espécies.

Wallace interessou-se ainda por questões tão diferentes quanto a da nacionalização da terra, do sufrágio feminino, que defendia, e da vacinação, que combatia. Deixou obra extensa que inclui um livro sobre espiritualismo, Miracles and Modern Spiritualism (1875; Os milagres e o espiritualismo moderno) e a autobiografia, My Life (1905; Minha vida). Alfred Russel Wallace morreu em Broadstone, Dorset, Inglaterra, em 7 de novembro de 1913.

Alfred TennysonAlfred Tennyson

Alfred Tennyson nasceu em Somersby, Lincolnshire, Inglaterra, em 6 de agosto de 1809. Filho de um pastor anglicano, pertencia à classe dominante da população rural. A partir de 1827, estudou em Cambridge, mas não chegou a graduar-se. Foi herdeiro tardio do romantismo de William Wordsworth e do estilo de John Keats, os poetas que mais admirava.

Com domínio absoluto da língua inglesa e versos de admirável musicalidade, Tennyson é visto como o poeta mais característico da era vitoriana: tradicionalista mas perturbado por dúvidas religiosas, conservador mas imbuído de profunda melancolia pelo ocaso de seu mundo, meio burguês e meio aristocrático.

Tennyson granjeou certo renome desde a publicação de Poems, Chiefly Lyrical (1830; Poemas, principalmente líricos). Esteta idílico, bastante sentimental e às vezes patriótico, era tido em grande apreço pela rainha Vitória. Em 1842 lançou outros dois volumes de Poems, um com uma seleção revisada de versos já editados, outro com textos novos, que encerram algumas de suas poesias líricas mais famosas, como "Ulysses" e "Locksley Hall". Os poemas narrativos The Princess (1847; A princesa) e Maud (1855) já não interessam na atualidade, mas valem pelas poesias líricas intercaladas. O curto Enoch Arden (1864), também narrativo, foi uma das obras mais lidas da poesia inglesa.

A obra principal de Tennyson é a longa elegia fúnebre (e poema filosófico) In memoriam (1850), inspirada pela morte de seu amigo Arthur Hallam e por graves dúvidas religiosas. O próprio Tennyson apreciava mais a série de poemas narrativos Idylls of the King (1859; Idílios do rei), versões atualizadas para sua época das lendas em torno do rei Artur: o romantismo adocicado dessa obra tornou-a obsoleta ainda em vida do autor. Em volumes posteriores, no entanto, como The Holy Grail and Other Poems (1869; O Santo Graal e outros poemas) e Demeter and Other Poems (1889), ainda se encontram peças curtas de forte encanto. Em 1850, como sucessor de Wordsworth, em consequência do enorme sucesso de seus volumes de versos, Alfred Tennyson foi nomeado poeta laureado. Morreu em Aldworth, Surrey, em 6 de outubro de 1892, e foi enterrado na abadia de Westminster, em Londres, como herói nacional.

Alfredo o GrandeAlfredo o Grande

Alfredo o Grande, rei dos saxões do sudoeste da Inglaterra (Wessex), nasceu em 849, quinto filho do rei Aethelwulf. Subiu ao trono em 871, sucedendo ao irmão Aethelred. Pacificou e unificou a Inglaterra depois de repelir sucessivas invasões dos dinamarqueses, que ocupavam a maior parte do país.

O precursor da unidade inglesa estabeleceu as bases para a unificação dos saxões sob uma monarquia e liderou o renascimento do ensino e da literatura.

Agrupando sob sua autoridade os reinos anglo-saxões, favoreceu o renascimento de sua civilização. Durante os anos de paz organizou o governo, o exército e as finanças, renovou as leis codificadas e regulamentou as imunidades eclesiásticas. Reconstruiu Londres, arrasada pelas guerras, e fortificou a cidade, instalando uma guarnição militar para defendê-la em caso de ataque. Ainda no plano militar, construiu uma esquadra e espalhou fortificações por todo o reino, com tropas permanentes.

Preocupado com problemas de cultura e educação, Alfredo o Grande promoveu e incentivou a tradução de manuais de teologia, geografia e história para uso de seus súditos, abriu escolas para os filhos dos nobres, reviveu a cultura clássica e o ensino nos mosteiros.

Em seu reinado foi redigida a Anglo-Saxon Chronicle (Crônica anglo-saxônica), primeira obra escrita em anglo-saxão. Colaborou ele mesmo na tradução de importantes livros do latim, língua aprendida nas duas viagens que fizera a Roma em 853 e 855. Mas sua tentativa de reviver o próprio monasticismo fracassou. Entre os principais trabalhos que mandou traduzir ou mesmo traduziu destaca-se a História universal, de Paulo Orosio, à qual acrescentou trechos de sua autoria.

Homem profundamente religioso, aceitava o governo do reino como um encargo divino. Canonizado pela igreja, é festejado a 26 de outubro, dia em que morreu, no ano de 899.

Algernon Charles SwinburneAlgernon Charles Swinburne

Algernon Charles Swinburne nasceu em Londres, Inglaterra, em 5 de abril de 1837. Filho de almirante e neto de condes, passou a infância na ilha de Wight. Estudou em Eton e Oxford, mas abandonou a universidade, sem se formar, em 1860. Ainda estudante, ligou-se aos pré-rafaelitas e, em especial, a Dante Gabriel Rossetti, que pintou seu retrato em aquarela. Por volta de 1861 conheceu as obras eróticas do marquês de Sade, das quais se aproximou com sua própria poesia, cuja acentuada sensualidade foi motivo de escândalo.

Admirador de Shelley e autor de extensa obra crítica, Swinburne criou uma poesia que se deleita com a pura musicalidade, pelo abuso de efeitos como a aliteração e as rimas. Politicamente influenciado por Victor Hugo e Giuseppe Mazzini, entusiasmou-se com as lutas pela liberdade na Itália, na França e na Polônia e cantou-as em versos arrebatados. No fim da vida, contudo, assumiu posições conservadoras.

Consagrou-se com a tragédia lírica Atalanta in Calydon (1865), espécie de hino, em versos encantatórios, à Grécia antiga. Publicou a seguir, entre muitos outros, Poems and Ballads (1866; Poemas e baladas) e Songs Before Sunrise (1871; Canções antes do amanhecer). Sua admiração pelo teatro elisabetano levou-o a escrever uma trilogia sobre Maria Stuart, iniciada com a peça Chastelard (1865) e completada com Bothwell (1874) e Mary Stuart (1881).

Entre seus estudos críticos destacam-se as monografias sobre Shakespeare (1880), Victor Hugo (1886) e Ben Jonson (1889). Após trinta anos de uma vida reclusa, a que a saúde debilitada o forçara, Swinburne, admirado na França como precursor do simbolismo, morreu em Londres em 10 de abril de 1909.

Ana BolenaAna Bolena

Ana Bolena (em inglês Anne Boleyn) nasceu por volta de 1507, filha de Sir Thomas Boleyn, último conde de Wiltshire e Ormonde. Passou parte da infância na França e voltou à corte inglesa em 1522. Pouco depois, o rei Henrique VIII começou a interessar-se por ela, chegando a impedir seu casamento com Lord Henry Percy. Em 1527, o monarca inglês iniciou as negociações para obter a anulação do casamento com sua primeira esposa, Catarina de Aragão, mas durante seis anos o papa Clemente VII se opôs a isso. Ana Bolena e o rei se casaram então em segredo, em 25 de janeiro de 1533; quatro meses depois, Henrique VIII fez com que o arcebispo de Canterbury declarasse nula sua união com Catarina. A conseqüente separação definitiva entre a Inglaterra e Roma punha, assim, o ponto final num longo período de intrigas.

A histórica ruptura da Inglaterra com a Igreja Católica, consumada durante o reinado de Henrique VIII, teve origem na pessoa de Ana Bolena, popularmente chamada "Ana dos mil dias", por causa de seu breve reinado.

Ana, no entanto, não pôde satisfazer o rei no que ele pretendia acima de tudo: ter um herdeiro varão para a coroa. Em setembro de 1533, a rainha deu à luz uma menina, a futura Isabel I da Inglaterra. Henrique VIII logo perdeu o interesse pela esposa, que, por outro lado, ficava cada vez mais impopular na corte. Em 2 de maio de 1536, Ana Bolena foi encarcerada na torre de Londres sob a acusação de vários adultérios e de incesto com seu próprio irmão. Foi decapitada em 19 de maio. Livre outra vez do vínculo matrimonial, 11 dias depois, Henrique VIII casou-se com Jane Seymour.

Ana da InglaterraAna da Inglaterra

Ana da Inglaterra nasceu em 6 de fevereiro de 1665, em Londres, filha de Jaime II e Ana Hyde. Embora o pai fosse católico, ela foi criada como protestante, por insistência do tio, o rei Carlos II. Casou-se em 1683 com o príncipe Jorge da Dinamarca, mas fato de maior conseqüência política foi sua estreita ligação com Sarah Jennings Churchill, esposa de John Churchill, depois duque de Marlborough.

O reinado de Ana da Inglaterra, última monarca da dinastia Stuart, caracterizou-se pela rivalidade entre whigs e tories, intensificada pela incerteza quanto à sua sucessão.

Foi Sarah quem a persuadiu a aliar-se ao protestante Guilherme III de Orange, quando este derrubou Jaime II em 1688 (a "revolução gloriosa"). Guilherme e sua esposa, Maria, irmã de Ana, se tornaram monarcas, e Ana ganhou o direito à sucessão. Embora engravidasse 18 vezes, só um filho sobreviveu à primeira infância, mas morreu em 1700. Por isso, Ana aquiesceu a uma lei de 1701, que designou como seus sucessores os descendentes hanoverianos do rei Jaime I da Inglaterra.

Ana subiu ao trono em 1702, com a morte de Guilherme III.  As limitações intelectuais e crônicas enfermidades a fizeram dependente de ministros tories, que dirigiam os esforços britânicos contra a França e a Espanha na guerra da sucessão espanhola (1701-1714). Cresceu a animosidade entre whigs e tories, ao mesmo tempo que a duquesa de Marlborough perdia o favor da rainha, que se ligou então a Abigail Masham, instrumento do líder dos tories, Robert Harley.

A morte súbita da rainha Ana, em 1o de agosto de 1714, em Londres, frustrou planos dos tories para entregar o trono a seu irmão Jaime, católico, chamado "Old Pretender", e a coroa passou ao príncipe de Hanover, Jorge Luís, mais tarde rei Jorge I.

Anthony BurgessAnthony Burgess

John Anthony Burgess Wilson nasceu em 25 de fevereiro de 1917, em Manchester. Descendente de uma família de músicos, decidiu ser compositor aos 14 anos e escreveu diversas peças musicais. No entanto, sua sólida formação literária levou-o a exercer o magistério durante algum tempo e a converter-se, finalmente, em um profícuo escritor.

A exemplo de outros escritores católicos britânicos, como Evelyn Waugh e Graham Greene, Anthony Burgess combinou em sua obra ironia e preocupações éticas com um desencanto pela sociedade ocidental.

Em 1949, escreveu seu primeiro romance, A Vision of Battlements (Visão das ameias), só publicado em 1965. Em 1954 viajou para a Malásia e Bornéu. De regresso ao Reino Unido alcançou enorme popularidade com A Clockwork Orange (1962; A laranja mecânica), sátira futurista levada ao limite da desumanização, cuja versão cinematográfica foi realizada em 1971 pelo americano Stanley Kubrick.

Publicou em 1963, sob o pseudônimo de Joseph Kell, Inside Mr. Enderby (1963; Dentro do Sr. Enderby), em cujo protagonista, um poeta católico, se percebiam elementos autobiográficos. Posteriormente, Burgess desenvolveu um estilo cada vez mais complexo e ambicioso. Exemplo disso foram Napoleon Simphony  (1974; Sinfonia napoleônica) e, sobretudo, Earthly Powers (1980; Poderes terrestres), onde o estilo barroco e corrosivo do autor servia de suporte a um grande painel da sociedade do século XX. Anthony Burgess morreu em Londres em 25 de novembro de 1993.

Anthony EdenAnthony Eden

Robert Anthony Eden nasceu em Windlestone, Durham, em 12 de junho de 1897. Depois de servir como voluntário na primeira guerra mundial, estudou línguas orientais em Oxford. Eleito em 1923 para a Câmara dos Comuns pelo Partido Conservador, foi nomeado ministro do Exterior em 1935. Três anos depois demitiu-se em protesto pela política conciliadora do primeiro-ministro Neville Chamberlain com a Alemanha nazista e a Itália fascista. Em 1939, iniciada a segunda guerra mundial e com Winston Churchill como primeiro-ministro, Eden voltou ao Foreign Office, até 1945. Com a volta dos conservadores em 1951, reassumiu o cargo.

A carreira política do primeiro-ministro britânico Anthony Eden chegou ao fim com o conflito anglo-egípcio pela nacionalização de Suez.

Em 1955, Eden sucedeu a Churchill como primeiro-ministro e líder do Partido Conservador. No ano seguinte o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser nacionalizou a Companhia do Canal de Suez, controlada pelo governo britânico, e o fracasso da intervenção militar anglo-francesa no Egito provocou a demissão de Eden em janeiro de 1957. Quatro anos depois, a coroa reconheceu seus serviços e concedeu-lhe o título de conde de Avon. Eden faleceu em Alvedision, Wiltshire, a 14 de janeiro de 1977.

Anthony TrollopeAnthony Trollope

Anthony Trollope nasceu em Londres, Inglaterra, em 24 de abril de 1815. Em 1841 foi enviado como funcionário dos correios para a Irlanda, onde escreveu seis romances sobre a vida no imaginário condado britânico de Barsetshire. Iniciada com The Warden (1855; O guardião) e finalizada com The Last Chronicle of Barset (1867; A última crônica de Barset), a série prima pelos personagens memoráveis, que revelam a atmosfera dogmática em que vivia a aristocracia rural. Já em Londres, Trollope abandonou o serviço público em 1867 para dedicar-se à carreira literária. No ano seguinte, disputou sem sucesso uma vaga no Parlamento, pelo Partido Liberal.

Além de romances políticos, Trollope escreveu estudos que mostram sua refinada percepção psicológica e traçam um fiel retrato da época vitoriana.

Em 1869, teve início o período mais interessante de sua produção literária, que se caracteriza pelo equilíbrio entre a crítica social, sempre moderada, e a análise psicológica. Nessa fase, o autor produziu The Eustace Diamonds (1873; Os diamantes Eustace), que aborda a influência do dinheiro sobre as relações amorosas, e The Duke's Children (1880; Os filhos do duque), análise dos perigos e problemas do casamento. Muitos consideram The Way We Live Now (1875; Como vivemos agora) sua obra-prima. Trollope morreu em Londres, em 6 de dezembro de 1882.

Yes - Banda de RockYes - Banda de Rock

O Yes é um grupo britânico de rock progressivo formado originalmente por Jon Anderson (vocal), Chris Squire (baixo), Tony Kaye (teclado), Peter Banks (guitarra) e Bill Bruford (bateria) em 1968. Apesar das muitas mudanças na formação, separações ocasionais e as diversas mudanças na música popular, o grupo permanece por mais de 30 anos e ainda retém grande prestígio internacional.

Formação atual

Jon Anderson - vocais (1968-1979, 1983-até hoje)
Chris Squire - baixo / vocais (1968-até hoje)
Steve Howe - guitarra / vocais (1970-1980, 1991-1992, 1996-até hoje)
Rick Wakeman - teclados (1971-1974, 1977-1979, 1991-1992, 1996, 2002-até hoje)
Alan White - bateria (1972-até hoje)

Outros integrantes
Patrick Moraz - teclado (1975-1976)
Geoff Downes - teclado (1980)
Trevor Horn - vocais (1980)
Trevor Rabin - guitarra / vocais (1983-1995)
Billy Sherwood - guitarra / vocais / teclado (1994-1995, 1997-1999)
Igor Khoroshev - teclado (1998-2000)

Discografia
1969 - Yes
1970 - Time and a Word
1971 - The Yes Album
1972 -
Fragile
Close to the Edge
1973 -
Yessongs
Tales from Topographic Oceans
1974 - Relayer
1975 - Yesterdays
1976 - Neste ano, ao invés de lançar um álbum em conjunto, cada um dos integrantes lançou seu projeto solo, com participações nos álbuns um dos outros. São eles:
Ramshackled (Alan White)
Olias of Sunhillow (Jon Anderson)
Beginnings (Steve Howe)
Fish out of Water (Chris Squire)
Story of I (Patrick Moraz)
1977 - Going for the One
1978 - Tormato
1980 -
Drama
Yesshows
1981 - Classic Yes
1983 - 90125
1985 - 9012Live: The Solos
1987 - Big Generator
1991 -
Union
Yesyears
1992 - Yesstory
1993 -
Highlights — The Very Best of Yes
An Evening of Yes Music Plus
1994 - Talk
1996 - Keys to Ascension
1997 -
Keys to Ascension 2
Keys to Ascension Volume 1 & 2
Open Your Eyes
Something's Coming / Beyond and Before
1999 - The Ladder
2000 -
The Masterworks — Mix Your Own CD
House Of Yes - Live from the House of Blues
The Best of
2001 -
Keystudio
Magnification
2002 -
Yestoday
In a Word — Yes
2003 - Yes Remixes
2004 - The Ultimate Yes: 35th Anniversary Collection