Polônia, Aspectos Gerais da Polônia

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Polônia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Polônia

Polônia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da PolôniaGeografia – Área: 312.685 km². Hora local: +5h. Clima: temperado continental. Capital: Varsóvia. Cidades: Varsóvia (1.660.800), Lódz (830.700), Cracóvia (760.000) (2016).

População – 38,8 milhões (2016); nacionalidade: polonesa; composição: poloneses 98,7%, ucranianos 0,6%, outros 0,7% . Idiomas: polonês (oficial), alemão. Religião: cristianismo 97,4% (católicos 92,2%, outros 5,3%), sem religião e ateísmo 2,5%.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 443-3438, fax (61) 242-8543 – Brasília (DF); e-mail: embpolon@nutecnet.com.br.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 16 províncias. Partidos: Aliança Esquerda Democrática (SLD), Plataforma dos Cidadãos (PO), União do Trabalho (PO), dos Camponeses da Polônia (PSL), da Social Democracia da Polônia (SDPL). Legislativo: bicameral – Senado, com 100 membros; Câmara, com 460 membros Constituição: 1997.

Situada no centro-norte da Europa, a Polônia é um elo importante entre a Europa Ocidental e a Federação Russa. O país ocupa uma planície repleta de lagos glaciais, limitada ao norte pelo mar Báltico e ao sul pelos montes Cárpatos. Poderoso reino cristão no passado, a Polônia perde faixas de território no século XVIII. Desde então, sua história registra sucessivas invasões até a ocupação nazista, que dá início à II Guerra Mundial. A capital é palco do levante judeu do Gueto de Varsóvia, em 1943. O catolicismo, religião da grande maioria da população, ganha influência depois da eleição de um polonês – João Paulo II – para o papado e da queda do comunismo. Nos estaleiros de Gdansk, nasceu o Solidariedade, a primeira central sindical livre do Leste Europeu. Foi também o primeiro país da região a pôr fim ao regime comunista, em agosto de 1989. A aproximação com o Ocidente avança com a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em 1999, e à União Europeia (UE), em 2004.

Bandeira da PolôniaHistória da Polônia

A Polônia é povoada por eslavos no século I da Era Cristã. Em 966, um dos chefes tribais, o duque de Piast, impõe-se sobre a região com o nome de Mieszko I e aceita o batismo católico. Seu governo é considerado o marco da formação do Estado polonês. No século XV é criado um Parlamento, e o país inicia um período de prosperidade. No século XVI, o rei passa a ser escolhido pelo Sejm, representação da aristocracia no Legislativo. A instabilidade resultante do sistema político, somada à rebelião dos cossacos de 1648, enfraquece a Polônia e provoca invasões das nações vizinhas. Ainda no século XVII, os suecos tomam o país. As guerras contra os invasores arruínam a Polônia e causam a diminuição da população. No fim do século XVIII, um movimento por reformas abre o Sejm à burguesia e reinstala a Monarquia hereditária. A aristocracia apela para a intervenção de tropas russas e prussianas. Os revolucionários são derrotados, e, em 1795, realiza-se a partilha da Polônia entre Rússia, Prússia e Áustria.

Varsóvia, Capital da Polônia
Varsóvia, Capital da Polônia
Independência – O país só ressurge como Estado independente em 1918. Em 1939, no início da II Guerra Mundial, o Pacto Germano-Soviético permite que a Alemanha invada a Polônia pelo oeste e a União Soviética (URSS) ocupe a porção leste. Na região sob domínio nazista, que inclui Varsóvia, a maioria da comunidade judaica (3 milhões de pessoas) é dizimada. Quando os alemães são derrotados, em 1945, a URSS e o governo provisório da Polônia, aliado dos soviéticos, definem em comum as fronteiras do país. Em 1956, após a morte do ditador soviético Josef Stálin, há uma mudança no governo. O antigo dirigente comunista Wladyslaw Gomulka, preso desde 1951 sob acusação de nacionalismo, volta ao poder.

Sindicato Solidariedade – Em 1970, o aumento dos preços de gêneros básicos provoca uma onda de greves, violentamente reprimidas. O movimento derruba Gomulka, substituído por Edward Gierek. No fim da década de 1970, operários liderados por Lech Walesa reivindicam o direito à greve e à legalização do sindicato livre Solidariedade. A URSS concentra tropas na fronteira e coloca no poder o ministro da Defesa, o general Wojciech Jaruzelski. Ele decreta lei marcial, torna o sindicato ilegal e prende seus dirigentes. O movimento de oposição persiste nos anos 1980 e recebe o apoio do papa João Paulo II. Em 1988, Jaruzelski enfrenta nova onda de greves. Reconhece, então, o Solidariedade. Nas eleições de 1989, o sindicato conquista todas as cadeiras que teve direito de disputar. O jornalista Tadeusz Mazowiecki, ligado à entidade, é nomeado primeiro-ministro, em um gabinete de coalizão. A Assembléia aprova programa de desestatização e emendas à Constituição. Em janeiro de 1990, o Partido Comunista se dissolve. Em dezembro, Lech Walesa passa a ser o primeiro presidente eleito da Polônia desde os anos 1930. Volta dos ex-comunistas Nos anos seguintes, as dificuldades para a transição ao capitalismo fortalecem a oposicionista Aliança Esquerda Democrática (SLD), de ex-comunistas convertidos à social-democracia. A SLD vence as eleições parlamentares de 1993 e as presidenciais de 1995, nas quais Walesa é derrotado por Aleksander Kwasniewski. Em 1997, referendo popular aprova uma nova Constituição, reduzindo os poderes do presidente. Nas eleições legislativas, a insatisfação popular com a economia leva à vitória da oposicionista coalizão de centro-direita Ação Eleitoral Solidariedade (AWS). Jerzy Buzek é nomeado primeiro-ministro e tem como prioridade as reformas para o ingresso na UE. Apesar dos protestos dos trabalhadores, o estaleiro de Gdansk, onde surgiu o sindicato Solidariedade, é privatizado em 1998. A adesão à Otan é formalizada em 1999.

Reeleição – Em junho de 2000, o partido União da Liberdade (UW) deixa a coalizão de governo criticando a lentidão das reformas, mas Buzek mantém-se no poder, mesmo sem maioria no Parlamento. Em outubro, Kwasniewski é reeleito presidente, com 54% dos votos, defendendo a meta de integrar a Polônia à UE. O ex-presidente Walesa só obtém 1% dos votos e anuncia sua saída da política.

Em 2001, Kwasniewski pede oficialmente perdão aos judeus poloneses, em ato pelos 60 anos do massacre de Jadwebne, em que 1,6 mil judeus foram queimados vivos por poloneses. As eleições parlamentares de 2001 são vencidas pelos ex-comunistas do SLD. Leszek Miller, do SLD, assume como primeiro-ministro. No início de 2003, a Polônia apóia o ataque contra o Iraque, enviando um contingente militar.

União Europeia – Em junho, os poloneses votam em plebiscito sobre a adesão do país à UE. A adesão é malvista por certos setores, como a massa dos agricultores, receosos da concorrência com a agricultura industrializada do Oeste Europeu. Como o catolicismo é forte no país, o próprio papa João Paulo II torna-se figura destacada na campanha pelo "sim", afirmando que "a Polônia precisa da UE, e a UE, da Polônia". Ao final, 77% dos eleitores aprovam a adesão.A Polônia torna-se membro da UE em 1º de maio de 2004. No dia seguinte, o primeiro-ministro Miller renuncia, pressionado pelo elevado desemprego e pela divisão de seu partido. Ele é substituído pelo economista e ex-ministro das Finanças Marek Belka, também do SLD, que perde a primeira votação no Parlamento, mas consegue aprovação parlamentar para seu governo em junho.

Presença no Iraque gera descontentamento

Desde o início do ataque liderado pelos Estados Unidos ao Iraque, em 2003, o governo da Polônia dá apoio ativo. Após a vitória, participa das forças de ocupação. O envio de milhares de soldados faz parte da política de fortalecimento do país dentro da Otan, aliança militar liderada pelos EUA. Em outubro de 2004, pesquisas indicam que 70% dos poloneses se opõem à presença do país no Iraque. Pressionado pela proximidade das eleições, previstas para os meses seguintes, o governo declara que pode retirar seus 2,5 mil soldados do Iraque até o fim de 2005, ou, pelo menos, cortar drasticamente a tropa. O primeiro-ministro Belka, apoiado pelo presidente Kwasniewski, afirma ao Parlamento que "a Polônia reduzirá seu contingente no início de 2005 e discutirá subseqüentes reduções". As forças polonesas comandam, em outubro de 2004, uma divisão internacional com 9 mil soldados no sul do Iraque. Até então, 17 poloneses haviam sido mortos. O ministro da Defesa da Polônia, Jerzy Szmajdzinski, indica que deseja a retirada das tropas polonesas do Iraque até o fim de 2005, quando se encerra o mandato determinado pela ONU para a ocupação militar do país.
Rio Vístula em Varsóvia
Rio Vístula em Varsóvia

Rio Vístula

O rio Vístula, com 1.047km de extensão, nasce no sul da Polônia, nos montes Beskids, perto da fronteira eslovaca. Corre no sentido leste, banha Cracóvia e recebe as águas do San. Infletindo para norte, atravessa Varsóvia e recebe, pela margem direita, à jusante da capital polonesa, o Bug. Pela margem direita, recebe ainda o Wieprz, o Wistoka e o Dunajec; pela esquerda, o Nida, o Pilica, o Brda e o Wierzyca. Depois de Bydgoszcz, numa brusca guinada, segue para norte e desemboca no golfo de Gdansk, onde forma um fértil delta. A bacia do Vístula cobre uma superfície de 194.424km2, quatro quintos em solo polonês.

Grande via fluvial polonesa, o Vístula desempenha importante papel na ligação do centro da indústria de base da Silésia com os portos bálticos e com a rede de rios e canais do leste europeu.

Variações climáticas na bacia do Vístula causam marcantes oscilações na caudal do rio. Suas águas geralmente congelam em janeiro e fevereiro e produzem grandes enchentes ao degelarem na primavera. Os obstáculos à navegação causados pelo congelamento e as secas outonais foram em grande parte eliminados na segunda metade do século XX. O Vístula se interliga a leste, através do canal Dnieper-Bug, com os sistemas fluviais da Belarus, Ucrânia e Rússia.

Andrzej WajdaAndrzej Wajda

Andrzej Wajda nasceu em 6 de março de 1926, em Suwaliki, Polônia. Interessou-se pelas artes visuais quando trabalhava como assistente de um restaurador de pintura de igrejas antigas em Radom. Estudou pintura na Academia de Belas-Artes de Cracóvia e cinema na Escola Estatal de Teatro e Cinema Leon Schiller, em Lodz.

Quase desconhecido até a segunda guerra mundial, o cinema polonês alcançou renome mundial com o diretor Andrzej Wajda, que levou à tela a história política da Polônia do século XX.

Em estilo próximo ao neo-realismo, o primeiro longa-metragem de Wajda, Pokolenie (1954; Uma geração), baseou-se em romance de Bohdan Czeszko que abordava o tema da juventude e a resistência antinazista. O filme Kanal (1957; Canal) tornou-o conhecido ao participar do festival de Cannes. Já Popiól i diament (1958; Cinzas e diamantes), de acentuada tendência barroca, fechou essa trilogia histórica da geração do próprio diretor, traumatizada pela segunda guerra mundial.

Na década de 1960 Wajda dirigiu Popioly (1965; Cinzas) e, como homenagem póstuma ao ator Zbigniew Cybulski -- intérprete de suas obras morto em 1967 -- realizou Wszystko na sprzedaz (1968; Tudo está à venda), reflexão sobre o esquecimento e a amizade. Dedicou-se depois a filmes sobre os problemas da juventude no mundo atual, assim como a análises metafóricas a respeito da situação político-social da Polônia. Realizou Krajobraz pobitwie (1969; Paisagem após a batalha); Czlowiek z marmary (1977; O homem de mármore), que teve problemas com censura polonesa; Bez znieczulenia (1978; Sem anestesia); Czlowiek z zelaza (1981; O homem de ferro), que também enfrentou a censura; e Kronyka wypadkow milosnhuth (1985; Crônica de acontecimentos amorosos).

Adam MickiewiczAdam Mickiewicz

Adam Bernard Mickiewicz nasceu em Zaosie, hoje Novogrudok, Bielorrússia, em 24 de dezembro de 1798. Descendente de uma família aristocrática polonesa radicada na Lituânia, estudou na Universidade de Vilna, onde, em 1817, participou da fundação de uma associação estudantil dedicada secretamente à luta pela independência da Polônia. Em 1822 escreveu sua primeira coletânea de baladas e romances, Poezja I (Poesias I), com que inaugurou o romantismo na literatura polonesa. A obra afirma o predomínio do sentimento sobre a razão, recorre ao fantástico e ao milagroso, e deixa manifesto o interesse do autor pelas questões sociais.

O autor romântico Adam Mickiewicz, poeta nacional da Polônia, dedicou sua vida e obra à independência de seu país. Sua obra é impregnada de misticismo, inspiração popular e exaltação patriótica.

A primeira grande obra de Mickiewicz é o poema narrativo Dziady (1823; O culto dos antepassados), que evoca o culto dos lituanos pagãos. Deportado para a Rússia em 1823, viveu em São Petersburgo, Criméia e Moscou. Nesse período, escreveu Sonety Krymskie (1826; Sonetos da Criméia), descritivos, pitorescos e carregados de emoção, e o poema Konrad Wallenrod (1828), em que conclama o povo polonês à insurreição. Em 1829, retomou o contato com o catolicismo em Roma.

Após o fracasso da revolução polonesa, mudou-se em 1832 para Paris e dois anos mais tarde escreveu sua maior obra, Pan Tadeusz (1834; Senhor Tadeu), em que preconiza a união de todas as classes sociais para libertar a Polônia. Mickiewicz foi suspenso de suas funções em 1844, por pregar o messianismo de seu compatriota Andrzej Towianski, e viajou em 1848 à Itália, onde organizou uma brigada polonesa para lutar contra a Áustria. Em Paris lançou o jornal La Tribune des Peuples, em 1859. Enviado ao Oriente em missão diplomática, morreu de cólera em Constantinopla (hoje Istambul), em 26 de novembro de 1855.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/