Uganda | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Uganda

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Uganda | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Uganda


Geografia – Área: 241.038 km². Hora local: +6h. Clima: equatorial de altitude. Capital: Campala. Cidades: Campala (1.340.000), Gulu (135.000), Lira (110.000), Jinja (95.000), Mbale (80.000) (2018).

População – 30 milhões (2018); nacionalidade: ugandense; composição: grupos étnicos autóctones 68,9% (hugandas 17,8%, tesos 8,9%, niancoles 8,2%, sogas 8,2%, gisus 7,2%, chigas 6,8%, langos 6%, ruandas 5,8%), outros 31,1%. Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais (principal: luganda). Religião: cristianismo 88,7% (católicos 41,9%, anglicanos 39,4%, outros 8,3% - dupla filiação 0,9%), islamismo 5,2%, crenças tradicionais 4,4%, outras 1,1%, sem religião e ateísmo 0,6%. Moeda: xelim ugandês.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: 5911, 16th Street NW, Washington D.C. 20011, EUA; e-mail: ugembassy@aol.com.

Governo – República presidencialista (ditadura militar desde 1986). Div. administrativa: 39 distritos. Partidos: não há, suspensos desde 1986. Legislativo: unicameral – Parlamento, com 292 membros. Constituição: 1995.

Localizado na montanhosa região dos Grandes Lagos africanos, Uganda é o principal refúgio do gorila-das-montanhas, espécie ameaçada de extinção. As savanas cobrem a maior parte do território, e nas florestas existem comunidades de pigmeus. A presença de lagos – com destaque para o Vitória, o maior do continente – e dos cursos de água da alta bacia do Nilo favorece a geração de energia hidrelétrica e a agricultura, base da economia. O café responde pela maioria das exportações. A instabilidade política desde os anos 1970 desmantela parte da infra-estrutura produtiva do país, mas há recuperação nos últimos anos.

UGANDA - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DE UGANDA

Bandeira de UgandaHistória de Uganda

Desde pelo menos o século X da Era Cristã populações ocupam a região da atual Uganda. Até o século XIX, há reduzido contato com o exterior. Em 1890, os britânicos passam a controlar o então Reino de Buganda, e, quatro anos mais tarde, a região torna-se protetorado do Reino Unido. Na I Guerra Mundial, o lago Vitória é cenário de batalhas navais entre britânicos e alemães. Depois de uma revolta, em 1949, o governo britânico concede autonomia gradual a Uganda. Em 1955, cria-se um Parlamento, e o Congresso Popular de Uganda, liderado por Milton Obote, passa a ser a principal força política. O país obtém a independência em 1962. Um ano depois se transforma em República, com Mutesa II como primeiro presidente.

Idi Amin Dada – Em 1966, Obote lidera um golpe e torna-se presidente. Ele bane os partidos de oposição em 1969. Em 1971, um golpe dirigido pelo general Idi Amin Dada, comandante das Forças Armadas, depõe Obote e dissolve o Parlamento. Seu regime se caracteriza pela feroz repressão aos opositores. Em 1978, as forças de Amin promovem fracassada invasão da Tanzânia, com o apoio da Líbia. Em reação, tropas tanzanianas ajudadas por exilados ugandenses ocupam Campala, a capital, em 1979, e Amin foge do país. Obote retorna à Presidência em 1980. No ano seguinte, a oposição inicia uma guerrilha contra o governo.

Novo presidente – Obote é deposto pela segunda vez, em 1985, num golpe militar que conduz o general Tito Okello ao poder. Em 1986, a guerrilha derruba Okello. Yoweri Museveni, líder de uma das facções rebeldes, o Movimento da Resistência Nacional (NRM), assume a Presidência e suspende os partidos políticos. Em 1989, Museveni estende seu mandato por mais cinco anos. Uma nova Constituição é promulgada em 1995. No ano seguinte, Museveni elege-se presidente, com 74,2% dos votos, e seus aliados obtêm maioria no Parlamento.

Conflitos – A tensão entre Sudão e Uganda, acusada de abrigar guerrilheiros cristãos sudaneses, leva ao fechamento da fronteira, em 1997. A oposição une-se na coalizão Forças Democráticas Aliadas (ADF), declarada ilegal pelo governo. Uganda intervém na guerra civil da República Democrática do Congo (RDC) – primeiro, ao lado de Laurent Kabila, que chega em seguida ao poder. Depois, Museveni rompe com Kabila e passa a apoiar milícias tutsis contrárias ao governo. O Parlamento de Uganda adota, em 1999, a Lei da Anistia, que devolve direitos políticos a parte da oposição. Em 2000, o regime realiza plebiscito, no qual 90,7% dos votantes optam por manter a proibição aos partidos políticos. Menos da metade do eleitorado, porém, participa do processo, boicotado pela maioria da oposição.

Em 2001, Museveni é reeleito, com 69,3% dos votos. Kiza Besigye, ex-comissário político nacional, vem a seguir, com 28%. Besigye diz que houve fraude. Nas eleições legislativas, a lista governista Movimento obtém mais de 80% dos 292 postos no Parlamento. A Organização das Nações Unidas (ONU) publica relatório no mesmo ano acusando Uganda e Ruanda de pilharem os recursos naturais da RDC e aponta a família de Museveni como beneficiária do crime. Em 2002, o país fecha um acordo de três anos com o Fundo Monetário Internacional (FMI). No fim do ano, Museveni sela a paz com a Frente Nacional de Salvação de Uganda 2 (UNRF 2), grupo atuante havia 16 anos. Os rebeldes são incorporados às Forças Armadas e ao governo.
Campala, a Capital de Uganda
Campala, a Capital de Uganda
Rebeldes – Também em 2002, Uganda firma tratado com o Sudão para combater o Exército de Resistência do Senhor (LRA), que age na fronteira. O grupo pretende colocar Uganda sob preceitos bíblicos. Liderados pelo "profeta" Joseph Kony, os guerrilheiros seqüestraram mais de 20 mil crianças para usar como soldados e escravos sexuais. Após meses de combate, o Exército anuncia que matou metade dos 3 mil combatentes do LRA e que Kony se dispõe a negociar. Em 2003, as tropas de Uganda completam a retirada da vizinha RDC. Em fevereiro de 2004, combatentes da LRA matam mais de 200 pessoas em um campo de refugiados no norte de Uganda. Em resposta, o Exército ataca os rebeldes nos meses seguintes, inclusive no Sudão, matando centenas. Os conflitos prosseguem até o fim do ano, e há tentativas de negociação, mas não prosperam. Proibição a partidos Em junho de 2004, a Corte Constitucional julga nulo o plebiscito de 2000 que aprovou o veto aos partidospolíticos. O governo recorre, e o parecer é derrubado em setembro pela Suprema Corte de Uganda.

Yoweri Kaguta Museveni Yoweri Kaguta Museveni

Yoweri Kaguta Museveni (Ankole, Uganda Ocidental, 1944) é o atual presidente do Uganda, chegou ao poder em 1986 através duma revolta conduzida pelo Exército de Resistência Nacional (“National Resistance Army” ou NRA), mas foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático, tendo ganho 75% dos votos.

Yoeri Museveni é filho de Amos Kaguta e Esteri Kokundeka, uma família de pequenos criadores de gado; o pai pertence ao clã Basiita e a mãe ao ramo Beene Rukaari, do aristocrático clã Bashambo. O seu sobrenome vem de Abasuveni, que eram os soldados ugandeses no “Sétimo Regimento dos Artilheiros Africanos do Rei”. O jovem Museveni fez a escola primária em Kyamate, a secundária em Mbarara e depois estudou ciências políticas e concluiu um bacharelato em economia na Universidade de Dar es Salaam, graduando-se em 1970.

Museveni participou na formação da “Frente de Salvação Nacional”, que foi um dos grupos rebeldes que, apoiados pela Tanzânia, afastaram Idi Amin do poder. A sua carreira política começa nesta fase, servindo como ministro nos governos que se seguiram mas, em 1980 ele declara que as eleições tinham sido manchadas por fraude e, em 6 de Fevereiro de 1981, lança-se numa guerra de guerrilha com base nos pântanos do centro do Uganda, liderando o Exército de Resistência Nacional (NRA) que, em Janeiro de 1986, capturou Kampala e colocou Museveni como presidente.

Museveni acabou com os abusos aos direitos humanos, iniciou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países. Do ponto de vista político, ele forma o “Movimento Nacional de Resistência”, que ele descrevia como uma forma de transição ou forma alternativa de democracia e que funcionou como partido único até 1996, quando o multipartidarismo foi finalmente adoptado.

Sob a sua direcção, a economia do Uganda cresceu sensivelmente e os níveis de pobreza caíram em 20% desde 1992, o número de crianças das escolas primárias duplicou e a taxa de prevalência do HIV é uma das mais baixas de África. No entanto, a sua política de controlo do HIV através da abstinência, de que a sua esposa Janet é a principal activista, tem sido criticado por algumas organizações.


Também é criticado pelo desrespeito dos direitos humanos, pela adoção da pena de morte pela falta de liberdade de expressão e a corrupção no país, sendo vários casos denunciados: Um dos casos da aplicação da pena de morte mais criticados é David Kato, por exibir a sua identidade sexual e atualmente a denúncia da oposição sobre a possível corrupção na contagem de votos, em que comprou votos e subornou funcionários que contavam os votos.

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