Saúde no Brasil

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Desnutrição - A desnutrição é uma síndrome associada ao baixo consumo de nutrientes e atinge mais as crianças e mulheres grávidas. A fome, ou deficiência energética crônica, é um dos fatores que levam a esse quadro. Dietas desbalanceadas e pouco diversificadas também produzem milhões de desnutridos. A falta de energia e de proteínas, conhecida como desnutrição energético-proteica, é letal entre as crianças. O risco de morrer de diarreia, uma das principais causas de mortalidade infantil, é nove vezes maior em crianças com baixo peso. Esse risco é duas ou três vezes maior para mortes por malária ou infecções respiratórias agudas.

A fome oculta – carência de minerais e vitaminas essenciais, como vitamina C, ferro, zinco, iodo e ácido fólico – aumenta a mortalidade entre crianças e adultos. A falta de vitamina A, obtida na carne, no leite materno, nos laticínios e em vegetais e frutas, traz problemas visuais, reduz a imunidade e favorece a morte por diarreia e sarampo. A escassez de iodo provoca retardo mental, dificuldade de aprendizado e lesões cerebrais. Para combater o problema, a solução mais simples, adotada em muitos países, é a adição de iodo ao sal de cozinha. Já a deficiência de ferro causa anemia em 45% das crianças brasileiras abaixo de 5 anos..De acordo com a Rede de Monitoramento Amiga da Criança, o Brasil não cumprirá a meta fixada pela Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir em um terço a taxa de desnutrição em crianças menores de 5 anos até 2016. Há três vezes mais crianças com baixa estatura (um indicador de desnutrição) nas regiões Norte e Nordeste que no Centro-Sul. Nas áreas rurais do Nordeste, um terço das crianças tem baixa estatura e o risco de desnutrição é seis vezes maior do que no Centro-Sul urbano.

Para o grau mínimo de segurança alimentar, quando a população tem acesso permanente garantido a alimentos energéticos e nutritivos, é preciso comida disponível em quantidade adequada e famílias com recursos suficientes para comprá-la. A produção de alimentos no Brasil é 25,7% maior que o necessário. Por isso, a desigualdade social é apontada como uma das principais causas da desnutrição. Os mais pobres não têm acesso a esse excedente de alimentos. Para combater a desnutrição, o governo federal lançou, em 2001, o Programa Bolsa-Alimentação. A meta é diminuir a carência nutricional de 800 mil gestantes e mães que amamentam e de 2,7 milhões de crianças até 6 anos de famílias com renda mensal inferior a meio salário mínimo per capita. Em outubro de 2003, o programa foi incorporado ao Bolsa-Família.

Doenças Crônicas Degenerativas no Brasil Doenças Crônicas Degenerativas no Brasil - Fazem parte desse grupo as doenças decorrentes do processo de envelhecimento e as provocadas pela degeneração das células do corpo. Elas não têm como causa principal um agente externo, como vírus ou bactéria. Essas enfermidades são responsáveis por 2 milhões de mortes por ano no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, as ações de prevenção se resumem a campanhas educativas.

Câncer - É o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado das células. Não se sabe o que produz essa enfermidade, mas a combinação de certos fatores (tendências genéticas, desequilíbrio ambiental, hábitos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo) aumenta os riscos. O câncer é uma importante causa de mortalidade no Brasil: houve quase 72 óbitos em cada grupo de 100 mil pessoas em 2011, segundo o Ministério da Saúde. O que mais afeta a população é o câncer de pele do tipo não-melanoma, seguido pelos tumores malignos de mama nas mulheres. Calcula-se que só em 2003 tenha havido mais de 40 mil novos casos desse tipo de câncer, responsável pela morte de quase 10 mil mulheres. Os tumores que mais matam são os do aparelho respiratório, com mais vítimas entre os homens. Entre 1981 e 2011 registrou-se queda nos casos de morte por câncer de pulmão relacionados ao fumo entre os homens das regiões Sul e Sudeste. O resultado é tido como fruto das campanhas antitabagismo, feitas com mais intensidade nesses locais.

Diabetes - O diabetes melito é uma disfunção do pâncreas. A glândula deixa de produzir total ou parcialmente insulina – hormônio que controla o nível de glicose no sangue e sua entrada nas células. A obesidade, aliada a fatores genéticos, é o principal detonador da doença. Sem o devido controle, o diabetes produz deficiência circulatória, cegueira e lesões renais. Segundo a OMS, o Brasil tem 4,5 milhões de diabéticos, e esse número pode ultrapassar os 11 milhões até 2030. Em 2011 a doença foi responsável por 38 mil mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.

Doenças cardiovasculares - As disfunções do aparelho circulatório respondem por quase um terço das mortes a cada ano, a maior parte nos países desenvolvidos. Mas a redução dos fatores de risco, com o controle da hipertensão, a adoção de dietas com menos colesterol e a eliminação do tabaco, contribui para diminuir o número de casos. Em contrapartida, a incidência de mortes por doenças do aparelho circulatório cresceu nas nações em desenvolvimento. Os principais motivos são o envelhecimento da população e a adoção de hábitos antes exclusivos dos países ricos (sedentarismo, alimentação inadequada, álcool e drogas). Problemas cardiovasculares são o principal fator de mortalidade no Brasil, que ocupa a nona posição na lista de países com mais óbitos por doenças cardíacas e a sexta por acidente vascular cerebral. A doença vascular que mais mata é o infarto, resultado da obstrução de uma ou mais artérias do coração. Em segundo lugar vem o acidente vascular cerebral (AVC), provocado pelo entupimento ou rompimento de vasos cerebrais. Juntos, infarto e AVC são responsáveis por mais de 300 mil mortes a cada ano no país. A hipertensão ou pressão arterial alta está relacionada a 60% das mortes por AVC e 40% das mortes por infarto.

Doenças respiratórias – As doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite, atingem cerca de 15% da população brasileira, a maior parte crianças, mulheres e idosos. Em geral são habitantes dos centros urbanos expostos à poluição do ar provocada pela grande quantidade de gases tóxicos resultantes da atividade industrial e da circulação de veículos. Esse grupo de doenças é uma das principais causas de mortalidade no país e um dos maiores responsáveis por internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a OMS, 30% da população mundial sofre de alergia; destes, 60% padecem de alergias ligadas ao aparelho respiratório.

Mortalidade no Brasil


Mortalidade no Brasil - A expectativa de vida do brasileiro está aumentando: em 2012, ela é de 76,3 anos, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há diferenças marcantes entre homens e mulheres. A esperança de vida masculina é de 72,6 anos, enquanto a feminina, de 81,2.. Os maiores ganhos na expectativa de vida (número médio de anos que se espera que uma pessoa viva desde o nascimento) ocorreram entre 1950 e 1980, com avanços como a introdução dos antibióticos, a adoção de medidas preventivas de saúde pública e a expansão do saneamento básico. Tudo isso fez diminuir a mortalidade por doenças infecciosas, especialmente entre as crianças.

Na década de 1990, há uma significativa mudança nas causas de mortalidade das grandes cidades: o crescimento dos casos de morte violenta. Segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)), homicídios e acidentes de trânsito são responsáveis por 55,5% das mortes registradas na população brasileira entre 15 e 24 anos em 2002. No mesmo ano, 93% dos homicídios registrados no país ocorrem na população masculina dessa faixa etária. Por causa dessa mortalidade precoce, o aumento da esperança de vida da população masculina é menor que o da feminina.

Mortalidade infantil – Entre os anos 1970 e 2010, segundo o IBGE, o índice de mortalidade infantil no Brasil caiu de 100 para menos de 22 óbitos para cada mil nascidos vivos. Embora tenha se reduzido significativamente, o índice ainda é um dos maiores do mundo, colocando o país em centésimo lugar no ranking da mortalidade infantil da Organização das Nações Unidas.

A mortalidade varia muito de acordo com cada região do país. Está intimamente associada à qualidade de vida nessas localidades e também ao grau de instrução da mãe, gerando grandes extremos. Um deles é Alagoas, onde a rede coletora de esgoto atende apenas 21% da população e a taxa de mortalidade infantil é de 78,6 entre os nascidos de mulheres com menos de três anos de estudo. Outro é o Rio Grande do Sul, onde a rede de esgotos atende 79% da população e a taxa de mortalidade infantil é de 12,5 entre os nascidos de mulheres com oito ou mais anos de estudo.

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