Cinturão de Kuiper

Cinturão de Kuiper

Cinturão de Kuiper

Durante anos os astrônomos suspeitavam que o Sistema Solar não acabava em Plutão. Eles previam a existência de um imenso depósito de objetos gelados, chamado Cinturão de Kuiper. Mas só em 1992 a teoria se comprovou. Naquele ano, a norte-americana Jane Luu, do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, nos Estados Unidos, detectou para além de 500 milhões de km da órbita de Plutão um objeto com 240 quilômetros de largura, batizado de 1992QB1. Logo em seguida, diversos objetos semelhantes foram descobertos, confirmando a existência do cinturão. Até agora, já foram identificados mais de 500 objetos, mas os especialistas calculam que o número total possa chegar a até 200 milhões – uma possível fonte dos cometas. Em 2000, foi descoberto o que era na época o maior objeto depois de Plutão e sua lua, o objeto chamado de Varuna, com 900 quilômetros de diâmetro. Em 2001 foi descoberto o maior asteroide conhecido, com 1 200 quilômetros de comprimento, batizado de 2001 KX76. Finalmente, em 2002, um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) fez a maior descoberta no Cinturão de Kuiper desde a descoberta de Plutão em 1930. O objeto foi chamado de Quaoar, e a medida feita pelo Telescópio Espacial Hubble demonstrou um tamanho de cerca de 1 250 quilômetros de diâmetro, metade de Plutão, com 2 350 quilômetros de diâmetro, mas maior que sua lua, Caronte, com 600 quilômetros de diâmetro. Cientistas estimam que existam centenas de objetos como esses, alguns possivelmente até maiores do que Plutão. Em 2004, os astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia e da Universidade de Yale, utilizando o telescópio de Monte Palomar, encontraram um corpo celeste ainda maior no Cinturão de Kuiper. Batizado de Sedna, ele chegou a ser considerado como o décimo planeta do sistema solar por ser apenas 25% menor que Plutão (estimativa de 1,4 mil km de diâmetro). O cinturão é a maior estrutura do sistema solar, começando na órbita de Netuno e terminando além da órbita de Plutão. A Nasa planeja lançar uma sonda para estudar a região. Mas também não é no Cinturão de Kuiper que terminam os domínios do sistema solar. A cerca de um ano-luz do Sol ainda existem rochas e lascas remanescentes da formação dos planetas.

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