Guerra Fria, Conflito Diplomático entre os EUA e URSS

Guerra Fria, Disputa Econômica, Diplomática e Tecnológica entre os Estados Unidos e URSS (1945-1991)

Guerra Fria, Guerra Econômica, Diplomática e Tecnológica entre os Estados Unidos e URSS
Disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e URSS após a II Guerra Mundial. É uma intensa guerra econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de zonas de influência. Ela divide o mundo em dois blocos, com sistemas econômico e político opostos: o chamado mundo capitalista, liderado pelos Estados Unidos da América (EUA), e o mundo comunista, encabeçado pela União das Repúblicas Socialistas soviéticas (URSS). Provoca uma corrida armamentista que se estende por 40 anos e coloca o mundo sob a ameaça de uma guerra nuclear.

A Guerra Fria foi uma espécie de conflito teórico, ou seja, em que não houve uso de força militar, entre os Estados Unidos da América (EUA) e a União Soviética. O mesmo se iniciou logo após a Segunda Guerra Mundial e terminou ao fim da década de 80, com a decadência da URSS.

Após a Revolução Russa e a instalação do socialismo na Rússia, o país começou a viver um período de significativas mudanças socioeconômicas. De fato, a União Soviética estava se transformando em uma grande potência, tendo inclusive, grande importância para a vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta guerra, o mundo passou a conviver com duas grandes potências e dois sistemas políticos antagônicos: os Estados Unidos e o capitalismo versus a União Soviética e o socialismo.

A partir de 1945, os dois países começaram uma intensa e longa disputa que envolveu diversos aspectos. Como já dito, a Guerra Fria não envolveu um confronto direto entre as duas potências. No entanto, a necessidade de se “armar até os dentes” era algo vital nesse jogo de poder. As alianças militares também eram fundamentais. Desta forma, foi criada a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), presidida pelos EUA e formada pela maioria dos países da Europa Ocidental, e firmado o Pacto de Varsóvia, tratado elaborado pela URSS que propunha a defesa mútua dos países socialistas.

Para muitos, o principal motivo que levou os dois países a não entrarem em uma guerra propriamente dita foi o equilíbrio existente entre os mesmos. Tanto Estados Unidos quanto URSS possuíam armas nucleares, por isso, sabiam que uma guerra dessa proporção poderia acabar com grande parte do mundo. Assim, outras formas de manifestar a superioridade de um sistema ou outro se tornaram necessárias.

A corrida espacial era uma grande oportunidade de mostrar ao mundo tal superioridade. Ambos os países tentavam atingir objetivos inéditos até então. Resultados: em 1957, a URSS lançou  o foguete Sputnik com um cão dentro, o primeiro ser vivo a entrar em órbita; em 1969, Neil Armstrong, um americano, foi o primeiro homem a pisar na Lua.

No âmbito econômico, os Estados Unidos logo criaram o Plano Marshall, o qual previa ajuda financeira para os países da Europa Ocidental, significativamente abalados pela Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, podemos observar uma clara preocupação dos americanos em não deixar a Europa passar para o lado socialista.

Um dos maiores símbolos da bipolaridade existente na época foi o Muro de Berlim. Na verdade, a Alemanha foi dividida em dois países: República Federal da Alemanha (capitalista) e a República Democrática Alemã (socialista). O muro dividia a cidade alemã de Berlim ao meio, deixando bem clara a divisão do mundo em duas ideologias, dois sistemas e duas realidades. Um dos conflitos militares em que as duas potências tiveram participação indireta foi a Guerra da Coreia. Ocorrido entre 1951 e 1953, o mesmo se baseou na disputa entre a parte norte (socialista e com o apoio da URSS) e a parte sul do país (capitalista e apoiada pelos EUA).

A falta de democracia, os gastos excessivos e principalmente o isolamento econômico feito em relação aos países capitalistas fizeram com que a URSS passasse por uma séria crise econômica. De fato, as condições sociais de sua população estavam significativamente piores. Tudo isso levou ao final da URSS. A partir da entrada de Mikhail Gorbatchev ao poder, em 1985, foi iniciado um processo que resultou no fim do socialismo naquele país. Um dos marcos históricos que simbolizam o fim da Guerra Fria e a vitória do capitalismo foi a queda do Muro de Berlim, em 1989.

I Guerra Mundial
Após a II Guerra Mundial, os soviéticos controlam os países do Leste Europeu e os norte-americanos tentam manter o resto da Europa sob sua influência. Apoiado na Doutrina Truman – segundo a qual cabe aos EUA a defesa do mundo capitalista diante do avanço do comunismo –, o governo norte-americano presta ajuda militar e econômica aos países que se opõem à expansão comunista e auxilia a instalação de ditaduras militares na América Latina. O Plano Marshall, por exemplo, resulta na injeção de US$ 13 bilhões na Europa. A URSS adota uma política isolacionista, a chamada Cortina de Ferro. Ajudada pelo Exército Vermelho, transforma os governos do Leste Europeu em satélites de Moscou.

Nos anos 50 e 60, a política norte-americana de contenção da expansão comunista leva à participação da nação na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã. A Guerra Fria repercute na própria política interna dos EUA, com o chamado macarthismo, que desencadeia no país uma onda de perseguição a supostos simpatizantes comunistas.

Corrida nuclear – A Guerra Fria amplia-se a partir de 1949, quando os soviéticos explodem sua primeira bomba atômica e inauguram a corrida nuclear. Os EUA testam novas armas nucleares no atol de Bikini, no Pacífico, e, em 1952, explodem a primeira bomba de hidrogênio. A URSS lança a sua em 1955. As superpotências criam blocos militares reunindo seus aliados, como a Otan, que agrega os anticomunistas, e o Pacto de Varsóvia, do bloco socialista.

Com a descoberta da instalação de mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, os EUA ameaçam um ataque nuclear e abordam navios soviéticos no Caribe. A URSS recua e retira os mísseis. O perigo nuclear aumenta com a entrada do Reino Unido, da França e da China no rol dos detentores de armas nucleares. Em 1973, as superpotências concordam em desacelerar a corrida armamentista, fato conhecido como Política da Détente. Esse acordo dura até 1979, quando a URSS invade o Afeganistão. Em 1985, com a subida ao poder do líder soviético Mikhail Gorbatchov, a tensão e a guerra ideológica entre as superpotências começam a diminuir. O símbolo do final da Guerra Fria é a queda do Muro de Berlim, em 1989. A Alemanha é reunificada e, aos poucos, dissolvem-se os regimes comunistas do Leste Europeu. Com a desintegração da própria URSS, em 1991, o conflito entre capitalismo e comunismo cede lugar às contradições existentes entre o hemisfério norte, que reúne os países desenvolvidos, e o hemisfério sul, onde está a maioria dos subdesenvolvidos.

Cortina de Ferro Cortina de Ferro

Expressão criada, em 1946, pelo primeiro-ministro britânico Winston Churchill, para designar a política de isolamento adotada pela União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e seus estados-satélites após a II Guerra Mundial. Durante um discurso nos EUA, Churchill declara: "De Stettin, no Báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente". Inicialmente, a Cortina de Ferro é formada pelas repúblicas da Rússia, Armênia, Azerbaidjão, Belarus, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Lituânia, Letônia, Moldávia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e os estados-satélites Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Bulgária e Romênia. Todos ficam sob o estrito controle político e econômico da URSS. Em 1955 unem-se militarmente por meio do Pacto de Varsóvia. O bloco se desfaz definitivamente em 1991, com a dissolução da URSS.

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