Estados Unidos, Aspectos Gerais dos Estados Unidos da América

Estados Unidos da América, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos dos Estados Unidos da América

ESTADO UNIDOS DA AMÉRICA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DOS ESTADO UNIDOS DA AMÉRICAOs Estados Unidos da América (United States of America), são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. A maior parte do país situa-se na região central da América do Norte, formada por 48 estados e Washington, D.C., o distrito federal da capital. Localiza-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá ao norte e com o México ao sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios no Caribe e no Oceano Pacífico. Com 9,37 milhões de km² de área e cerca de 309 milhões de habitantes, o país é o maior em área total, o quinto maior em área contígua e o terceiro em . Os Estados Unidos são uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. Sua geografia e sistemas climáticos também são extremamente diversificados, com desertos, planícies, florestas e montanhas que abrigam uma grande variedade de espécies.  

Os paleoindígenas que migraram da Ásia há quinze mil anos, habitam o que é hoje o território dos Estados Unidos até os dias atuais. Esta população nativa foi muito reduzida após o contato com os europeus devido a doenças e guerras. Os Estados Unidos foram fundados pelas treze colônias do Império Britânico localizadas ao longo da sua costa atlântica. Em 4 de julho de 1776, foi emitida a Declaração de Independência, que proclamou o seu direito à autodeterminação e a criação de uma união cooperativa. Os estados rebeldes derrotaram a Grã-Bretanha na Guerra Revolucionária Americana, a primeira guerra colonial bem sucedida da Idade Contemporânea. A Convenção de Filadélfia aprovou a atual Constituição dos Estados Unidos em 17 de setembro de 1787; sua ratificação no ano seguinte tornou os estados parte de uma única república com um forte governo central. A Carta dos Direitos, composta por dez emendas constitucionais que garantem vários direitos civis e liberdades fundamentais, foi ratificada em 1791.  

Guiados pela doutrina do destino manifesto, os Estados Unidos embarcaram em uma vigorosa expansão territorial pela América do Norte durante o século XIX Os conflitos entre o sul agrário e o norte industrializado do país sobre os direitos dos estados e a expansão da instituição da escravatura provocaram a Guerra de Secessão, que decorreu entre 1861 e 1865. A vitória do Norte impediu a separação do país e levou ao fim da escravatura nos Estados Unidos. No final do século XIX, sua economia tornou-se a maior do mundo e o país expandiu-se para o Pacífico. A Guerra Hispano-Americana e a Primeira Guerra Mundial confirmaram o estatuto do país como uma potência militar. A nação emergiu da Segunda Guerra Mundial como o primeiro país com armas nucleares e como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética deixaram-no como a única superpotência restante.  

Os Estados Unidos da América são um país desenvolvido e formam a nacional do mundo, com um produto interno bruto que em 2012 foi de de dólares, equivalente a 19% do PIB mundial por paridade do poder de compra (PPC) de 2011. Sua renda ''per capita'' era a do mundo em 2010, no entanto o país é o mais desigual dos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), conforme calculado pelo Banco Mundial. Sua economia é alimentada pela abundância de recursos naturais, por uma infraestrutura bem desenvolvida e pela alta produtividade; e, apesar de ser considerado uma economia pós-industrial, o país continua a ser um dos maiores fabricantes do mundo. Os Estados Unidos respondem por 39% dos e são um forte líder econômico, político e cultural.

Geografia dos Estados Unidos da América

Geografia: Área: 9.372.614 km². Hora local: -2h. Clima: temperado continental (L), subtropical (SE), de montanha (centro e Montanhas Rochosas), árido tropical (SO), mediterrâneo (costa O), árido frio (NO). Capital: Washington D.C.. Cidades: Nova York (aglomeração urbana: 18.000.000, cidade: 8.200.000), Los Angeles (aglomeração urbana: 12.000.000, cidade: 3.800.800), Chicago (3.000.000), Houston (2.060.000), Filadélfia (1.650.500), Washington D.C. (600.000) (2016).

População: 322 milhões (2016); nacionalidade: norte-americana ou estadunidense; composição: europeus 82% (principais: britânicos), afro-americanos 12%, asiáticos 3%, ameríndios 1%, outros 2%. Idiomas: inglês (principal), espanhol. Religião: cristianismo 84,7% (independentes 28,2%, protestantes 23,2%, católicos 20,8%, outros 22,4% - dupla filiação 9,9%), sem religião 9%, outras 6%, ateísmo 0,4%.

Relações Exteriores: Organizações: Apec, Banco Mundial, FMI, G-8, Nafta, OCDE, OEA, OMC, ONU, Otan. Embaixada: Tel. (61) 312-7000, fax (61) 312-7666 – Brasília (DF); e-mail: webmaster@embaixada-americana.org.br, site na internet: www.embaixada-americana.org.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 50 estados e o distrito de Colúmbia. Partidos: Democrata (DP), Republicano (RP). Legislativo: bicameral – Senado, com 100 membros; Casa dos Representantes, com 435 membros. Constituição: 1789. Territórios administrados: Porto Rico, Ilhas Marianas do Norte, Atol Johnston, Guam, Ilhas Wake, Ilhas Midway, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana.
Nova York, Maior Cidade dos Estados Unidos da América
Nova York, Maior Cidade dos Estados Unidos da América
Maior potência econômica e militar do planeta, os Estados Unidos da América (EUA) possuem o quarto território mais extenso do mundo, banhado pelos oceanos Atlântico e Pacífico. A costa leste é mais populosa e industrializada, enquanto na planície central está a maior área agrícola. Os recursos naturais e as possibilidades econômicas dos EUA atraem milhares de imigrantes nos séculos XIX e XX. O país ainda é o principal pólo de imigração internacional. Sua cultura e seu estilo de vida têm influência global por meio do cinema, da literatura, da música e da TV.

A luta pela independência, no século XVIII, é um marco de afirmação da república e da democracia no mundo moderno. No entanto, a nação tem uma história de extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, em especial contra negros e hispânicos de origem latino-americana – comunidade que cresce 60% no país nos anos 1990. Os EUA são donos de mais de um quarto da produção mundial e possuem uma das maiores rendas per capita do mundo. Apesar disso, 30 milhões de norte-americanos vivem abaixo da linha da pobreza.

Bandeira dos Estados Unidos da AméricaHistória dos Estados Unidos da América

No fim do século XV, quando Cristóvão Colombo chega ao continente, o território é habitado por indígenas. Entre o século XVI e o XVII, espanhóis exploram a Flórida e o Colorado, e franceses se instalam ao longo do vale do Mississippi. Holandeses fundam a colônia de Nova Amsterdã – tomada em 1664 pelos ingleses e rebatizada como Nova York. Antes, os britânicos ocupam ao leste a Virgínia, Massachusetts, Connecticut e a Pensilvânia. Para trabalhar em suas colônias, negros são trazidos da África como escravos a partir de 1619.

Independência 

O regime de relativa autonomia das 13 colônias britânicas existentes muda entre 1764 e 1775, quando a Inglaterra aumenta taxas e limita as atividades econômicas. As colônias declaram guerra à metrópole em 1775. Em 4 de julho de 1776, é lida em Filadélfia a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, reconhecida pelos ingleses em 1783. A Constituição dos EUA é ratificada pelos 13 estados em 1787 e entra em vigor em 1789, com George Washington como primeiro presidente. Nas décadas seguintes, os EUA estendem seu território até o Pacífico. Em 1803 compram a Louisiana da França. Em 1819, a Flórida, da Espanha. Na guerra contra o México (1846/1848), conquistam as terras do Texas à Califórnia, onde se dá a corrida do ouro. As migrações para o oeste, de 1850 a 1890, dizimam as tribos indígenas. A expansão chega até o Alasca, comprado da Rússia em 1867.
Washington D.C, Capital dos Estados Unidos da América
Washington D.C, Capital dos Estados Unidos da América

Guerra Civil

A prosperidade aumenta os conflitos entre o norte, mais desenvolvido e industrializado – disposto a abolir a escravidão –, e o sul, agrário e escravagista. Em 1860, o abolicionista Abraham Lincoln é eleito presidente, e os sulistas decidem separar-se da União, o que deflagra uma guerra civil, que dura de 1861 a 1865 e deixa um saldo de 617 mil mortos. O norte vence, e a escravidão é abolida, mas as punições impostas aos perdedores após o assassinato de Lincoln, em 1865, criam ressentimentos e fortalecem a discriminação racial. Segue-se uma fase de desenvolvimento industrial e construção de ferrovias ligando os EUA de costa a costa. No fim do século XIX, o país emerge como potência imperialista: em 1898, o Havaí é anexado e, na guerra contra a Espanha, conquista territórios no Caribe (Porto Rico) e no Pacífico (Filipinas e Guam). Em 1903, os EUA forçam a independência do Panamá, para obter a posse da Zona do Canal, que liga o Atlântico ao Pacífico. Na I Guerra Mundial, lutam ao lado do Reino Unido e da França.

New Deal

Em 1920 são proibidas a fabricação e a venda de bebidas alcoólicas (Lei Seca), o que fortalece o contrabando e o crime organizado. A prosperidade do país é interrompida em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova York. O democrata Franklin Delano Roosevelt assume a Presidência em 1933 e, por quatro mandatos consecutivos, aplica uma política de desenvolvimento baseada em investimentos estatais. Conhecida como New Deal, a diretriz ganha impulso com a entrada do país na II Guerra Mundial, depois do ataque japonês à base naval de Pearl Harbor, no Havaí, em 1941. Em 1945, em tese para apressar a rendição do Japão, o governo do presidente Harry Truman joga bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Guerra Fria

A divisão do mundo em esferas de influência dos EUA e da União Soviética (URSS), conhecida como Guerra Fria, fortalece o poder militar das duas nações. O primeiro embate se dá em 1950, com o envio de tropas dos EUA à Coreia para conter a expansão comunista na Ásia. Internamente, desenvolve-se o macarthismo, onda de intolerância contra intelectuais e artistas acusados de comunistas. Com a eleição do democrata John Kennedy, em 1960, aumentam os gastos com a defesa e a preocupação com os direitos civis. O governo reforça a posição contra a influência soviética em Cuba. Kennedy é assassinado em 1963, e seu sucessor, Lyndon Johnson, aprova leis contra a discriminação racial. Em 1969, astronautas norte-americanos pousam na Lua, vencendo a corrida espacial com a URSS. Em 1962 começa a intervenção militar no Vietnã. A retirada só ocorre em 1973, no governo do republicano Richard Nixon, derrubado pelo escândalo de Watergate, em 1974. Entre 1977 e 1980, no governo do democrata Jimmy Carter, aumentam a inflação e o desemprego. Os republicanos voltam ao poder em 1981, com Ronald Reagan, que corta gastos públicos e endurece relações com a URSS e os regimes de esquerda. O vice de Reagan, George Bush, eleito presidente em 1988, organiza uma coalizão militar de cerca de 30 países que expulsa as tropas iraquianas do Kuweit, na Guerra do Golfo (1991), sem depor o ditador iraquiano, Saddam Hussein. O democrata Bill Clinton, eleito em 1992, faz acordos internacionais que favorecem as exportações norte-americanas e aprova o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta), com Canadá e México. O Produto Interno Bruto (PIB) cresce e o desemprego cai durante a gestão de Clinton, reeleito em 1996. George W. Bush (filho do ex-presidente Bush) é eleito para a Casa Branca em 2000, num dos mais conturbados pleitos da história do país, em virtude de problemas na contagem de votos no Estado da Flórida.

Em 11 de setembro de 2001, os EUA sofrem um atentado terrorista sem precedentes, com a destruição das torres do World Trade Center, em Nova York, e de uma das alas do Pentágono (o centro burocrático-administrativo das Forças Armadas), em Washington, por 19 extremistas muçulmanos que seqüestram aviões comerciais norte-americanos e os utilizam como mísseis em atentados suicidas. No total, morrem 2.816 pessoas. Os ataques são atribuídos à organização terrorista Al Qaeda ("a base", em árabe), liderada pelo milionário saudita Osama bin Laden, que vive no Afeganistão, sob a proteção do regime local, o Taliban. As autoridades afeganes se negam a entregar Bin Laden aos EUA. Em outubro, os EUA e o Reino Unido atacam o Afeganistão com bombardeios diários que ajudam os afegãos da Aliança do Norte, contrários ao Taliban, a tomar a capital, Cabul, em novembro, pondo fim ao regime. Os EUA, embora mantenham tropas no Afeganistão, não conseguem capturar Bin Laden. Seu paradeiro permanece desconhecido até dezembro de 2004.

Guerra contra o Iraque

Em janeiro de 2002, Bush denuncia a existência do que classifica como "eixo do mal", formado por Iraque, Irã e Coreia do Norte, acusados de produzir armas nucleares e de patrocinar o terrorismo. Nesse tripé, o Iraque é o alvo principal. Saddam Hussein nega possuir tais armas, mas Washington o acusa de mentiroso. Bush, com o apoio do Reino Unido, busca o aval do Conselho de Segurança (CS) da ONU para invadir o Iraque. Inspetores da ONU são enviados ao Iraque para verificar a existência do arsenal. Em março de 2002, os EUA propõem ao CS uma resolução que autoriza o uso da força contra o Iraque. França e Alemanha se opõem, assim como a Federação Russa e, com menos ênfase, a China. Os EUA e o Reino Unido decidem então ir à guerra mesmo sem a permissão da ONU. Em 19 de março, dezenas de milhares de soldados norte-americanos e britânicos invadem o Iraque. Em 9 de abril, as tropas dos EUA tomam a capital, Bagdá. Em pouco tempo, porém, as forças de ocupação tornam-se alvo de uma campanha sistemática de guerrilhas e atentados suicidas que impedem a consolidação de seu controle sobre o país. Mesmo com a presença de mais de 140 mil soldados norte-americanos no Iraque, os EUA veem frustrados seus esforços para instalar um governo estável. Em dezembro, Bush obtém uma importante vitória com a captura de Saddam Hussein.

Maus tratos a prisioneiros

Em março de 2004, a rede de televisão CBS divulga fotos que revelam a prática de maus-tratos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, onde os EUA mantêm cerca de 9 mil prisioneiros. As imagens mostram soldados norte-americanos forçando detentos a atos de humilhação sexual e outros abusos. Numa das fotos, iraquianos despidos são vistos empilhados uns sobre os outros; em outras, prisioneiros aparecem intimidados por cães e ridicularizados por mulheres militares dos EUA. Bush se desculpa pelos abusos e a oposição democrata pede a demissão do secretário da Defesa, Donald Rumsfeld. Ele é mantido no cargo, mesmo depois que, em agosto, uma comissão do Pentágono conclui que Rumsfeld e a cúpula militar criaram um ambiente propício aos episódios de tortura física e psicológica no Iraque. Em outro revés para a imagem do presidente, uma comissão formada pelos dois partidos para investigar os atentados de 11 de setembro de 2001 conclui pela inexistência de provas sobre vínculos entre o regime de Saddam e a rede terrorista Al Qaeda. Essa conclusão derruba uma das principais justificativas de Bush para a invasão do Iraque em 2003. Da mesma forma, não se acham indícios das armas de destruição em massa que o Iraque era acusado de possuir. Bush reeleito Nas prévias do Partido Democrata, o senador John Kerry obtém ampla vantagem sobre os rivais, garantindo a candidatura à Presidência dos EUA na disputa contra Bush, que se lança à reeleição. As eleições, em novembro, dão clara vitória a Bush, que recebe 51% dos votos, contra 48% de Kerry. No Colégio Eleitoral, o candidato republicano fica com 286 delegados e Kerry, com 252. A vitória de Bush é acompanhada por um avanço político dos republicanos, que ampliam a maioria de apenas um voto no Senado para dez, angariando 55 das 100 cadeiras. Na Casa dos Representantes, os republicanos também alargam sua vantagem, passando de 229 para 233 cadeiras, num total de 435.

Territórios

Dois territórios formam a Comunidade dos EUA: Porto Rico e as ilhas Marianas do Norte, com autonomia interna e status de estados da federação, mas sem representação no Congresso. O país tem seis territórios não-incorporados à União: Atol Johnston, Guam, Ilhas Wake, Ilhas Midway, Ilhas Virgens Americanas e Samoa Americana.

Porto Rico

Situada no nordeste da América Central, no mar do Caribe, a ilha de Porto Rico depende dos EUA para garantir sua defesa. A ajuda financeira que recebe é vital para a economia, baseada na indústria química e no turismo. Em 1998, um plebiscito rejeita a transformação de Porto Rico no 51º estado norte-americano. Em 1999 iniciam-se protestos contra a atividade militar dos EUA na ilha porto-riquenha de Vieque. Área: 8,96 mil km2. População: 4 milhões (2016). Idiomas: inglês, espanhol (oficiais). Capital: San Juan.

Ilhas Marianas do Norte

Situado no noroeste da Oceania, no oceano Pacífico, esse arquipélago de 16 ilhas fica próximo ao Japão. Entre 1979 e 1999, a imigração aumenta sua população de 17 mil pessoas para mais de 70 mil. Área: 457 km2. População: 80 mil (2016). Idiomas: inglês, chamorro, carolíneo (oficiais). Capital: Saipan (centro administrativo).

Atol Johnston

De localização estratégica no oceano Pacífico, junto ao Havaí, o atol já foi usado como local para testes de armas nucleares e abriga depósitos de armas químicas. Área: 2,6 km2. População: 205 (2016). Idioma: inglês.

Guam

A economia da ilha, no noroeste da Oceania, é baseada no turismo. Área: 549 km2. População: 166 mil (2011). Idiomas: inglês (oficial), japonês, chamorro. Capital: Hagatna.

Ilhas Wake 

O atol, formado pelas ilhas Wake, Wilkes e Peale, fica a oeste do Havaí, no oceano Pacífico. Área: 8 km2. População: 2,2 mil (2016). Idioma: inglês.

Ilhas Midway 

As ilhas ficam no oceano Pacífico, a noroeste do Havaí. Área: 5 km2. População: 26 (2016). Idioma: inglês.

Ilhas Virgens Americanas 

Formado pelas ilhas Saint Thomas, Saint Croix e Saint John, o território é estratégico, próximo ao Canal do Panamá, no mar do Caribe. O turismo é sua principal atividade econômica. Área: 347 km2. População: 115 mil (2016). Idiomas: inglês (oficial), espanhol, crioulo. Capital: Charlotte Amalie (Saint Thomas).

Samoa Americana

O arquipélago de sete ilhas, no centro da Oceania, tem como principais atividades a pesca e o processamento de peixes. Contrário à mudança de denominação da vizinha Samoa Ocidental para Samoa, em 1997, o território não reconhece o novo nome. Área: 201 km2. População: 75 mil (2016). Idiomas: inglês, samoano. Capital: Pago Pago (Tutuila).

Agressividade no exterior e conservadorismo doméstico

A reeleição por uma significativa margem de votos (em contraste com o resultado duvidoso do pleito em 2000) reforça a disposição do presidente George W. Bush em manter as linhas mestras de sua política, tanto no plano doméstico quanto no cenário mundial. A maioria dos analistas acredita que os EUA continuarão a dar ênfase ao uso da força para resolver impasses internacionais e a minimizar o papel dos países aliados e dos organismos multilaterais, como a ONU. Um sinal dessa tendência é a substituição do secretário de Estado Colin Powell, de posições moderadas, por Condoleeza Rice, assessora de Segurança Nacional no primeiro mandato e uma das principais defensoras de uma atuação agressiva. Já na primeira entrevista após a reeleição, Bush estabelece como ponto central na política externa "espalhar a democracia pelo mundo" – ou seja, o confronto com regimes como os do Irã, da Coreia do Norte, de Cuba e da Síria.

Na economia, o grande desafio é o desequilíbrio nas contas públicas. O orçamento dos EUA tem um déficit anual de 400 bilhões de dólares, em comparação com o superávit de 236 bilhões quatro anos antes. Bush pretende melhorar a arrecadação com o corte de gastos, mas sofre a pressão das crescentes despesas com operações militares no exterior. Para estimular o crescimento econômico, ele tentará aprovar no Congresso novas reduções nos impostos da parcela mais rica da população e a privatização de parte do sistema previdenciário. O segundo mandato de Bush deve ser marcado pelo aumento da influência da direita religiosa, uma força essencial na reeleição. O direito ao aborto, aprovado pelo Congresso em 1973, corre perigo com as nomeações de novos juízes para a Suprema Corte. Pelo menos quatro dos nove integrantes do órgão máximo do Judiciário devem ser substituídos, e é provável que sejam indicados conservadores.

Barack Obama Presidente

O primeiro presidente negro nos Estados Unidos da América, entrou em seu governo ja fazendo história. Ele ja conseguiu fazer com que o fato de ele ser esse primeiro presidente negro fosse esquecido e começou a fazer história com suas atuações e extremas decisões tomadas dentro de sua primeira semana como presidente. Determinou tempo para que sejam fechadas prisões e o que mais assustou a todo mundo, declarou que o governo nada tem a ver com decisões familiares e declarou o aborto ser uma decisão familiar, e ainda por cima, autorizou o teste com células tronco em seres humanos. Isso sao coisas jamais vista, nem pensadas, nem muito menos discutidas nos governos anteriores nos Estados Unidos da América. O mundo tem visto Barack Obama como um salvador, como uma esperança, para uma melhor qualidade de vida mundial. Não foi o que aconteceu, pois a crise econômica que assola as nações mais desenvolvidas do mundo não teve crescimento significativo desde 2008 e entre eles os Estados Unidos.

Independência dos Estados UnidosIndependência dos Estados Unidos

Após um período de claras mudanças na cultura e na mentalidade do homem, conhecido como Renascimento, a força das ideologias herdadas da Idade Média estava cada vez menor. A visão teocêntrica, na qual tudo gira em torno da religião, foi sendo substituída gradativamente pela visão antropocêntrica, onde o homem é o centro do universo.

No final do século XVI, os ingleses se estabeleceram na região leste da América do Norte e fundaram treze colônias. De fato, as mesmas não tinham uma realidade semelhante. Como nas colônias do sul era predominante o clima tropical, havia um claro interesse por parte dos ingleses em explorar tal característica e produzir gêneros tropicais. Já as colônias do norte tinham um clima semelhante ao da Inglaterra, o que não despertava muito o interesse na exploração das mesmas. Por estes motivos, as colônias do norte sempre gozaram de uma relativa autonomia e conviveram com certo desenvolvimento econômico interno.

Após a Revolução Industrial, no início do século XVIII, a Inglaterra sentiu a necessidade de novos mercados consumidores de seus produtos. A solução encontrada foi proibir o comércio interno entre as próprias colônias. Posteriormente, após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), os ingleses se encontravam fortemente abalados economicamente, fato que resultou na adoção de uma série de medidas.

Por meio da Lei do Açúcar, a Inglaterra passou a cobrar altas taxas sobre o açúcar produzido na América. Além disso, promulgaram leis que cobravam impostos sobre vários outros produtos, como o chá, por exemplo. A situação desconfortável entre colônia e metrópole se acentuou em 1773, quando os colonos americanos jogaram todo o chá de três navios da Companhia Inglesa das Índias Orientais, que detinha o monopólio do produto nas colônias, ao mar. Tal fato ficou conhecido como Festa do Chá em Boston.

Irritados com a situação, os ingleses adotaram leis bastante rígidas, como o fechamento do Porto de Boston e a ocupação militar da colônia de Massachusetts. Baseados nos ideais iluministas, os americanos organizaram o Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, no qual decidiram evitar o comércio com a Inglaterra. Sem muitos efeitos, organizaram então o Segundo Congresso Continental da Filadélfia, onde finalmente optaram pela independência. Assim, em 4 de julho de 1776, redigiram a Declaração de Independência e nomearam George Washington como o comandante-geral das tropas americanas.

Embora tenham perdido as primeiras batalhas, os americanos contaram com o apoio de adversários dos ingleses, como França, Holanda e Espanha, fato que foi decisivo para a vitória dos mesmos. Em 1783, a Inglaterra finalmente reconheceu a independência dos Estados Unidos. Posteriormente, os americanos redigiram sua Constituição em 1787 e elegeram George Washington como o primeiro presidente do novo país.
Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana

Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana

Guerra de Secessão ou Guerra Civil Americana foi o maior conflito armado da história dos Estados Unidos. De fato, a guerra provocou a morte de cerca de 970 mil pessoas, o equivalente ao mesmo número de norte-americanos mortos nas duas Guerras Mundiais juntas.

Os motivos do conflito foram as grandes diferenças socioeconômicas existentes entre os Estados americanos do norte e os do sul. A região norte dos Estados Unidos vivia um período de forte desenvolvimento econômico e industrial, já os Estados do sul eram basicamente agrícolas. No entanto, a diferença fundamental que desencadeou a Guerra Civil foi o fato da existência do trabalho assalariado no Norte e do trabalho escravo no Sul.

Abraham Lincoln, candidato do Norte, abolicionista e defensor da liberdade, foi eleito presidente em 1860, fato que desagradou muito o Sul. Preocupados com uma possível abolição do trabalho escravo em seus territórios, onze Estados se desvincularam da União e formaram os Estados Confederados. Os rebeldes aprovaram com uma nova constituição e estabeleceram Richmond, na Virgínia, como capital.

Até aí, não havia motivos suficientes para causar uma guerra. Diferentemente do que muitos pensam, a Guerra de Secessão não foi causada pela simples separação dos confederados, uma vez que sob o ponto de vista constitucional, nada obrigava um Estado a permanecer na União. O que iniciou o conflito armado foi o ataque confederado feito ao Forte Sumter, na Carolina do Sul, em 12 de abril de 1861.

Tal ataque e a posição dos confederados em considerar a União como inimiga foi proporcionada pelo medo da propagação do abolicionismo. Já a intenção da União e de Lincoln era salvar a unidade territorial dos Estados Unidos.

Após muitas vitórias e derrotas de ambos os lados, prevaleceu a lógica: a União venceu. Para se ter uma ideia, dos 31 milhões de norte-americanos daquela época, 20 viviam nos Estados do norte. Além disso, grande parte da população do Sul era composta por escravos, que não podiam ir à guerra. Por fim, podemos citar outras inúmeras vantagens do Norte, como o uso de ferrovias e a possessão de uma força naval forte, por exemplo.

A guerra terminou em abril de 1865, quando o general confederado Robert Lee pediu por termos da rendição. Embora o conflito tenha abalado de certa forma a economia do Norte, os Estados do sul foram os que mais tiveram prejuízos: muitas cidades e plantações foram destruídas, sem contar o problema da falta de mão-de-obra. Mesmo assim, o espetacular crescimento econômico do Norte acabou contagiando toda a nação americana nas décadas seguintes.

Plano Marshall Plano Marshall

A Segunda Guerra Mundial foi um sangrento conflito que, embora tenha afetado todo o mundo, se concentrou no continente europeu. Após a guerra, os países europeus, inclusive os vencedores, se encontravam em uma péssima situação econômica e social: além dos enormes gastos que tiveram com o conflito, seus meios de produção foram arrasados e grande parte de sua população (e mão-de-obra) foi morta. De fato, a Europa precisava se reorganizar.

Nessa época, começava a bipolaridade existente no mundo entre Estados Unidos e União Soviética, entre capitalismo e socialismo. Os Estados Unidos perceberam que a fragilidade da Europa era um trunfo para o avanço do socialismo no continente, por isso pensaram logo em uma forma de manter os países da Europa Ocidental do seu lado.

A forma encontrada foi o Plano Marshall (Marshall era o sobrenome do secretário de Estado americano da época), o qual previa uma ajuda financeira de algo em torno de US$ 13 bilhões para a Europa. Descontando a inflação, esse valor corresponderia atualmente à cifra de US$ 270 bilhões, se tomarmos como base o ano de 2013. Todo esse montante financeiro foi capaz de manter a Europa, de uma forma ou de outra, bastante próxima aos Estados Unidos.

Se foi uma estratégia americana ou não, o Plano Marshall funcionou. Após o seu fim (4 anos), os países europeus haviam se recuperado bem dos prejuízos da Segunda Guerra; a maioria deles havia crescido até mais do que os níveis registrados antes do conflito. Os países que mais foram ajudados pelo plano foram Inglaterra, França, Alemanha e Itália.
A Crise de 29

A Crise de 29

A Crise de 29, também denominada Grande Depressão, foi a maior crise econômica da história dos Estados Unidos. No início do século XX, os norte-americanos viviam um período de grande desenvolvimento econômico. Um dos principais aspectos que explicam tal situação foi a Primeira Guerra Mundial, a qual abalou as economias dos países europeus, obrigando-os a mergulhar na onda dos produtos americanos.

A grande questão foi que no decorrer da década de 20, estes países já estavam recuperados economicamente. Desta forma, a compra dos produtos estadunidenses caiu drasticamente. Além disso, nos Estados Unidos, os salários dos trabalhadores eram baixos e insuficientes para acompanhar o enorme ritmo de produção. Tudo isso resultou em uma situação inevitável: havia muito produto para pouco mercado consumidor, ou seja, o que desencadeou a Crise de 29 foi a superprodução.

Assim, muitas empresas tiveram que estocar ou dar outras soluções para seus excessos de produção, resultando em significativos prejuízos e na demissão de muitas pessoas. Como grande parte dessas corporações tinha papéis vendidos na Bolsa de Valores de Nova York, não deu outra: em 24 de outubro de 1929, os preços das ações caíram drasticamente.

O que se via eram muitos querendo vender suas ações e ninguém querendo comprar, levando a uma verdadeira quebra (crash) da Bolsa de Nova York. Com isso, muitos investidores excessivamente ricos se tornaram pobres da noite para o dia. Para se ter uma ideia, mais de 12 milhões de norte-americanos ficaram desempregados.

A crise americana afetou seriamente grande parte do mundo, principalmente os países europeus e o Canadá, afinal, os Estados Unidos eram os maiores compradores de vários tipos de produtos. No Brasil, por exemplo, o preço do café caiu significativamente, uma vez que os americanos eram os principais consumidores da mercadoria. Entretanto, tal fato acabou levando os cafeicultores brasileiros a investirem no setor industrial.

Os efeitos da Crise de 29 foram amenizados gradativamente por meio da política econômica do presidente americano Franklin Delano Roosevelt, conhecida como New Deal. Segundo o mesmo, o governo deveria intervir na economia, contrariando o princípio de que o mercado fosse capaz de se autorregular. Assim, além de criar uma série de benefícios sociais, Roosevelt realizou a construção de grandes obras, como pontes, prédios públicos, hospitais, escolas, etc., as quais foram responsáveis pela diminuição significativa do desemprego nos Estados Unidos. Os efeitos da crise finalmente foram superados no início da década de 1940.

História do Dolar História do Dolar

O dólar americano é uma das moedas mais importantes no mundo. Atualmente, sua hegemonia é incontestável, já que é usada na adoção de reservas internacionais por Bancos Centrais de inúmeros países e como referência em qualquer negócio em nível global. Entretanto, nem sempre foi assim. Na verdade, a hegemonia da moeda norte-americana é relativamente recente, pois só se deu após o fim da Segunda Guerra Mundial.

O dólar foi criado a partir da necessidade de criação de uma moeda que fosse capaz de financiar  a Guerra da Independência dos Estados Unidos, em 1776, e fomentar a nova nação. Assim, em 1786, o Congresso Continental das já independentes 13 colônias aprovou o dólar como moeda nacional. O nome dollar vem da palavra thaler, uma conhecida moeda de prata que circulava na Europa durante o século XV.

Todavia, até a metade do século XIX, período em que a libra esterlina tinha status de moeda internacional, os Estados Unidos eram considerados devedores de pouca credibilidade no cenário internacional e, ao contrário da maioria dos países europeus, não havia em sua Constituição nenhuma lei que desse ao Estado o controle exclusivo da emissão de moeda. Esta falta de legislação, inclusive, levou a uma situação caótica, pois propiciou a existência sem controle de inúmeras formas de pagamento. Para se ter uma ideia, qualquer indivíduo podia abrir um banco e emitir cédulas sem nenhuma autorização ou controle do governo.

A primeira tentativa de unificação dos pagamentos partiu das necessidades de financiamento da Guerra de Secessão, em 1861. Desta forma, o governo passou a emitir notas que, baseadas em sua boa-fé e reputação, poderiam ser convertidas em ouro: as chamadas greenbacks, nome até hoje dado de forma informal ao dólar. A unificação da moeda como forma de pagamento se deu somente em 1863, com o National Banking Act

New Deal New Deal

New Deal foi o termo aplicado ao programa do presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt, entre 1933 e 1938, pelo qual ele procura recuperar a economia dos Estados Unidos (EUA) e acabar com a Grande Depressão. O termo, que significa "novo acordo", é cunhado pelo juiz Samuel Rosenman e utilizado por Roosevelt em seu discurso de 1932, quando aceita a indicação como candidato a presidente da República. A incapacidade de resolver os problemas surgidos após a Depressão leva à derrota do presidente republicano Hoover para Roosevelt, democrata, em 1933.

A legislação do New Deal é proposta por políticos progressistas, administradores e especialistas a serviço do presidente. A inspiração vem de economistas da escola de Keynes, que prega a intervenção do Estado na economia para diminuir os focos de tensão social, por meio de grandes investimentos públicos: construção de estradas, usinas, escolas etc. O objetivo é melhorar a distribuição de renda, a fim de aumentar a capacidade de absorção do mercado interno.

O plano é aprovado por maioria esmagadora no Congresso. Suas principais medidas são: fechamento temporário dos bancos e a requisição dos estoques de ouro para sanear as finanças; a desvalorização da moeda por meio de uma inflação moderada, com o objetivo de elevar os preços dos produtos agrícolas e permitir que os fazendeiros paguem suas dívidas; emissão de papel-moeda e o abandono do padrão-ouro, que permitem ao Banco Central financiar o seguro-desemprego, para atender a população mais carente.

A legislação emergencial de 1933 acaba com a crise bancária e restaura a confiança pública. As medidas de alívio do chamado primeiro New Deal, de 1933 a 1935, como a criação da Autoridade do Vale do Tennessee, estimulam a produtividade, e a Administração de Projetos de Trabalho reduz o desemprego.

A falência das agências do governo central provoca o segundo New Deal, de 1935 a 1938, devotado à recuperação por meio de medidas como o Ato de Seguridade Social, que garante o seguro-desemprego, dá cobertura previdenciária aos assalariados e estabelece a liberdade sindical. O New Deal estende a autoridade federal em todos os campos e dá atenção imediata aos problemas trabalhistas. Apóia trabalhadores, fazendeiros e pequenos empresários e, indiretamente, negros, que são beneficiados pela legislação, que propõe equiparar as oportunidades e criar padrões mínimos de salário, carga horária, descanso e seguridade. O problema do desemprego, no entanto, só é resolvido às vésperas da II Guerra Mundial, com a reativação da indústria bélica, a partir de 1937, em função do rearmamento dos países da Europa.

Rio Colorado

Atravessando uma paisagem notável pelo espetáculo de cânions e gargantas, o rio Colorado corta a região mais árida da América do Norte.

Com 2.320km de extensão, o Colorado é um dos rios mais longos dos Estados Unidos. Sua bacia, de 632.000km2, vai desde as montanhas Rochosas do Colorado até o golfo da Califórnia, no México, passando por sete estados americanos (Wyoming, Colorado, Utah, Novo México, Nevada, Arizona e Califórnia). Oitenta quilômetros antes da foz, forma um pequeno trecho da fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Ao longo de mais de 1.800km, em seu curso alto e médio, o rio segue por um terreno acidentado, onde atravessa enormes e sinuosos cânions, entre eles o Grand Canyon, o maior e mais famoso. Recebe os rios Kanab, Paria, Escalante, San Rafael, Pequeno Colorado, San Juan e Dolores, que cortam transversalmente os cânions. No curso inferior, no Arizona e na Califórnia, o Colorado percorre a depressão de Salton, região desértica que se prolonga por 275km até a foz.

Rio Colorado
Rio Colorado
A bacia do Colorado é uma das mais aproveitadas do mundo. A gigantesca barragem de Hoover, perto de Las Vegas, controla o regime do rio, que conta com numerosos canais de irrigação e diques, e é usada para navegação e lazer. Em 1922, criou-se um órgão, aos quais o México se uniu em 1944, encarregado de distribuir suas águas pelo território por ele banhado. Em 1945 concluíram-se obras que permitiram deslocar as águas do rio para vertê-las no norte do Colorado, onde as terras irrigadas se ampliaram, cobrindo 284.000 hectares.

Rio Potomac

O rio Potomac banha a região que se situa entre os montes Apalaches até a baía de Chesapeake, no nordeste dos Estados Unidos. Seu curso se estende ao longo de 616km. Os dois braços que formam o rio, de 150 e 210km de comprimento, respectivamente, correm na direção geral nordeste até sua união, a sudeste da cidade de Cumberland. O braço mais setentrional estabelece o limite entre os estados de Maryland e West Virginia, desde a nascente até a localidade de Harpers Ferry. Desse ponto em diante, até a foz, separa Maryland do estado de Virginia. O Potomac desce pela encosta oriental dos Apalaches e forma corredeiras e cascatas, das quais a maior é a de Great Falls, com 11m de altura, até chegar a Washington. A partir daí, torna-se navegável até o largo estuário que desemboca na baía de Chesapeake. Sua bacia hidrográfica ocupa 37.600km2. Os principais afluentes do Potomac são o Shenandoah, em Harpers Ferry; o Monocacy, na região do Piedmont; e o Anascostia, na cidade de Washington.

O curso do rio Potomac, conhecido pela beleza das paisagens que atravessa, faz a comunicação da cidade americana de Washington com o oceano Atlântico.

Rio Potomac
Rio Potomac
Em 1608, o colono John Smith afirmou que o nome do rio derivava de Patawomeck, denominação indígena de significado desconhecido. O canal de Chesapeake e Ohio, construído paralelamente ao curso do rio, em meados do século XIX, entre Georgetown e Cumberland, deixou de ser utilizado na década de 1920. Situado as suas margens, o lugar onde viveu George Washington, Mount Vernon, é hoje um monumento histórico.

Andy WarholAndy Warhol

Andy Warhol, como ficou conhecido Andrew Warhola, nasceu em 6 de agosto de 1927 em Pittsburgh, Pensilvânia. Oriundo de uma família de imigrantes tchecos, graduou-se em 1949 pelo Instituto Carnegie de Tecnologia da cidade natal, e logo mudou-se para Nova York, onde desenhou cartões de Natal, capas de discos e mapas do tempo para a televisão. No início da década de 1950, participou de um grupo teatral que se inspirava nas idéias de Brecht.

A obra plástica e cinematográfica do americano Andy Warhol, principal figura da pop art, baseou-se na reprodução irônica e crítica dos símbolos mais representativos da sociedade de consumo.

A notoriedade chegou para Warhol em 1962, quando expôs uma série de obras em que representava invólucros de sopa industrializada e caixas de detergente. Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, automóveis, crucifixos e dinheiro.

A partir de 1963, Warhol começou a pesquisar as possibilidades estéticas do cinema e, com Paul Morrissey, produziu filmes underground, cercando-se de marginais, travestis e gigolôs a que chamou superstars. As produções cinematográficas de Warhol se caracterizavam pelo erotismo homossexual e pela duração incomum. Warhol produziu ainda discos de um grupo musical e incentivou o trabalho de outros artistas que ele reuniu num coletivo chamado The Factory. Fundou uma revista mensal e publicou The Philosophy of Andy Warhol (1975; A filosofia de Andy Warhol), Portrait of the Seventies (1979; Retrato dos anos setenta) e Andy Warhol's Exposures (1979; Exposições de Andy Warhol). Warhol morreu em Nova York, em 22 de fevereiro de 1987.

Andrew WyethAndrew Wyeth

Andrew Wyeth nasceu em Chadds Ford, Pensilvânia, Estados Unidos, em 12 de julho de 1917. Filho de um conhecido ilustrador, estudou desenho com o pai e fez sua primeira exposição individual em Nova York, em 1937. Os temas retratados nos quadros de Wyeth vêm quase que inteiramente de duas localidades: o vale Brandywine, em torno de Chadds Ford, e a área próxima de sua casa de verão em Cushing, Maine.

As aquarelas e têmperas de Andrew Wyeth retratam de forma realista prédios, paisagens e pessoas de seu mundo particular.

A paleta de Wyeth, restrita a tons pastéis, é capaz no entanto de centenas de combinações harmoniosas. A técnica do artista é precisa e rica em detalhes, mas supera o realismo meramente fotográfico mediante uma abordagem onírica. Os recursos técnicos de Wyeth são imensos, mas ainda mais notáveis são sua sensibilidade para destacar as marcas que a vida imprime na expressão de seus modelos; a maneira como percebe a terra, visível nas paisagens que pinta; e a habilidade para transmitir o suceder de gerações, nos quadros de fachadas e interiores antigos. Seu quadro mais conhecido é "O mundo de Cristina", em que se destacam a perspectiva inusitada e a luz. Entre outros trabalhos, citam-se  "A semente germinada" e "Nicholas".

Condecorado pelo governo americano em 1963, Wyeth tornou-se membro das mais importantes academias de artes do mundo, como a francesa, a soviética e a britânica. Entre os retratos pintados entre 1970 e 1985, ficou patente seu gosto pelos estudos repetidos sobre o mesmo modelo.

Andrew JacksonAndrew Jackson

Andrew Jackson nasceu em Waxhaw, Carolina do Sul, em 15 de março de 1767. Aos 13 anos, com a invasão inglesa das Carolinas, foi maltratado e perdeu a mãe e os dois irmãos. Essa seqüência de acontecimentos trágicos imprimiu em sua mente profunda hostilidade aos ingleses, a qual conservaria por toda a vida.

Sétimo presidente dos Estados Unidos e o primeiro a ser eleito por apelo direto aos eleitores, Andrew Jackson é considerado, ao lado de Thomas Jefferson, o fundador do Partido Democrata.

Após a guerra da independência, praticou advocacia num escritório em Salisbury, Carolina do Norte, e foi admitido no tribunal da cidade. Em 1788, tornou-se promotor na região de Cumberland (futuro estado do Tennessee). Em Nashville, especializou-se na cobrança de dívidas e abriu um escritório. O sucesso nessa atividade lhe valeu a amizade dos latifundiários, com quem manteve duradouras alianças políticas. Em 1796, ajudou a escrever a primeira constituição do Tennessee.

Eleito para o Senado americano em 1797, em 1802 tornou-se general da milícia do Tennessee e ganhou fama como vencedor dos índios da tribo creek, aliados dos ingleses. Em 1814 seguiu com suas tropas para o sul, com o objetivo de preparar a ocupação americana da Flórida, que pertencia à Espanha. Expulsou as tropas britânicas aliadas aos espanhóis e, em 1815, derrotou definitivamente os ingleses.

A grande repercussão dos feitos militares de Jackson levou seus aliados políticos a lançá-lo candidato à presidência do país. Em 1824, perdeu para John Quincy Adams, mas foi eleito em 1828. Reelegeu-se em 1832 e exerceu o cargo até 1837. Morreu em Hermitage, Tennessee, em 8 de junho de 1845.
Sherwood Anderson

Sherwood Anderson

Sherwood Anderson nasceu em Camden, Ohio, em 13 de setembro de 1876, de uma família rural, e exerceu muitos ofícios antes de radicar-se em Chicago na intenção de dedicar-se exclusivamente à literatura. Obteve certo renome com o romance Windy McPherson,s Son (1916; O filho de Windy McPherson), mas a consagração veio três anos depois, com Winesburg, Ohio. Estruturada na forma de contos unidos por um nexo comum, a obra descrevia, a meio caminho entre a análise psicológica e a sociológica, as frustrações dos habitantes de uma pequena comunidade rural, incapazes de se adaptarem às novas formas de vida. A técnica de collage desenvolvida por Anderson nesse livro, e repetida em The Triumph of the Egg (1921; O triunfo do ovo), exerceu grande influência sobre os autores jovens.

Mestre da técnica do conto, Anderson foi um dos primeiros ficcionistas americanos a tratar dos problemas gerados pela industrialização.

Mais tarde, no entanto, sua evolução para um tradicionalismo nostálgico, patente em Beyond the Desire (1932; Além do desejo), atraiu sobre ele a crítica de antigos protegidos seus como Ernest Hemingway e William Faulkner. Desiludido e amargurado, Sherwood Anderson morreu em Colón, Panamá, em 8 de março de 1941. O tempo levaria a crítica a restituir-lhe com unanimidade o papel de precursor do novo romance americano.

Alwin NikolaisAlwin Nikolais

Alwin Nikolais nasceu em 25 de novembro de 1912 em Southington, em Connecticut. Iniciou os estudos de dança por volta de 1935. Dirigiu o departamento de dança da escola de música de Hartford e, em 1951, criou o Nikolais Dance Theatre, companhia que, em 1953, apresentou a primeira de suas grandes obras: Masks, Props and Mobiles (Máscaras, cenário e móbiles), em que os dançarinos apareciam envolvidos em tecido elástico para criar formas exóticas.

Com coreografias abstratas que combinam movimento e  elaborados efeitos técnicos, o americano Nikolais pôs em prática sua teoria descentralizadora, que consistia em libertar os bailarinos de suas próprias formas para que se identificassem com aquilo que pretendiam representar.

Em trabalhos posteriores, como o Kaleidoscope (1956), Totem (1960) e Imago (1963), Nikolais continuou seu laboratório com o que chamava a "arte básica do teatro", uma integração de movimento, som, forma e cor. Nessa linha, criou Guignol (1977) e Talisman (1981). Nikolais compunha música eletrônica para suas produções e alcançava, em todas elas, uma completa independência dos padrões tradicionais. Entre os prêmios e homenagens que recebeu figuram o Prêmio Emmy de 1968. Alwin Nikolais morreu em Nova York em 9 de maio de 1993.

Woody AllenWoody Allen

Allen Stewart Konigsberg, mais conhecido como Woody Allen, nasceu em Nova York em 1°de dezembro de 1935. Inicialmente voltado para o teatro, começou escrevendo para outros comediantes. Passou, em seguida, a fazer espetáculos próprios em clubes noturnos e, por fim, partiu para a realização de peças. Foi nos filmes, porém, que consagrou seu nome.
O ambiente judaico e pequeno-burguês dos Estados Unidos é o pano de fundo sobre o qual desenrolam-se os filmes de Woody Allen, um dos mais criativos cineastas americanos.

Diretor, roteirista e ator, Allen integra uma das mais recentes tendências da comédia cinematográfica, marcada por feroz agressividade com relação à moderna organização social. Sua obra caracteriza-se por uma paradoxal mescla de comédia e filosofia, capaz de justapor trivialidades a questões sérias.

Play it Again, Sam (1969; Sonhos de um sedutor), paródia de Casablanca, ainda tem um estilo fragmentado, que lembra o sketch de clube noturno, mas a seriedade subjacente ao humorismo superficial ficou patente em Annie Hall (1971; Noivo neurótico, noiva nervosa), descrição de uma relação romântica urbana; o filme ganhou quatro Oscars. Seguiram-se Manhattan (1979), Stardust Memories (1980; Memórias), Zelig (1983), Broadway Danny Rose (1984), The Purple Rose of Cairo (1986; A rosa púrpura do Cairo) e Radio Days (1987; A era do rádio). Outros filmes, marcados pela influência de Ingmar Bergman, tiveram menos êxito: Interiors (1978; Interiores), September (1988; Setembro) e Husbands and Wives (1992; Maridos e esposas).

Alfred StieglitzAlfred Stieglitz

Alfred Stieglitz nasceu em Hoboken, Nova Jersey, Estados Unidos, em 1º de janeiro de 1864. Filho mais velho de um comerciante de tecidos, estudou em Nova York até que a família mudou-se para a Europa. Começou a estudar engenharia na Politécnica de Berlim em 1883, mas meses depois abandonou o curso para dedicar-se à fotografia. Ainda estudante, época em que tinha muitos amigos pintores, lutou pelo reconhecimento da fotografia como arte criativa comparável à pintura. Seus trabalhos realizados entre 1883 e 1910 na Europa e nos Estados Unidos, onde voltou a viver em 1890, mostram inovações técnicas que na época eram tidas como impraticáveis. Antes da virada do século, Stieglitz já fazia fotos na neve, na chuva e à noite. Foi o primeiro a fazer uso profissional de pequenas câmaras portáteis.

O americano Alfred Stieglitz, incansável defensor da fotografia como arte, foi o primeiro fotógrafo a ter suas obras no acervo de importantes museus de Boston, Nova York e Washington. A ele se devem também as primeiras exposições de pintura moderna nos Estados Unidos.

Em protesto contra a fotografia convencional, Stieglitz liderou facções dissidentes no interior de organizações de fotógrafos, fundou o grupo Photo-Secession (inspirado nos pintores secessionistas alemães), em 1902, com o colega Edward Steichen, e conseguiu reunir em torno de si talentosos fotógrafos americanos que partilhavam seu ideal.

Stieglitz também dedicou-se à divulgação da pintura moderna. A partir de 1908, organizou as primeiras mostras de Rodin, Matisse, Toulouse-Lautrec, Cézanne e Picasso nos Estados Unidos. Promoveu ainda jovens pintores americanos, entre os quais Georgia O'Keeffe, com quem se casou em 1924. A história desse período foi documentada em Camera Work (1903-1917), revista editada e publicada por Stieglitz, que, entre outras conquistas, conseguiu quebrar a resistência à exposição de fotografias nos museus de arte americanos. Stieglitz morreu em Nova York, em 13 de julho de 1946.

Alexander HamiltonAlexander Hamilton

Alexander Hamilton nasceu em 11 de janeiro de 1757 na ilha de Nevis, nas Antilhas. De origem humilde, aos 11 anos começou a trabalhar no comércio da ilha de Santa Cruz. Autodidata, estudou matemática, história e ciências naturais. Em 1772, em  Nova York, ligou-se aos grupos que pregavam a independência e difundiu suas idéias em ensaios. Estudou no King's College, depois Universidade de Colúmbia, e em 1776 engajou-se na guerra de independência, como capitão de uma companhia de artilharia de Nova York, atraindo a atenção de George Washington, que o tomou como ajudante-de-campo e secretário particular, no posto de tenente-coronel. Só terminou o curso de direito em 1782, com a guerra praticamente no fim.

As idéias de Hamilton, um dos fundadores dos Estados Unidos, firmaram as bases da constituição desse país, elaborada na Convenção de Filadélfia, no final do século XVIII.

Representou o estado de Nova York na Convenção de Filadélfia (1787), da qual resultou a constituição dos Estados Unidos. Nos meses seguintes publicou uma série de textos em defesa da constituição que, com outros da mesma natureza, de James Madison e John Jay, tornaram-se clássicos da literatura política americana sob o título geral de Federalist Papers (Ensaios federalistas). O pensamento de Hamilton caracterizou-se pela oposição visceral ao poder descentralizado: o progresso e a soberania deveriam estar em mãos de um executivo forte, ao qual se subordinassem os governos estaduais. Adepto de um regime que privilegiasse o comércio e a indústria, combateu o agrarismo de Jefferson. Sob sua influência, a constituição americana tornou-se a magna carta da alta burguesia, mais voltada para a salvaguarda da propriedade que da liberdade.

Um dos articuladores da candidatura de Washington à presidência dos Estados Unidos, tornou-se em 1789 o primeiro secretário do Tesouro. Nessa função, consolidou a dívida pública da União e dos estados, fundou o banco nacional e lançou os fundamentos da industrialização do país. Em 1795 demitiu-se, devido à rivalidade com Jefferson, mas manteve forte influência política até a eleição deste para a presidência. Suas divergências com o político Aaron Burr chegaram a tal ponto que Burr o desafiou para um duelo e feriu-o mortalmente. Hamilton morreu no dia seguinte, 12 de julho de 1804, em Nova York.

Alexander CalderAlexander Calder

Alexander Stirling Calder nasceu em Lawnton, Pensilvânia, em 22 de julho de 1898. Formou-se em engenharia mecânica em 1919, estudou desenho numa escola pública noturna e cursou a Liga de Estudantes de Arte em Nova York. Em 1926 fixou-se em Paris, onde estudou escultura e começou a criar pequenas figuras animadas de acrobatas e bailarinas, em arame ou madeira, que se moviam na pista de um circo em miniatura. O que era passatempo, transformou-se anos mais tarde num novo meio expressivo: a "arte cinética", onde o principal era o movimento.

Com suas originais construções suspensas no espaço e movidas por diversos meios, o americano Alexander Calder dotou a escultura de movimento e versatilidade e rompeu o conceito tradicional que a via como obra estática e acabada.

Em Paris, ao entrar em contato com artistas como o Mondrian e o Jean Arp, começou a assimilar os novos princípios do abstracionismo e da arte geométrica. Também sofreu influência do surrealista Joan Miró e dos russos Naum Gabo e Anton Pevsner, teóricos do construtivismo, cuja concepção da arte como expressão no tempo e no espaço incentivou Calder a construir seus famosos móbiles, conforme os denominou Marcel Duchamp. Os móbiles eram esculturas em geral nas cores vermelho, branco e preto, feitas com arames, placas e discos metálicos movidos pelo vento ou por um pequeno motor elétrico. Calder logo deu preferência à técnica dos móbiles agitados ao mais leve sopro de ar, que assumiam formas imprevistas.

A exposição de seus móbiles na galeria Vignon, em Paris (1932), proporcionou a Calder grande sucesso, que se repetiu no ano seguinte com a exposição de seus stabiles -- sólidas esculturas fixas -- termo inventado por Arp. Monumentais e pesadas, quase sempre na cor preta, a imobilidade dessas esculturas contrastava com a continuidade e o lirismo das primeiras obras.

Em 1934, Calder construiu sua famosa escultura móvel, de grandes proporções intitulada "Peixe de aço". Três anos depois, expôs "Fonte de Mercúrio", no célebre pavilhão espanhol da Exposição Universal de Paris. Desde então, sua popularidade não parou de crescer, graças às inúmeras exposições que realizou na Europa e nas Américas. Consagrou-se definitivamente em 1952, quando obteve o prêmio internacional de escultura na Bienal de Veneza. Até sua morte, ocorrida em 11 de novembro de 1976 em Nova York, Calder continuou trabalhando em seus ateliês de Roxbury, nos Estados Unidos, e de Saché, na França.

Albert SabinAlbert Sabin

Albert Bruce Sabin nasceu na localidade polonesa de Bialystok, então pertencente à Rússia, em 26 de agosto de 1906. Emigrou para os Estados Unidos em 1921 e mais tarde naturalizou-se americano. Em 1931 concluiu o doutorado em medicina na Universidade de Nova York, onde começara a pesquisar a poliomielite. Fez residência no hospital Bellevue de Nova York e trabalhou no Instituto Lister de Medicina Preventiva, em Londres. A serviço do Instituto Rockefeller de Pesquisas Médicas, foi o primeiro pesquisador a demonstrar o crescimento do vírus da poliomielite em amostras de tecido nervoso humano.

O desenvolvimento da vacina oral contra a poliomielite tornou mundialmente famoso o médico e microbiologista americano Albert Sabin, que realizou também relevantes estudos sobre viroses humanas em geral, toxoplasmose e câncer.

Em 1939, Sabin ocupou a cátedra de pediatria da Universidade de Cincinnati e tornou-se chefe da divisão de doenças infecciosas de uma de suas unidades de pesquisa. Desmentiu a teoria de que o contágio da poliomielite se dava pelo nariz e apontou como via primária de infecção o trato alimentar. Durante a segunda guerra mundial, enquanto servia como médico no Exército americano, isolou o vírus de uma febre provocada pelo mosquito birigui, epidêmica entre as tropas baseadas na África. Posteriormente, desenvolveu vacinas contra o dengue e a encefalite japonesa.

Sabin defendeu a tese de que a administração por via oral de vírus vivos atenuados proporcionaria, sem aumento dos riscos de contaminação, imunidade mais duradoura contra a poliomielite do que a injeção de vírus mortos, desenvolvida um ano antes por Jonas Salk. Em colaboração com cientistas soviéticos, mexicanos e holandeses, fabricou uma vacina que foi aceita oficialmente nos Estados Unidos em 1960. Em 1965 tornou-se membro do Instituto Weizmann de Ciência, em Rehovot, Israel. Esteve várias vezes no Brasil e, em 1967, foi agraciado pelo governo brasileiro com a Grã-Cruz do Mérito Nacional. Albert Sabin encerrou suas atividades científicas em 1988 e morreu em Washington, capital dos Estados Unidos, em 3 de março de 1993.

Albert Pinkham RyderAlbert Pinkham Ryder

Albert Pinkham Ryder nasceu no porto baleeiro de New Bedford, Massachusetts, em 19 de março de 1847. Em 1870 fixou residência em Nova York, onde fez uma breve formação artística. Pintor criativo e solitário, suas primeiras telas, como "Os trabalhadores do mar", anterior a 1884, refletem a fascinação pelo oceano, símbolo da atormentada existência humana e das forças insondáveis da natureza.

De temperamento místico e romântico, com tendência à alegoria, o pintor americano Albert Ryder, que se manteve sempre distante dos círculos artísticos oficiais dos Estados Unidos, criou um mundo fantástico em suas paisagens e marinas.

As paisagens e marinhas de Albert Ryder destacam-se no conjunto da pintura americana pelo acentuado romantismo. Ao longo de sua vida, pintou cerca de 150 telas de datação imprecisa. As recriações de motivos literários e religiosos, como "Macbeth e as bruxas", "O templo da mente", "Jonas", "Claridade da Lua" e o já citado "Os trabalhadores do mar", destacam-se entre seus quadros mais famosos. Suas obras são permeadas de luzes em tons de amarelo, em geral representando o luar, que intensificam a melancolia dos quadros. Depois de passar os últimos anos na pobreza e cercado de poucos amigos, Ryder morreu em Elmhurst, Nova York, em 28 de março de 1917.

Edward AlbeeEdward Albee

Edward Franklin Albee nasceu perto de Washington D.C. em 12 de março de 1928. Órfão, foi adotado por uma família de Nova York, onde passou a infância. Começou escrevendo ficção e poesia, mas depois encaminhou-se para o teatro. Em 1959 deu a conhecer sua primeira peça, em um só ato, The Zoo Story (Conto do zoológico), que teve de estrear em Berlim, pois os teatros de Nova York não a aceitaram.
A introdução nos Estados Unidos das novas tendências dramáticas européias, particularmente das concepções do teatro do absurdo, na segunda metade do século XX, foi em grande parte obra de Edward Albee.

Depois de escrever outras peças em um ato, Albee empregou em The American Dream (1960; O sonho americano) uma estrutura teatral de maior complexidade. Nela, combinava a concepção pessimista da vida, própria do teatro do absurdo, com a crítica à sociedade americana. A peça inaugurou um estilo, que seria a marca do teatro de Albee, no qual a ação   se assemelha a um psicodrama ou a um happening, em contraposição ao espetáculo tradicional. A platéia não se limita a contemplar o que ocorre no palco, mas é levada a participar da angústia coletiva.

Esse teatro da inquietação, como foi denominado, alcançou seu melhor momento com Who's Afraid of Virginia Woolf? (1962; Quem tem medo de Virgínia Woolf?), transposta para o cinema em 1966, ano em que Albee ganhou seu primeiro Prêmio Pulitzer com A Delicate Balance (Um equilíbrio delicado). A enorme força de Virginia Woolf reside precisamente em sua estrutura psicodramática, na qual a ação transcorre em torno de dois temas: a guerra dos sexos e o conflito de gerações.

Dentro da produção dramática de Albee a partir da década de 1970 destacam-se Seascape (1975; Paisagem marinha), peça com que ganhou seu segundo Prêmio Pulitzer e que confirmou a postura socialmente engajada do autor, e Counting the Ways (1976; Contando os caminhos). A polêmica versão teatral de Lolita, romance de Vladimir Nabokov, realizada em 1981, refletiu o inconformismo de Albee, cuja influência sobre o teatro contemporâneo é notável.

Samuel AdamsSamuel Adams

Nascido em Boston, Massachusetts, em 27 de setembro de 1722, Samuel Adams formou-se em direito na Universidade de Harvard. Em 1765 foi eleito para a Câmara de Representantes, que se opunha à Lei do Selo, e escreveu vários artigos contra a política fiscal britânica.

Homem virtuoso e modesto, segundo a descrição que dele fez seu primo John Adams, segundo presidente dos Estados Unidos, Samuel Adams foi um dos patriarcas da independência de seu país.

Partidário convicto da independência, Samuel Adams foi um dos inspiradores do motim do chá em Boston, em 1773. Do mesmo modo, exerceu um ativo trabalho de propaganda política e foi membro do Congresso Continental de Filadélfia. Participou, ao lado de John Adams, do projeto da constituição de Massachusetts e foi um dos signatários da declaração de independência de 1776.

Depois do tratado de paz de 1783, Adams ingressou no Partido Democrático Republicano, liderado por Thomas Jefferson. Suas tendências radicais e sua simpatia pela revolução francesa fizeram com que, após a vitória dos conservadores federalistas, Adams ficasse marginalizado nas decisões políticas. Apesar disso, foi governador de Massachusetts entre 1794 e 1797. Retirado da vida pública, faleceu em Boston em 2 de outubro de 1803.

John Quincy AdamsJohn Quincy Adams

John Quincy Adams nasceu em Braintree, hoje Quincy, Massachusetts, em 11 de julho de 1767. Filho de John Adams, segundo presidente dos Estados Unidos, estudou na França e nos Países Baixos, depois em Harvard, onde se formou em direito (1787). Em 1803 foi eleito senador, mas o conflito com os federalistas o levou à renúncia (1808). Em 1809, nomeado ministro em São Petersburgo, viu a invasão da Rússia por Napoleão e o desastre francês. Na Inglaterra, sua participação nas negociações da segunda guerra da independência (1814) foi determinante. Secretário de estado do governo Monroe de 1817 a 1825, atuou como principal responsável pelo Tratado Transcontinental (com a Espanha), que estendeu as fronteiras americanas até o oceano Pacífico (1819), e pela doutrina Monroe, que vedou as Américas à colonização européia.
 
Diplomata de atuação decisiva na segunda guerra da Independência dos Estados Unidos e na elaboração da doutrina Monroe, John Quincy Adams foi um dos maiores inimigos da escravidão em seu país.

Sexto presidente dos Estados Unidos de 1825 a 1829, seu mandato foi prejudicado pela rivalidade de Andrew Jackson, que se indispôs contra ele na disputa eleitoral. Algumas de suas maiores contribuições foram fruto de sua segunda experiência como congressista: trabalhou tenazmente pela abolição da escravatura e coube-lhe, entre outras, a iniciativa da emenda constitucional que tornava livres todos os nascidos a partir de 4 de julho de 1842. Homem de grande independência moral, estava no Congresso protestando contra a entrega simbólica de espadas a generais que haviam vencido o que achava "uma guerra muito injusta" com o México, quando sofreu um derrame cerebral.
John Quincy Adams morreu dois dias depois em Washington, em 23 de fevereiro de 1848.

John AdamsJohn Adams

Nascido em 30 de outubro de 1735 em Braintree, Massachusetts, Adams formou-se em direito pela Universidade de Harvard, e ganhou notoriedade em 1765, ao publicar o artigo "Dissertação sobre o direito canônico e feudal", no qual negava a legalidade dos impostos da Lei do Selo, muito embora se manifestasse contrário à revolta violenta contra a autoridade colonial britânica.
Ao se recusar a apresentar-se como candidato às eleições de 1796, George Washington facilitou o acesso à presidência dos Estados Unidos a John Adams, homem impetuoso e veemente, figura de proa nos acontecimentos que levaram à independência.

Levado pelos acontecimentos a apoiar a independência, Adams foi eleito delegado do Congresso Continental de Filadélfia, perante o qual se encarregou de defender a declaração de independência, em 1776. Depois de uma viagem à Europa, na qual desempenhou funções diplomáticas, colaborou com seu primo, Samuel Adams, na elaboração da constituição de Massachusetts e participou das negociações de paz com a antiga metrópole.

Tendo exercido durante quatro anos a função de primeiro embaixador dos Estados Unidos na Grã-Bretanha, onde escreveu Defence of the Constitutions of Government of the United States of America (1787-1788; Defesa das constituições de governo dos Estados Unidos da América), Adams regressou a seu país em 1789. Durante os primeiros mandatos de George Washington ocupou o cargo de vice-presidente, e em 1796 tornou-se o segundo presidente dos Estados Unidos. Filiado ao Partido Federalista, conservador, foi obrigado a manter um difícil equilíbrio entre as pressões de seus correligionários, desgostosos com sua recusa de declarar guerra à França revolucionária, e as críticas dos radicais simpatizantes da revolução, contra os quais promulgou duras leis repressivas.

Após sua derrota nas eleições de 1800, Adams retirou-se para Quincy, Massachusetts, onde se dedicou a escrever e estudar, até sua morte, em 4 de julho de 1826.

Ansel AdamsAnsel Adams

Ansel Adams nasceu em San Francisco, Califórnia, em 20 de fevereiro de 1902. Voltado de início para a música, só se dedicou seriamente à fotografia a partir de 1927, quando publicou um album à maneira dos pictorialistas, que procuravam imitar a pintura impressionista, mediante a supressão de detalhes em favor de efeitos suaves, muitas vezes obtidos no laboratório. Em 1930, porém, influenciado pelo americano Paul Strand, adotou-lhe o estilo, inteiramente oposto, e em 1932 foi co-fundador do Grupo f/64, associação de fotógrafos que usavam câmaras de grande formato a fim de captar a infinita variedade de luz e texturas da natureza.
Famoso por suas magistrais fotografias de paisagens de parques nacionais do oeste americano e importante inovador técnico, Ansel Adams foi um dos responsáveis pela aceitação da fotografia como forma de arte.

Um dos mais consumados técnicos da história da fotografia, Adams publicou em 1935 Making a Photograph (Fazer uma fotografia). Em 1941, começou a produzir murais para o governo dos Estados Unidos. Obrigado pela grande escala física desse trabalho a dominar com perfeição a luz e o espaço de vastas paisagens como a mostrada em "Nascer da Lua, Hernandez, Novo México", criou o sistema zonal, método para predeterminar com precisão o tom de cada parte da cena fotografada na cópia final.

Em 1940 Adams ajudou a fundar o primeiro acervo museológico de fotografias no mundo, o do Museu de Arte Moderna de Nova York; e em 1946 criou, na Escola de Belas-Artes de San Francisco, o primeiro curso universitário de fotografia.

Dedicado à conservação da natureza desde jovem, muitos de seus livros, como My Camera in the National Parks (1950; Minha câmara nos parques nacionais), This Is the American Earth (1960; Este é o solo americano) e Photographs of the Southwest (1976; Fotografias do sudoeste) são apelos em favor da proteção ambiental. Ansel Adams morreu em Carmel, Califórnia, em 22 de abril de 1984.

Abraham LincolnAbraham Lincoln

Abraham Lincoln nasceu em Hodgenville, Kentucky, em 12 de fevereiro de 1809. Filho de lavradores, desde cedo teve de trabalhar arduamente. Aos sete anos foi para Indiana com a família, em busca de melhor situação econômica. Pouco depois perdeu a mãe, e o pai casou-se outra vez. Devido à dificuldade de encontrar uma escola no novo domicílio e desejoso de progredir, o jovem Lincoln pedia livros a amigos e vizinhos para ler depois das tarefas diárias. Empregou-se numa serraria e mais tarde em barcos dos rios Ohio e Mississipi. Em 1836, aprovado em exames de direito, tornou-se um advogado muito popular. No ano seguinte, sua família mudou-se para Springfield, Illinois, onde Lincoln encontrou melhores oportunidades profissionais. Casou-se em 1842 com Mary Todd, mulher inteligente e ambiciosa.

Lembrado como o presidente que emancipou os escravos de seu país, Lincoln é considerado um dos inspiradores da moderna democracia e uma das maiores figuras da história americana.

Início político. Filiado ao partido whig (conservador), Lincoln, entre 1834 e 1840, havia se elegido quatro vezes para a assembléia estadual, onde defendera um grande projeto para a construção de ferrovias, rodovias e canais. Nessa época, sua atitude diante do abolicionismo era reservada. Embora considerasse a escravatura uma injustiça social, temia que a abolição dificultasse a administração do país. Entre 1847 e 1849, foi representante de Illinois no Congresso, onde propôs a emancipação gradativa para os escravos, tese que desagradou tanto aos abolicionistas quanto aos escravistas. Mais decisiva foi sua oposição à guerra no México, que o fez perder muitos votos. Sem conseguir se reeleger, afastou-se da política durante cinco anos.

Presidência. A guerra contra o México ampliara o território da União e não era possível prever se a população das novas terras se declararia a favor da escravidão. Instalou-se uma grande polêmica nacional. Lincoln assumiu atitude antiescravagista e transformou-se no paladino dessa tendência após o debate que travou com o senador democrata Stephen Douglas. Em 1858, candidato ao Senado pelo novo Partido Republicano, perdeu as eleições para Douglas, mas tornou-se líder dos republicanos. Em 1860, disputou o pleito para a presidência da república e elegeu-se o 16º presidente dos Estados Unidos.

Guerra de secessão. Ao iniciar seu governo, em 4 de março de 1861, Lincoln teve de enfrentar o separatismo de sete estados escravistas do sul, que formaram os Estados Confederados da América. O presidente foi firme e prudente: não reconheceu a secessão, ratificou a soberania nacional sobre os estados rebeldes e convidou-os à conciliação, assegurando-lhes que nunca partiria dele a iniciativa da guerra. Os confederados, porém, tomaram o forte Sumter, na Virgínia Ocidental. Lincoln encontrou o governo sem recursos, sem exército e com uma opinião pública que lhe era favorável somente em reduzida escala. Com vontade férrea, profunda fé religiosa e confiança no povo, iniciou uma luta que primeiramente lhe foi adversa. Só conseguiu armar sete mil soldados, com os quais começou a guerra. Num só ano, decuplicou o Exército, organizou a Marinha e obteve recursos. Os confederados haviam consolidado sua situação, com a adesão de mais quatro estados aos sete sublevados. Em meados de 1863 chegaram à Pensilvânia e ameaçaram Washington. Foi nesse grave momento que se travou, em 3 de julho de 1863, a batalha de Gettysburg, vencida pelas forças do norte. Lincoln, que decretara a emancipação dos escravos e tomara outras providências liberais, pronunciou, meses depois, ao inaugurar o cemitério nacional de Gettysburg, o célebre discurso em que definiu o significado democrático do governo do povo, pelo povo e para o povo, e que alcançou repercussão mundial. A guerra continuou ainda por dois anos, favorável à União. Lincoln foi reeleito presidente em 1864. Em 9 de abril de 1865, os confederados renderam-se em Appomattox.

Embora considerado conservador ou reformista moderado no início da presidência, as últimas proposições de Lincoln foram avançadas. Preparava um programa de educação dos escravos libertados e chegou a sugerir que fosse concedido, de imediato, o direito de voto a uma parcela de ex-escravos. Inclinou-se também à exigência dos radicais por uma ocupação militar provisória de alguns estados sulistas, para implantar uma política de reestruturação agrária.

Em 14 de abril de 1865, Lincoln assistia a um espetáculo no Teatro Ford, em Washington, quando foi atingido na nuca por um tiro de pistola desferido por um escravista intransigente, o ex-ator John Wilkes Booth. Transportado para uma casa vizinha, Lincoln morreu na manhã do dia seguinte.
Aaron Copland

Aaron Copland

Aaron Copland nasceu no Brooklyn, Nova York, em 14 de novembro de 1900, numa família de judeus russos. Desde jovem  mostrou talento para compositor. Em 1921 estudou piano em Paris, com Nadia Boulanger, que lhe pediu uma peça para órgão, a ser executada numa turnê pelos Estados Unidos. Foi sua grande oportunidade como compositor, da qual nasceu a sinfonia para órgão e orquestra cujo modernismo chocou o público. A partir daí, inspirado no jazz, criou Music for the Theater (1925) e Piano Concerto (1926). Depois, sob influência de Stravinski, adotou um estilo abstrato, segundo ele "mais parcimonioso na sonoridade e mais despojado na textura". São desse período Piano Variations (1930), Short Symphony (1933) e Statements for Orchestra (1933-1935).

Copland assimilou tão bem as fontes do jazz e da canção popular a seu estilo pessoal que tornou-se para muitos o maior compositor americano do século XX.

Na fase seguinte, a mais produtiva de sua carreira, fez a opção que se tornou a principal tendência musical depois da década de 1930: simplificar a nova música para torná-la acessível ao grande público. Compôs então as obras de maior sucesso: balés inspirados no folclore americano, como Billy the Kid (1938), Rodeo (1942) e Appalachian Spring (1944); obras orquestrais, como El Salón México (1936), The Second Hurricane (1937) e Outdoor Overture (1938); e trilhas de filmes como Of Mice and Men (1939), Our Town (1940) e The Heiress (1948). Na última fase, inspirado na atonalidade de Arnold Schoenberg, compôs peças como Piano Fantasy (1957), Connotations (1962) e Inscape (1967). Morreu em North Tarrytown, Nova York, em 2 de dezembro de 1990.

Benjamin FranklinBenjamin Franklin

Tipógrafo, moralista, ensaísta, líder cívico, cientista, inventor, estadista, diplomata, filósofo e herói da independência norte-americana, nascido em Boston, cujas atividades intelectuais abrangeram os mais variados ramos do conhecimento humano, das ciências naturais, educação e política às ciências humanas e artes.

Benjamin Franklin é de origem humilde, de uma família numerosa de 17 irmãos, aos dez anos já trabalhava com o pai na fabricação de sabão e aos doze passa a trabalhar na gráfica de um de seus irmãos. Mudou-se para a Philadelphia (1723), onde trabalhou como impressor e iniciou-se, nas horas de folga, nas letras e nas ciências. Aprendeu idiomas e a tocar vários instrumentos.

Conseguiu construir sua própria gráfica (1730) e fundou o jornal The Pennsylvania Gazette, mais tarde o Saturday Evening Post e, com o pseudônimo Richard Saunders, editou o Poor Richard's Almanac, coletânea de anedotas e provérbios populares. O sucesso foi tanto que pôde montar tipografias em outras das 13 colônias americanas e acumulou grande fortuna, o que lhe permitiu aposentar-se dos negócios (1752), passando a se dedicar integralmente a política e a pesquisa científica.

Benjamin Franklin foi membro da Assembleia da Pensylvania (1751-1764). Criou em Philadelphia o corpo de bombeiros, fundou a primeira biblioteca circulante dos Estados Unidos e uma academia que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia. Organizou um clube de leituras e debates, que deu origem à Sociedade Americana de Filosofia, e ajudou a fundar o hospital do estado.

Benjamin Franklin foi um autodidata, aprendeu francês e o latim, e seu primeiro livro científico de sucesso foi Experiments and observations on electricity (1751), de grande repercussão nas colônias e na Europa. Realizou (1752) a sua famosa experiência de empinar um papagaio durante uma tempestade, comprovando assim que o raio é uma descarga elétrica e inventando, assim, o primeiro pára-raios.

Criou a denominação de eletricidade positiva e negativa e outros termos técnicos que ainda hoje são usados, como bateria e condensador. Fora do contexto, inventou os óculos bifocais (1760). Como membro da Assembleia da Pensilvânia, no congresso de Albany (1754), apresentou um plano de união das colônias inglesas. Foi enviado à Grã-Bretanha (1757) para solucionar a disputa entre a assembleia da Pensilvânia e a coroa britânica. Voltou a Londres (1766), como uma espécie de embaixador extraordinário das colônias, mas retornou a Filadélfia (1775), convencido de que a guerra pela independência era iminente.

Designado delegado ao II Congresso Continental, fez parte, com Thomas Jefferson e Samuel Adams, do comitê que redigiu a a Declaração de Independência (1776). A seguir partiu para a França, como embaixador e em busca de ajuda, e assinou o tratado de aliança entre os dois países (1776) e também assinou o tratado de paz com a Grã-Bretanha (1783).

De volta a Philadelphia (1785), foi recebido como herói e eleito presidente da Pensilvânia. Foi um dos delegados da convenção que elaborou a constituição americana e tentou em vão abolir a escravatura. Escreveu numerosos ensaios, artigos e panfletos e seu livro mais conhecido foi Autobiography, publicada postumamente (1791). Faleceu em 17 de abril, Philadelphia, e é homenageado com seu rosto na cédula de US$ 100.

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