Planeta Marte

Planeta Marte

Planeta MarteDistância do Sol: 228.000.000 km
Velocidade orbital média: 24,13 km/s
Duração do ano: 687 dias terrenos
Duração do dia: 24h36min
Diâmetro: 6.794 km
Massa: 0,107 vezes a massa da Terra
Número de satélites conhecidos: 2

Marte é o quarto planeta em distância do Sol e o mais semelhante à Terra, Marte pode ser observado a olho nu. Sua atmosfera é muito rarefeita, composta principalmente de gás carbônico, nitrogênio, argônio e oxigênio. A temperatura média gira em torno de 60 graus Celsius negativos. É um dos corpos celestes mais explorados, não só pela busca de sinais de vida, mas também porque oferece o ambiente mais hospitaleiro de todo o Sistema Solar.

Em 2001, cresce a expectativa de encontrar água em Marte devido às imagens enviadas pela sonda espacial Mars Global Surveyor, que sugerem a existência de água em grande quantidade no subsolo do planeta. Os depósitos estariam a menos de 10 m da superfície, e, portanto, fáceis de serem explorados. O volume seria de 40 000 km cúbicos, o suficiente para cobrir todo o planeta com uma camada de cerca de 25 centímetros de espessura. A análise das fotos sugere também que os terrenos úmidos teriam se formado há apenas 100 000 anos, ou seja, Marte não estaria geologicamente morto há mais de 2 bilhões de anos, como se pensava até recentemente. Se confirmada essa possibilidade, o planeta mais próximo da Terra ainda poderia abrigar vegetação, animais e colonizadores humanos.

Em 2003, a Surveyor acha evidência de que Marte estaria, agora, saindo de uma era glacial, cujo auge foi há cerca de um milhão de anos. A superfície, então, estaria praticamente toda coberta por uma mistura de gelo e areia. Se comprovadas essas pistas mostram que Marte está vivo: seu clima muda constantemente, gerando um ciclo hidrológico muito favorável à vida, apesar do frio. A primeira evidência concreta de que o subsolo marciano contém água líquida surge em 2000. Sinais recentes de erosão – feitos entre 100 milhões de anos atrás e a época atual – indicam que a água ainda flui em canais subterrâneos relativamente perto da superfície, entre 100 e mil m de profundidade. Antes, os cientistas imaginavam que a água existente estaria presente nas nuvens, em quantidade minúscula, ou no subsolo, em maior proporção, mas congelada, misturada a sedimentos.

Esse possível achado fortalece a ideia de enviar missões tripuladas a Marte, com o objetivo de colonizar o planeta e, mais tarde, até transformá-lo gradualmente num ambiente mais parecido ao da Terra. Esse plano, lançado pelo ex-presidente norte-americano George Bush, em 1985, é suspenso em seguida por causa de uma série de voos fracassados, mas é retomado na década de 90. Só a Nasa lança quatro naves: a Observer (1992), a Pathfinder (1997), a Global Surveyor e a Climate Orbiter (1998), a Polar Lander e a Deep Space 2 (1998). Apenas duas delas chegaram ao destino: a Pathfinder e a Surveyor. A Rússia lança e perde a Mars 96 (1996). Novos lançamentos estão em fase de planejamento. Além da Mars Global Surveyor, os americanos lançaram a Mars Odyssey, em 2001, e a Mars Exploration Rover, em 2003, junto com a Mars Express, européia. Em 2005, sobe a Mars Reconnaissance Orbiter, americana. Os japoneses já têm a Nozomi em órbita marciana.

Nenhum desses projetos tem a ambição de pousar um astronauta em Marte, mas são passos preliminares nessa direção. A agência norte-americana mantém uma pequena equipe estudando permanentemente as necessidades de uma missão tripulada, da construção de habitações e, para o futuro, das tentativas de tornar o ambiente marciano menos hostil ao homem. Esse processo, batizado de terraformação, é conduzido pelo planetologista Christopher McKay. Ele prevê o aquecimento da superfície por meio do gás carbônico que compõe a rala atmosfera marciana. Num estudo, McKay demonstra que em 100 anos Marte poderia ter uma atmosfera espessa, água líquida em lagos e canais e alguma vegetação.

Vida em MarteVida em Marte – Desde o século XIX especula-se sobre a existência de vida no planeta. Na segunda metade da década de 70, as sondas norte-americanas Viking 1 e Viking 2 trazem amostras de solo, mas não revelam sinais de vida. Nos anos 80, a exploração prossegue com as sondas soviéticas Fobos. Em setembro de 1992 é lançada a sonda norte-americana Mars Observer, equipada para pesquisar o campo magnético, os minerais e a possibilidade da existência passada de água em Marte. Suas transmissões são interrompidas em 1993. O projeto russo de estudo de Marte também sofre grande prejuízo com a queda da Mars 96, no sul do oceano Pacífico, em 17 de novembro de 1996. A sonda perde contato com a base depois de uma hora e 30 minutos de voo.

A procura por marcianos aumenta quando a Nasa anuncia, em 1996, a descoberta de microrganismos fossilizados num meteorito encontrado na Antártica – um pedaço de pedra que se teria originado em Marte há 13 mil anos. A afirmação não é aceita por toda a comunidade científica. Para grande parte dos astrônomos que estudaram o meteorito, as minúsculas formas tubulares encravadas na rocha não passam de compostos minerais.

Em 1997, a sonda norte-americana Mars Pathfinder pousa em solo marciano. Durante quatro meses, seus instrumentos fizeram mais de 16 mil fotos do ambiente e analisaram a atmosfera. Um pequeno jipe perambulou em torno da nave pousada, coletando e analisando rochas. Ao todo, a missão transmitiu 2,6 bilhões de bits de informação à Terra. Em dezembro, pesquisadores da Universidade do Colorado e da Nasa, sugerem uma nova explicação para a água em Marte. O planeta vermelho, que um dia já teria sido coberto por rios caudalosos, grandes lagos e oceanos, podem ter sido bombardeado por uma violenta chuva de asteroides há 3,8 bilhões de anos. Os impactos sobre a superfície marciana teriam aquecido o planeta, liberando água do subsolo na forma de vapor para a atmosfera. Depois de 10 mil anos, a água volta a se alojar no subsolo. O que não é absorvido, congela. A secura domina o planeta.

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