Revolução Cultural Chinesa (1966-1976)

Revolução Cultural Chinesa (1966-1976)

Revolução Cultural Chinesa (1966-1976)Revolução Cultural Chinesa ocorreu no período entre 1966 e 1976, na China, marcado pelo caos e sublevação política, que tem origem em uma disputa de facções pelo futuro do regime chinês . O fracasso do Grande Salto para a Frente (1958-60), que provoca a morte de milhões de camponeses de fome, leva ao afastamento de Mao Tsé-tung da condução dos assuntos internos no país. Figura máxima da revolução, Mao passa a se ocupar apenas da política externa. Liu Shaoqi é escolhido presidente em abril de 1959 e Deng Xiaoping assume papel de destaque no governo do país.

Mao lança em 1966, então, uma ofensiva para voltar ao poder, a Grande Revolução Cultural Proletária. Apoia-se em estudantes descontentes e jovens trabalhadores para atacar autoridades locais e do partido central, que são acusadas de pragmatismo e de burocratização. Cerca de 20 milhões de colegiais e universitários atendem ao apelo de Mao e formam as Guardas Vermelhas, que desencadeiam perseguições políticas em grande escala. Organizam-se expurgos de dissidentes, afastamento de dirigente, professores e outras autoridades consideradas reformistas. Intelectuais e dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCCh) são espancados, presos e, em muitos casos, mortos. Depois são substituídos por adeptos de Mao. Shaoqi perde seus cargos no governo e no partido e é morto em conseqüência de tortura. Deng Xiaoping também é preso e Mao recupera o controle absoluto do país. A fase mais violenta da Revolução Cultural termina no 9º Congresso do PCCh, em 1969. Nesse ano, o pacto entre Mao e os guardas vermelhos acaba quando o ditador usa o Exército para liquidar seus antigos aliados, agora acusados de extremismo. A política da Revolução Cultural prossegue, oficialmente, até a morte de Mao, em 1976.

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