Bloqueio e Sítio

Bloqueio e Sítio

Bloqueio e Sítio

O termo bloqueio, empregado pela primeira vez na França no século XIV, é definido atualmente muito mais como uma manobra política e econômica. Na origem era uma manobra essencialmente militar, visando derrotar uma praça inimiga ou até um país, mediante seu cerco e consequente isolamento. O bloqueio continental contra a Inglaterra, decretado por Napoleão em 1806, é um dos mais famosos exemplos da história.

Embora modernamente o bloqueio esteja superado como tática militar, a quarentena imposta pelo presidente Kennedy a Cuba, em 1962, que resultou na retirada dos mísseis soviéticos, foi um caso típico de bloqueio.

Para atender às exigências do direito internacional o bloqueio deve ser: (1) declarado de antemão, através de comunicação a todos os países neutros; (2) aplicado sem discriminação contra navios e aeronaves de todos os estados; e (3) mantido efetiva e continuadamente. O século XVIII e o começo do século XIX foram pródigos em bloqueios formais, que se esgotavam no papel, em simples declaração. A antiga exigência do estacionamento de vasos de guerra, para impedir a entrada ou saída de navios de qualquer bandeira, foi hoje abandonada, sendo aceita pelo direito internacional sua implementação por forças que não estejam à vista da costa inimiga.

Bloqueio e sítio são conceitos estreitamente vinculados, ainda que, em sentido estrito, o primeiro possa ser considerado parte do segundo. O sítio era o cerco que se fazia a uma fortaleza ou praça, a fim de tomá-la, e estava diretamente ligado à fase da batalha em que ocorria o ataque ao objetivo, em geral uma cidade. Ainda que se possam dar exemplos, nos tempos modernos, de sítios durante operações militares, como o que ocorreu em Stalingrado na segunda guerra mundial, os autênticos sítios de praças fortes foram característicos da Idade Média, e ocorreram até o final do século XIX. A partir da primeira guerra mundial, no entanto, acabou sua razão de ser como método de combate, pois as operações bélicas passaram a ter como marca a mobilidade.

O sítio total caracterizava-se pelo deslocamento de uma grande quantidade de homens. Esse tipo de combate, frequente nas guerras dos séculos XVI e XVII, constava de três fases. Na primeira, denominada preparação, ocorria o bloqueio da praça inimiga, o reconhecimento do objetivo e o alinhamento das baterias de artilharia. Na segunda, os bombardeios de artilharia. Por último, as tropas atacantes avançavam pelo terreno, valendo-se de meios de aproximação como trincheiras e plataformas. Uma vez atingido o objetivo, procedia-se ao assalto final da praça.

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