Afrodisíaco

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Afrodisíaco

#AfrodisíacoA literatura de todas as épocas registra o esforço que, mediante diferentes métodos (remédios populares simples ou produtos refinados e dispendiosos), o ser humano tem realizado para obter maior estímulo e prazer sexual.

O termo "afrodisíaco", derivado do nome da deusa grega do amor e da beleza, Afrodite, é aplicado às sensações, aos fenômenos e às substâncias que, segundo a tradição, desencadeiam o desejo e fortalecem a potência sexual. Entre os diversos agentes afrodisíacos, distinguem-se duas categorias: os psicológicos, entre os quais se incluem estímulos olfativos, visuais e tácteis, e os denominados internos, substâncias que devem ser ingeridas para que seu efeito se manifeste. A esse grupo pertencem alguns alimentos, bebidas e narcóticos.

Os afrodisíacos psicológicos atuam como impulsos excitadores da libido, enquanto os internos exercem um efeito de estímulo ou depressão, mas não intervêm nos mecanismos que regem a função sexual. Assim, por exemplo, o álcool e alguns estupefacientes, como a maconha, produzem excitação sexual de modo indireto, ao deprimirem os centros nervosos inibidores.

Desde as poções e beberagens preparadas pelos alquimistas na Idade Média até os modernos comprimidos e pomadas estimulantes, têm sido inumeráveis as substâncias utilizadas para aumentar o vigor sexual. No entanto, em termos estritamente científicos só se pode definir como impulsionador da atividade sexual o fenômeno ou produto que induz algum tipo de reação fisiológica sobre as vias geniturinárias, das quais depende a sexualidade. Tal condição só é preenchida por um reduzido número de substâncias. Delas as mais importantes são a ioimbina, alcaloide de grande potência utilizado durante séculos como estimulante sexual pelos nativos centro-africanos, e o pó de cantárida, obtido a partir da maceração do extrato de certa espécie de mosca (Lytta vesicatoria). O princípio ativo dessas substâncias, no entanto, pode causar graves intoxicações, às vezes fatais.

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