Alaska | Estados dos Estados Unidos da América

Alaska | Estados dos Estados Unidos da América


A importância do Alaska, uma das unidades federadas que formam os Estados Unidos da América, está em suas reservas petrolíferas e em sua situação estratégica: menos de cem quilômetros o separam da Rússia, através do estreito de Bering.

O Alaska limita-se com o oceano Glacial Ártico ao norte, o oceano Pacífico ao sul e o Canadá a leste. Está situado no extremo norte-ocidental do continente americano e tem uma superfície de 1.530.693km2. A capital é Juneau.

Alasca, Estados dos Estados Unidos da América

Geografia Física

Distinguem-se no Alaska três grandes regiões: (1) a área montanhosa do sul, prolongamentos das montanhas Rochosas, onde se encontra o monte McKinley, o mais alto da América do Norte (6.192m); (2) o planalto interior, entre as elevações do sul e a cadeia Brooks ao norte, uma área de amplos vales e elevações relativamente pequenas, onde se localizam os montes Ray e a península de Seward; e (3) a planície costeira, separada do vale do Yukon pela cadeia Brooks, rica em recursos petrolíferos, que na fronteira canadense atinge altitudes de 2.700m.

No sul os rios são raros e pequenos. O interior é dominado, porém, pelo rio Yukon, que nasce no Canadá, corre para o noroeste até encontrar o Porcupine em Fort Yukon. O principal rio da planície setentrional é o Colville, mas nela existem inúmeros lagos salgados.

As regiões banhadas pelo Pacífico, amenizadas pela presença da corrente cálida do Kuroshio, gozam de clima temperado; no interior predomina o clima tipo continental das altas latitudes, com fortes amplitudes térmicas. Se no litoral sudeste essas variações não chegam a 15o C, no interior atingem 60o C, sendo os invernos rigorosos e secos. No litoral norte são freqüentes temperaturas de -40o C.

Bandeira do Alasca

A floresta do parque nacional de Tongass inclui cicuta, abeto e cedro. As matas do interior são, na maioria, constituídas de abetos misturados a bétulas e choupos. A oeste dessa área crescem choupos, enquanto nas áreas úmidas dominam os bosques de amieiros e salgueiros. Na planície costeira e nas Aleutas predomina a tundra.

Os principais representantes da fauna marinha são o linguado, o salmão, a baleia e a lontra marinha. No interior e no litoral sul existem ursos, alces e caribus. Entre os animais de peles valiosas destacam-se raposas, zibelinas, arminho, lontras, castores e ratos almiscarados.

Economia do Alaska

A pesca tem sido a fonte de renda mais constante do estado, sendo o salmão o principal produto. A economia do Alaska torna-se cada vez mais dependente da indústria do petróleo e óleo natural. Desde a inauguração do oleoduto trans-Alaska, em 1977, o estado passou a segundo produtor de petróleo bruto dos Estados Unidos, superado apenas pelo Texas. Destaca-se também a produção de carvão, ouro e cobre.
Juneau, Capital do Alaska

Juneau, Capital do Alaska

Os longos dias de verão do Alaska são adequados ao cultivo de trigo, aveia, centeio, cevada e de batata, bem como de outros vegetais de clima frio. Os excelentes pastos favorecem a pecuária. A atividade industrial, estreitamente ligada aos recursos naturais do estado, abrange, além do petróleo e gás natural, o processamento de alimentos (principalmente peixe), beneficiamento de peles e madeira.
As ligações internas e externas são feitas principalmente por via aérea. Um serviço de barcas opera entre a maioria das comunidades costeiras. As cidades da região centro-sul são ligadas por estradas ao oeste do Canadá e ao restante do território dos Estados Unidos.

População do Alaska

Metade da população indígena do Alaska era constituída de tlingits, haidas e tinnehs, a outra metade de esquimós e aleútes. Estes últimos diminuíram de número durante a ocupação russa. Antes da segunda guerra mundial o elemento escandinavo era considerável entre os brancos. Quando o Alaska foi vendido aos Estados Unidos, em 1867, sua população era de trinta mil habitantes, dos quais apenas mil eram brancos. Um século depois a população branca ascendia a 79% do total; indígenas e esquimós formavam 18%; e os negros, três por cento. Além da capital, as principais cidades são: Anchorage, Fairbanks, Spenard e Ketchikan.

História do Alaska

O Alaska foi descoberto por Vitus Jonassen Bering em 1741. Mas sua colonização só foi iniciada a partir do último quarto do século XVIII, pela Rússia, que visava a captura de peles. Em 1867, porém, sentindo dificuldade de manter o território, devido às guerras na Europa, o governo russo vendeu o Alaska para os Estados Unidos, pela quantia de 7,2 milhões de dólares. Incorporado como um distrito do país, o Alaska teve suas questões de fronteiras com o Canadá resolvidas por arbitragem (1903) e a controvérsia em torno da pesca no mar de Bering, por convenção assinada em 1911 pelos Estados Unidos, Canadá e Japão. Em 1912 passou a território dos Estados Unidos e em 7 de julho de 1958 tornou-se o 49o estado da federação americana.

Ilhas Aleutas

Ilhas Aleutas

As Ilhas Aleutas formam um arco insular pelo qual a península do Alasca se prolonga na direção da Rússia, numa extensão de aproximadamente 1.800km. Dividem-se em cinco grupos em direção a leste: as ilhas Fox, Four Mountains, Andreanof, Rat e Near. Representam ao todo um arquipélago de 14 ilhas maiores e sessenta menores, excluindo-se os numerosos rochedos e ilhotas, num total de 17.666km2. De origem vulcânica, as ilhas possuem muitos picos elevados, dos quais o mais alto é o de Shishaldin, de 3.041m, na ilha Unimak, perto do Alasca.

A importância estratégica das ilhas Aleutas, que os Estados Unidos compraram da Rússia em 1867, tornou-se evidente durante a segunda guerra mundial. No fim do século XX, as ilhas sediavam estações militares americanas vitais para a defesa do continente.

Unalaska
Unalaska

O clima em toda a região é úmido, oceânico e o nevoeiro, constante. As temperaturas têm a média anual de 3o C, atingindo 13o C no verão. Não há árvores, mas um abundante tapete herbáceo. Há também áreas pantanosas e turfeiras. A fauna, além das focas e aves marítimas, compreende lontras e raposas, cobiçadas por suas peles.

Em 1741, o governo russo tomou posse das Aleutas ao enviar os exploradores Vitus Bering, dinamarquês, e Alexei Tchirikov, russo. A atividade de caçadores siberianos que se seguiu trouxe sérios danos aos cerca de 25.000 aleutianos que ali viviam basicamente da caça e da pesca. Resultantes da mistura de remanescentes de tribos asiáticas com russos e esquimós, os aleutianos tiveram sua população reduzida para cerca de 2.500 no fim do século XX.

As ilhas Aleutas foram passadas para os Estados Unidos pela Rússia, na venda do Alasca (1867). Sua importância estratégica é evidente. Em 1942 os japoneses chegaram a ocupar três delas, Attu, Agattu e Kiska. Atualmente há numerosas instalações militares no arquipélago e, na ilha de Amchikta, foram realizados vários testes nucleares subterrâneos.

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