Xilema, Tecido das Plantas Vasculares

Xilema, Tecido das Plantas Vasculares

Xilema, Tecido das Plantas Vasculares

Em botânica, chama-se xilema ao tecido das plantas vasculares por onde circula a água com sais minerais dissolvidos - a seiva bruta - desde a raiz até às folhas. Nas árvores, o xilema é o constituinte da madeira ou lenho.

O termo é derivado do grego "ξύλον" (ou xylon) = "madeira".

O tecido das plantas vasculares que transporta a seiva elaborada, já com as substâncias orgânicas produzidas nos órgãos verdes, chama-se floema.

As células do xilema, chamadas traqueídeos, são células cilíndricas, alongadas e com numerosos poros, tanto nas paredes laterais, como nas apicais. A parede celular das células do xilema encontra-se reforçada com lenhina, um composto químico produzido apenas pelas plantas, que as torna impermeáveis. Quando se encontram totalmente formadas, estas células perdem todo o citoplasma (tornam-se células mortas) e funcionam como vasos condutores da seiva, não só na direcção vertical, mas também para os tecidos circundantes.

A seiva bruta sobe pelo xilema devido a três processos:

Osmose - a solução existente no solo é mais diluída que o citosol das células da raiz e, por essa razão, a água com sais minerais dissolvidos entra nas células, enchendo os vacúolos e criando pressão radicular que, por sua vez, "empurra" a solução através dos vasos;

Capilaridade - o pequeno diâmetro dos vasos do xilema ajuda a água a subir ao longo do caule;

Força de sucção - causada pela transpiração realizada ao nível das folhas e epiderme, em geral.

O xilema primário é produzido pelo meristema apical, ao mesmo tempo que o caule ou ramo se alonga. Nas plantas perenes, para além do xilema primário, o câmbio vascular produz para o lado interior do caule o xilema secundário, formado alternadamente por células de paredes finas, quando as condições ambientais de temperatura e humidade são favoráveis, e células mais espessas. A deposição dessas camadas dá lugar aos anéis de crescimento que se observam num corte transversal dum tronco.

Este xilema secundário só é produzido pelas plantas lenhosas; as monocotiledóneas, mesmo quando são perenes, não apresentam crescimento secundário.

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