Papiro, Planta Herbácea

Papiro, Planta Herbácea

#Papiro, Planta Herbácea

Típico das margens do Rio Nilo e dos alagados de seu delta, o papiro (Cyperus papyrus) é uma planta herbácea, perene e semi-aquática, da família das ciperáceas. Dispõe de um enredado sistema de raízes, do qual se elevam numerosas hastes triangulares verdes, de dois a quatro metros de altura, coroadas por tufos de filamentos também verdes que caem graciosamente. O papiro se propaga pela divisão das touceiras e cresce com rapidez desde que encontre lama para fincar raízes. Além da espécie típica, o gênero inclui outras como o papiro-anão (C. isocladus), de sessenta centímetros de altura, e o de Madagascar (C. alternifolius), com folhas às vezes rajadas de amarelo.

Eminentemente utilitário no Antigo Egito, onde serviu, entre outras coisas, à fabricação de papel, o papiro se dispersou pelo mundo como planta ornamental, devido à originalidade de suas formas.

No Antigo Egito, as hastes do papiro eram cortadas em tiras que, depois de trançadas, comprimidas e secas, davam origem às lâminas do material, também chamado de papiro, usado como suporte da escrita. Os papiros, escritos a tinta preta e vermelha, com desenhos delicadamente coloridos, eram dispostos em rolos e mediam até 15m de comprimento. Em sua maior parte, os papiros conservados em museus, como o Louvre, de Paris, e o Museu Britânico, de Londres, são exemplares do Livro dos mortos, com fórmulas religiosas depositadas nos sarcófagos para guiar os mortos. As fibras do papiro do Nilo foram também muito usadas no trançado de cordas e tecidos. A parte inferior das hastes servia de alimento às classes pobres.

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