Terebintina (Pistacia terebinthus)

Terebintina (Pistacia terebinthus)

#Terebintina (Pistacia terebinthus)
Terebintina é a seiva resinosa espessa que flui do tronco de algumas árvores, especialmente coníferas, como diversos pinheiros, o abeto, o lariço e uma dicotiledônea, a Pistacia terebinthus, ou terebinto, da família das anacardiáceas. O termo é empregado comumente para designar apenas a porção volátil da terebintina, que tem diversas aplicações na indústria e nas artes visuais.

Das terebintinas comuns obtêm-se, por diversas técnicas de destilação, dois produtos de importância comercial: a essência de terebintina, ou aguarrás, e uma substância não-volátil, o colofônio ou breu.

Na Europa, a terebintina comum, ou seja, a de pinheiro, é obtida principalmente das espécies Pinus pinaster (terebintina-de-bordéus), P. sylvestris e P. laricio (terebintina bruta) e, nos Estados Unidos, de P. palustris e P. caribaea. É extraída por meio de incisões em forma de v feitas na casca da árvore. A terebintina-de-veneza se extrai de algumas espécies de lariço. Nesse caso, os óleos resiníferos estão no interior do lenho e a extração se faz por meio de furos capazes de alcançar a profundidade do tronco.

A destilação da terebintina é feita em alambiques de cobre e iniciada quando a temperatura atinge 100°C. O resíduo é extraído e depositado em barris, para que se solidifique ao resfriar. A essência de terebintina, obtida na primeira destilação, contém algumas impurezas. Na retificação, para purificar-se, é misturada com água e cal, ou carbonato alcalino, e em seguida submetida a novo processo de destilação.

Aplicações - A essência de terebintina é um líquido incolor, oleoso, de odor forte, peculiar e sabor picante, desagradável. Quase insolúvel na água, mistura-se sem dificuldade ao álcool e ao éter. Encontra na indústria química seu mais amplo uso, como matéria-prima na síntese de resinas, inseticidas, aditivos de óleo, óleo de pinho sintético e cânfora. Também é usada como solvente da borracha e na fabricação de plásticos.

Exposta à ação do ar e da luz, sofre importantes alterações, porque absorve o oxigênio e adquire aos poucos uma coloração amarelada, perdendo a fluidez a ponto de solidificar-se. Empregam-se grandes quantidades de terebintina no preparo dos vernizes e também na diluição das tintas a óleo. Usa-se o resíduo da destilação da terebintina, o colofônio, na fabricação de vernizes, sabões e cimento.

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