Tristão e Isolda

Tristão e Isolda

Tristão e Isolda

Tristão e Isolda são os protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda da Cultura Celta. O texto original foi reconstituído graças à comparação das versões mais antigas. A lenda teve seu caráter violento e sombrio preservado em duas adaptações do século XII, mas depois o relato foi suavizado. Uma de suas versões, de Gottfried von Strassburg, é uma obra-prima da poesia medieval alemã. A história, incluída nas lendas arturianas, ganhou uma versão em prosa no século XIII e voltou a despertar o interesse de poetas europeus do século XIX.

O amor impossível de Tristão e Isolda inspirou obras literárias na Idade Média, foi incorporado ao ciclo arturiano e tornou-se tema de uma das mais famosas óperas de Wagner.

Tristão recebe de seu tio Marcos, rei da Cornualha, a missão de viajar à Irlanda e pedir a mão da princesa Isolda para o soberano. Na viagem de volta, os dois bebem inadvertidamente uma poção de amor que a mãe de Isolda preparara para a filha e o futuro marido. Os jovens são então tomados de uma arrebatadora paixão que os une de forma absoluta mas não lhes destrói a lealdade ao rei.

Ao fim de muitas perseguições, Tristão concorda em entregar Isolda ao rei Marcos, parte e se casa com outra Isolda, mas não consuma o casamento. Ferido mortalmente por uma lâmina envenenada, manda um barco em busca da amada para curá-lo. Se Isolda concordasse em ir a seu encontro, o barco voltaria com uma vela branca; caso contrário, a vela seria preta. Quando o barco chega com Isolda, a mulher de Tristão, enciumada, diz-lhe que a vela é negra. Tristão, desolado, volta o rosto para a parede e morre. Isolda, chegando tarde demais para salvar o amado, abraça-o e também morreu. Sobre suas tumbas nascem duas árvores, cujos galhos, entrelaçados, não podem ser separados.

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