Hino Nacional Brasileiro

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Hino Nacional Brasileiro | História do Hino Nacional Brasileiro

 Hino Nacional Brasileiro, História do Hino Nacional Brasileiro

Com música de Francisco Manuel da Silva e letra de Joaquim Osório Duque Estrada, o Hino Nacional Brasileiro é executado em continência à bandeira nacional e ao presidente da república, e nos demais casos determinados nos regulamentos de continência ou nas cerimônias de cortesia internacional. Sua execução é facultativa nas sessões cívicas, ocasiões festivas e cerimônias religiosas de cunho patriótico, início ou encerramento da programação de rádios e televisões. Por lei, é sempre executado no mesmo andamento (semínima igual a 120), cantado em uníssono e completo (as duas estrofes). Quando a execução é instrumental, toca-se a peça na íntegra, mas sem a  repetição correspondente à segunda estrofe.

A constituição de 1988, em seu artigo 13, estabelece que, junto com a bandeira, as armas e o selo nacionais, o Hino Nacional Brasileiro é um dos símbolos da República Federativa do Brasil.

História. Durante o primeiro reinado, o hino composto por D. Pedro I com letra de Evaristo da Veiga ("Já podeis da pátria filhos...") era a canção utilizada como hino nacional, embora não o fosse oficialmente. A primeira execução do atual Hino Nacional Brasileiro se deu em 13 de abril de 1831. Para alguns, a melodia foi composta para homenagear a independência; segundo outros, para comemorar a abdicação de D. Pedro I.

Após a república, fez-se um concurso para escolher o hino oficial. Venceu a composição de Leopoldo Miguez, mas o público, instigado pelo marechal Deodoro, aclamou a já conhecida música de Francisco Manuel da Silva e ali mesmo foi assinado o decreto que a oficializou. A letra, de 1909, foi oficializada em 6 de novembro de 1922. A composição de Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque ("Seja um pálio de luz desdobrado..."), foi depois adotada como hino à proclamação da república.



HINO NACIONAL
Parte I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Parte II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
Atualizado ortograficamente em conformidade com Lei nº 5.765 de 1971, e com
art.3º da Convenção Ortográfica celebrada entre Brasil e Portugal. em 29.12.1943.