Transliteração Pinyin ou Pin-yin

Transliteração Pinyin ou Pin-yin

Transliteração Pinyin ou Pin-yin

O pinyin ou pin-yin, também conhecido como alfabeto fonético chinês, é um sistema de escrita romanizado, que se baseia na pronúncia do dialeto mandarim usado em Pequim. Distingue de forma clara e coerente as consoantes surdas e sonoras e dispensa o uso de hífens entre dois nomes personativos, tal como era usado pelo sistema Wade-Giles, além de reduzir ao mínimo o emprego do apóstrofo. Assim, Mao Tsé-tung tornou-se Mao Zedong e ch'ing passou a ser grafado ging. Em certos casos, o pinyin descaracteriza inteiramente grafias tradicionais, por não levar em conta dialetos locais. A reformulação da escrita chinesa iniciou-se em 1913, mas as tentativas de utilização do alfabeto latino só obtiveram seus primeiros resultados positivos após a revolução comunista de 1949.

Mais do que um sistema para grafar no alfabeto romano a língua chinesa, o pinyin indica a adoção do dialeto de Pequim como padrão nacional e uma tentativa de uniformizar a pronúncia dos diferentes grupos étnicos da China.

Adotado na China em 1956 pelo Comitê de Reforma da Língua, passou por alterações em 1958. No entanto, o mundo ocidental continuou a dar preferência à transliteração criada pelo britânico Thomas F. Wade no século XIX e depois modificado por H. A. Giles. A pedido do governo da República Popular da China, a imprensa mundial passou a empregar o pinyin em 1979, o que possibilitou a padronização internacional da grafia dos nomes próprios chineses.

As aulas de chinês para estrangeiros utilizam o pinyin, que é também empregado no telégrafo, na escrita braille, nos sinais visuais para surdos e nos dicionários e índices. Embora não tenha como objetivo o abandono dos caracteres chineses, substituiu os sistemas tradicionais de escrita de várias minorias étnicas e passou a ser usado para grafar as línguas ainda ágrafas de outras minorias. Seu emprego não se estende a Formosa (Taiwan).

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