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Angola | Mapas Geográficos de Angola

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Angola (cujo nome oficial é a República de Angola) é um país no sudoeste da África que faz fronteira com a Namíbia, a República Democrática do Congo, a Zâmbia e o Oceano Atlântico. O enclave e a província de Cabinda têm fronteiras a norte com a República do Congo, estando rodeadas a leste e a sul pela República Democrática do Congo.
É uma antiga colônia portuguesa, que possui recursos naturais consideráveis, entre os quais petróleo e diamantes. As formas de Estado e governo do país são, respectivamente, a republicana e a democrática (adotando um regime presidencialista e multipartidário).

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Angola, Aspectos Gerais de Angola

Angola, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Angola

Luanda, capital de Angola
Luanda, capital de Angola
A República de Angola situa-se no sudoeste do continente africano e se limita ao norte e a leste com o Zaire, a sudeste com Zâmbia, ao sul com a Namíbia e a oeste com o oceano Atlântico. O encrave litorâneo de Cabinda, entre a República Democrática do Congo (antigo Zaire) e o Congo, também faz parte do território angolano, cuja superfície total é de 1.246.700km2, dividida em 18 províncias.

Geografia física de Angola

O relevo angolano apresenta duas unidades geomorfológicas, a planície litorânea e o planalto. A primeira dessas regiões constitui uma faixa litorânea fresca, seca e pantanosa, que se estreita no setor meridional e ganha, aos poucos, aridez nas proximidades da Namíbia (deserto de Moçâmedes). A costa é retilínea e escarpada ao norte de Luanda, mas ao sul é recortada por diversas baías. O planalto ocupa a maior parte do território e pertence, do ponto de vista geológico, ao antigo escudo africano. Em sua parte ocidental, erguem-se as serras de Bié e Huila, com altitudes superiores a dois mil metros (o ponto culminante é o monte Moco, com  2.620m).

O planalto de Angola constitui um importante divisor de águas. Para norte correm os rios Cuango, Cuilo, Cuangue, Cassai e outros afluentes do Zambeze, que corta o extremo leste do país. Os rios que tomam a direção sul, como o Cubango e o Cuito, desembocam na depressão de Ngami ou do Okavango, ao norte de Botswana. Por fim, os principais rios da vertente atlântica são o Cunene, cujo trecho final serve de fronteira com a Namíbia, e o Cuanza, que desemboca ao sul de Luanda e oferece excelentes possibilidades como fonte de energia elétrica e via de navegação. É o maior do país, com cerca de mil quilômetros de extensão.

Clima

Quatro tipos climáticos bem diferenciados são encontrados em Angola: o tropical, o subtropical, o árido e o semi-árido. O primeiro ocorre no norte e nordeste do planalto, com chuvas de 1.299mm anuais e temperatura média de 23,2o C, sendo a fase mais seca de junho a setembro; o segundo abrange dois terços do planalto angolano, com um regime pluviométrico que atinge 1.479mm anuais e temperatura média de 19,1o C; o terceiro e o quarto caracterizam o litoral: em Luanda, por exemplo, há 362mm anuais de chuva e temperatura média de 24,4o C, e a estação seca, longa, ocorre de maio a fevereiro.

Fauna e flora de Angola

A fauna de Angola, como a de tantos outros países africanos, é de riqueza extraordinária, reunindo alguns dos mamíferos mais conhecidos no continente, como leões, leopardos, elefantes, girafas, hipopótamos, rinocerontes, zebras, búfalos e hienas, mas também animais menos generalizados na África, como o avestruz, o guepardo e diversos tipos de antílope, como o cudu e especialmente uma espécie rara, agora bem protegida, o egocero ou pala-pala, todo negro, com chifres de quase 1,60m recurvados para trás. Alguns desses animais encontram-se em grandes reservas naturais como a de Quinçama e a de Moçâmedes, com mais de 18.000km2.

No norte de Angola sobressaem as florestas densas, mas de folhas decíduas. Quase todo o planalto é tomado pela savana, entrecortada de matas-galerias, ao longo dos rios. São espécies de árvores bastante comuns no país a grande tacula (Pterocarpus tinctorius), a muzuemba (Albizzia coriaria) e um tipo de árvore-da-borracha, a Capordinus clylorrhiza. No sul predomina a vegetação arbustiva, e no litoral a dos manguezais e a das palmeiras oleaginosas (inclusive o dendê) dão a nota mais constante da paisagem.

População e condições sociais. Na maioria, os habitantes de Angola são negros (mais de noventa por cento). De origem banta, os grupos mais importantes são ovimbundos, quimbundos, bacongos e chocuelundos, mas ainda há, no sudoeste, hotentotes e bosquímanos. A população urbana, no final do século XX, não chegava a trinta por cento da total e, além de Luanda, a capital, as cidades mais representativas eram Huambo (antiga Nova Lisboa), Lobito, Benguela e Lubango. A população se concentra sobretudo no norte do país.

O português é o idioma oficial, mas a maior parte da população fala suas línguas nativas: dos idiomas bundos, só o ovimbundo conta com mais de dois milhões de usuários. As religiões tribais, animistas, congregam a maioria dos angolanos, embora haja missões católicas e protestantes. O animismo angolano, de tradições milenares, envolve cultos que, no Brasil, deram origem ao candomblé ou umbanda. Sua mitologia e seus ritos são de imensa riqueza humana e etnográfica. 

O país ainda padece de graves problemas sociais e sanitários, em grande parte provenientes, como em outros estados africanos, do atrito cultural entre a organização política nacional e as sociedades tribais. Também ali a população africana perdeu o melhor de suas condições originais, e ainda não teve como chegar às condições ditadas pelos padrões europeus. Em países como Angola, é difícil abordar o problema do analfabetismo, por exemplo, pois a grande maioria de sua população se comunica em idiomas que não dispõem de escrita.

Ainda assim, ressalvado o abismo da transição adaptativa, o desenvolvimento educacional, apesar de difícil, deu muitos passos significativos, e a Universidade de Angola, em Luanda, empreende esforço excepcional na formação de médicos, engenheiros, agrônomos e professores.

Na área de saúde, Angola conta com alguns bons hospitais, ativas enfermarias de aldeia e, embora sofra de grande carência de médicos e outros profissionais do setor, tem conseguido progressos contra a doença do sono (atacada com campanhas de vacinação), a hanseníase, o bócio e a malária. Os serviços médicos das missões protestantes têm alta reputação. 

Economia de Angola

A agricultura e a mineração constituem os principais esteios econômicos de Angola. O sisal, o café, a cana-de-açúcar e o algodão destinam-se à exportação. O milho, a mandioca e outras culturas tropicais completam a produção agrícola do país, combinada com uma importante atividade pecuária no sul e no sudeste (bovinos, ovinos, caprinos e suínos). No setor primário destaca-se ainda a produção de mel e cera de abelha, o extrativismo florestal e a pesca.

Em 1967 descobriram-se importantes depósitos de petróleo, cuja exploração, ao lado da extração de diamantes nas minas do noroeste, representa a principal riqueza mineral do país e é responsável pela maior parte do produto nacional bruto. Outros recursos minerais são o sal, o ferro, o cobre, o manganês, a bauxita e o linhito. Em 1975 também se detectaram depósitos de urânio perto da divisa com a Namíbia.

A indústria, nacionalizada em seus principais setores, concentra-se em Luanda (açúcar, têxteis, cimento) e nas cidades da costa sul (farinha, bebidas, calçados e conservas). O comércio exterior de Angola baseia-se na exportação de produtos agrícolas e minerais, cujas receitas supera o valor das importações de maquinaria, equipamentos industriais, bens de consumo e produtos alimentícios e têxteis. Angola conta com um aeroporto internacional e com uma rede de rodovias e estradas de ferro que liga os portos marítimos às zonas do interior.

Mapa de AngolaDados Geográficos: Área: 1.246.700 km². Hora local: +4h. Clima: tropical (maior parte), árido tropical (O). Capital: Luanda. Cidades: Luanda (2.819.000) (aglomeração urbana), Huambo (215.000), Benguela (155.000), Lobito (160.000), Lubango (115.000) (2015).

População: 16,1 milhões (2015); nacionalidade: angolana; composição: grupos étnicos autóctones 99% (ovimbundos 37%, umbundus 25%, congos 13%, luimbés 5%, imbés nianecas 5%, outros 14%), europeus ibéricos 1% (1996). Idiomas: português (oficial), línguas regionais (principais: umbundu, quimbundo, quicongo, ovimbundo, congo). Religião: cristianismo 94,1% (católicos 62,1%, protestantes 15%, outros 16,9%), crenças tradicionais 5%, sem religião e ateísmo 0,9%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, SADC, UA. Embaixada: Tel. (61) 248-2915, fax (61) 248-1567 – Brasília (DF); site na internet: www.angola.org.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 18 províncias. Presidente: José Eduardo dos Santos (MPLA) (desde 1979, eleito em 1992). Partidos: Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita). Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 223 membros. Constituição: 1975.

Ex-colônia portuguesa, Angola viveu em guerra por 40 anos, com mais de 1 milhão de mortes. Primeiro foi a luta pela independência, desde 1961. Em 1975 começa a guerra civil, cujo fim só ocorre em 2002. A economia, baseada na exploração de petróleo – mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) – e diamantes, fica seriamente prejudicada. O país tem baixos indicadores sociais: os angolanos vivem em média 46 anos e mais da metade não é alfabetizada. Terra de origem da maioria dos escravos trazidos para o Brasil, Angola situa-se no sudoeste da África.

Bandeira de AngolaHistória de Angola

Dentre os grupos banto que ocupam a região no primeiro milênio da Era Cristã, destaca-se o reino do Congo, que recolhe tributos das províncias sob sua soberania, incluindo parte da atual Angola. Próspero, esse Estado assiste à chegada do navegador português Diogo Cão, que aporta em 1482 na foz do rio Congo. A colonização portuguesa funda cidades que servem de base para o comércio de escravos, como Luanda (1575) e Benguela (1617). As fronteiras oficiais de Angola são estabelecidas em 1891, seguindo o estabelecido na Conferência de Berlim (1884-1885), que partilha a África entre as potências europeias.

O território de Angola foi ocupado primeiramente pelos bosquímanos, de economia assentada na caça e na coleta, mas de inegável originalidade cultural, conforme atestam interessantes vestígios arqueológicos, neolíticos. Em seguida os bantos dominaram a região, já de posse de técnicas agrícolas e metalúrgicas. Por volta do século XV tinham dado lugar, politicamente, aos bacongos, que estabeleceram um reino vasto e complexo no noroeste, sob a orientação de seu soberano Manicongo.

Angola foi uma antiga colônia portuguesa e uma das regiões africanas mais agredidas pelos traficantes de escravos durante os séculos XVII, XVIII e começos do XIX, é um país rico em recursos naturais, mas seu desenvolvimento tem sido obstado pelas contínuas guerras civis ocorridas desde a independência, em 1975.

Quando em 1482 o navegador português Diogo Cão desembarcou no litoral de Angola, entrou em entendimentos com Manicongo, que enviou representante a Lisboa. Quase um século depois, Paulo Dias de Novais fundou Luanda (1575) e estabeleceu condições para a colonização. Em meados do século XVII a soberania portuguesa estava consolidada e tinha por atividade econômica principal o comércio de escravos para o Brasil. Dois povos de Angola, os ndongos e os imbangalas, ofereceram forte oposição ao tráfico escravista, os primeiros até numa rebelião que em 1671 os portugueses sufocaram. No século XVIII Portugal teve de disputar os escravos angolanos com ingleses, franceses e holandeses.

No começo do século XIX a legislação contra a escravatura, que se impôs na Inglaterra e logo ganhou terreno em outros países, entre os quais os Estados Unidos, por algum tempo favoreceu os portugueses, que mantiveram o tráfico clandestinamente. No entanto, em 1836 a própria corte portuguesa o proibiu, o que durante muitos anos não se levou a sério, mas se somou ao fato de na época a escravidão já estar quase abolida.

Em Angola, o Código do Trabalho Indígena (1875), estabelecendo a obrigatoriedade do trabalho da mão-de-obra nativa, mostra que os colonizadores estavam determinados a explorar a terra de maneira mais sistemática e severa. O Brasil estava independente, as colônias na África requeriam toda a atenção: foi a época das famosas expedições de Serpa Pinto, Roberto Ivens e Hermenegildo Capelo, de missões religiosas instauradas em Salvador do Congo e Huíla. Portugal procurava corresponder à doutrina do hinterland, sancionada em 1844 na conferência de Berlim (toda potência européia que reclamasse um território teria de ocupá-lo efetivamente).

Em 1896 os portugueses nomearam seu primeiro comissário real na colônia e em 1902 providenciaram a construção da estrada de ferro de Benguela. De 1912 a 1916 o regime de trabalho nativo passou por melhorias e reformas, e em 1921 criou-se o Alto Comissariado em Angola. O general Norton de Matos, que o dirigiu, passou a criar incentivos para a colonização por parte de imigrantes brancos. O Alto Comissariado foi extinto com a promulgação (1930), por Salazar, do Ato colonial. Este, entre outros aspectos, regulamentava a questão do trabalho nativo com o chamado "regime de contrato", que todavia manteve alguns dos traços peculiares ao velho código. Para a economia, houve ganhos.

A população de imigrantes brancos começou a crescer mais depressa: de sessenta mil em 1933 chegava a mais de 170.000 em 1960. A denominação de "colônia" foi substituída, em 1951, por "província ultramarina", e em 1954 fixaram-se condições, no chamado Estatuto dos Indígenas, para seu acesso à cidadania portuguesa.

Paralelamente, ganhava força o nacionalismo. Embora já tivesse importantes antecedentes na década de 1920, na de 1950 a aspiração nacionalista explodiu em todo o continente, enquanto os princípios, as bases e ideologias do colonialismo eram questionadas e por fim amplamente condenadas na Europa. Em Angola, como em outros países africanos, o movimento adquiriu intenção libertária e objetivos socialistas, criando-se (1956) o MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola), depois (1962) a FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola) e ainda (1966) a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), entidades ferozmente discordantes.

A guerra de guerrilhas prolongou-se por quase toda a década de 1960. Em 1974, com o fim do salazarismo, negociações com as autoridades portuguesas culminaram no Acordo de Alvor, que tornou Angola independente em 11 de novembro de 1975. Pela constituição, o país passou a ser uma república popular, apoiada na Assembléia do Povo, de partido único, o MPLA/PT (Movimento Popular pela Libertação de Angola/Partido do Trabalho). O governo de Agostinho Neto (MPLA) subjugou as facções rivais, recebeu apoio político-militar soviético e depois a cooperação de tropas cubanas, o que causou grande polêmica internacional.

Em 1977 o governo teve de esmagar um golpe articulado em Luanda, enquanto a guerrilha da UNITA continuava a desafiá-lo no sul. Em 1979 deu-se a primeira invasão sul-africana do território angolano, a pretexto de desalojar guerrilheiros da Namíbia, administrada por Pretória. Agostinho Neto morreu no mesmo ano, e foi nomeado presidente José Eduardo dos Santos. Na década de 1980 a África do Sul invadiu periodicamente o sul de Angola. Chegou a bombardeá-lo (1985), oferecendo apoio e armas à UNITA, que em 1990 sabotou 14 oleodutos e manteve o país em guerra civil até o Tratado de Washington (dezembro daquele ano).

Por um acordo de paz firmado em 1991 entre MPLA/PT e UNITA, garantiu-se a realização de emendas à constituição que transformavam o país numa democracia multipartidária, atribuíam o poder legislativo à Assembléia Nacional (223 membros eleitos para um mandato de quatro anos) e agendavam eleições diretas para presidente da república para 1992. Santos venceu as eleições com quase cinqüenta por cento dos votos, mas foi acusado de fraude e corrupção por Savimbi, da UNITA, que reacendeu a guerra civil. O governo condicionou a aceitação de um cessar-fogo ao restabelecimento do acordo de paz de 1991.

Cultura. O Conselho Geral de Cultura, órgão estatal, orienta a recuperação e preservação das tradições culturais e artísticas do país, adaptando-as à ideologia política. Conservam-se em museus de Luanda valiosas relíquias da história e da etnografia angolanas. Os carnavais de Luanda e Lobito, com origens e ritmos semelhantes aos do carnaval brasileiro, mobilizam cada vez mais o interesse dos visitantes.

Luanda
Independência – Em 1961 começa a luta armada pela independência. Três grupos expressam diferenças ideológicas: o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), marxista e apoiado pela União Soviética; a Frente Nacional para a Libertação de Angola (FNLA), sustentada pelos Estados Unidos (EUA); e a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), inicialmente maoísta e depois anticomunista, apoiada pelo regime sul-africano do apartheid.Com a queda do regime salazarista em Portugal (1974) e a decisão de tornar Angola independente, as rivalidades entre esses movimentos se agravam. O Acordo de Alvor, firmado em janeiro de 1975 entre Portugal e os três grupos, prevê um governo de transição. O acordo fracassa, e a guerra civil começa quando Agostinho Neto, líder do MPLA, é proclamado unilateralmente presidente da República Popular de Angola, de regime socialista.

Eleições e impasse - A FNLA dissolve-se no fim dos anos 1970, mas a Unita mantém sua guerrilha com o apoio da África do Sul e dos EUA. Tropas cubanas ajudam a sustentar o governo. Em 1988, um acordo entre Angola, Cuba e África do Sul define a retirada das tropas cubanas e sul-africanas. Em seguida, o governo e a Unita assinam acordo de paz e convocam eleições para 1992. Observadores internacionais atestam a vitória do candidato do MPLA à Presidência, José Eduardo dos Santos, com 49,57% dos votos. Jonas Savimbi, líder da Unita, com 40%, não aceita a derrota e recomeça a guerra.

Acordo de Lusaka - Em 1994, o MPLA e a Unita assinam acordo de paz em Lusaka, na Zâmbia. Como resultado, um governo de união nacional assume em 1997, mas Savimbi, que seria o vice-presidente, recusa-se a entregar o controle de áreas de exploração de diamante. Os conflitos prosseguem.

As tropas do governo avançam sobre os territórios inimigos em 2001. Com a guerrilha encurralada, Jonas Savimbi morre em combate, em 2002. A guerrilha volta às negociações. Ao final, os acordos de Lusaka são revalidados e chega-se a um cessar-fogo total em abril. Até agosto, cerca de 50 mil homens da Unita são desmobilizados e 5 mil são incorporados ao Exército e à polícia, o que marca o fim da guerra civil.Fernando Piedade dos Santos assume como primeiro-ministro em 2003. A Unita, agora partido político legal de oposição, elege Isaias Samakuva novo líder. Em abril de 2004, o governo anuncia a prisão de mais de 3 mil mineiros na área dos diamantes, que estava sob controle da Unita, e a expulsão de 11 mil para os países vizinhos.

Extração de Petróleo em Angola

Durante as décadas de guerra civil, foi a extração de petróleo na região costeira que garantiu o funcionamento da economia angolana. O país conseguiu permanecer como o segundo principal produtor de petróleo na África Subsaariana, só atrás da Nigéria. Em 2009, a extração e o refino de petróleo e gás natural responderam por 62% do Produto Interno Bruto.Mas não há sinais consistentes de que o dinheiro obtido beneficie a população do país, uma das mais miseráveis do continente. Após a guerra civil, abre-se a chance de relançar a economia angolana, e os recursos do petróleo podem ser usados para isso. Com a descoberta de novas reservas em 2004, o governo dobra a produção em 2008.

Xá-Muteba Xá-Muteba

Xá-Muteba, também designada por Xá-Mateba, Xa-Mateba ou Cha Muteba é um município de Angola, pertencente à província de Lunda Norte. Faz parte da região da Baixa de Cassange.

Existia, no centro da sede do município, uma estátua a Zé do Telhado - famoso bandido português, que "roubava aos ricos para dar aos pobres", ao estilo de Robin Hood.

Agostinho Neto

Agostinho NetoAntônio Agostinho Neto nasceu em 17 de setembro de 1922 em Icolo-e-Bengo, a cem quilômetros de Luanda. Aluno brilhante da Faculdade Salvador Correia, em Luanda, ganhou uma bolsa para aperfeiçoar-se em medicina em Lisboa e Coimbra. Durante sua estada em Lisboa ligou-se ao movimento nacionalista angolano e revelou-se poeta de valor, com um livro de poemas de protesto que provocou a primeira de suas prisões. De volta a Angola, em junho de 1960 Agostinho Neto foi novamente detido por oposição ao regime. Alguns pacientes seus, que assistiram à prisão, organizaram um protesto dissolvido a tiros pela polícia. Morreram várias pessoas e cerca de 200 ficaram feridas.

Personalidade decisiva no processo de independência de sua terra, o médico e poeta Agostinho Neto foi o primeiro presidente de Angola.

Nos dois anos seguintes, Agostinho Neto cumpriu pena em Portugal e, a seguir, foi deportado para Cabo Verde. Nesse período, escreveu novo livro de poemas e, em 1962, conseguiu fugir para o Marrocos, onde se uniu ao Movimento Popular pela Libertação de Angola (MPLA), de que foi eleito presidente. Com a independência de Angola, em 1975, foi proclamado presidente. Morreu em Moscou, em 10 de setembro de 1979.

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