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Bolívia | Mapas Geográficos da Bolívia

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A Bolívia é um estado independente e soberano localizado no centro-oeste da América do Sul.

Limita ao norte e ao leste com o Brasil, ao sul com o Paraguai e a Argentina, e a oeste com o Chile e o Peru. É, junto com o Paraguai, um dos dois países da América do Sul sem um litoral marítimo. É também o oitavo maior das Américas e o vigésimo sétimo do mundo.

A capital oficial e sede do poder judicial é Sucre e a sede do governo (poder executivo e legislativo) é La Paz.

As cidades principais são La Paz, Sucre, Santa Cruz de la Sierra e Cochabamba.

Bolívia | Mapas Geográficos da Bolívia
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Bolívia, Aspectos Gerais da Bolívia

Bolívia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Bolívia

BOLÍVIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA BOLÍVIAGeografia: Área: 1.098.581 km². Hora local: -1h. Clima: equatorial (depressão amazônica), de montanha (altiplano). Capitais: La Paz (sede do governo e administrativa), Sucre (legal). Cidades: Santa Cruz de la Sierra (1.135.526), La Paz (793.293), Alto (649.958), Cochabamba (517.024), Sucre (215.778) (2016).

População: 9,8 milhões (2016); nacionalidade: boliviana; composição: quíchuas 30%, aimarás 25%, eurameríndios 15%, europeus ibéricos 15%, outros 15%. Idiomas: espanhol, quíchua, aimará (oficiais). Religião: cristianismo 94,1% (católicos 88,3%, protestantes 6,4%, outros 3,9% - dupla filiação 4,5%), outras 4,1%, sem religião e ateísmo 1,7%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Comunidade Andina, FMI, Grupo do Rio, Mercosul (membro associado), OEA, OMC, ONU. Embaixada: Tel. (61) 366-3432, fax (61) 366-3136 – Brasília (DF); e-mail: embolivia.brasilia@terra.com.br.

Governo - República presidencialista. Div. administrativa: 9 departamentos. Partidos: Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), Ação Democrática Nacionalista (ADN), Movimento da Esquerda Revolucionária (MIR), União Cívica Solidariedade (UCS), Movimento ao Socialismo (MAS). Legislativo: bicameral – Senado, com 27 membros; Câmara dos Deputados, com 130 membros. Constituição: 1947.

A Bolívia é uma das nações mais pobres da América do Sul, com alta taxa de analfabetismo e o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente. Situada no centro-oeste da América do Sul, não tem saída para o mar. Em seu território, a cordilheira dos Andes atinge a largura máxima (650 quilômetros). É onde se localizam o árido altiplano andino e as principais cidades, como La Paz, a capital mais alta do mundo (3.636 metros). No norte e no leste, as montanhas dão lugar a planícies cobertas pela Floresta Amazônica e, no sudeste, à pantanosa região do Chaco. Os indígenas bolivianos têm a tradição de mascar a folha de coca, também usada em chás e medicamentos. Na segunda metade do século XX, a Bolívia passou a ocupar um lugar central no tráfico mundial de cocaína, reduzido nos últimos anos com o programa de erradicação das plantações ilícitas. O país tem histórica disputa com o Chile pelo acesso ao mar, pois perdeu parte de seu território para o país vizinho na Guerra do Pacífico, no fim do século XIX.

Bandeira da BolíviaHistória da Bolívia

Os índios quíchuas e aimarás que habitam o altiplano são dominados no século XV pelo Império Inca. Com a conquista espanhola, nas primeiras décadas do século XVI, são escravizados para trabalhar nas minas de prata, o que dá espaço para revoltas, como a de Tupac Amaru II, no século XVIII, que se inicia na região do atual Peru. Em 1809, o Alto Peru, como a região era conhecida, é uma das primeiras colônias espanholas a se rebelar, conquistando a independência em 1825, sob a liderança de Simón Bolívar e Antonio José de Sucre. Bolívar é o primeiro presidente do país, cujo nome, Bolívia, é dado em sua homenagem.

Perdas territoriais - Na Guerra do Pacífico (1879/1884), o país perde para o Chile seu acesso ao oceano Pacífico. Em 1903 encerra o conflito com seringueiros brasileiros ao vender ao Brasil o atual estado do Acre. A descoberta de petróleo no sudeste provoca a Guerra do Chaco (1932-1935), e a Bolívia perde o território para o Paraguai. Em 1951, Víctor Paz Estenssoro é eleito presidente. Os militares impedem sua posse, mas ele estabelece o poder civil em 1952, apoiado em uma rebelião popular. A reforma agrária e a nacionalização das minas provocam boicote internacional ao estanho boliviano. Um golpe militar em 1964 leva à Presidência o general René Barrientos.

Golpes de Estado - Após a morte de Barrientos, em 1969, o país mergulha na instabilidade. Em 1971, o general Hugo Bánzer Suárez assume o governo, suspende as eleições e bane os sindicatos e os partidos políticos. Sua renúncia, em 1978, abre novo período de golpes. Em 1980, Hernán Siles Zuazo, de centro-esquerda, elege-se presidente, mas um golpe instala no poder o general Luis García Meza. Acusado de ligações com o narcotráfico, Meza é deposto em 1981. Em 1982, os generais entregam o poder a Siles Zuazo. Inflação As eleições de 1985 trazem de volta Paz Estenssoro, que enfrenta os sindicatos e adota um pacote recessivo. O plano, imposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), derruba a inflação. Nas eleições de 1989, nenhum candidato obtém maioria, e o Congresso escolhe como presidente Jaime Paz Zamora. O autor do plano contra a inflação, Gonzalo Sánchez de Lozada, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), chega à Presidência em 1993. Seu governo é marcado por conflitos com os camponeses, em virtude da política de erradicação do cultivo da coca, e com a Central Operária Boliviana (COB), por causa das privatizações. Em 1996, a Bolívia acerta a construção de um gasoduto para transportar gás boliviano ao Brasil. A nação torna-se membro associado do Mercosul em 1996. Hugo Bánzer retorna ao poder nas eleições de 1997 e prossegue com a política de austeridade, que desencadeia greves e manifestações em 1998 e 1999.

Erradicação da coca - Durante o governo de Bánzer, o cultivo ilegal da folha de coca é erradicado. Mas a economia entra em crise sem o dinheiro do narcotráfico. O governo enfrenta protestos violentos dos camponeses que plantam a coca, os cocaleros. Eles resistem à política de substituição de culturas. A petrolífera espanhola YPF descobre, em 2000, um dos maiores depósitos de gás natural da América do Sul, com 380 milhões de metros cúbicos. A reserva fica em Tarija, no sul do país. Índios aimarás que defendem a criação de um território autônomo bloqueiam durante dez dias as estradas que ligam La Paz ao resto do país.

Hugo Bánzer, com câncer, renuncia à Presidência em 2001. O ex-presidente Sánchez de Lozada, do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), e o líder sindical dos plantadores de coca, Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), são os mais votados no primeiro turno da eleição presidencial direta em 2002. Morales defende a reestatização da economia e a manutenção do cultivo de coca. Em agosto, o Congresso elege Sánchez de Lozada no segundo turno.

La Paz, Capital da Bolívia
La Paz, Capital da Bolívia
Queda do presidente - Em setembro de 2003, os camponeses bloqueiam estradas em protesto contra o projeto do governo de construir um gasoduto para exportar gás natural para os EUA e o México via Chile, país com o qual a Bolívia mantém a disputa por acesso ao oceano. Em 11 de outubro, o Exército mata 26 manifestantes em El Alto, na periferia de La Paz. Em consequência, uma revolta popular atinge o país. Em 15 de outubro, dezenas de milhares de mineiros e camponeses, liderados por Evo Morales, marcham pela capital e exigem a renúncia do presidente. No dia 17, quando os mortos em confrontos já somam 78, Sánchez de Lozada renuncia e vai para os EUA. Assume então o vice, Carlos Mesa, empresário sem partido. Ele reduz drasticamente a campanha de erradicação da coca e convoca um plebiscito sobre a exploração do gás. Em julho de 2004, mais de 80% dos eleitores votam na proposta do governo de reforçar o controle do Estado sobre o gás e o petróleo, com a recriação da estatal que havia sido privatizada e o aumento de impostos sobre as multinacionais.

Tendências separatistas surgem no leste boliviano
Os conflitos que resultaram na queda do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, em 2003, acirraram as rivalidades entre os bolivianos que habitam os Andes e os moradores da região de Santa Cruz de la Sierra, no leste do país. Essa região, próxima à fronteira do Brasil, ostenta diferenças étnicas, culturais e econômicas em relação à maior parte da Bolívia. Seus habitantes são brancos ou mestiços, na maioria, enquanto no altiplano predominam os índios aimarás ou quêchuas. A economia é mais dinâmica, impulsionada pela exportação de soja, cultivada em grandes fazendas, e pela exploração do gás natural. Hoje a região concentra 25% da população boliviana e gera mais de um terço do PIB.Os empresários de Santa Cruz de la Sierra temem que o aumento da influência dos movimentos indígenas no governo central, em La Paz, resulte em regras desfavoráveis aos investimentos estrangeiros, importantes na região. Esse receio dá alento a um crescente movimento separatista. Em junho de 2004, dezenas de milhares de manifestantes fizeram uma passeata reivindicando a autonomia regional. Uma parcela desse movimento defende abertamente a secessão, com a formação de um país independente.

Governo Evo Morales - Nas eleições presidenciais de Dezembro de 2005, Evo Morales conseguiu sair como vencedor ao obter 53,74% dos votos, frente a 28,59% de seu principal opositor, Jorge Quiroga. Pela primeira vez na Bolívia um indígena sobe ao poder mediante o voto popular por uma margem considerável sobre o segundo postulante. Morales tem o apoio dos camponeses indígenas do pobre Altiplano Andino, que falam idiomas autóctones como o quéchua e o aimará, enquanto seus adversários são os políticos das províncias das planícies, que fazem fronteira com Brasil, Paraguai e Argentina, e têm forte presença branca, concentrando historicamente o poder econômico do país.

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