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100 Livros Essenciais Para Ler Antes de Morrer

100 Livros Essenciais Para Ler Antes de Morrer

100 Livros Essenciais Para Ler Antes de Morrer

O jornal britânico The Telegraph elegeu 100 obras que todos deveriam ler. Não explicaram os critérios mas, pela variedade de títulos, nota-se que não houve discriminação de gêneros ou autores: de Douglas Adams a Frank Kafka, há espaço para todos os estilos e gostos. Para quem indicou o item “ler mais” como resolução de ano novo, a lista é uma boa pedida. Estamos só no mês de abril, então ainda dá tempo de acrescentar algumas obras aos planos de leitura anual.

Confira abaixo a lista:

100. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien
99. O sol é para todos, de Harper Lee
98. The Home and the World, de Rabindranath Tagore
97. O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams
96. As mil e uma noites, de autor desconhecido
95. Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe
94. Midnight’s Children, de Salman Rushdie
93. O Espião que Sabia Demais, de John Lê Carré
92. Cold Comfort Farm, de Stella Gibbons
91. O Conto de Genji, de Lady Murasaki
90. Under the Net, de Iris Murdoch
89. O Carnê Dourado, de Doris Lessing
88. Eugene Onegin, de Alexander Pushkin
87. On the Road, de Jack Kerouac
86. O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
85. O vermelho e o negro, de Stendhal
84. Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas
83. Germinal, de Emile Zola
82. O Estrangeiro, de Albert Camus
81. O nome da rosa, de Umberto Eco
80. Oscar e Lucinda – Uma história de amor, de Peter Carey
79. Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
78. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
77. Ardil 22, de Joseph Heller
76. O Processo, de Franz Kafka
75. Cider with Rosie, de Laurie Lee
74. Waiting for the Mahatma, de RK Narayan
73. Nada de Novo no Front, de Erich Remarque
72. Dinner at the Homesick Restaurant, de Anne Tyler
71. O Sonho da Câmara Vermelha, de Cao Xueqin
70. O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa
69. Se um viajante numa noite de inverno, de Italo Calvino
68. Crash, de JG Ballard
67. Uma curva no rio, de VS Naipaul
66. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
65. Dr. Jivago, de Boris Pasternak
64. A trilogia do Cairo, de Naguib Mahfouz
63. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson
62. As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
61. Meu Nome é Vermelho, de Orhan Pamuk
60. Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
59. Campos de Londres, de Martin Amis
58. Os detectives selvagens, de Roberto Bolaño
57. O Jogo das Contas de Vidro, de Herman Hesse
56. O tambor, de Günter Grass
55. Austerlitz, de WG Sebald
54. Lolita, de Vladimir Nabokov
53. A decadência de uma espécie, de Margaret Atwood
52. O apanhador no campo de centeio, de JD Salinger
51. Underworld, de Don DeLillo
50. Amada, de Toni Morrison
49. As vinhas da ira, de John Steinbeck
48. Go Tell It On the Mountain, de James Baldwin
47. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
46. O Apogeu de Miss Jean Brodie, de Muriel Spark
45. Le Voyeur, de Alain Robbe-Grillet
44. A náusea, de Jean-Paul Sartre
43. A  tetralogia Coelho, de John Updike
42. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
41. O cão dos Baskervilles, de Arthur Conan Doyle
40. A essência da paixão, de Edith Wharton
39. Quando tudo se desmorona, de Chinua Achebe
38. O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
37. The Warden, de Anthony Trollope
36. Os Miseráveis, de Victor Hugo
35. Lucky Jim, de Kingsley Amis
34. O sono eterno, de Raymond Chandler
33. Clarissa , de Samuel Richardson
32. A Dance to the Music of Time, de Anthony Powell
31. Suite francesa, de Irène Némirovsky
30. Reparação, de Ian McEwan
29. A vida: modo de usar, de Georges Perec
28. Tom Jones, de Henry Fielding
27. Frankenstein, de Mary Shelley
26. Cranford, de Elizabeth Gaskell
25. The Moonstone, de Wilkie Collins
24. Ulysses, de James Joyce
23. Madame Bovary, de Gustave Flaubert
22. Passagem para a Índia, de EM Forster
21. 1984, de George Orwell
20. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de Laurence Sterne
19. A Guerra dos Mundos, de HG Wells
18. Scoop, de Evelyn Waugh
17. Tess of the D’Urbervilles, de Thomas Hardy
16. Brighton Rock, de Graham Greene
15. The Code of the Woosters, de PG Wodehouse
14. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë
13. David Copperfield, de Charles Dickens
12. Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
11. Orgulho e preconceito, de Jane Austen
10. Don Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
9. Mrs Dalloway, de Virginia Woolf
8. Desonra, de JM Coetzee
7. Jane Eyre, de Charlotte Brontë
6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
5. O coração das trevas, de Joseph Conrad
4. Retrato de uma Senhora, de Henry James
3. Anna Karenina, de Leo Tolstoy
2. Moby Dick, de Herman Melville
1. Middlemarch: Um Estudo da Vida Provinciana, de George Eliot

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Festas Populares

Festas Populares

Festas PopularesPor meio de suas festas tradicionais, as comunidades estreitam seus laços e mantêm sua identidade como grupo, celebrando também sua vida cotidiana. Em tempos remotos, o homem primitivo pedia aos deuses proteção e colheitas fartas, muitas vezes usando comida, bebida, música e dança como oferendas. Como a agricultura está relacionada ao ciclo das estações, essas celebrações se tornaram periódicas. Com o cristianismo, a Igreja Católica transformou alguns desses rituais pagãos em homenagens aos santos, conferindo a eles um caráter sagrado de acordo com os princípios cristãos. Vários elementos das antigas festas pagãs, porém, foram preservados. No Brasil, a maioria das festas populares tem origem ibérica, africana e indígena e segue as datas do calendário católico. O Natal, o Carnaval e as festas juninas, comemorações de maior apelo popular, são encontradas em todas as regiões brasileiras. Além delas, existem inúmeras outras comemorações locais, pertencentes à tradição de cada cidade ou estado. Muitas reverenciam um santo padroeiro, como a de Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador. Apesar de algumas festas compartilharem o mesmo tema, em cada lugar elas assumem características próprias, de acordo com a tradição regional.

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Adivinhas


Adivinhas

Adivinhas
São enigmas populares que despertam a curiosidade das pessoas. Nas adivinhas – tradição muito difundida no país – são comumente retratados temas típicos de uma determinada região. É o que acontece com o enigma popular abaixo, que é muito conhecido na Região Norte.

O que é, o que é: Nasce em pé E corre deitado? (Canoa.)

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Congada | Cultura


Congada | Cultura


Congada | CulturaRepresentando a coroação de antigos reis africanos do Congo, esse folguedo era encenado por escravos na época colonial. As cerimônias costumavam acontecer nas igrejas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário, padroeira dos negros. As autoridades prestigiavam a encenação, por considerá-la uma forma de manter a disciplina entre os cativos. Outras variações da congada representam lutas entre reinos africanos e batalhas entre cristãos e mouros da Idade Média. 

A congada dramática ainda pode ser apreciada em cidades como Ilhabela e São Sebastião (SP), São Gonçalo do Amarante (RN) e Conceição da Barra (ES). Mas, na maior parte do país, ela se resume a uma dança-cortejo em que os participantes enfeitados desfilam acompanhando seus reis congos ao som de instrumentos como sanfona, caixa, rabeca e marimba. A congada apresenta-se principalmente durante as festas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Ifigênia, sendo muito comum em Minas Gerais e no vale do Paraíba paulista. Em suas muitas variantes regionais, a congada recebe as denominações de: cacumbi (SE), ticumbi (ES), catumbi (SC), moçambique (MG, SP, RS), entre outras.

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Maracatus | Cultura


Maracatus | Cultura

Maracatus | Cultura
Ligados às irmandades negras do Rosário, no passado, os maracatus eram danças pernambucanas de cortejo associadas aos reis congos. Desaparecidas as irmandades, os maracatus passaram a se apresentar no Carnaval, sobretudo no Recife. Estão divididos em dois grupos: o maracatu-nação ou de baque virado e o maracatu rural ou de baque solto. Muito antigos e de origem banto, os maracatus-nação têm como personagens principais a rainha, o rei e sua Corte. Pertence também ao maracatu-nação o personagem da dama do paço, que carrega uma boneca ricamente enfeitada, a calunga. O cortejo baila ao som de uma orquestra de zabumbas ou alfaias, além de tarol e gonguê. Os maracatus rurais, mais caboclos, surgiram no século XX e utilizam um grupo instrumental composto de surdo, tarol, chocalho e gonguê. Entre os personagens principais desses maracatus estão os caboclos de lança. O Elefante, o Leão Coroado e o Estrela Brilhante são grupos de destaque dos maracatus-nação. O mais célebre maracatu rural é o Piaba de Ouro, do mestre Salustiano.

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Marujada | Cultura


Marujada | Cultura


Marujada | CulturaTrata-se de um auto nordestino encenado no período do Natal, que, entre outras dramatizações, relembra as vitórias dos portugueses sobre os mouros na Idade Média e as descobertas de novas terras pelos navegadores. Os personagens usam fantasias de marinheiro – como o almirante, o capitão inglês e o capitão-de-mar-e-guerra – ou de mouros e cristãos. Com os "adversários" dispostos em duas filas, simulam-se lutas embaladas por versos cantados que narram feitos do passado. De acordo com o tema, os folguedos recebem nomes como chegança, fandango, barca, nau-catarineta e cristãos-e-mouros. O acompanhamento musical é feito por instrumentos variados, como cavaquinhos, violões, pandeiros, caixas e sanfonas. Em outras partes do território brasileiro, como nos estados de Minas Gerais e São Paulo, a marujada é uma das variantes da congada, que é apresentada como um simples cortejo com música e dança.

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Tradições Esotéricas

Tradições Esotéricas

Tradições EsotéricasClassificadas pela primeira vez pelo IBGE como um grupo religioso maior, as chamadas tradições esotéricas são praticadas por cerca de 58,4 mil habitantes, segundo o Censo de 2000. Os esotéricos podem ser subdivididos em duas grandes correntes. A primeira reúne grupos e movimentos religiosos formados no início do século XX, geralmente com doutrinas que se apoiam em valores como o racionalismo e o positivismo. Exemplos dessa vertente são a Sociedade Brasileira de Eubiose, a Sociedade Teosófica e a Cultura do Racionalismo Cristão. A segunda corrente está relacionada com os movimentos libertários da década de 1960, especialmente influenciados pelos movimentos hippie e new age, pelos cultos e pelas práticas orientais. Entre alguns desses grupos estão o Vale do Amanhecer, no Distrito Federal, e as Borboletas Azuis, na Paraíba.

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Folguedo | Moçambique


Folguedo | Moçambique


Folguedo | MoçambiqueEsse folguedo, que acontece principalmente nas festas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário, tem como objetivo escoltar os reis congos. Em Minas Gerais, moçambique é um grupo de cortejo que compõe o congado. Os participantes usam como trajes saiotes, batas e turbantes, e seus instrumentos são as caixas, chocalhos, gungas, além de latas contendo sementes, que são atadas aos pés para soar com o sapateio. 

No vale do Paraíba paulista, onde os moçambiques têm como padroeiro São Benedito, são utilizados uniformes brancos enfeitados com fitas coloridas. A principal característica do folguedo dessa região é o uso dos bastões para marcar o ritmo e executar complicadas coreografias, que se desenrolam ao som de sanfona, caixa, surdo e pandeiro. O "mestre" é o responsável pela organização do grupo, desde os ensaios até o dia da apresentação, quando tem a função de conduzir a cantoria e determinar o início das danças.

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Folguedo | Cordão de Bichos


Folguedo | Cordão de Bichos

Folguedo | Cordão de Bichos
É uma encenação popular comum durante as festas juninas, na Amazônia. Na história, um caçador mata um bicho – uma onça, um pavão, uma garça ou qualquer outro animal – e é levado à presença do rei ou da rainha do cordão para receber a punição, que consiste em o caçador ressuscitar o animal morto para ganhar a liberdade. Depois de procurar um médico, que nada consegue fazer, o caçador recorre a um pajé. Graças aos passes mágicos do feiticeiro, o bicho volta à vida, e o caçador se salva. 

As fantasias são feitas de armações cobertas de panos pintados. Em outra versão do folguedo, o cordão-de-pássaros, as fantasias são inspiradas na arte plumária, com forte influência indígena. Os participantes dançam acompanhados de pequenas orquestras, com violinos e trompetes, entre outros instrumentos. No interior de São Paulo, há uma versão do cordão-de-bichos que se resume a um cortejo carnavalesco com participantes fantasiados de animais.

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Folia de Reis


Folia de Reis


Folia de ReisSão grupos cênico-musicais que dramatizam a viagem bíblica dos três reis magos – Baltazar, Belquior e Gaspar – a Belém. No centro-sul do país, os três reis magos tornam-se entidade única: o Santo Reis, cuja força investida na bandeira tem o poder de curar ou melhorar a vida das pessoas. Geralmente, o folguedo sai às ruas no período que vai do Natal ao Dia de Reis, 6 de janeiro. 

Quando o cortejo chega a uma casa, a bandeira é passada pelo corpo dos moradores e pela cabeça dos doentes. Nesse momento, fazem-se promessas ao santo, e a foto da pessoa a ser beneficiada é presa ao pavilhão. Em seguida, para quebrar o clima de gravidade, surgem personagens com máscaras bizarras e roupas vistosas. São os palhaços ou marungos da folia, que perseguem as crianças, as quais fogem entre gritos e risadas, e caçoam do dono da casa. Ao final, Santo Reis pede licença e segue viagem. 

A tradição de canto, com várias melodias que se desenvolvem simultaneamente, está presente em diversas localidades das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A instrumentação básica do grupo são as cordas dedilhadas, a rabeca, a sanfona, a caixa e o pandeiro.

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Cultura Zapoteca | México

Cultura Zapoteca | México

Cultura Zapoteca

Zapoteca é o termo utilizado para designar a cultura da população indígena que vivia a leste e sul de Oaxaca, na região meridional do atual território mexicano. A sociedade zapoteca era uma teocracia, e as cidades eram organizadas em torno de um núcleo ocupado por praças, templos, câmaras funerárias, área para o jogo de pelotas, observatórios e outros edifícios de pedra.

A cultura zapoteca atingiu o apogeu entre os séculos III e VIII e o idioma de seu povo, diversificado em vários dialetos, permaneceu como língua materna de grande parte dos habitantes do México.

A cultura das atuais populações de origem zapoteca varia de acordo com o habitat (montanha, vale ou litoral) e com o tipo de atividade econômica - de subsistência, de mercado ou urbana. A língua varia de povoado para povoado e são muitos os dialetos. A agricultura baseia-se em queimadas e na utilização de arados e animais de tração. Algumas áreas ainda mantêm o artesanato tradicional, especialmente cerâmica, tecelagem e trançados de fibras vegetais. O traje feminino típico consiste em saia e sobretúnica (huipil) longas e um xale ou lenço para cobrir a cabeça. Os homens usam em geral calças e camisas largas, sandálias e chapéu de palha ou lã.

Cultura Zapoteca

Cultura Tolteca | México

Cultura Tolteca | México

Cultura Tolteca

O nome Tolteca - que significa "canavieiro" e assumiu mais tarde o sentido de "urbano" ou "civilizado" - foi dado pelos astecas ao povo que, entre os séculos X e XII, teve seu centro político-religioso em Tollan ("canavial"), próximo à posterior cidade de Tula. Durante certo período, a palavra tolteca designou genericamente artesão e foi aplicada  a povos distintos, até ser associada ao grupo étnico centrado em Tula.

O primeiro estado político-militar pré-colombiano foi o império tolteca, entre os séculos X e XII da era cristã. Comprovadamente, os toltecas introduziram na Meso-América o calendário, a escrita e o trabalho em metal, o que marca o início do período pós-clássico.

História. Após a conquista espanhola, a tradição escrita dos toltecas foi reunida em crônicas como A história geral das coisas da Nova Espanha, de frei Bernardino de Sahagún, e a História tolteca-chichimeca. Segundo essas fontes, já no século VII ondas migratórias seguiam para o vale do México. Uma grande e repentina invasão, porém, teria acontecido no ano 900, quando grupos nômades de língua náuatle, procedentes do noroeste do México, conquistaram a decadente Teotihuacan, que fora um dia a maior cidade da América pré-colombiana. A civilização tolteca foi o resultado da fusão desses povos.

O chefe militar Mixcóatl fundou a primeira dinastia tolteca. Após combater durante anos outras tribos de língua náuatle, foi assassinado por um usurpador, em meados do século X. Seu filho Ce Acatl, ainda criança, não pôde herdar o poder. Já adulto, vingou a morte do pai e fundou a cidade de Tula. Adotou então o nome Topiltzin ("senhor") e restaurou o culto ao deus pacífico Quetzalcóatl, do qual tornou-se sacerdote, com o nome de Ce Acatl Topiltzin Quetzalcóatl.

Durante seu reinado, desenvolveram-se a economia, a religião, as artes e a organização sociopolítica. Não foi possível, no entanto, erradicar o culto a Tezcatlipoca, deus ao qual eram oferecidos sacrifícios humanos. Seus seguidores, em permanente choque com os representantes do culto oficial, acabaram por se impor e, no final do século X, expulsaram Ce Acatl da cidade. Os vencidos seguiram para Yucatán e se estabeleceram em Chichén Itzá e Mayapán, centros da florescente cultura maia-tolteca.

Instalou-se em Tula, definitivamente, um governo militarista, em substituição ao antigo poder sacerdotal. As inúmeras representações de guerreiros paramentados como deuses atestam seu papel como grupo social dominante. Iniciara-se, no entanto, a fase de declínio e, por volta de 1160, a cidade estava quase completamente despovoada, devido a secas, guerras e conflitos internos. A chegada dos povos bárbaros conhecidos como chichimecas -- grupo que absorveu as principais características da cultura tolteca e, mais tarde, originou o império asteca -- precipitou a queda do império. Em 1168, os toltecas abandonaram Tula, que foi tomada pelos chichimecas e acabou destruída, em guerras e conflitos políticos. Alguns grupos toltecas emigraram para as zonas lacustres do vale do México e fundaram Culhuacan, enquanto outros avançaram para o sul e ocuparam Cholula, por volta de 1290. Esses povos permaneceram na região até meados do século XIV.

A unidade cultural de Teotihuacan e Tula deu lugar à desagregação e a rivalidades entre as tribos. Enfraquecidos, os toltecas foram combatidos mesmo em Tula, e até pelos astecas, herdeiros de sua cultura e que os mencionavam como ancestrais.

Organização sociopolítica e cultural. O traço mais característico da organização sociopolítica tolteca foi a formação de um novo sistema teocrático, no qual as funções guerreiras se confundiam com as religiosas e as prerrogativas da casta sacerdotal passavam às mãos dos dirigentes militares, agrupados em ordens totêmicas como as do Jaguar, do Coiote e da Águia. Esta circunstância não só permitiu a criação de um poderoso exército e a consequente expansão do império, como marcou também o começo do militarismo na América Central.

A cultura tolteca era muito avançada e, além de incorporar elementos da civilização de Teotihuacan, como o calendário e os sinais gráficos, dispunha de notáveis conhecimentos em astronomia e medicina. A metalurgia e a ourivesaria também se desenvolveram. Para administrar suas amplas possessões, os toltecas criaram uma eficiente burocracia e o primeiro sistema de correios da região, empregando mensageiros. As ruínas de Tula atestam a magnificência da metrópole, sendo notáveis os túmulos e os estádios para jogos com bola, de função ritual. Na estatuária, destacam-se figuras de guerreiros (entre os quais os célebres atlantes de Tula), serpentes emplumadas (que simbolizavam Quetzalcóatl), animais totêmicos e singulares figuras recostadas do deus Chac Mool.

Cultura Tolteca

Cultura Olmeca | México

Cultura Olmeca | México

Cultura Olmeca

Com o termo olmeca designa-se a cultura de vários povos que ocuparam sucessivamente a úmida zona costeira entre o rio Papaloapan e a lagoa de Términos, onde se situariam posteriormente os estados mexicanos de Veracruz e Tabasco. Nessa região, plana e de chuvas abundantes, teve origem a primeira grande cultura conhecida da área, que permaneceu quase ignorada pelos arqueólogos até as primeiras décadas do século XX, quando começaram a ser estudados sítios arqueológicos como La Venta, Tres Zapotes, San Lorenzo e Cerro de las Mesas, entre outros.

Enquanto outros povos do México ainda permaneciam em uma fase primitiva, os olmecas construíram templos e pirâmides, esculpiram estátuas e altos-relevos em pedra e deram forma a uma religião e uma organização social que marcariam as grandes culturas clássicas da Meso-América.

A cultura olmeca teve seu maior desenvolvimento no período chamado pré-clássico ou formativo médio, quando os habitantes da região, já sedentários, dominavam as técnicas de cultivo, tinham no milho a base de sua dieta e haviam desenvolvido a tecelagem e a cerâmica. Doze séculos antes da era cristã, surgiram os primeiros grandes centros cerimoniais conhecidos da Meso-América, que revelam a existência de um sistema religioso complexo, uma numerosa população e uma sociedade hierarquizada.

San Lorenzo talvez seja o mais antigo centro urbano olmeca conhecido. Em pleno esplendor no século XII a.C., foi provavelmente destruído por volta de 900 a.C. O centro cerimonial de La Venta, que parece ter tido grande importância desde o início do século VIII até sua violenta destruição, perto do ano 400, compõe-se de várias pirâmides, a maior das quais mede cerca de trinta metros de altura. Essas pirâmides rodeiam uma praça quadrada na qual se encontram altares, estelas monolíticas e colunas com altos-relevos. Os centros de Tres Zapotes e Cerro de las Mesas possuem estrutura semelhante. Em volta de Tres Zapotes acham-se vestígios do que pode ter sido um importante centro urbano.

A arte dos olmecas alcançou seu esplendor na escultura. São muito conhecidas as enormes cabeças, de mais de dois metros de altura, esculpidas em blocos de basalto trazidas de pedreiras distantes. A maior dessas cabeças pesa mais de trinta toneladas. São arredondadas, com nariz achatado e boca característica, de amplo lábio superior curvado para baixo. Um motivo constantemente repetido nas esculturas e altos-relevos é o de um deus de traços ao mesmo tempo humanos e felinos. A figura da onça, onipresente na arte olmeca, seria transmitida à mitologia das civilizações meso-americanas posteriores como deus da chuva. Típicas da escultura olmeca são também as pequenas figuras humanas cinzeladas em jade ou modeladas em argila. Em geral assexuadas, algumas têm o rosto semelhante ao das grandes cabeças já mencionadas. Em outras, a cabeça está deformada com um característico alargamento do crânio. Foram encontradas em lugares muito distantes e supõe-se por isso que tais obras de arte eram objeto de ativo comércio com outros povos.

A cultura olmeca experimentou grande expansão, graças ao comércio e à emigração de colonos olmecas, que se estabeleceram em pontos bastante afastados de seu país de origem. São vestígios da cultura olmeca os petróglifos de Chacaltzingo, no estado mexicano de Morelos, os célebres "dançantes" de Monte Albán (Oaxaca), as pinturas rupestres de Juxtlahuaca (Guerrero) e uma variedade de achados efetuados na costa do Pacífico, até Costa Rica.

Embora a civilização olmeca não tenha desaparecido repentinamente, parece que a capacidade inovadora de sua arte se perdeu de forma gradual. Outras culturas meso-americanas, como a maia e a de Monte Albán, adquiriram relevância, pois desenvolveram características próprias e alcançaram um poder de irradiação superior. Apesar disso, a tradição olmeca ainda se manteve em seu país de origem durante vários séculos.

Em uma estela tipicamente olmeca encontrada em Tres Zapotes, conseguiu-se decifrar uma data, escrita em caracteres semelhantes aos dos maias, equivalente ao ano 31 a.C. -- anterior, por conseguinte, em três séculos aos primeiros registros de datas conhecidos da cultura maia. É provável, portanto, que o famoso calendário maia seja originário da cultura olmeca. Por outro lado, as estelas mais tardias do sítio arqueológico de Cerro de las Mesas, dos primeiros séculos da era cristã, já refletem a influência das florescentes culturas de Teotihuacan, maia e zapoteca, então em plena expansão.

Cultura Olmeca | México

Cultura Mochica | Peru

Cultura Mochica | Peru

Cultura Mochica | Peru

A Cultura Mochica é a que se desenvolveu nos vales litorâneos do noroeste do Peru, entre o século II a.C. e o século VIII da nossa era. O nome de seu povo provém de Moche, vale próximo à atual cidade de Trujillo, onde foram erguidas grandes construções, como as que ficaram conhecidas como huacas (templos, santuários) do Sol e da Lua.

A sociedade e a religião dos mochicas, uma das primeiras civilizações andinas, são conhecidas sobretudo pelos relevos e pinturas das numerosas peças de cerâmica ali encontradas.

A primeira delas é uma enorme pirâmide escalonada, de base retangular, com mais de quarenta metros de altura, edificada certamente para fins religiosos. O templo da Lua é uma vasta plataforma sobre a qual provavelmente se erguia um palácio ou edifício civil, de que se conservaram fragmentos de parede cobertos de afrescos policromáticos. Conservam-se também vestígios de outras pirâmides e de povoados, caminhos pavimentados, fortificações e grandes obras de irrigação, como aquedutos e canais, em cuja realização os mochicas deram mostra de grande habilidade técnica. Em geral, o material empregado nas construções era o adobe (tijolo cru), adaptado perfeitamente ao clima seco do litoral peruano.

A economia mochica baseava-se na agricultura em terrenos irrigados, para o que se utilizava o guano (adubo de excrementos) como fertilizante, e na pesca marítima, que adquiriu importância e certa complexidade técnica, tanto em sua execução como na conservação e transporte do pescado para o interior.

Acredita-se que a sociedade mochica fosse de tipo teocrático, rigidamente estratificada, em que uma classe alta, muito reduzida, exercia as funções militar e religiosa. Os deuses sempre aparecem representados com aspecto intimidador. A população, graças ao aperfeiçoamento da agricultura e da pesca, era provavelmente muito numerosa, como demonstram as grandes obras arquitetônicas realizadas sem a ajuda de animais de carga e sem o conhecimento da roda.

Hábeis trabalhadores do cobre e de metais preciosos, além de ótimos tecelões, os artesãos mochicas se aperfeiçoaram principalmente na arte da cerâmica, que alcançou entre eles notável adiantamento técnico. Nas incontáveis sepulturas subterrâneas descobertas (e com freqüência saqueadas), foram encontradas centenas de milhares de peças arqueológicas, hoje dispersas por todo o mundo.

A cerâmica era muito diversificada: inclui desde vasos habilmente arredondados sem a utilização da roda de oleiro, decorados com desenhos planos em que as figuras são geralmente representadas de perfil, até vasilhas modeladas a mão e trabalhadas como esculturas. Nesses vasos estão representados aspectos da vida cotidiana e episódios de guerra, bem como retratos de pessoas, animais reais ou fantásticos, demônios, motivos vegetais e religiosos. Dada a inexistência da escrita, a civilização mochica só pôde ser estudada em profundidade graças às cenas representadas em sua cerâmica com surpreendente realismo.

Cultura Mochica | Peru

Cultura Maia

Cultura Maia

Cultura Maia
Chichen Itza

A Cultura Maia floresceu entre o início da era cristã e a chegada dos conquistadores espanhóis, no século XVI, num vasto território que abrange Belize, parte da Guatemala e de Honduras e a península de Yucatán, no sul do México. Os maias não formavam um povo único, e sim uma reunião de diferentes grupos étnicos e linguísticos como os huastecas, os tzental-maia e os tzotzil.

Provavelmente a primeira civilização a florescer no hemisfério ocidental, os maias ocuparam a América Central por mais de vinte séculos e atingiram um grau de evolução, no que se refere ao conhecimento de matemática e astronomia, capaz de sobrepujar as culturas europeias da mesma época.

Há poucos relatos contemporâneos à conquista espanhola. Os espanhóis, no afã de erradicar o politeísmo e introduzir a fé cristã, destruíram a maioria dos códices maias, manuscritos com representações de cenas e hieróglifos de ambos os lados. As primeiras escavações arqueológicas em ruínas maias foram realizadas no fim do século XVIII, mas as explorações sistemáticas só começaram na década de 1830. Com base nas descobertas iniciais a respeito do sistema de escrita dos maias, revelado no princípio e em meados do século XX, os antropólogos imaginaram que a sociedade maia era pacífica e totalmente devotada a suas atividades religiosas e culturais, em contraste com os impérios indígenas mais guerreiros e sanguinários do México central. Contudo, a decifração completa da escrita hieroglífica maia forneceu um retrato mais verdadeiro da cultura e da sociedade daquele povo. Descobriu-se que muitos dos hieróglifos representavam histórias de soberanos que moviam guerra a cidades rivais e sacrificavam prisioneiros em honra aos deuses.

História. Os ancestrais do povo maia foram, provavelmente, grupos mongóis que atravessaram uma faixa de terra entre a Sibéria e o Alasca, onde hoje é o estreito de Bering, há cerca de 15.000 anos, no final do pleistoceno. Na reconstrução histórica da evolução dos maias, distinguem-se três grandes períodos: o pré-clássico ou formativo, o clássico ou antigo império e o pós-clássico ou novo império.
Período pré-clássico ou formativo (1500 a.C.-250 da era cristã). Os maias organizaram-se inicialmente em pequenos núcleos sedentários baseados no cultivo do milho, feijão e abóbora. Construíram centros cerimoniais que, por volta do ano 200 da era cristã, evoluíram para cidades com templos, pirâmides, palácios e mercados. Também desenvolveram um sistema de escrita hieroglífica, um calendário e uma astronomia altamente sofisticados. Sabiam fazer papel a partir da casca de fícus e com ele produziam livros.

Período clássico ou antigo império (séculos III-IX). Em seu auge, a civilização maia abrangia mais de quarenta cidades e acredita-se que a população tenha alcançado dois milhões de habitantes, a maioria dos quais ocupava as planícies da região onde hoje é a Guatemala. As principais cidades eram Tikal, Uaxactún, Copán, Bonampak, Palenque e Río Bec. A população vivia fora dos grandes centros e as classes altas em bairros próximos. Disperso em aldeias dedicadas à agricultura, o povo deslocava-se até os núcleos urbanos apenas para celebrar rituais religiosos e fazer negócios.

A expansão territorial empreendida no final do século IV para o oeste e o sudeste fez surgir os centros populacionais de Palenque, Piedras Negras e Copán. Impulsionados provavelmente pelo aumento populacional que resultou de um período de excedentes agrícolas, os maias prosseguiram rumo ao norte até controlarem toda a península de Yucatán. O apogeu cultural - de que dão testemunho as ruínas dos templos de Palenque, Tikal e Copán, as numerosas estelas com relevos hieroglíficos e a rica cerâmica policromada e figurativa - ocorreu na segunda metade do século VIII. Acredita-se que nesse período as cidades-estado maias formavam uma espécie de federação de caráter teocrático e estritamente hierarquizada em diferentes classes sociais.

Calendário Maia

Seguiu-se a esse período pacífico uma fase de decadência cujas causas são desconhecidas. Possivelmente uma catástrofe, uma invasão estrangeira inesperada ou uma epidemia, justifique a abrupta mudança de rumos. Uma revolta dos camponeses contra os sacerdotes e o empobrecimento do solo são, no entanto, os motivos mais plausíveis que teriam levado os maias a abandonarem os núcleos urbanos e arredores para se instalarem ao norte de Yucatán, onde começou a reorganização do estado que originou o novo império.

Período pós-clássico ou novo império (séculos X-XVI). Depois que a grande civilização maia da região central entrou em decadência, a da porção setentrional da península de Yucatán atingiu seu apogeu. O novo império ou período pós-clássico sofreu forte influência mexicana, como atestam o militarismo e o culto a Kukulcán (Quetzalcóatl, para os toltecas), simbolizado pela figura da serpente emplumada. Os núcleos principais desse período eram Chichén Itzá, Uxmal e Mayapán.

No final do século XII, a cidade de Mayapán passou a dominar toda a península e organizou um império que durou até meados do século XV, quando líderes de outras cidades rebelaram-se contra essa hegemonia. Mayapán foi arrasada, e iniciou-se um novo e longo período de anarquia e desintegração da civilização maia. Ao caos resultante das lutas entre diversas cidades independentes pela primazia somaram-se desgraças naturais como o furacão de 1464 e a peste de 1480. Centros outrora esplendorosos foram abandonados e os maias voltaram a Petén, na região central.

Os espanhóis, que chegaram à costa de Yucatán em 1511, tiveram sua tarefa de conquista facilitada pela decadência maia e sua fragmentação interna. No final da década de 1520, todos os territórios de influência maia haviam sido dominados. Pedro de Alvarado conquistou a Guatemala em 1525, e Francisco de Montejo ocupou em 1527 o Yucatán, cuja conquista foi consolidada por seu filho e homônimo em 1536. Apenas a região central, sob controle dos itzás, permaneceu independente até 1697, quando foi ocupada por Martín de Ursúa.

Chichen Itza
Chichen Itza

Organização política e social. Extremamente hierarquizada, a sociedade maia contava em cada cidade-estado com uma autoridade máxima, de caráter hereditário, dita halach-uinic ou "homem de verdade", que era assistido por um conselho de notáveis, composto pelos principais chefes e sacerdotes. O halach-uinic designava os chefes de cada aldeia (bataboob), que desempenhavam funções civis, militares e religiosas. A suprema autoridade militar (nacom) era eleita a cada três anos. Outros cargos importantes eram os guardiães (tupiles) e os conselheiros (ah holpopoob).

A nobreza maia incluía todos esses dignitários, além dos sacerdotes, guerreiros e comerciantes. A classe sacerdotal era muito poderosa, pois detinha o saber relativo à evolução das estações e ao movimento dos astros, de importância fundamental para a vida econômica maia, baseada na agricultura. O sumo sacerdote (ahau kan) dominava os segredos da astronomia, redigia os códices e organizava os templos. Tanto as artes quanto as ciências eram de domínio da classe sacerdotal. Abaixo do sumo sacerdote havia os ahkim, encarregados dos discursos religiosos, os chilan (adivinhos) e os ahmén (feiticeiros).

Os artesãos e camponeses constituíam a classe inferior (ah chembal uinicoob) e, além de se dedicarem ao trabalho agrícola e à construção de obras públicas, pagavam impostos às autoridades civis e religiosas. Na base da pirâmide social estava a classe escrava (pentacoob), integrada por prisioneiros de guerra ou infratores do direito comum, obrigados ao trabalho forçado até expiarem seus crimes.

Economia. A base da economia era a agricultura primitiva praticada nas milpas, unidades de produção agrária. O trato da terra era comunal, em sistema rotativo de culturas, sem adubagem ou técnica elaborada, o que levava ao rápido esgotamento do solo e seu consequente abandono.

Na preparação do terreno a ser cultivado, os maias cortavam as árvores e arbustos com machados de pedra e depois queimavam-nos. As sementes eram plantadas em buracos cavados no solo por estacas de madeira pontiagudas. Esgotada a terra, os maias a deixavam alguns anos em repouso, sem cultivar, e novas áreas da floresta eram desmatadas para o plantio. As observações astronômicas davam aos maias o domínio sobre o fenômeno da mudança das estações, o que permitia obter melhores colheitas.

Os principais produtos cultivados eram em primeiro lugar o milho, mas também feijão, abóbora, vários tubérculos, cacau, mamão, abacate, algodão e tabaco. Os excedentes da colheita se destinavam ao comércio, na base do escambo ou troca, que alcançou notável desenvolvimento entre as principais cidades e gerou respeitada classe de comerciantes.

Os maias também se dedicavam à caça e à pesca e criavam animais para a alimentação. Desconheciam no entanto a tração animal, o arado e a roda. Por falta de matéria-prima local não conheceram também a metalurgia, mas desenvolveram importante indústria lítica (de pedra) que lhes fornecia armas, enfeites e instrumentos de trabalho. Tiveram ainda muita importância na civilização maia a produção de cerâmica (embora não conhecessem a roda de oleiro), a cestaria, a tecelagem e a arte lapidária.

Cultura Maia

Cultura e conhecimento. A ascendência da cultura maia se revela no terreno intelectual. Os sacerdotes, detentores do saber, eram responsáveis pela organização do calendário, pela interpretação da vontade dos deuses por meio de seus conhecimentos dos astros e da matemática.

Os maias adoravam vários deuses que puderam ser identificados em códices do período pós-clássico e em muitos monumentos. Na maioria estavam associados à natureza, como os deuses da chuva, do solo, o deus Sol, a deusa Lua e um deus do milho. Para fazer pactos com esses deuses, o povo sacrificava animais e até seres humanos, em escala reduzida, e oferecia o próprio sangue. A partir do século X, passaram a adorar Kukulcán.

O desenvolvimento da aritmética permitiu cálculos astronômicos de notável exatidão. Os maias conheciam o movimento do Sol, da Lua e de Vênus, e provavelmente de outros planetas. Inventores do conceito de abstração matemática, os maias criaram um número equivalente a zero - conceito até então desenvolvido apenas por uma civilização hindu primitiva - e estabeleceram o valor relativo dos algarismos de acordo com sua posição. Seu sistema de numeração de base vinte era simbolizado por pontos e barras.

Graças a estudos minuciosos do movimento celeste em observatórios construídos para essa finalidade, os astrônomos maias foram capazes de determinar o ano solar de 365 dias. No calendário maia, havia um ano sagrado (de 260 dias) e um laico (de 365 dias), composto de 18 meses de vinte dias, seguidos de cinco dias considerados nefastos para a realização de qualquer empreendimento. Também adotavam um dia extra a cada quatro anos, como ocorre no atual ano bissexto.

Os dois calendários eram sobrepostos para formar a chamada roda ou calendário circular. Para situar os acontecimentos em ordem cronológica usava-se o método da "conta longa", a partir do ano zero, correspondente a 3114 a.C.. A inscrição da data  registrava o número de ciclos - kin (dia), uinal (mês), tun (ano), katun (vinte anos), baktun (400 anos) e alautun (64 milhões de anos) - decorridos até a data considerada. Acrescentavam-se informações sobre a fase da Lua e aplicava-se uma fórmula de correção de calendário que harmonizava a data convencional com a verdadeira posição do dia no ano solar.

No campo da medicina, a ciência associava-se à magia tanto no diagnóstico quanto no tratamento das doenças. As causas das enfermidades podiam ser atribuídas a fenômenos naturais ou sobrenaturais e, segundo o caso, o médico ou feiticeiro receitava infusões, unguentos, sangrias ou poções mágicas.

Informações sobre os conhecimentos científicos e os fatos históricos da civilização maia constam das diversas estelas hieroglíficas, algumas ainda indecifradas, e dos códices, a maior parte dos quais foi destruída pelos conquistadores espanhóis. Restam apenas três códices, em Dresden, na Alemanha; em Madri, na Espanha; e em Paris, na França. Outra importante fonte para o estudo dessa cultura milenar são os textos em língua maia que foram produzidos em alfabeto latino, no século XVI. Entre estes destacam-se o Popol Vuh, que abrange a mitologia e a cosmologia da civilização maia pós-clássica, e os livros de Chilam Balam, relatos históricos mesclados com mitos, adivinhações e profecias.

Cultura Maia

Arte. No auge da civilização, a arte dos maias era fundamentalmente diferente de todas as outras da região, por ser muito narrativa, barroca e, com frequência, extremamente exagerada, em comparação com a austeridade de outros estilos. A arquitetura, voltada sobretudo para o culto religioso, lançava mão de grandes blocos de pedra e caracterizava-se por abóbadas falsas e hieróglifos esculpidos ou pintados como motivos de decoração.

As construções que mais simbolizam a arquitetura da civilização são os templos decorados com murais e símbolos esculpidos, e construídos sobre pirâmides, com topos terraceados. Uma escadaria central num dos lados da pirâmide conduzia o sacerdote ao interior do santuário, enquanto o povo permanecia no sopé do monumento. Diante da escadaria, ergue-se, quase sempre, um monólito com a figura de um personagem aparatosamente vestido, rodeado de motivos simbólicos e hieróglifos. Um dos mais importantes monumentos desse tipo está situado nas ruínas de Chichén Itzá. Os palácios, com várias salas e pátios internos, tinham plantas simples e retangulares. Outras construções notáveis foram os observatórios astronômicos e as quadras para a disputa de um jogo de bola cujas regras são pouco conhecidas.

A escultura maia era subordinada à arquitetura como elemento decorativo e é também rica fonte de informações sobre a cultura. Em pedra, estuque e madeira, as esculturas decoravam lápides, dintéis, frisos e escadarias. Era ainda frequente a instalação ao ar livre de estelas com relevos comemorativos, tais como as de Copán e Uaxactún.

Na pintura, são importantes os murais multicoloridos, com técnica de afresco, sobre temas religiosos ou históricos. A pintura era também empregada para decorar a cerâmica e ilustrar os códices. Notáveis exemplos de pintura mural foram encontrados em Bonampak (onde destaca-se a magnífica indumentária representada) e em Chichén Itzá. Os afrescos do templo de Cit Chac Cah (estado de Chiapas), possivelmente do século VII, foram executados em estilo realista e cores vivas, nas paredes das três salas de cinco metros de altura, com cenas religiosas e profanas.

A cerâmica maia pode ser dividida em dois grupos: os utensílios de cozinha do dia-a-dia, normalmente não-decorados, mas às vezes com formatos geométricos; e oferendas fúnebres. Os vasos destinados a acompanhar o corpo reverenciado eram geralmente pintados ou entalhados com cenas naturalistas ou frequentemente macabras. Em Uaxactún, encontraram-se estatuetas muito primitivas, todas representando mulheres. Do período Chicanel, são outras estatuetas e vasos de formas simples, vermelhos e negros. Na fase seguinte, dita Tsakol, a cerâmica, mais apurada, apresenta grande diversidade de formas e acentuada estilização (Tikal e Uaxactún). A fase final, conhecida como Tepeu, caracteriza-se pela delicadeza das formas dos vasos, decorados com cenas e inscrições.

A pedra mais preciosa para os maias era o jade, bastante trabalhado pelos artesãos e modelado principalmente em forma de placas, relevos ou contas de colar. Dos trabalhos em jade, restam alguns exemplos como a placa de Leyden (Tikal) e a do Museu Britânico, de extraordinária perfeição.

Mitologia Maia

Cultura La Tène

Cultura La Tène

Cultura La Tène

Cultura que floresceu entre os séculos V e I a.C., La Tène corresponde à idade do ferro da civilização celta e coincide com sua expansão para o norte da Europa e as ilhas britânicas. Os grandes cemitérios do início da cultura La Tène, decorados com vasos etruscos de bronze, cerâmicas gregas e joias em ouro, prata ou bronze, são indícios da existência de uma sociedade em plena renovação. A influência greco-etrusca não impediu que se afirmasse um estilo típico.

Tudo o que se conhece sobre a cultura de La Tène provém do sítio arqueológico descoberto na embocadura do rio Thièle, na margem norte do lago Neuchâtel, Suíça.

Os arqueólogos reconhecem quatro períodos para La Tène. No período A (450-400/390 a.C.), quando ocorreram os primeiros contatos com influências gregas e etruscas do sul dos Alpes, criou-se o estilo característico de desenhos em forma de S, espirais e padrões circulares. No período B (400/390-c.300 a.C.) dissolveu-se a unidade, por força das migrações célticas, mas mantiveram-se certas características, como as longas espadas de ferro, os pesados facões, as pontas-de-lança e os túmulos horizontais ou cobertos por montes de pedra.

No período C (c.300-c.100 a.C.) mantiveram-se os padrões do anterior, mas ocorreu uma interpenetração da cultura primitiva com a nova. Dentre as peças de metal desse período, salientam-se as espadas de ferro com bainhas decoradas, cintos de corrente de ferro, chuços pesados e de folha larga, escudos de madeira com aplicações de ferro, tesouras e colares.   Durante o período D (c.100-50/15 a.C.) os celtas cederam à permanente pressão de invasores germânicos, procedentes do norte, e do Império Romano, do sul. Nesse período, usaram instrumentos típicos de lavradores: foices e segadeiras de ferro, serras, machados, relhas de arado e martelos, a maior parte de influência romana. A cunhagem de moedas de prata, iniciada no período anterior com base em protótipos gregos e romanos, tornou-se mais abundante e serviu como fonte de inestimável valia para o conhecimento dos nomes próprios celtas.

Cultura de Nazca | Peru

Cultura de Nazca | Peru

Cultura de Nazca | Peru

Enormes desenhos encontrados no deserto litorâneo do Peru, assim como sepulturas e cerâmicas, revelam a existência, num período anterior à civilização inca, da quase desconhecida cultura de Nazca.

Entre 200 a.C e o ano 600 da era cristã, nos vales do litoral sul do Peru, desenvolveu-se a cultura de Nazca. Seus centros mais populosos, como a cidade de Cahuachi, situavam-se no vale de Nazca, de onde se estenderam aos vales de Pisco, Chincha, Ica, Palpa e Acarí. A economia da civilização de Nazca era muito semelhante à de outros povos da costa peruana, que tinham na pesca marítima e sobretudo na agricultura as principais fontes de riqueza. O aperfeiçoamento de técnicas de irrigação e as extensas áreas cultivadas possibilitaram a sobrevivência de numerosa população.

Os habitantes dessa região enterravam os mortos em posição fetal, envoltos em grandes mortalhas, nas sepulturas subterrâneas coletivas em forma de câmaras circulares, às quais se tinha acesso por um buraco. Graças ao clima seco, se conservaram tecidos que revelam a grande habilidade desse povo na arte da tintura, praticada principalmente em algodão, mas também em lã de lhama, alpaca e vicunha.
Entre as mais belas obras artísticas que restaram da cultura Nazca destacam-se os vasos, feitos de barro bem cozido, com fino acabamento, modelagem relativamente simples e pintura de rico colorido. Apresentam em geral fundo branco ou vermelho e pintura em tons de vermelho, laranja, cinza e roxo, com contorno preto. A cerâmica do período primitivo reduz-se a tigelas e jarras com biqueiras duplas e alças simples, enquanto a do período posterior inclui outras formas de vasos, desenhos ricos em detalhes e mesmo efígies moldadas. Animais, pássaros, peixes e plantas são alguns motivos dos desenhos, cuja estilização impede que sirvam de meio para conhecer detalhes da vida cotidiana do povo de Nazca, como ocorreu com a cerâmica mochica, reveladora dos costumes dos índios da costa norte do país.

Nos campos de Nazca, veem-se conjuntos de grandes desenhos feitos em época indeterminada. Escavados na camada superficial de terra e pedra, de cor ocre e castanha, os desenhos deixam à mostra o tom claro das camadas mais profundas. Os sulcos traçados podem ter quilômetros de extensão e representam figuras geométricas e zoomorfas visíveis somente das alturas.

Cultura de Nazca | Peru
Cultura de Nazca | Peru

Cultura de Huari | Peru

Cultura de Huari | Peru

Cultura de Huari | Peru

Irradiando-se a partir do núcleo urbano do mesmo nome, na atual província peruana de Huanta, perto de Ayacucho, a cultura de Huari, ou Wari, surgiu no início do período considerado intermediário das civilizações andinas (c.200 a.C.-550 da era cristã) e atingiu o apogeu durante a fase chamada de horizonte médio (c.550-1000), quando alcançou quase todo o território que viria a constituir o Peru.

Entre os anos 600 e 800 da era cristã, sete séculos antes do esplendor do império incaico, floresceu nos Andes centrais a cultura de Huari, que chegou a constituir uma poderosa civilização.

História. As ruínas e restos de utensílios, coletados na época da conquista espanhola, não bastam para uma reconstituição satisfatória da cultura de Huari. A descoberta de uma ampla rede de estradas e a presença dos mesmos estilos arquitetônicos em pontos do império muito distantes entre si fazem supor a existência de uma organização política capaz de controlar todo o território. Num primeiro momento de expansão, por volta do ano 700, essa cultura chegou até a zona de Nazca, como mostram peças de cerâmica decoradas com motivos mitológicos encontrados em Chaquipampa, na própria Huari e no vale do rio Nazca. Ao longo da primeira metade do século VIII, a nova capital, Huari, prevaleceu sobre Chaquipampa, que foi abandonada. Por volta do ano 800, o sítio de Huari já era centro de uma civilização que se estendia de Cajamarca e Chicama, ao norte, até Cuzco, ao sul.

Não são muito claras as causas da expansão da cultura de Huari. É certo, porém, que a sociedade dispunha de um poderoso exército, pois a melhora das condições climáticas e a evolução das técnicas agrícolas propiciaram excedentes de alimentos, que permitiram grande crescimento demográfico. Assim, foi preciso incorporar novos territórios para acomodar a população, o que não se poderia realizar sem vigoroso poder político e exército eficaz.

A partir do ano 800, as principais cidades do império ganharam relativa autonomia em relação à capital e algumas, como Pachacámac, acabaram por tornar-se reinos independentes. Os grandes centros da zona montanhosa, como Huari e Cajamarquilla, foram abandonados, talvez em virtude de uma estiagem que obrigou a população a procurar novas terras. Houve uma decadência da zona interior e o florescimento das cidades do litoral, entre as quais Chanchán, quando já tivera início a cultura Chimú.

Cultura. A agricultura de Huari era bastante desenvolvida, pois a população dispunha de canais, sistemas de irrigação e terraços artificiais para as plantações. Os contatos com povos vizinhos eram frequentes e produtivos. Com a cultura de Nazca, os habitantes de Huari aprenderam técnicas de olaria. Da cultura de Tiahuanaco adotaram outras técnicas artesanais, como o trabalho em bronze e em turquesa, o panteão dos deuses, os mitos e as leis. Embora não se conheçam as atribuições de seus dignitários, sabe-se que a sociedade de Huari era bem hierarquizada: nobres, sacerdotes, guerreiros, funcionários do estado, agricultores e artesãos.

Huari, a capital, que chegou a ter quarenta mil habitantes, era um núcleo urbano amuralhado, com casas de até três andares e diversos edifícios públicos, construídos com pedras não trabalhadas e ligadas com barro. A decoração, policromática, exibia motivos da cultura coetânea de Tiahuanaco, como o deus dos cajados da Porta do Sol. A escultura religiosa reproduzia figuras masculinas e femininas com penteados de estranho refinamento; encontraram-se miniaturas de turquesa, com tamanho de um a dez centímetros. As máscaras de ouro, assim como uma estátua de felino com traços humanos, de cobre, revelam a perícia dos artistas no trabalho do metal.

Pachacámac, na costa central, sobressaiu por sua cerâmica própria, com motivos figurativos que tinham  corpo de onça, cabeça de águia e mãos humanas. A cultura de Huari alcançou grande importância entre as civilizações pré-colombianas, mas foi eclipsada pelo brilho do império inca, que a partir de meados do século XIV dominou toda a região.

Cultura de Huari | Peru

Cultura Chichimeca | México

Cultura Chichimeca | México

Cultura Chichimeca

Os chichimecas, cujo nome significa "povo do cão", constituíram um grupo de povos indígenas que, procedentes do norte, invadiram a zona central do atual México nos séculos XII e XIII, encerrando a hegemonia tolteca na região. Mais habilidosos e bem armados que seus inimigos, dominaram sobretudo devido ao uso do arco e da flecha.

Conhecidos por sua belicosidade, os chichimecas foram, segundo a lenda asteca,  antepassados da grande civilização de Tenochtitlan, capital dos astecas.

Ao ocupar os domínios toltecas, os chichimecas, originariamente caçadores e coletores, assimilaram as formas superiores daquela cultura, desde as técnicas de cultivo da terra até à arte da cerâmica. Embora nunca tenham consolidado um estado hegemônico, os chichimecas mantiveram a unidade política de princípios do século XIII até meados do século XV. As cidades chichimecas rivalizaram entre si e entraram em conflito com o crescente poderio de Tenochtitlan. Em 1431, o soberano chichimeca Netzahualcóyotl iniciou em Texcoco um período de grande esplendor. Seu filho enfrentou o expansionismo de Tenochtitlan, e após sua morte, em 1516, o tlatoani (soberano) asteca Montezuma II colocou no trono de Texcoco seu sobrinho Cacama, extinguindo o poder dos chichimecas.

No aspecto religioso, os chichimecas adoravam as forças da natureza, especialmente o Sol, ao qual erigiram numerosos templos e ofertaram sangrentos sacrifícios. Os templos também eram utilizados para observações astronômicas. Sua cultura foi muito influenciada pelos astecas.

Cultura Chibcha | Colômbia

Cultura Chibcha | Colômbia

Cultura Chibcha

A cultura chibcha teve como focos os altos vales da Cordilheira Oriental, nas proximidades de Tunja e Bogotá, embora os chibchas - chamados muiscas, muixcas ou moxcas pelos conquistadores espanhóis - habitassem as regiões centrais do atual território colombiano.

O comércio, o artesanato e a complexa organização política e social dos chibchas marcaram a cultura desse antigo povo ameríndio.

Quando os espanhóis chegaram em 1536, a população  chibcha somava cerca de 500.000 habitantes. Após um período de lutas, Gonzalo Jiménez de Quesada conseguiu dividir e submeter os chefes chibchas em 1538. No século XVIII, a língua desse povo perdeu sua unidade e foi substituída pelo espanhol. Contudo, alguns dialetos sobreviveram nas zonas montanhosas.

Os chibchas desenvolveram uma civilização  próspera. A agricultura constituía sua principal atividade econômica, centrada na cultura intensiva do milho e de diversos legumes. A exploração dos depósitos de sal da cordilheira permitiu aos chibchas manter intenso comércio com os povos vizinhos, estabelecendo rotas comerciais que se estenderam até o Peru e o Panamá. Em troca do sal, recebiam grandes quantidades de ouro, cujo monopólio cabia aos membros mais destacados da sociedade, sobretudo aos caciques (chefes militares e religiosos).

Os chibchas praticavam uma religião de cunho naturalista. Uma casta sacerdotal hereditária encarregava-se de manter os templos e santuários e de organizar os rituais. O Sol era a principal divindade e em seu louvor faziam-se numerosos sacrifícios, até mesmo humanos. A Lua, a água, a própria chuva e todos os fenômenos naturais eram objeto de culto.

O cacique exercia o poder supremo - político, militar e religioso -, assistido por um conselho de anciãos. Sua autoridade era respeitada como quase divina não só pelos chibchas, mas também por todos os povos a eles submetidos. O governo era transmitido por linha feminina colateral; assim, os filhos da irmã do cacique eram os herdeiros do poder. Já a propriedade da terra era uma herança patrilinear. Os que recebiam como legado altos cargos políticos ou religiosos deviam passar vários anos em penitência.

A ourivesaria foi uma das manifestações artísticas mais elaboradas dessa cultura. Os ourives sabiam ligar o ouro a metais diversos, bem como obter finas lâminas e moldá-las sem que se quebrassem. Destaca-se também a decoração de peças de cerâmica, nas quais pintavam figuras fantásticas de animais e homens. O artesanato, os produtos agrícolas e os tecidos de algodão eram moeda corrente nas feiras semanais.

Cultura Chibcha | Colômbia

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