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Línguas Africanas

Línguas Africanas 

Línguas Africanas

A enorme diversidade lingüística da África desmente a imagem de um continente homogêneo. Além disso, os conflitos entre as línguas locais e as provenientes de outras partes do globo têm refletido os choques culturais e sociais da região.


De uma perspectiva histórica, o mapa lingüístico da África indica a existência de dois grandes conjuntos de línguas. No primeiro estariam as propriamente africanas, em número superior a mil, que se dividem em quatro grandes grupos: o nilo-chariano, o nilo-saariano, o nígero-congolês e o khoin.


No segundo conjunto ficariam as línguas de raízes não-africanas faladas em todo o norte do continente e nas zonas costeiras. Também aqui haveria três grandes grupos. O primeiro seria o das línguas camito-semíticas. A ele pertencem: o árabe, falado nos estados das margens do Mediterrâneo - Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito -, que conseguiu estender-se para o sul na zona do Saara; as diferentes línguas berberes; e as línguas cuchíticas, cuja esfera de influência se estende às margens do mar Vermelho, à Etiópia e à Somália.


Um segundo grupo seria constituído pelas línguas européias que penetraram na África em conseqüência da colonização, principalmente o francês, o inglês e o português. O francês é falado em diversos países do golfo da Guiné e da zona subsaariana, assim como no Zaire e em Madagascar; o inglês, no golfo da Guiné e em vários estados da costa sul-oriental (Quênia, Tanzânia) e do sul do continente (Zimbábue, Zâmbia, República da África do Sul); o português, fundamentalmente em Angola e Moçambique, além da Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.


O terceiro desses grupos se constitui de apenas uma língua, o malgaxe, que tem origem malaio-polinésia e se mantém na ilha de Madagascar.


Classificação. Apesar da enorme diversidade e dispersão das línguas propriamente africanas os especialistas classificaram essas línguas, como foi dito, em quatro grandes grupos.


Ao grupo nilo-chariano pertencem as línguas nilo-camíticas, como o teso, o massai e o tatoga, além do dinka, língua nilótica do Sudão; e as sudanesas, que se subdividem em centrais (faladas no Tchad e partes do Congo, Uganda e Sudão) e orientais (línguas núbias do Sudão e da Etiópia).


No grupo das línguas nilo-saarianas destaca-se em importância a família saariana, cujo principal representante é o kanuri, com falantes na Nigéria, Níger, Camarão e Tchad.


Muito numerosas - cerca de 900 -, as línguas do grupo nígero-congolês abrangem uma ampla zona geográfica, da Mauritânia até o Quênia e a África do Sul. Os especialistas identificam aqui cinco subgrupos: mande, gur, ocidental, oriental e kwa. Entre os idiomas bantos, integrantes do subgrupo oriental e provavelmente originários do atual Camarão, o mais importante é o suaíle, que alcançou notável uso literário; também se destacam o ruanda, o luba-luuna, o sotho e o zulu-ngoni. O subgrupo mande, ou mandinga, é formado pelas línguas faladas na região situada entre Mauritânia e Gana. As línguas gur, ou voltaicas, se usam no Mali, Costa do Marfim e Nigéria; entre elas se destaca o dogon. No subgrupo ocidental, que se estende do Senegal à Nigéria, estão o fulani, o wolof, língua predominante no Senegal, e o kemne. O subgrupo kwa inclui o ioruba (ou nagô) da Nigéria e do Benin, o ibo da Nigéria e o akan.


Pertencem ao grupo khoin as línguas faladas no sudoeste do continente pelos hotentotes e bosquímanos, que habitam regiões semidesérticas. São línguas baseadas na emissão de sons laríngeos ("cliques").


Não chegam a quarenta o número de línguas africanas faladas por mais de dois milhões de pessoas. Esse fato guarda estreita relação com o aparecimento de línguas francas (as que, com estruturas simplificadas, adotam elementos dos falares locais e das línguas de uso mais comum), como o árabe no Sudão e no Tchad; o suaíle na Tanzânia, no Quênia, (países onde é língua oficial), e no leste do Congo; o lingala no Congo ocidental; o fanagalo na África do Sul etc. As línguas introduzidas pelos europeus também foram utilizadas para facilitar a comunicação em grandes áreas; assim se constituíram o inglês pidgin do Camarão e da África ocidental; os distintos idiomas crioulos portugueses; e o africâner, derivado do holandês, que junto com o inglês é uma das línguas oficiais da África do Sul.


Panorama geral. No continente africano, é difícil estabelecer relações entre as línguas faladas e os diferentes modos de vida. Com alguma freqüência, grupos humanos falantes da mesma língua ou de línguas muito parecidas apresentam grandes diferenças raciais ou culturais; por outro lado, comunidades com caracteres raciais ou culturais muito semelhantes usam línguas diferentes, que às vezes não têm entre si nenhuma relação.


Apesar disso, não é de todo impossível estabelecer algum nexo de caráter geral. Por exemplo, os povos que falam línguas nilo-saarianas são sobretudo criadores de gado, mas os de línguas bantas se identificam com sistemas agrícolas sedentários. Embora também não se possa afirmar a existência de traços gerais comuns a todas as línguas africanas, alguns fenômenos alcançam considerável extensão: estão nesse caso o emprego do tom de voz para diferenciar palavras ou formas gramaticais que, sem isso, seriam foneticamente iguais; a utilização dos grupos consonantais kp ou gb; e as palavras iniciadas por uma nasal seguida de consoante (mb, nd). Em certas línguas as palavras se constituem unicamente de um radical, sem afixos ou desinências; em outras, ao contrário, existe um complexo sistema de agregação, com o que uma só palavra pode equivaler a uma frase inteira de uma língua européia. Outro elemento bastante comum é a escassa importância dada ao gênero dos substantivos.


Na maior parte dos países da África negra, há um conflito lingüístico entre as línguas autóctones e as de fora. As primeiras passaram a ser objeto de maior atenção após a independência dos diferentes países. Outro problema é o de determinar, em cada um deles, a língua local que deve ser utilizada na escrita e institucionalizada no sistema educativo e político. Em várias ocasiões, as rivalidades entre etnias diferentes dentro de um mesmo país tornaram aconselhável a adoção, pelos governos, das línguas coloniais como oficiais, principalmente o inglês (caso da Nigéria, Quênia, Tanzânia etc) e o francês (Camarão, Tchad, Senegal).


Tradicionalmente, as civilizações africanas tiveram caráter oral: os elementos acústicos (voz, percussão, instrumentos musicais) são decisivos, e a memória desempenha um papel fundamental. O desejo de desenvolver uma cultura escrita nas línguas autóctones, para afirmá-las frente às estrangeiras, suscitou nas nações africanas um esforço sem precedentes de consolidação lingüística, em que pesem as dificuldades de conciliar as formas orais com os novos meios de expressão. De qualquer modo, a crescente vitalidade da literatura em línguas africanas revela a melhor possibilidade de superar essas contradições.


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Bumba-Meu-Boi


Bumba-Meu-Boi

Bumba-Meu-Boi
Esse folguedo é encontrado em todo o Brasil e recebe nomes diferentes de acordo com a região. No Nordeste é conhecido por bumba-meu-boi; no Centro-Oeste, chama-se boi-a-serra; em Santa Catarina, boi-de-mamão; e nos estados do Norte, boi-bumbá. Em todos, o tema central é a morte e a ressurreição de um boi. O auto do boi em sua versão mais completa é apresentado no Maranhão, Pará e Amazonas. No enredo, a mãe Catirina, grávida, sente vontade de comer língua de boi. Para satisfazer seu desejo, o marido, Pai Francisco, mata o boi mais bonito da fazenda do patrão. O rico fazendeiro descobre e manda prendê-lo. Com a ajuda de um "doutor de boi" ou de um pajé, o animal é ressuscitado, e pai Francisco, perdoado. Elemento principal do folguedo, o boi é feito de uma armação revestida de tecido e enfeitado. Dentro dele, um homem pula e dança entre a multidão. Nos demais estados brasileiros, o auto aparece resumido, iniciando ou concluindo outros folguedos. Em cada lugar onde a narrativa é encenada, juntam-se em torno do boi personagens locais, como o prefeito, o doutor, os índios, os caboclos, além de personagens fantasiados de bichos. A história é acompanhada por instrumentos, como pandeirão, zabumba, matraca, maraca, tambor onça (cuíca grave). É encenado tradicionalmente entre o Natal e o Dia de Reis na Região Nordeste, e durante as festas juninas no Maranhão e nos estados do Norte. No Maranhão, existem bois de estilos diferentes: os africanos bois de zabumba, os bois de matraca e os carnavalizados bois de orquestra, acompanhados de fanfarras. A diferença entre eles está nos ritmos, nas vestimentas, nos instrumentos e nos estilos de dança. No Amazonas, o boi da ilha de Parintins adquiriu tamanha popularidade que foi construído um bumbódromo para sua festa.

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Afoxé | Carnaval da Bahia


Afoxé | Carnaval da Bahia

Afoxé | Carnaval da Bahia
Típica do Carnaval da Bahia, principalmente de Salvador, é uma dança-cortejo ligada ao candomblé, religião de origem africana introduzida no Brasil pelos escravos. Após os ritos religiosos nos terreiros, onde são evocados os orixás, o grupo sai para a rua entoando canções com palavras em línguas africanas, como o ioruba. Para marcar o ritmo desse folguedo, são usados instrumentos como agogôs, atabaques e xequerês. Entre os afoxés, o mais conhecido é o Filhos de Gandhi, cujos integrantes se vestem de branco e azul, com turbantes na cabeça.

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Folguedo | Caboclo


Folguedo | Caboclo

Folguedo | Caboclo
São folguedos que representam danças e manobras guerreiras dos índios brasileiros. Os participantes vestem tangas, peitorais e cocares feitos de penas coloridas, e as coreografias são bem ágeis. No passado, é possível que esses folguedos tenham sido praticados por índios e reelaborados pelos jesuítas com fins catequéticos. Agora, no entanto, restam poucas referências verdadeiramente indígenas nesses folguedos. Nos caboclinhos do Carnaval do Recife (PE) e nas carnavalescas tribos de índio da Paraíba, são usadas preacas – espécies de arco e flecha com função percussiva. A música é entoada por um grupo instrumental no qual se destaca uma pequena flauta de nome gaita. No Brasil Central, encontram-se grupos de caboclos em Minas Gerais, fazendo parte do congado e devotos de Nossa Senhora do Rosário. Em Goiás, há os tapuias, vestidos com palha e cocares com chifre. E, em São Paulo, aparecem os caiapós, com corpo pintado de azul e vestidos de palha.

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Folguedo | Pastoril


Folguedo | Pastoril


O tema desse auto de Natal, originário da Europa medieval, é o aviso do anjo aos pastores sobre o nascimento do menino Jesus. Os participantes do folguedo percorrem as ruas da cidade cantando e dançando. Sempre que param, fazem a encenação. Seus personagens principais são as pastoras, geralmente meninas e adolescentes, divididas em dois cordões, o azul e o encarnado (vermelho). Outros personagens freqüentes do folguedo são a estrela, os anjos, os reis magos e, ainda, pequenos animais, como a borboleta. As pastoras tocam pandeiros enfeitados com fitas, acompanhadas por uma pequena orquestra com instrumentos, como surdo, caixa, violão, sanfona, cavaquinho, clarineta e trombone. É encenado principalmente no Nordeste.

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Teatro

Teatro

Teatro

O realismo no teatro orientou, no final do século XIX, os textos e as montagens no sentido da naturalidade e da reprodução do quotidiano. Henrik Ibsen e August Strindberg na Escandinávia, Anton Tchekhov e Maksim Gorki na Rússia, entre outros, rejeitaram a linguagem poética, a declamação e a dicção artificial e usaram ação e diálogos calcados no comportamento e fala diários. Os cenários retratavam o mais fielmente possível os ambientes.

Naturalismo
O progresso acelerado das ciências naturais, o amadurecimento da ideologia positivista e a culminação do realismo abriram caminho, no final do século XIX, para a afirmação da estética naturalista. Denomina-se naturalismo o movimento artístico que se propõe empreender a representação fiel e não idealizada da realidade, despojada de todo juízo moral, e vê a obra de arte como uma "fatia da vida". O ideólogo da estética naturalista foi o escritor francês Émile Zola, cujo ensaio intitulado "Le Roman expérimental" (1880; "O romance experimental") foi entendido como manifesto literário da escola. Grandes autores do período, como o francês Guy de Maupassant, o dramaturgo alemão Gerhart Hauptmann e Eça de Queirós se basearam nos princípios do naturalismo. A obra literária naturalista adotou teorias científicas, como a da hereditariedade, para explicar os problemas sociais, contemplados com acentuado pessimismo, e a infelicidade dos indivíduos. Os romances naturalistas se destacam, também, pela franqueza sem precedentes com que tratam os problemas sexuais. Na técnica e no estilo, os naturalistas levaram às últimas conseqüências os postulados do realismo. Acima de tudo, buscaram dar o máximo vigor aos métodos de observação e documentação, e tornaram mais precisa a reprodução da língua falada. Na criação do personagem, o naturalismo optou pela generalização de casos excepcionais e escolheu psicopatas e alcoólatras para protagonizar seus romances, marcados por situações extremas de degenerescência e miséria. Na pintura, o naturalismo se manifestou especialmente nas obras de Gustave Courbet, Édouard Manet e outros artistas realistas que evoluiriam, mais tarde, para o impressionismo. "Os comedores de batatas", conhecida tela da Van Gogh de 1885, mostra personagens muito semelhantes aos mineiros oprimidos descritos por Zola no romance Germinal, do mesmo ano. Foi no teatro, entretanto, que a estética naturalista promoveu mudanças definitivas. A busca realista da verossimilhança deu lugar à disposição de encenar a própria vida real, o que teve profunda repercussão sobre as técnicas teatrais. Ao naturalismo o teatro deve a adequação dos cenários, figurinos e objetos de cena ao texto e à atmosfera pretendida pelo encenador, já que até avançado o século XIX, era freqüente que o ator escolhesse seus trajes mais ricos para vir à cena, qualquer que fosse o papel interpretado, e que os mesmos cenários fossem usados em diferentes peças. Cenários e figurinos adquiriram então a função de dar um depoimento visual sobre personagens e situações dramáticas. A iluminação também passou pelo crivo da autenticidade: nenhuma luz que deixasse transparecer a teatralidade era aceitável, como a luz da ribalta, que ilumina a cena de baixo para cima. O tempo teatral passou a identificar-se ao tempo real de transcurso dos acontecimentos. A encenação naturalista incorporou a sonoplastia, à procura do mimetismo perfeito. Finalmente, o teatro naturalista coincidiu com o aparecimento da figura do encenador, ou diretor, e da noção de encenação ou montagem, como uma das inúmeras possibilidades de levar ao palco um mesmo texto dramático.

Simbolismo
No final do século XIX, época em que predominavam as idéias positivistas e mecanicistas a que a humanidade foi levada pelo anseio de objetividade, o simbolismo enfatizou o valor intrínseco do indivíduo e de sua realidade subjetiva. Simbolismo é o nome da tendência literária -- sobretudo poética -- que surgiu na França durante as duas últimas décadas do século XIX, como reação à impassibilidade e à rigidez das fórmulas parnasianas e, secundariamente, à crueza do romance naturalista. No plano social e filosófico, constituiu uma réplica ao positivismo científico-mecanicista e ao realismo objetivo que dominaram a segunda metade do século XIX. Também foi chamado simbolismo o movimento surgido à mesma época na pintura, como reação ao impressionismo e ao naturalismo.

Cavalhadas


Cavalhadas

Cavalhadas
Folguedo que evoca os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, com enredo baseado no livro Carlos Magno e os Doze Pares de França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. Os personagens principais são os cavaleiros, que se vestem de azul (cristãos) ou vermelho (mouros), armados de lanças e espadas. A Corte é representada por personagens como o rei, o general, príncipes, princesas, embaixadores e lacaios, todos vestidos com ricas fantasias. A cavalhada mais famosa é a da cidade de Pirenópolis, em Goiás, onde a festa inclui também personagens mascarados que representam o povo. Vestidos com roupas coloridas e montados em cavalos enfeitados, eles saem pelas ruas a galope, fazendo algazarra. A encenação pode durar até três dias, cada dia com uma batalha representada por diferentes jogos eqüestres. Ao final, os cristãos vencem os mouros, que acabam se convertendo ao cristianismo. As cavalhadas acontecem nas Festas do Divino, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste.
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