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Egito Antigo | História da Civilização Egípcia

Egito Antigo | História da Civilização Egípcia

Egito Antigo | História da Civilização Egípcia

Situado no nordeste da África, em uma região conhecida como Delta do Nilo, o Egito foi uma das maiores civilizações de toda a Idade Antiga. Sem dúvida, a existência do Rio Nilo foi de suma importância para o desenvolvimento desta civilização, visto que estes povos habitavam uma área desértica e de clima seco. Foi por causa da existência do rio que os egípcios puderam tornar a terra propícia para o desenvolvimento da agricultura. Isso explica a célebre frase do historiador grego Heródoto “O Egito é um presente do Nilo”.

Durante milhares de anos, vários grupos de pessoas de diversas origens foram se fixando nas proximidades do Nilo, cultivando plantas e domesticando animais. Na medida em que esses grupos iam crescendo, acabavam se aliando e formando unidades administrativas independentes (nomos), as quais começaram a disputar o controle das terras. Após vários anos de conflitos, a realidade que prevaleceu foi a da existência de dois reinos: o Baixo e o Alto Egito. Aproximadamente no ano de 3200 a.C, o rei do Alto Egito, Menés, conquistou o Baixo Egito, unificando os dois reinos e se tornando, portanto, o primeiro faraó da história. Esta fase, da junção dos povos em nomos até a unificação dos reinos, é chamada de período Pré-Dinástico.

A fase posterior, na qual o Estado egípcio já havia nascido, é denominada Período Dinástico. Neste época, o faraó representava mais do que um simples rei; era visto como a encarnação dos próprios deuses, exercendo a função de chefe administrativo, militar, juiz supremo e sumo sacerdote.

No Antigo Império (de 3200 a.C a 2300 a.C.), o Egito conheceu seu apogeu. Um resultado disso foi a construção das famosas pirâmides de Quéops, Quéfrem e Miquerinos. No Médio Império (de 2100 a.C. a 1750 a.C.), o governo egípcio conseguiu uma grande prosperidade material, resultado de suas trocas com os povos orientais das margens do Mediterrâneo. No Novo Império (de 1580 a.C. a 525 a.C.), os egípcios adotaram uma política expansionista, assumindo o controle de várias regiões. No entanto, enquanto os faraós e os altos funcionários esbanjavam riqueza, a maioria da população era pobre e obrigada a pagar altos impostos, o que provocava a insatisfação popular e o declínio gradual do poder faraônico.

A estrutura da sociedade  egípcia era altamente rígida. No topo estava o faraó, seguido de seus sacerdotes, nobres e funcionários reais. Nas camadas baixas estavam os artesãos, camponeses e, por último, os escravos. A principal atividade econômica era a agricultura: trigo, cevada, algodão, linho e frutas. Também é valido ressaltar a existência de um discreto desenvolvimento do artesanato e do comércio (trocas).

Os egípcios eram povos politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, representados na maioria das vezes pelas figuras de animais da região. Criam também na vida após a morte: o indivíduo seria julgado pelo deus Osíris e, caso absolvido, voltaria para o seu corpo. Por tal motivo estes povos desenvolveram a técnica da mumificação, com o fim de evitar ao máximo a decomposição dos corpos.

Os egípcios deixaram vários legados para a humanidade, a começar pelo calendário de 365 dias e a divisão do dia em 24 horas. Também podemos citar a arquitetura (usada em obras como o Monumento de Washington, nos Estados Unidos), a escrita hieroglífica, a medicina, entre outros exemplos.

Religião no Egito AntigoReligião no Egito Antigo

É provável que em nenhuma outra civilização as crenças religiosas tenham determinado de forma tão nítida a organização social como no antigo Egito. Para os egípcios, tidos por Heródoto de os mais religiosos dos homens, a vida cotidiana era regida pelos preceitos de sua fé: o conhecimento científico, os textos literários e os majestosos templos enfatizavam a excelsa eternidade dos deuses diante da fragilidade humana.

Características gerais e evolução
A religião egípcia desenvolveu-se ao longo de cerca de três mil anos, durante os quais só de maneira tardia e tangencial recebeu influências alheias. Seu regime teocrático unia na mesma pessoa o representante dos deuses e o chefe político. Essas circunstâncias bastam para explicar, ao mesmo tempo, por que as transformações advindas com o decorrer do tempo não afetaram as concepções religiosas básicas e a tendência sincretista a unir em harmonia diferentes divindades regionais.

Na concepção dos egípcios, o mundo surgira de um caos oceânico primigênio - reflexo talvez da influência do rio Nilo em suas vidas - que ameaçava voltar a tragá-lo. Eram salvos da catástrofe pela vontade dos deuses, único elemento a garantir o equilíbrio. Assim, a religião tinha caráter marcadamente ritual, o que assegurava para seus praticantes o favor divino e a sobrevivência depois da morte.

Antigo e médio impérios. Antes da unificação do país, por volta de 3100 a.C., existiam no vale do Nilo numerosos cultos. Os deuses locais eram representados, em geral, por figuras de animais, ou combinavam formas antropomórficas e zoomórficas. Os faraós centralizavam todo o poder e eram tidos como encarnação de Hórus, o grande deus, filho de Osíris, senhor dos mortos, e da deusa Ísis. A missão dos reis divinizados era manter a ordem estabelecida pelos deuses, o maat, cujos preceitos fundamentais eram a verdade, a justiça e a paz social.

Os cultos locais, no entanto, não foram suprimidos. Na mitologia de Mênfis, por exemplo, Ptah era o deus criador; na de Heliópolis esse papel era atribuído a Atum, sincretizado com Rá, o deus-Sol. As duas divindades foram associadas e cada uma ganhou traços da outra. Essa proliferação de divindades não parecia surpreendente aos egípcios. Muitos historiadores opinam que eles as consideravam como diversas manifestações ou aspectos da divindade primordial. A predominância de uma ou outra, pois, dependia fundamentalmente de questões políticas. Durante o Médio Império, foi Osíris a figura principal do panteão.

Novo Império

Os reis tebanos da XVIII dinastia, iniciada em 1567 a.C., impuseram seu deus Amon a todo o Egito e identificaram-no com o antigo deus solar Rá. Assim, a divindade passou a ser cultuada como Amon-Rá, "o único criador da vida". Em meados do século XIV a.C., Amenhotep IV adotou o nome de Akenaton, trocou Amon por Aton (o disco solar) e proscreveu as divindades locais. Depois de sua morte, a casta sacerdotal restabeleceu Amon e voltou ao politeísmo oficial.

Após a conquista do Egito por Alexandre o Grande no final do século IV a.C. e da instauração da dinastia ptolomaica, a religião egípcia adotou algumas formas gregas. As civilizações helenística e romana também assimilaram cultos de origem egípcia, como o de Osíris, que, unido a elementos neoplatônicos e gnósticos, foi uma das fontes da difusão das religiões de mistérios no Mediterrâneo.

Ritos funerários
Ritos funerários

As pirâmides, os hieróglifos com fórmulas mágicas, os corpos mumificados e, sobretudo, o Livro dos mortos -- que ensinava como enfrentar o julgamento de Osíris e, desde a XVIII dinastia, era enterrado com aqueles que podiam adquiri-lo -- dão testemunho da preocupação central da religião egípcia. Nas instruções formuladas pelo rei Merikara lê-se: "O importante é que o homem sobrevive depois da morte e seus feitos o acompanham até o final. A existência ali embaixo é para toda a eternidade."

Durante o Antigo Império, só o rei era iniciado para a vida futura. Ao morrer, convertia-se em Osíris e seu filho passava a encarnar o novo Hórus, como administrador da ordem estabelecida pelos deuses. Posteriormente, os ritos funerais foram estendidos aos dignitários reais, enterrados perto do faraó, e a outras pessoas, cujos restos eram sepultados em covas.

A vida depois da morte era considerada semelhante à terrena; por esse motivo, enterravam-se com o defunto elementos de uso cotidiano, inclusive alimentos, e nas tumbas eram feitas pinturas que documentavam seus costumes. Diante da possibilidade de que sobreviessem os mesmos perigos que espreitavam a existência presente, provia-se o falecido dos amuletos e conjuros que o haviam protegido em vida.

Templos e casta sacerdotal
Considerava-se que os templos eram morada dos deuses e neles se conservavam suas estátuas. Só o rei podia apresentar oferendas ao deus principal, mas delegava essa função aos sacerdotes que cuidavam do templo. Estes, a princípio, eram funcionários que exerciam também outras tarefas administrativas. Provenientes de diferentes regiões, os sacerdotes impuseram aos poucos suas interpretações da mitologia e favoreceram o culto de seus próprios deuses.

As doações dos reis enriqueceram os principais templos com tesouros e terras, que se tornaram propriedades da divindade e se converteram em centros culturais, econômicos e políticos. Era frequente que em um templo se venerasse um deus, sua esposa e seu filho -- grupo de deidades concebido à semelhança da família egípcia -- e , às vezes, algum deus "hóspede", próprio de outra região. Os rituais eram múltiplos e observados pontualmente. Diariamente, aos primeiros raios de sol, abriam-se as portas dos templos e entoavam-se cânticos e hinos.

No que se refere às ideias cosmogônicas, os templos representavam, em pequena escala, a concepção egípcia do mundo. O santuário situava-se em geral no lugar mais alto do templo, como alusão ao monte primordial a partir do qual fora criado todo o universo; os tetos eram decorados com estrelas e as colunas, com motivos de lotos ou de plantas de papiro, como símbolo dos pântanos do caos primordial. Os rituais litúrgicos reproduziam a criação para atrair o rejuvenescimento sobre a cidade.

Religiosidade popular no Egito

Religiosidade popular

Por falta de uma doutrina teológica elaborada e acessível, a religiosidade popular se caracterizava pela preocupação com o além, por temores e superstições sobre a vida presente e a futura e por uma moral orientada para enfrentar o julgamento que sobreviria à morte.

O povo não entrava nos templos, reservados aos sacerdotes previamente purificados; não obstante, abriam-se cavidades em suas paredes para que os súditos acorressem a apresentar suas oferendas e súplicas. Nas solenidades, as estátuas dos deuses saíam em procissão e podiam ser vistas por todos.

Num lugar de destaque nas casas, eram veneradas pequenas estátuas dos antepassados ou de alguma divindade menor. A elas eram acrescentados amuletos e conjuros contra toda sorte de perigos, dos quais permaneceram abundantes restos arqueológicos.

Morte
Para o egípcio, a morte é um objetivo de temor e detestação absoluta. Ninguém sabe, verdadeiramente, o que se passa no além e esta incerteza cede lugar a todas as angústias. Isto talvez explique o inverossímil pacote de presente com que os egípcios embalam o fim de sua existência. Os defuntos, especialmente se deixados sem sepultura, são seres poderosos, capazes de voltar para perseguir os vivos, que escrevem cartas para eles muitos frequentemente, implorando ajuda ou tentando livrar-se de suas inquietações.

O além é um lugar cheio de perigos onde todos os mortos, inclusive o rei, devem se justificar diante dos guardiões das portas diante de diversos tribunais divinos e o de . Existe um lugar de exterminação para aqueles que não chegam lá. O próprio sol, que no curso de sua navegação noturna aquece os mortos justificados, é colocado em perigo pelos ataques da serpente Apófis. Um rei morto deve pedir emprestado as capacidades de e do sol para renascer, como o segundo, em sempiterna manhã. Seu percurso é exatamente igual ao do sol.

O luto é uma verdadeira instituição no Egito e, sem dúvida, também um espetáculo. Ele é visível; os homens param de se barbear e de raspar o cabelo, as mulheres abandonam toda vaidade, se cobrem de poeira e deixam gotejar sua maquiagem. O luto pode, igualmente, ser muito barulhento: ontem, como hoje, existem choronas profissionais que fazem eco às lamentações familiares. o luto dura 70 dias, tempo que o corpo passa longe dos seus familiares, nas mãos dos embalsamares.

Além do desejo de conservar o corpo para a eternidade, de escapar ao desaparecimento material da decomposição, o morto deseja conhecer o destino de , protótipo da múmia. O corpo deste deus, abominavelmente despedaçado, podia ser reconstituído, mantido em sua forma de ser vivo por linaduras e, finalmente, conduzido à, vida pelos cuidados de , e . está vivo, no mundo dos mortos certamente, mas bem vivo e capaz de agir igual a quando estava na terra. Que melhor garantia de sobrevivência o egípcio poderia encontrar que este divino exemplo?

Os Egípcios
Como acreditavam na imortalidade da alma, embalsamavam os mortos, para que tivessem vida eterna. Produziam poemas, construíram magníficos palácios e templos. Para escrever, os egípcios utilizavam desenhos: os hieróglifos.seu governo era fortemente centralizado na pessoa do monarca, chamado faraó, também chefe religioso supremo, como sumo-sacerdote dos muitos deuses em que acreditavam. O Estado controlava todas as atividades econômicas. A sociedade era organizada em classes: família do faraó, sacerdotes, nobres, militares, agricultores, comerciantes e artesãos escravos. As maiores contribuições dos egípcios foram: os fundamentos de aritmética, geometria, filosofia, religião, engenharia, medicina; o relógio do sol; o sistema de escrita e as técnicas agrícolas. Hoje o Egito tem pouca identidade com os tempos antigos, mas o seu território, onde a natureza permanece basicamente a mesma - uma combinação especial do rio nilo com o deserto -guarda os vestígios daquela que foi uma das mais importantes civilizações da Idade Antiga.

Crenças
Os egípcios viviam muito apegados as suas crenças. Na vida deles tudo tinha alguma coisa ligada com a religião, desde a escolha do nome até o sepultamento do corpo. Uma das mais conhecidas e admiradas crenças dos egípcios é o culto a com aparência de animais. Os egípcios acreditavam que um deus descia a Terra e era denominado , que governava o Egito sua vida inteira.

A imagem é apenas uma evocação no Egito. Alguma representação (pintura ou estátua), escrita (fórmula em papiro ou óstracos), enunciado (preces) existem realmente. Para destruir alguém irremediavelmente, é preciso destruir seu nome de forma que ninguém possa mais pronunciá-lo (isso foi feito com alguns reis como por exemplo com ). Uma cena de oferenda na parede do túmulo proporciona ao morto alimentação eterna. Acontece mesmo dos hieróglifos representarem seres perigosos na forma de mutilados para que sejam impedidos de retomar seu poder de ação: caso serpentes e leões "saíssem da palavra", seriam temíveis.

Do camponês ao faraó, na vida cotidiana ou na ocasião de um ritual de templo, todos recorrem à magia, mais frequentemente com um objeto benéfico. A execução de certos objetos (estatuetas de bruxaria em cera, madeira ou pedra) são acompanhados pela recitação ou escrita de textos que fazem apelo aos deuses, a seus nomes ou a suas manifestações. Usar um amuleto ou uma cordinha atada sete vezes, da qual pende um papiro com uma fórmula inscrita, enrolado e bem fechado em um estijo, são atos comuns de magia.

Do mundo exterior ao altar da estátua divina, o sacerdote passa da luz à sombra, do barulho ao silêncio, da "terra" ao "céu"... No comprimento do eixo principal do templo o solo é , às vezes, progressivamente levantado e o teto progressivamente abaixado, como para convergir em direção ao santo dos santos. De uma parte a outra deste eixo, há salas anexas onde são armazenados e preparados as oferendas e objetos necessários ao culto. Por direito, o sacerdote se desliga dos acessos com o exterior e volta-se ao restante do domínio do deus: lago sagrado, moradias, armazéns, escolas e biblioteca, oficinas e escritórios

A grande sala de hipostila em merece todas as suas denominações. "Grande" sala de hipostila, por suas dimensões: 103 m por 52. As doze colunas centrais com desenhos de papiro possuem quase 23 m de altura e seus capitéis, nos quais 50 pessoas poderiam manter-se de pé, 15 m de circunferência. "Floresta de colunas", pois foram construídas no reinado de 122 novas colunas com desenhos de papiro e altura de aproximadamente 15 m, que sobem em direção a um céu estrelado onde o sol faz passar seus raios por imensos claustros de 8 por 5 m.

As cerimônias de fundação acontecem à noite, de preferência na lua nova, para facilitar, graças às estrelas (Ursa Maior), a orientação em direção ao norte. Após determinar os ângulos da construção, estica-se corda entre estacas a fim de delimitar as trincheiras da infiltração das águas que indica o sentido horizontal e oferece os sedimentos da fundação. Molda-se o primeiro tijolo, coloca-se em lugar da areia e depois as pedras de ângulo. Terminados os trabalhos, o templo é inaugurado com purificações, a cerimônia de Abertura da boca e grande festa popular.

O templo é a casa do deus, representado por uma estátua em uma nave de pedra ou madeira. O culto que ela recebe cada dia é o equivalente ao serviço se um ser vivo, sendo alimentada e vestida. Só o rei pode se comunicar com os deuses: ele efetuando o culto de todos os templos do país. Os "sacerdotes", os servidores do deus são, na realidade, apenas seus delegados. O culto mantém a harmonia do Universo (), faz viver os deuses e os reúne, em contrapartida, eles concedem ao rei os benefícios do que faz em proveito do país.

Alguns personagens importantes obtém do rei o raro favor de figurar no templo representados em estátuas, o que lhes faculta numerosas vantagens, como o recebimento de oferendas depois destas terem passado pelos altares dos deuses, a notoriedade do nome e o fato de passar a permanecer ao séquito do deus. Trata-se de verdadeira distinção honoríca que prova que a pessoa participa de pequenos papéis no cotidiano do rei e do deus, como na prestação de serviços ao rei e ao templo. Em algumas estátuas, o proprietário se coloca como intermediário: se os passantes pronunciam seu nome e lhe fazem oferendas, ele promete intervir em favor deles junto ao deus.

O templo não é um lugar público, aberto a todos. Já que o povo não pode ver o deus em sua casa, então o deus sai em procissão e se mostra (Festa de Opet, Bela festa do Vale, festa dos mortos, saída de Sokaris, festa de Min...). A estátua do deus, abrigada em um altar portátil, é colocada em uma barca igualmente portátil. Acompanhada por uma escolta militar e sacerdotal, em meio a uma ruidosa alegria popular, ela circula pelas ruas e também pode ser carregada em uma barca de verdade para navegar sobre o . É por ocasião desta "saídas" que o deus ganha novos oráculos.

Os operários têm seus deuses favoritos. , patrono dos artesãos, possui capelas na cidade e na entrada do Vale das Rainhas, e Sokaris velam pela necrópole, , Renenuté e Tueris pela prosperidade da família, divindade de origem asiática como Anat, Reshep, Cadesh, são adotadas. Dezesseis capelas são construídas no próprio interior da cidade e cada casa possui um oratório para o culto dos ancestrais das famílias. Enfim, rei Amenófis I, sua mãe, Ahmés-Nefertari e beneficiam-se de uma veneração estritamente local.

As estátuas do defunto, visíveis na parte pública do túmulo, fazem com que ele seja lembrado pelos visitantes. São também o meio de incitá-los à generosidade e lembrá-los que um de seus primeiros deveres é "doar oferendas aos deuses e a refeição funerária aos mortos". Os visitantes podem fazê-los de duas maneiras, ou levando realmente alimentos, ou se contentando em ler a fórmula da oferenda que será assim considerada ativada, os deuses invocados na fórmula fornecerão, a partir de seus altares, a refeição no mundo dos mortos.

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Egito | Mapas Geográficos do Egito

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O Egito, oficialmente a República Árabe do Egito, é um país do norte da África que inclui a Península do Sinai, uma ponte terrestre para a Ásia. Cobrindo uma área de cerca de 1.001.450 quilômetros quadrados (386.660 sq mi), o Egito faz fronteira com a Líbia a oeste, o Sudão ao sul, e a Faixa de Gaza e Israel a leste. A costa norte faz fronteira com o Mar Mediterrâneo e a ilha de Chipre; a costa oriental faz fronteira com o Mar Vermelho.
O Egito é um dos países mais populosos da África. A grande maioria de seus estimados 86 milhões de pessoas (2018) vive perto das margens do rio Nilo, em uma área de cerca de 40.000 quilômetros quadrados (15.000 sq mi), onde a única terra agrícola arável é encontrada. As grandes áreas do deserto do Saara são escassamente habitadas. Cerca de metade dos habitantes do Egito vivem em áreas urbanas, com a maioria espalhada pelos centros densamente povoados do Cairo, Alexandria e outras grandes cidades no delta do Nilo.

Egito | Mapas Geográficos do Egito
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Egito | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos do Egito

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Geografia: Área: 1.001.449 km². Hora local: +5h. Clima: árido subtropical. Capital: Cairo. Cidades: Cairo (aglomeração urbana: 12.000.000, cidade: 7.900.000), El Gîza (2.600.000), Alexandria (3.700.000).

População: 83 milhões; nacionalidade: egípcia; composição: árabes egípcios 98%, árabes beduínos 1%, núbios 1%. Idioma: árabe (oficial). Religião: islamismo 84,4%, cristianismo 15,1% (ortodoxos 13,6%, outros 1,4%), sem religião e ateísmo 0,6% - dupla filiação 0,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OMC, ONU, UA. Embaixada: Tel. (61) 323-8800, fax (61) 323-1039 – Brasília (DF); e-mail: embegito@opengate.com.br, site na internet: www.opengate.com.br.

Governo: República presidencialista. Div. administrativa: 27 governadorias. Partidos: Nacional Democrático (NDP), Nacional Progressista Unionista, Novo Wafd. Legislativo: unicameral – Assembleia do Povo, com 454 membros. Constituição: 1971.

Localizado no nordeste da África, no encontro com a Ásia, é berço de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. Dinastias de faraós ergueram construções grandiosas, como as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, consideradas patrimônios da humanidade. O território é desértico, salvo nas margens do rio Nilo e na costa do mar Mediterrâneo – onde fica o fértil delta do rio. Atravessando o país de norte a sul, o Nilo garante o abastecimento de água e energia e possibilita a agricultura. Noventa por cento da população – a segunda maior da África e a maior do mundo árabe – vive perto do rio, concentrada em 4% do território. O pedágio cobrado no Canal de Suez é importante fonte de renda, como o turismo e o petróleo.

EGITO - ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIAIS DO EGITO

História do Egito

História do EgitoO Egito antigo é habitado por uma civilização cujos registros históricos datam de 4000 a.C. e se desenvolve até o início da Era Cristã. O país se unifica em 3200 a.C. e é governado por uma sucessão de dinastias até a época de Alexandre, o Grande, que o conquista em 332 a.C. Nos séculos seguintes, os povos do Nilo são sucessivamente dominados por romanos (século I a.C.), bizantinos (século IV), árabes (século VII) – que impõem o islamismo – e turco-otomanos (século XVI), além de enfrentar breve invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte, no fim do século XVIII. Forças britânicas e turcas expulsam os franceses em 1805. O marco da influência europeia é a construção do Canal de Suez – concluída em 1869 –, mais tarde reforçada com a ocupação britânica, em 1882. Em 1922, o Egito proclama a independência e adota a monarquia, sob o reinado de Fuad I. A presença militar do Reino Unido se estende até 1936, quando a potência passa a manter tropas apenas na Zona do Canal.

República - O rei Fuad I morre em 1936 e é sucedido por seu filho Farouk. As batalhas da II Guerra Mundial atingem o território egípcio, palco de combates opondo britânicos a alemães e italianos. A difícil situação econômica do pós-guerra e a derrota para os israelenses, em 1948 e 1949, no conflito contra a criação do Estado de Israel, provocam protestos antimonarquistas e anticolonialistas. Em 1952, oficiais liderados pelo coronel Gamal Abdel Nasser depõem Farouk e, em 1953, proclamam a República. Nasser torna-se presidente em 1954 e promove a reforma agrária e a industrialização. Em 1956 nacionaliza o canal e impede navios israelenses de cruzá-lo. Em reação, Israel invade e ocupa a península do Sinai, apoiado por tropas francesas e britânicas. A União Soviética (URSS) apoia o Egito, e o governo norte-americano força o cessar-fogo e a devolução do Sinai aos egípcios, estabelecendo sua soberania sobre o canal.

Nacionalismo árabe - Nasser procura aglutinar os países árabes em torno de sua liderança nacionalista. Em 1958, Egito e Síria formam um só Estado, a República Árabe Unida, tendo Nasser como presidente. A união fracassa, e, em 1961, a Síria rompe com o Egito. O presidente egípcio aprofunda laços com a URSS, que lhe dá apoio militar e financia a hidrelétrica de Assuã, no rio Nilo. Em 1967, o Egito perde a península do Sinai e a Faixa de Gaza para Israel durante a Guerra dos Seis Dias. Nasser morre três anos depois, e o vice, Anuar Sadat, assume. Em 1973, no feriado judaico do Yom Kippur, Egito e Síria atacam Israel e são novamente derrotados. Sadat inicia a chamada infitah, política de abertura ao Ocidente.

Acordos de Camp David - Egito e Israel assinam acordos de paz em Camp David, nos Estados Unidos (EUA), em 1978 e 1979, com a mediação do presidente norte-americano Jimmy Carter. Assim, os israelenses devolvem o Sinai aos egípcios. Em 1981, Sadat é assassinado por fundamentalistas muçulmanos. O sucessor, general Hosni Mubarak, mantém sua política, apesar da pressão de governos árabes contrários à conciliação com Israel.

Extremismo - Desde o início de seu governo, Mubarak reprime grupos extremistas islâmicos. Nos anos 1980, com o agravamento da crise econômica do país, os fundamentalistas se fortalecem. Em dez anos de ações, a organização islâmica Gammaat-i-Islami mata 1,3 mil pessoas. Em 1999 abandona as ações armadas. No ano seguinte, a Jihad Islâmica também anuncia o fim de sua atividade terrorista. Nos anos 1990, o Egito desempenha importante papel nas negociações entre israelenses e palestinos. Referendo realizado em 1999 ratifica, com 94% dos votos, a permanência de Mubarak na Presidência por mais seis anos. No mesmo ano, inicia-se discussão parlamentar sobre a situação da mulher na sociedade egípcia. Propostas de mudança na legislação familiar são criticadas pelos setores tradicionalistas como "não islâmicas" e consideradas limitadas pelos grupos de defesa dos direitos da mulher. Nas eleições para a Assembleia do Povo, no fim de 2000, o governista Partido Nacional Democrático (NDP) amplia a maioria, elegendo 353 deputados (de um total de 444 em disputa).

Em 2001, o Egito acerta com a União Europeia a redução gradual de barreiras comerciais em 12 anos. Em 2002, a Justiça mantém a prisão de Saad Ibrahim, ativista de direitos humanos. Em protesto, os EUA cortam a ajuda financeira ao país. Em 2003, Ibrahim é inocentado em novo julgamento.Em julho de 2004, Mubarak nomeia para primeiro-ministro Ahmad Nazif, que designa novos ministros. As mudanças fortalecem Gamal Mubarak, filho do presidente e líder do NDP, apontado como seu possível sucessor. Em outubro, um ataque terrorista em três resorts na península do Sinai mata 34 pessoas, entre as quais turistas israelenses, os alvos do atentado. No fim do mês, 650 políticos e intelectuais anunciam a apresentação de emenda constitucional que proíbe Mubarak de pleitear um quinto mandato em 2005.
Cairo
Cairo, Capital do Egito

O rio Nilo provoca tensão internacional

As águas do Nilo, o bem mais precioso do Egito, causam tensão com Sudão e Etiópia, cujos territórios são atravessados pelo rio. Diante de planos de construção de represas nesses países, o Egito advertiu, em 1991, que "estava pronto a recorrer à força" para garantir seu pleno uso do rio. Mais de dez anos de negociação não resolveram o conflito. O Quênia, em 2003, propôs revisar os acordos, pois quer ampliar a captação de água. A tensão vem do fato de que a bacia do Nilo banha dez países, e os cuidados com o manejo na parte alta do rio influenciam a qualidade e até a quantidade da água no Egito, onde fica a foz. País com forte escassez de água, foi no Egito, ainda na Antiguidade, que se construiu a primeira represa conhecida na história. Na atualidade, o manejo equilibrado da água tornou-se uma questão central de governo, envolvendo a busca de bilhões de dólares para projetos de irrigação, dessalinização, contenção de agentes poluentes, captação de lençóis subterrâneos e saneamento. O setor agrícola, que cresceu 46% de 1980 a 2000, usa 85% da água disponível no Egito, produzindo principalmente arroz e cana-de-açúcar. A questão da água tornou-se tão grave no continente que um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) indica que nos próximos 25 anos o controle de fontes de água poderá ser a principal causa isolada de guerras na África. Há pontos de tensão regional nos rios Zambezi (Moçambique, Zâmbia e Zimbábue), Kuito (Angola, Namíbia e Botsuana) e Níger (Guiné, Mali, Níger e Nigéria). A preservação das fontes de água é uma preocupação mundial, que recebe investimentos de países desenvolvidos. No caso do Egito, a maioria dos recursos vem da União Europeia.

A Revolução no Egito em 2011

Também conhecida como Dias de Fúria, Revolução de Lótus e Revolução do Nilo, foi uma série de manifestações de rua, protestos e atos de desobediência civil que ocorreram no Egito de 25 de janeiro até 11 de fevereiro de 2011. Os organizadores das manifestações contaram com a recente revolta da Tunísia para inspirar as multidões egípcias a se mobilizar, assim como ocorreu em grande parte do mundo árabe. Os principais motivos para o início das manifestações e tumultos foram a violência policial, leis de estado de exceção, o desemprego, o desejo de aumentar o salário mínimo, falta de moradia, inflação, corrupção, falta de liberdade de expressão, más condições de vida e fatores demográficos estruturais. O principal objetivo dos protestos era derrubar o regime do presidente Hosni Mubarak, que está no poder há quase 30 anos.

Enquanto protestos localizados já eram comuns em anos anteriores, grandes protestos e revoltas eclodiram por todo o país a partir do dia 25 de janeiro, que ficou conhecido como o "Dia da Ira", a data estabelecida por grupos de oposição do Egito e outros para uma grande manifestação popular. Os protestos de 2011 foram chamados de "sem precedentes" para o Egito e "a maior exposição de insatisfação popular na memória recente" no país, sendo que o Cairo está sendo descrito como "uma zona de guerra" por um correspondente local do jornal The Guardian. Pela primeira vez, os egípcios de todas as esferas sociais, com diferentes condições socioeconômicas se juntaram aos protestos. Estas foram as maiores manifestações já vistas no Egito desde 1977.

Mubarak dissolveu seu governo e nomeou o militar e ex-chefe da Direção Geral de Inteligência Egípcia, Omar Suleiman, como vice-presidente, na tentativa de sufocar a dissidência. Mubarak pediu ao ministro da aviação e ex-chefe da Força Aérea do Egito, Ahmed Shafik, para formar um novo governo. A oposição ao regime de Mubarak tem se aglutinaram em torno de Mohamed ElBaradei, com todos os principais grupos de oposição apoiando o seu papel de negociador de alguma forma de governo transitório. Muitos estrangeiros procuraram sair do país, enquanto os egípcios realizaram manifestos ainda maiores. Em resposta à crescente pressão Mubarak anunciou que não vai tentar a reeleição em setembro.

O objetivo principal dos protestos, enfim, foi atingido no dia 11 de fevereiro de 2011, quando o vice-presidente egípcio Omar Suleiman anunciou, pela emissora estatal de televisão, a renúncia do presidente Hosni Mubarak, o que causou a comemoração da população na Praça Tahrir, no centro do Cairo, e em várias outras cidades do Egito.

Arte EgípciaArte Egípcia

A arte egípcia pode ser caracterizada, em seus traços principais, como utilitária (materialista), hierática (sagrada), áulica (ligada ao poder) e funerária (voltada para o serviço dos mortos). Em muitas de suas expressões, revela também um caráter zoomórfico, que transforma animais em seres protetores (tabus) e em forças da natureza. Seus períodos mais definidos são: (1) a época pré-dinástica (até 2925 a.C.); (2) a época tinita (de 2925 a 2575 a.C., I e II dinastias); (3) o Antigo Império ou período menfita (de 2575 a 2130 a.C.); (4) o Médio Império ou primeiro período tebano (de 1938 até c. 1600 a.C., da XI à XII dinastias); (5) o Novo Império ou segundo período tebano (entre 1539 e 1075 a.C., da XVIII à XX dinastias); (6) a Baixa Época (de 664 a 332 e de 332 a 30 a.C.); e (7) a transição para a arte islâmica, após diversas invasões, inclusive a romana, e a conquista do Egito por Alexandre o Grande.

Essencialmente utilitária e identificada com o simbolismo religioso, a arte egípcia revelou, durante sua longa evolução, iniciada em fins do quinto milênio a.C., uma cultura intimamente ligada ao poder do rei divinizado e à fé na vida extraterrena.

Características gerais - Uma vez que a religião egípcia, com ascendência determinante sobre o poder temporal, esteve sempre voltada para a imutabilidade das instituições, as manifestações artísticas do Egito antigo são as mais conservadoras da história dos povos. Aliada ao senso materialista da vida, a obsessão egípcia pela imortalidade criou a necessidade de dar apoio material à alma do morto (o ka). Por essa razão, os corpos eram embalsamados e enterrados em locais de difícil violação, cercados de todo o necessário à continuação da vida terrena, desde réplicas de alimentos feitas de barro ou pedras, até joias e mobiliário.

A essa crença correspondem as primeiras tumbas da época tinita do Antigo Império (as mastabas), e mais tarde, a partir da IV dinastia, as gigantescas pirâmides de Gizé e os hipogeus (câmaras mortuárias) do Vale dos Reis, em Tebas. Em sua monumentalidade geométrica, as pirâmides mostram a importância que os faraós davam a sua imortalidade. Esse fator acentua o caráter funerário da arte egípcia, que se manifestou não apenas na construção das magníficas tumbas, mas também nos baixos e altos-relevos, que decoravam as paredes internas dos monumentos funerários, e na estatuária.

As regras estabelecidas pelas oficinas eram rigorosas: o corpo das estátuas era sempre representado na plenitude de suas forças físicas, a fim de que a alma do morto não fosse obrigada a habitar um corpo envelhecido ou deformado. O rosto da estátua, no entanto, devia apresentar semelhança física com o morto, para que seu espírito o reconhecesse.

Lei da frontalidade e perspectiva hierárquica

A busca do realismo total, chamado realismo intelectual, que pretende representar seres e coisas como são em sua totalidade, e não como são percebidos numa visão pessoal, cria a lei da frontalidade e a perspectiva hierárquica na escultura, na pintura e no baixo-relevo egípcios. Para que a importância social das figuras seja imediatamente notada, a chamada perspectiva hierárquica desobedece inteiramente ao ponto em que se situa o observador e dá às figuras de maior importância social, como o rei ou o deus, proporções maiores que os demais personagens.

O realismo intelectual e a lei da frontalidade obrigam à representação total da figura humana, em suas posições mais características. Assim, a cabeça é representada de perfil, os olhos de frente, os ombros de frente, os braços de perfil, o ventre em três quartos com o umbigo sempre à vista, as pernas e os pés de perfil. A perna que se adianta é apenas leve sugestão de movimento. Por vezes, a fim de que a mão seja representada em seu todo, o polegar deve ser sempre visto, daí alguns baixos-relevos mostrarem duas mãos direitas, ou duas esquerdas.

Muito representativos do rigor dessas leis são os baixos-relevos, em escavado ou saliências que não passam de um centímetro, para resistir às mutilações. São coloridos, observam rigidamente a perspectiva hierárquica e, não raro, executados em registros separados, para que os personagens da frente não escondam os de trás.

Evolução da arte Egípcia

Época pré-dinástica (até 2295 a.C.)
Na era pré-dinástica, há registro de três mil túmulos, além de vasos vermelhos pintados, com bordas negras, cerâmicas com motivos geométricos e figuras de animais estilizados em composições ainda precárias. A era neolítica conheceu o ouro e o cobre, mas os utilizou apenas em joias. No fim do período surgem a tecelagem, a cerâmica (já com vestígios de sentimento artístico) e pictogramas que narram caçadas, primeiras tentativas da escrita hieroglífica.

Os túmulos pré-dinásticos, precursores das mastabas, eram poços encimados por uma pequena construção em terra batida, às vezes revestida com tijolos crus. O aparecimento da escultura, ainda em forma tosca, é o fato mais importante do período. A partir do quarto milênio surgem também paletas (recipientes para oferendas) de obsidiana e uma rica coleção de vasos polidos, vermelhos com figuras em branco de animais e plantas estilizados.

Época tinita (2295-2575 a.C.)
Os principais documentos arqueológicos da época tinita provêm de Hieracômpolis, Abidos, Saqqara e Tis, capital do reino. As formas arquitetônicas são simples, assim como as convenções dos baixos-relevos. Ao lado dessa arte oficial aparece uma arte popular, menos sobrecarregada de convenções, e ambas se influenciam reciprocamente ao longo do tempo.

Os edifícios tinitas cujos vestígios chegaram à atualidade são túmulos ou templos, grandes construções em tijolos crus. As peças gravadas mais antigas e perfeitas são a famosa paleta de Narmer, hoje no Museu do Cairo, e a estela do rei-serpente, Menes I.

Antigo Império (2575-2130 a.C.)
O faraó Djoser, fundador da III dinastia, deu início ao Antigo Império ou período menfita. A cidade de Mênfis, agora capital do império, converteu-se no centro da arte oficial, muito mais perfeita e evoluída do que a arte tinita. É dessa época a primeira pirâmide de que se tem notícia, construída em Saqqara pelo arquiteto Imhotep e de onde surge a solução geométrica para as pirâmides de Gizé, da IV dinastia - Quéops, Quéfren e Miquerinos. Desde então, a pirâmide simboliza a "escalada para o céu" do faraó.

A escultura menfita foi marcada pelo realismo, simplicidade, perfeição técnica e monumentalidade. Em pedra, madeira ou bronze, os artistas do Antigo Império procuravam, além da grandeza e das regras hieráticas, também a semelhança física, como na estátua do xeque al-Beled (Museu do Cairo), com sua fisionomia alegre; a "Cabeça Salt" (Louvre), com curiosos traços mongolóides, e o "Escriba sentado" (Louvre), entre outras.

No período menfita, a pintura tornou-se dependente do baixo-relevo, mas foi também seu complemento indispensável. Nas paredes dos túmulos, os baixos-relevos contam os feitos do morto em cores vivas e cenas que se ordenam sempre sob os mesmos critérios.

Médio Império (1938-c.1600 a.C.)
A arte do Médio Império, embora mostrasse a prosperidade experimentada pelo vale do Nilo nas dinastias XI e XII, não atinge a perfeição da época menfita. Muito se construiu, porém, durante o período - notadamente túmulos e pirâmides menores (Lisht, Dashur, Ilahum e Havara). No Alto Egito, a câmara mortuária preferida é o hipogeu (Assuã, Siut, Meir, Beni-Hasan e Bershel). Os templos, quase todos destruídos pelas invasões dos hicsos, lembravam a era menfita, com exceção do grande templo funerário dos faraós Mentuhotep II e III, em Tebas.

Novo Império (1539-1075 a.C.)
O Novo Império é o mais bem conhecido e também o mais brilhante e complexo período da arte egípcia. Sua arquitetura civil é bem conhecida, principalmente as ruínas dos palácios de Amenófis III e Ramsés III, em Medinet-Habu, e o trabalho documentado por arqueólogos em Tell el-Amarna, que revelaram a existência de um plano urbanístico projetado para a cidade que, durante o reinado de Akenaton (Amenófis IV), tornou-se capital do império. Os templos das dinastias XVIII, XIX e XX, divinos ou funerários, são numerosos e, embora menores, apresentam concepções parecidas com as dos colossais templos de Lúxor e Karnak. O primeiro, cujas colunas em forma de papiros e lótus chegam a mais de vinte metros de altura, é um exemplo de fausto e poder não superados por outras dinastias. Destaca-se ainda o conjunto de pórticos em colunas protodóricas, templos, capelas funerárias, hipogeus e terraços de Deir-el-Bahari, construído pelo arquiteto Senmut para a rainha Hatshepsut (1510 a.C.).

A escultura do Novo Império, sobretudo após a mudança da capital para Tell-el-Amarna, determinada  por Amenófis IV, é uma arte requintada, maneirista e ao mesmo tempo realista, que vai da caricatura à deformação física do próprio faraó, como se observa em algumas estátuas e baixos-relevos, ainda muito importantes como arte figurativa. Os melhores relevos de grandes dimensões são os de Karnak, da época de Ramsés II, nos quais o rei aparece em combate.

A pintura dos hipogeus, os adornos de ouro (diademas, pentes, peitorais incrustados com pedras preciosas), os cofres com hieróglifos incrustados, os vasos de alabastro de requintada decoração, os papiros iluminados com hieróglifos e cenas funerárias são apenas vestígios de outros exemplares ainda mais preciosos, destruídos pelo tempo e principalmente pelos violadores de túmulos.

Baixa Época (664-332 e 332-30 a.C.)
Na chamada Baixa Época, que compreende as épocas nubiana, saíta, persa e grega, até a conquista de Alexandre o Grande, destacam-se esculturas como a "cabeça verde", procedente de Mênfis e hoje em Berlim, e a representação de deuses zoomórficos, como a "Deusa Toeris" em forma de hipopótamo (Museu do Cairo), ambos da XXIII dinastia. Um período de ainda relativo esplendor foi o da época saíta (664-332, espécie de renascimento menfita), que se volta cada vez mais, embora de maneira acadêmica e fria, para o passado glorioso ("gatos" em bronze, do Louvre; estátua de uma rainha, em pedra verde, de modelado sensual, em Berlim).

Na época ptolomaica, após a conquista de Alexandre, também chamada dos lágidas, a arte mais importante do Egito é um capítulo que pertence mais à Grécia helenística. Mesmo assim, ainda se construíram templos, no estilo antigo e com decoração arcaizante, demonstrando que mesmo na completa decadência o Egito contava com excelentes artesãos e artistas. É dessa época o "Retrato de um alto funcionário" (Museu do Cairo), obra-prima realista procedente de Karnak, que já se aproxima do naturalismo dos grandes retratos romanos.

No final do século VII da era cristã, o império abássida se desmembrou, levando ao surgimento de estados independentes e de novas capitais que se converteram em grandes centros de arte. Após a fundação do Cairo por Djauhat, conquistador fatímida do Egito, no ano 969, a arte egípcia caracterizou-se pela influência islâmica, que se sedimentou com a construção de imponentes mesquitas, como Al-Azhar (969-971), erguida a mando do próprio Djauhat, mais tarde convertida em madersa (universidade). Quase nada restou dos grandiosos palácios construídos pelos califas da dinastia dos fatímidas. Foram conservadas, no entanto, as portas das muralhas do Cairo, construídas em 1060 d.C. e inspiradas na arquitetura militar de Bizâncio.

Após 1556, com a conquista do Egito por Salomão o Magnífico, a arte islâmica assumiu feição puramente otomana, com a construção de várias mesquitas, geralmente em conjuntos que abrigavam também um hospital e túmulos.

Até o início do século XIX, a arte islâmica-egípcia aperfeiçoou-se continuamente, em especial na arquitetura, dedicada à construção de mesquitas e madersas. Apareceram minaretes esbeltos, decorados com fantasia, construiu-se a mesquita-madersa do sultão Hassan (1358-1362) e as mesquitas de Barkuk (1382-1398) e Kait-bei (1468-1496).

Na época do domínio otomano, a arte islâmica começou a empobrecer e passou a copiar motivos de Istambul. Com a crescente influência europeia, a decadência da arte e cultura egípcias tornou-se inevitável, embora toda sua herança cultural ainda seja objeto de estudo e admiração.

Abu SimbelAbu Simbel

Abu Simbel é um sítio na Núbia, à margem esquerda do rio Nilo, ao sul de Kurusku, perto da fronteira sudanesa, onde o explorador suíço Johann Ludwig Burckhardt encontrou dois templos -- o maior, "masculino", consagrado aos deuses do Sol Ammon-Ra e Ra-Horakhte; e o menor, "feminino", dedicado à rainha Nefertari, a esposa talvez favorita do faraó Ramsés II o Grande, que o construiu. O primeiro ele só terminou: fora iniciado por Seti I, seu pai. Edificações gigantescas, escavadas em arenito friável, os templos são testemunhos colossais da magnificência peculiar à arte do Império Novo.

A grandiosidade dos templos encontrados em Abu Simbel, no Egito, atesta o grau de desenvolvimento da antiga civilização egípcia. Sua preservação, ao se construir a represa de Assuã, foi um dos mais belos empreendimentos internacionais que a UNESCO coordenou.

No primeiro, o principal, há na fachada quatro imensas estátuas de vinte metros de altura que representam Ramsés II em seu trono. Junto a seus pés aparecem figuras, bem menores, das pessoas de sua família. Na parte interna, as três salas, com suas colunas, são decoradas com relevos sobre a história egípcia. Chama a atenção, especialmente, o que mostra a batalha em que os hititas foram destroçados. O templo fora construído de tal maneira que, em certos dias do ano, os primeiros raios do sol alcançavam as três naves sucessivas e iam até a câmara mais profunda. Em algumas das estátuas do conjunto veem-se célebres graffiti feitos por mercenários gregos que participavam de uma expedição do faraó Psamético II: tornaram-se uma contribuição valiosa na história da tradução e do alfabeto.

Tudo isso esteve ameaçado e poderia desaparecer entre 1964 e 1966, quando a construção da represa de Assuã exigiu a inundação de todas as terras em que o sítio se localiza. Os templos foram salvos pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que coordenou uma iniciativa internacional com a participação financeira e tecnológica de mais de cinquenta países: cortados em blocos, os dois templos foram reconstruídos 64m acima do nível das águas. Até o efeito da periódica visita do sol pela manhã se manteve conforme a situação original.

Cidade de AlexandriaCidade de Alexandria

Alexandria foi fundada por Alexandre o Grande no ano 332 a.C., numa faixa de terra situada entre o mar Mediterrâneo e o lago Mariuts, a 208km a sudoeste do Cairo. Erigida sobre a antiga cidade faraônica de Rhakotis, existente desde 1500 a.C., Alexandria foi projetada pelo arquiteto Dinócrates de Rodes para ser o centro grego no Egito, base naval e ligação entre a Macedônia e o vale do rio Nilo.

A antiga capital do Egito, famosa na antiguidade por sua monumental biblioteca, seu farol e pelas atividades de seus filósofos e cientistas, é hoje o principal porto marítimo do país e centro de uma importante região agrícola e industrial.

O apogeu da cidade deu-se na época dos Ptolomeus. Em 280 a.C., Ptolomeu II mandou erguer o primeiro farol da história, com 120m de altura, destruído por um terremoto no século XIV. Sob o governo dos Ptolomeus, a cidade tornou-se centro da cultura mundial. Ali viveram Eurípides, Apeles, Teócrito e Aristarco, num tempo em que a biblioteca de Alexandria chegou a reunir mais de meio milhão de papiros e seu museu era frequentado por sábios e poetas do mundo grego.

Durante a guerra de Alexandria, em 48 a.C., Júlio César e seus quatro mil legionários infligiram importantes perdas à cidade, inclusive a da biblioteca, que seria reconstruída por Marco Antônio. Sob domínio romano, Alexandria tornou-se a segunda cidade do império. Seu esplendor durou até o século III, quando a cidade começou a sofrer uma série de ataques. A biblioteca foi novamente incendiada em fins do século IV.

A chegada dos árabes, no século VII, provocou novo retrocesso. Os palácios e jardins foram progressivamente destruídos e o comércio declinou. A conquista do país pelos turcos, em 1517, precipitou o fim da cidade. A invasão napoleônica assinalou um renascimento para Alexandria, iniciado em 1798. A ocupação inglesa em 1882, no entanto, teve como resultado nova destruição da cidade. A reconstrução deu um aspecto moderno a Alexandria, que serviu como principal base naval dos aliados no Mediterrâneo nas duas guerras mundiais, e foi bombardeada pelos alemães no segundo conflito.
Cidade de Alexandria

Características socioeconômicas de Alexandria

Alexandria é o maior porto egípcio e um dos maiores do continente africano. Mais de oitenta por cento das exportações e importações egípcias se fazem por esse porto. Sua atividade comercial é fundamental para o país.

Os habitantes de Alexandria, em sua maior parte, trabalham no setor terciário, principalmente nos serviços ligados ao porto. As companhias de transporte, as indústrias e as atividades pesqueiras também são importantes. A cidade se liga ao interior do país por vias férreas, rodovias e linhas aéreas. Duas importantes estradas levam de Alexandria ao Cairo, uma por meio do deserto e a outra na região do delta do Nilo.

A capital do Egito foi transferida para o Cairo em 643, mas Alexandria manteve as características de grande centro comercial, principalmente em função das comunicações marítimas. Importantíssima do ponto de vista histórico-cultural, Alexandria conserva ainda inúmeros prédios e monumentos que dão testemunho de seu passado. No centro da cidade moderna, o Museu Greco-Romano guarda uma magnífica coleção de antiguidades. A Alexandria da atualidade conta ainda com uma biblioteca municipal com setenta mil volumes em árabe e línguas europeias. O setor norte da cidade é manifestamente oriental, com construções de inspiração muçulmana.

Deus AnúbisDeus Anúbis

Conquanto fosse originariamente uma divindade local, Anúbis se converteu mais tarde no deus do além-túmulo da religião egípcia. Era o encarregado dos ritos funerários -- tais como o embalsamamento dos cadáveres -- e de conduzir as almas à presença de Osíris. Este, no fim do império antigo, substituiu Anúbis como deus dos mortos. Segundo a mitologia, Anúbis era filho de Néftis e de Osíris, embora alguns autores afirmem que era irmão deste último. Sua missão de mostrar a trilha que levaria os mortos até o além lhe valeu o apelido de "guia dos caminhos".

A representação de Anúbis em forma de homem com cabeça de chacal -- embora às vezes aparecesse só como chacal e cão -- é uma das imagens mais perturbadoras da arte egípcia.

Mesmo tendo perdido para Osíris o lugar de deus do mundo do além-túmulo, Anúbis não desapareceu do panteão egípcio. Ao contrário, sua imagem perdurou através dos séculos. Depois da conquista do Egito por Alexandre o Grande, integrou-se à religião grega, nos mistérios e cultos herméticos, de marcado caráter oriental, que através do mundo greco-romano exerceriam duradoura influência no esoterismo europeu.
Amon

Amom

A adoração a Amon, "o Oculto", procedia de Tebas. Inicialmente representado com a aparência de carneiro, recebeu depois a figura humana (às vezes com cabeça de carneiro), com duas longas plumas verticais na cabeça e, nas mãos, os símbolos divinos: o cetro e a chamada "cruz de asa". A evolução e a extensão de seu culto se ligaram estreitamente à prosperidade política do Egito; a vitória dos tebanos contra os hicsos, no fim do século XVI a.C., seguida da criação do novo império, acarretou a preponderância de Amon entre os deuses egípcios. A partir daí, seu nome apareceu nos hieróglifos como Amon-Rá, o que faz supor sua fusão com Rá, o deus do sol, embora outras vezes seja ele considerado uma das três divindades que formam a trindade egípcia: Amon, Ptah e Rá. A tentativa de Amenhotep IV de trocar a adoração de Amon pela de Aton não sobreviveu à morte daquele faraó, e os sacerdotes de Amon aumentaram ainda mais seu poderio. O culto, que se espalhou para além do Egito, não se extinguiu nem mesmo depois da ruína do império tebano, já que se converteu no símbolo do nacionalismo egípcio.

As ruínas do templo de Karnak em Luxor, cuja primeira fase de construção remonta à XII dinastia, por volta de 2000 a.C., revelam em sua majestade a importância que o culto a Amon teve no antigo Egito, onde chegou a ser considerado o mais importante dos deuses.

Nos séculos seguintes, a popularidade do culto a Amon passou por diversas fases, mas ainda se mantinha em plano destacado ao tempo de Alexandre o Grande, que embelezou consideravelmente o templo de Luxor. Substituído gradativamente pelos deuses Ísis e Osíris, o culto a Amon chegou primeiro até a Grécia e depois até Roma, onde foi respectivamente identificado com Zeus e Júpiter.
Akhenaton

Akhenaton

Personagem eminente da longa história do antigo Egito, Akenaton, faraó da XVIII dinastia, foi o inspirador de um novo sentimento religioso que reformou as bases espirituais de seu povo.

Amenófis (Amenhotep) IV, conhecido posteriormente com o nome de Akenaton (Akhenaton), sucedeu ao pai, Amenófis III, por volta do ano 1379 a.C. A reforma religiosa que caracterizou seu reinado estabeleceu um novo culto, de caráter monoteísta, no qual Aton, o disco solar, substituiu os outros deuses egípcios e especialmente Amon. A nova religião expressava a gratidão humana para com o deus solar, que com seu calor dava vida a todos os homens e animais. Indisposto com os sacerdotes tebanos de Amon, Amenófis transferiu a capital do Egito para a cidade de Aketaton ("o horizonte de Aton"), atualmente Tell al-Amarna, e mudou seu próprio nome para Akenaton, ou "servidor de Aton".

Juntamente com a reforma religiosa, Akenaton introduziu uma importante modificação na arte egípcia, que perdeu seu tradicional caráter hierático e se tornou mais naturalista. A preocupação com as questões religiosas distanciou o faraó dos assuntos políticos e militares, até mesmo da ameaça representada pela penetração dos hititas no norte.

As intrigas dos sacerdotes de Amon e dos cortesãos hostis ao monarca levaram-no a repudiar a esposa, Nefertiti, e favoreceram a nomeação de Smenkere como sucessor do trono. Após a morte de Akenaton, em 1362 a.C., o Egito abandonou o culto a Aton e retornou à antiga religião.

Anwar al-Sadat

Anwar al-Sadat

Mohamed Anwar al-Sadat nasceu em 25 de dezembro de 1918 em Mit Abu al-Kum, Egito. Graduou-se na Academia Militar do Cairo em 1938 e, durante a segunda guerra mundial, colaborou ativamente com os alemães em troca de ajuda para expulsar os britânicos do território egípcio. Aprisionado por estes em 1942, conseguiu escapar algum tempo depois. Em 1950, uniu-se aos "oficiais livres" de Gamal Abdel Nasser e, dois anos depois, participou do golpe armado que destituiu o rei Faruk.

Na guerra árabe-israelense de outubro de 1973, o Exército egípcio realizou um bem-sucedido ataque-surpresa à península do Sinai e, apesar da pronta reação de Israel, Anwar al-Sadat firmou seu prestígio como o primeiro líder árabe a conseguir recuperar parte do território sob domínio israelense.

Sadat, que apoiara a eleição de Nasser para a presidência da república em 1956, ocupou altos postos no novo governo e foi vice-presidente em duas ocasiões (1964-1966 e 1969-1970). Presidente interino após a morte de Nasser em 28 de setembro de 1970, foi mantido no cargo por um plebiscito. Em política interna, o presidente Sadat teve como objetivos primordiais a descentralização e a diversificação da economia. Seus interesses básicos, no entanto, centraram-se na política externa. Por considerar insuficiente a ajuda prestada ao Egito pela União Soviética nos confrontos com Israel, expulsou do país milhares de técnicos e assessores soviéticos em 1972. No ano seguinte, juntamente com a Síria, invadiu Israel.

Finda a guerra, dirigiu seus esforços para a consecução da paz no Oriente Médio. Em 19 e 20 de novembro de 1977 realizou histórica visita a Israel, durante a qual expôs seus planos de paz ao Knesset (Parlamento) em Jerusalém. Iniciou assim uma série de negociações diplomáticas, embora sob forte oposição do mundo árabe e da União Soviética, o que lhe valeu, e ao primeiro-ministro israelense Menachem Begin, o Prêmio Nobel da paz em 1978. No mesmo ano, foi publicada sua autobiografia, Em busca da identidade. A continuidade das conversações resultou, em 26 de março de 1979, na assinatura do primeiro tratado de paz entre uma nação árabe e Israel, o de Camp David, aberto à adesão dos outros estados árabes.

Enquanto a popularidade de Sadat crescia no Ocidente, a forte oposição egípcia ao tratado, somada à grave crise econômica e à repressão das manifestações populares, fez cair a aceitação do líder em seu país. Em 6 de outubro de 1981, durante um desfile militar em comemoração à vitória árabe na guerra de 1973, Anwar al-Sadat foi assassinado no Cairo por extremistas muçulmanos.

Santo Antão ou santo Antônio o Grande ou o Abade

Santo Antão ou santo Antônio o Grande ou o Abade

Santo Antão ou santo Antônio o Grande ou o Abade, também dito santo Antônio do Egito, nasceu em Coma, no Egito, no ano 251. Possuidor de rica herança, aos vinte anos de idade distribuiu seus bens entre os pobres e consagrou-se ao ascetismo. Discípulo de são Paulo de Tebas, fundou primeiro uma comunidade de eremitas em Fayum e em seguida retirou-se para o monte Pispir (atualmente Dayr al-Maymun), perto do Nilo, onde deve ter vivido de 286 a 305. Começou nesse período a lendária luta com o demônio, de ampla repercussão na teologia, na literatura, nas artes plásticas.

Herói da vida espiritual e da experiência mística, santo Antão permanece como um modelo da perseverança a qualquer preço e do homem que prevalece sobre as carências de sua solidão.

Como em suas imediações diversos místicos passaram a adotar o mesmo comportamento espiritual, mas sem a devoção ou o desprendimento necessários, santo Antão saiu para organizá-los em congregação e, em 313, quando o Edito de Milão pôs fim às perseguições aos cristãos, seguiu para outro monte no deserto oriental, o Kolzim, entre o mar Vermelho e o Nilo, ali fundando o mosteiro Dayr Mari Antonios, que existe até hoje.

Ausentou-se, às vezes, para rever Pispir ou para ir a Alexandria, onde visitou santo Atanásio -- que seria seu biógrafo -- e pregou contra o arianismo, heresia para a qual o Cristo não era da mesma substância que Deus Pai. Já andava, então, por seus noventa anos. Também nessa fase teria encontrado são Paulo de Tebas, que assistiu na morte e de quem guardou como relíquia a túnica de folhas de palmeira.

O melhor testemunho sobre as experiências vividas por santo Antão foi o de seu amigo santo Atanásio, segundo o qual o demônio assediava-o com visões ora aliciantes, ora aterradoras, invadindo seu jejum e sua continência com iguarias, mulheres e feras, ou surrando-o até o limite de suas forças. Sua resistência, infatigável, baseava-se na fé, na oração incessante, na penitência. Sua regra e seus preceitos constam da Vida de santo Antão, de santo Atanásio. Patriarca da Tebaida e do monasticismo cristão, o santo foi muito admirado na Idade Média, quando se fundou (c. 1100) a Ordem dos Hospitalários de santo Antão.

Na hagiografia, é representado com um T (a cruz em tau, dita de santo Antão ou egípcia) e com um porco, talvez símbolo do pecado, ou do demo. O tema de suas tentações inspirou obras literárias, como o romance de Gustave Flaubert La Tentation de saint Antoine (1874; A tentação de santo Antão), e quadros famosos, como os de Hieronymus Bosch, Pieter Bruegel, Matthias Grünewald e Max Ernst. Santo Antão morreu no eremitério de Dayr Mari Antonios em 17 de janeiro de 356.

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Egito e o Rio Nilo

Egito e o Rio Nilo

Egito e o Rio Nilo

Falar em Egito, é falar de antiguidades, história, piramides, Rio Nilo, tumbas, monumentos históricos, múmias, etc. Há noticias da existência do Egito ha cerca de 10.000 anos a.C. Em cerca de 3150 a.C., o Rei Mena fundou um reino unificado e estabeleceu a primeira de uma sequência de dinastias que governaria o Egito pelos três milênios seguintes. Desde então a cultura egípcia floresceu durante este longo período e manteve traços distintos na religião, arte, língua e costumes. Rico em história e cultura, o Egito encanta turistas de todo o mundo. Cairo é a capital do Egito e a maior cidade em África. O pais recebe anualmente milhares de turistas oriundos dos 4 cantos do mundo, em busca de conhecer as magnificas pirâmides egípcias dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos em Gizé. Pelo Rio Nilo é possível fazer lindos cruzeiros o que em termos turísticos é fabuloso.Terra do Nilo e das Pirâmides,, o Egito fascina a quem dele se aproxima, envolvendo a todos num clima de mistério e grandiosidade. De Heródoto a Napoleão, e até os dias de hoje, a história da civilização egípcia vem sempre envolta numa nuvem mística, quase etérea, resultado da inevitável mistura de deuses, mitos, monumentos e personagens que marcaram, indelevelmente, a história da humanidade. Quando se fala no Egito da Antiguidade, as primeiras coisas que nos vêm à mente são as imagens das grandes pirâmides, as múmias e artefatos dos museus, os templos e a atmosfera aventuresca que cerca tudo o que diz respeito ao tempo dos faraós, que a literatura e o cinema nos mostram como sempre presentes nas expedições arqueológicas, envolvidas por um clima de conto policial de Agatha Christie. .


O rio Nilo, o maior rio em extensão do mundo, também é o responsável direto por manter a continuidade de uma das mais antigas culturas que temos registro, a cultura egípcia. Saiba um pouco da sua história e do simbolismo das suas colossais construções.O hebreu José ainda estava encarcerado, vítima da perfídia da mulher de Putifar, quando o Faraó mandou chamá-lo para esclarecer um mistério. Precisava de alguém que lhe interpretasse um sonho que o atormentava há algum tempo. Nele o faraó estava à beira do rio Nilo e viu por ali passar sete vacas gordas que, em pouco tempo, foram devoradas por outras sete vacas magras. Em seguida, deparou-se ele com sete belas espigas de trigo para igualmente vê-las desaparecer engolidas por outras sete mirradas espigas. José, que tinha o dom da adivinhação, disse ao imperador que se tratava de uma mensagem divina. Deus, por meio da sua estranha linguagem onírica, avisava o Faraó para que se precavesse. Haveria no Egito sete anos de abundância e, em seguida, sete anos de fome. José aconselhou-o então que mandasse recolher tudo o que fosse possível na época da anunciada bonança, porque os sete anos futuros seriam de estiagem generalizada. Tão impressionado ficou sua majestade que, rebatizando com o nome de Sefenat Fanec, encarregou o visionário hebreu de assumir uma função plenipotenciária, responsabilizando-o doravante pelo sucesso do armazenamento dos mantimentos, dando assim os começos da vida de sucesso de José (Gênesis, 37-50).

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