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Tratado da Terra do Brasil | Pêro de Magalhães Gândavo

Tratado da Terra do Brasil | Pêro de Magalhães Gândavo

Tratado da Terra do Brasil | Pêro de Magalhães GândavoTítulo: Tratado da Terra do Brasil
Autor: Pêro de Magalhães Gândavo
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Trechos:
“Esta província Santa Cruz está situada naquela grande América, uma das quatro partes do mundo. Dista o seu princípio dois graus da equinocial para a banda do sul, e daí se vai estendendo para o mesmo sul até quarenta e cinco graus. De maneira que parte dela fica situada debaixo da zona tórrida e parte debaixo da temperada. Está formado esta província à maneira de uma harpa, cuja costa pela banda do norte corre do oriente ao ocidente e está olhando diretamente a equinocial; e pela do sul confina com outras províncias da mesma América povoadas e possuídas de povo gentílico, com que ainda não temos comunicação. E pela do oriente confina com o mar oceano Áfrico, e olha direitamente os reinos do Congo e Angola até o cabo da Boa Esperança, que é o seu oposto. E pela do ocidente confina com as altíssimas serra dos Andes e fraldas do Peru, as quais são tão soberbas em cima da terra que se diz terem as aves trabalho em as passar. E até hoje um só caminho lhe acharam os homens vindos do Peru a esta província, e este tão agro, que em o passar perecem algumas pessoas caindo do estreito caminho que trazem, e vão parar os corpos mortos tão longe dos vivos que nunca os mais vêem, nem podem que queiram dar-lhe sepultura.

Destes e doutros extremos semelhantes carece esta Província Santa Cruz: porque com ser tão grande não tem serras, ainda que muitas nem desertos nem alagadiços que com facilidade se não possam atravessar. Além disto, é esta província sem contradição a melhor para a vida do homem que cada uma das outras da América, por ser comumente de bons ares e fertilíssima e, em grande maneira, deleitosa e aprazível à vista humana. O ser ela tão salutífera e livre de enfermidades, procede dos ventos que geralmente cursam nela: os quais são nordestes e suis, e algumas vezes lestes e leste-oestes. E como todos estes procedam da parte do mar, vêm tão puros e coados, que não somente não danam, mas recreiam e acrescentam a vida do homem.” (Tratado da Terra do Brasil).

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Mateus e Mateusa | Qorpo Santo

Mateus e Mateusa | Qorpo Santo

Mateus e Mateusa | Qorpo SantoTítulo: Mateus e Mateusa
Autor: Qorpo Santo
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Personagens
Mateus, velho de 80 anos
Mateusa, idem
Catarina
Pêdra e filhas
Silvestra
Barriôs, criado

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A Marquesa de Santos | Paulo Setúbal

A Marquesa de Santos | Paulo Setúbal

A Marquesa de Santos | Paulo SetúbalTítulo: A Marquesa de Santos
Autor: Paulo Setúbal
Gênero: Literatura Brasileira
Arquivo: PDF
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13 de janeiro de 1813. Toda a gente, na cidadezinha de São Paulo, engalanara-se com espavento. Não houve matrona que se não enfeitasse de suas velhas jóias. Não houve moça que se não alindasse de galantezas e tafularias. Tudo isso, tanto primor e garridice, para assistir a um acontecimento alvoroçante, inteiramente inesperado, que viera abalar com ruído, aquela pequenina sociedade de Província: o casamento do Alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça, Moço Fidalgo da Casa Real, com a encantadora Domitila de Castro, última filha do Coronel João de Castro Canto e Melo.

Por isso, no casarão da Rua do Ouvidor, onde morava a noiva, burburinhava, há dias já, tremenda fervedura de arranjos e preparativos.

O velho João de Castro sempre se gabara de seus avós. Gloriava-se, freqüentes vezes, de ser fidalgo de lei. A sua mulher, D. Escolástica Bonifácia, apregoava-se, também, com orgulho, descendente dos Toledo Ribas. Eram eles, não havia dúvida, gente de sangue limpo, honrada, com larga parentela na cidade e na Província. E ambos, no casamento da caçula, timbraram em oferecer aos amigos bela noitada de festança grossa, com bródio e baile, que estivesse à altura do seu sangue e do seu nome.

Que rebuliço o que ia pela casa adentro! D. Escolástica, muito atarefada, não cessava de vascolejar, de arejar, de espanejar. Era um destramelar armários, um remexer empoeiradas arcas, um revirar canastras, um escancarar baús, um arrancar lá do fundo de tudo isso, para expor ao sol, os preciosos guardados antigos, as coisas nobres e magníficas, as largas toalhas de crivo, as rendas de bilro, os panos bordados, a prataria do Reino, as peças de porcelana. Sobretudo, com muitos mimos, era um esfregar aquelas pesadas louças de friso azul, tão faladas na cidade, que a boa velha guardava com ciúmes, enternecidamente, para os graves regabofes da família. Quando, em meio àquela lufa-lufa, um canto de sala parecia mais despido, ou faltavam, acolá, enfeites mais vistosos, logo a cuidadosa D. Escolástica, com o seu pronto expediente, gritava para um dos moleques da cozinha:

- Dito! Corra à casa de prima Angélica e diga assim para ela me emprestar o jarrão vidrado da sala de fora....

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O Hóspede | Pardal Mallet

O Hóspede | Pardal Mallet

O Hóspede | Pardal MalletTítulo: O Hóspede
Autor: Pardal Mallet
Gênero: Literatura Brasileira
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Atardecia. O vago escuro da noite que vinha fundia as arestas num mesmo quadro de negridões sem plano. Os lampiões iam bruscamente surgindo das trevas como estrelas candentes a alumiarem-se no suspenso da atmosfera. Falaram então na conveniência de irem para a casa que ainda se destacava brancamente por entre as folhagens das árvores. Já estava se fazendo tarde e o sereno que começava a cair podia constipar o Pedroca! Então, lentamente, cada um indo repor a sua cadeira de ferro debaixo do caramanchão, foram todos se encaminhando para o interior da casa, com passos vagarosos, parando de tempos em tempos para respirar mais de perto o perfume dos manacás! O repuxo do aquário continuava a umedecer o ambiente nuns ritmos alegres de chuvisco. E o Pedroca, ora junto a um, ora junto a outro, caminhava por entre risadas, achando muito engraçado o barulho das botinas a enterrarem-se nas areias soltas e branqueadas das alamedas....

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Sermões II | Padre Antônio Vieira

Sermões II | Padre Antônio Vieira

Sermões II | Padre Antônio VieiraTítulo: Sermões II
Autor: Padre Antônio Vieira
Gênero: Literatura Brasileira e Portuguesa
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Os Sermões são a obra pela qual o jesuíta Antônio Vieira (1608-1697) ficou conhecido, sendo depois considerado por suas prédicas impressas o “Imperador da língua portuguesa”, na expressão recorrentemente lembrada de Fernando Pessoa.

Em vida, os Sermoens circularam impressos simultaneamente tanto como sinal de sua autoridade e fama de pregador quanto veículo de afirmação dessa autoridade – sua e, por decorrência, da ordem jesuítica. Teriam sido impressos, segundo consta em cartas, contra sua própria vontade, a pedido de seus superiores de ordem, para servir como modelo de pregação. Preferiria ficar trabalhando nos seus tratados proféticos, nos quais propunha um Quinto Império do mundo, tratados e projeto que chamava de seus “altos palácios” diante das “pequenas choupanas” dos sermões.

Não obstante, como ele indica no prefácio do primeiro tomo, também começou a organizá-los para combater os volumes não autorizados que foram editados em castelhano, impressos já na década de 1660 e que circularam não só na península Ibérica e na Europa, mas eram a versão lida em muitos lugares das Américas. Sinal do prestígio do pregador e da sua importância como modelo de sermonista, estas edições foram feitas à sua revelia, sem sua autorização, por meio de cópias falhas ou mesmo de textos “alheios”, inventados, alguns completamente diferentes do que havia proferido. Por isso, a importância de ordenar, rever e preparar para edição os seus sermões, segundo os seus critérios. Publicar sua versão escrita dos sermões era, assim, uma marca da sua autoridade como exemplo de pregador e, ao mesmo tempo, um sinal da defesa da sua autoria sobre aqueles textos.

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Beatificação na Igreja Católica

Beatificação na Igreja Católica

Beatificação

Uma declaração do papa autoriza a veneração de pessoa morta que se considera ter levado vida santa. Porém, a beatificação só ocorre depois que o Vaticano confirmou a ocorrência de ao menos um milagre. A beatificação permite o culto onde o beato nasceu e nos países onde realizou seu trabalho.

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A Casa da Madrinha | Lygia Bojunga Nunes

A Casa da Madrinha | Lygia Bojunga Nunes

A Casa da Madrinha | Lygia Bojunga NunesResumo do livro: A Casa da Madrinha
Autora: Lygia Bojunga Nunes

Romance infanto juvenil - narrado em 3a pessoa. História e aventura de Alexandre um menino pobre - vendedor ambulante das sinaleiras do Rio de Janeiro que vai para o interior em busca da casa de sua madrinha. Um de seus companheiros de viagem será um pavão que repetia tudo o que Alexandre falava - fora viciado por seus donos. Fazem sucesso com mágicas e contando histórias. Alex soube da casa da madrinha por seu irmão (Augusto). Resolve ir conhecê-la já que saíra da escola porque seus pais não gostavam da professora que inventava aulas com sua maleta colorida. Após fazerem sucesso aparecem vários donos do pavão que procuram prendê-lo e ele se solta várias vezes. Até que ele vai parar na Escola Osarta do Pensamento (ATRASO) onde lá terá aula: papo, linha e filtro. Depois de fugir de Osarta o povão conhece o marinheiro João das mil e uma namoradas que as presenteava com suas penas.

Em uma das apresentações Alex conhece Vera que passa a conviver com eles embora os pais de Vera o rejeitasse por achá-lo largado, afinal um pai e uma mãe metódicos - Vera tinha horário para tudo. Por outro lado a história do pavão não era diferente: após conhecer o marinheiro e ser depenado é tratado por um veterinário e levado para um zoológico até que o vigia Joca resolve roubá-lo para um número numa Escola de Samba mas com a saída de Joca da Escola de Samba o pavão será vendido para uma família que o usaria para enfeitar o jardim, nisso conhece a Gata da Capa uma vira lata matratada que se escondia atrás de uma capa de chuva - moraram juntos até que a casa foi demolida, ao ir procurar a gata por terem se separado, o pavão encontra Alexandre e juntos reiniciam nova jornada. Montados no Cavalo Ah: Alexandre , Vera e o Pavão rumam em novas aventuras para a casa da madrinha, reencontram Augusto - irmão de Alexandre a gata da capa e a maleta da professora e também algumas fantasias deixada por Sr. Joca. Nessas aventuras usam do desenho para materializar o sonho: já que o medo da viagem os obscurecia; um lindo caminho e a casa também são desenhados por Alexandre. Vera por achar que na casa havia tudo o que uma criança precisava e que lá seriam felizes pediu que a casa se trancasse, após, tenta fugir - precisava voltar para casa pois em meio a tanta brincadeira e fantasia perdera a noção do tempo. Alex vai atrás de Vera, reencontra a chave da casa perdida dentro de uma flor amarela - agora dominado o medo voltaria à casa da madrinha e continuariam viajando para o mundo do sonho e da fantasia. Personagens: Alexandre - menino pobrem vendedor ambulante Pavão - companheiro de viagem de Alexandre Vera - menina curiosa Augusto - irmão de Alexandre Gata da Capa - amiga do Pavão Cavalo Ah João das Mil e Uma Namoradas.

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