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Rio Araguaia no Estado de Mato Grosso

Rio Araguaia no Estado de Mato Grosso

Rio Araguaia no Estado de Mato Grosso
O Rio Araguaia é afluente da margem esquerda do Tocantins, rio da bacia amazônica. Nasce na serra Caiapó, no sul de Goiás, e corre no sentido geral sudoeste-nordeste. Um dos mais longos rios do Brasil, o Araguaia tem 1.902km, segundo o Conselho Nacional de Geografia; no passado, eram-lhe atribuídas extensões diversas, de até 2.627km. Em seu percurso, serve de limite entre os estados de Tocantins, Mato Grosso e Pará, e entre Mato Grosso e Goiás, onde se bifurca para formar a ilha do Bananal. O braço esquerdo, o maior, tem 300m de largura, e o direito, que mais adiante toma o nome de rio Javaés, 276m.

Um dos grandes rios do Centro-Oeste brasileiro, o Araguaia sobressai como um dos mais piscosos e por formar a ilha do Bananal, santuário ecológico e a maior ilha fluvial do mundo.

A largura média do Araguaia é de 1.600m e sua descarga na foz oscila entre 733 e 7.631m3. Navegável por 1.300km, da vila de Aruanã GO a Araguacema TO, tem como principais afluentes, pela margem esquerda, os rios Barreiros e das Mortes; pela direita, o Água Limpa e o Vermelho. O Araguaia banha as cidades de Baliza e Aragarças, em Goiás; Araguatins e Araguacema, em Tocantins; Alto Araguaia e Barra do Garça, em Mato Grosso; e Conceição do Araguaia, no Pará.

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Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia

Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia

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 Campus da Unemat em Alto Araguaia

Dados Gerais de Alto Araguaia
Aniversário: 26 de outubro
Fundação: 1938
Gentílico: alto-araguaiense
Unidade federativa: Mato Grosso - MT
Mesorregião: Sudeste Mato-Grossense
Microrregião: Alto Araguaia
Municípios limítrofes: Alto Garças, Alto Taquari, Santa Rita do Araguaia e Araguainha
Distância até a capital:  418 km
Área: 5.538,022 km²
População: 15.780 hab. (2012)
Densidade: 2,85 hab./km²
Clima: Tropical
Fuso horário: UTC−4
PIB: R$ 750 413,806 mil
PIB per capita: R$ 52 388,57

Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia
O município de Alto Araguaia, que inicialmente chamava-se Santa Rita do Araguaya, denominação em referência à santa de devoção e ao Rio Araguaia, que margeia a sede municipal e ao mesmo tempo serve de marco divisório com o vizinho Estado de Goiás, onde também existia uma povoação com o mesmo nome; uma goiana, na margem direita, e outra mato-grossense, na margem esquerda. Formavam como que uma só unidade física.

Em 31 de janeiro de 1911, foi criada em Santa Rita do Araguaya, a primeira escola mista da povoação. Já a primeira escola primária só foi montada no ano de 1915, mas a resolução que criou o município de Santa Rita do Araguaya, sendo seu primeiro Intendente o major Carlos Hugueney, só aconteceu em 1921, através da Resolução nº 837. A década de vinte representou um período de turbulência para os moradores da região, por conta dos conflitos garimpeiros entre os caudilhos Morbeck e Carvalhinho.

O Decreto nº 291, de 2 de agosto de 1933, transferiu a sede e a comarca do município de Santa Rita do Araguaya para o de Lageado (atualmente Guiratinga). A seguir, Santa Rita do Araguaya foi encampado por Lageado. Extinguia-se o município de Santa Rita do Araguaya.

Através do Decreto-Lei 208, de 26 de outubro de 1938, foi restaurado sob a denominação de Alto Araguaia, em ato de reestruturação territorial do Estado de Mato Grosso. A partir de então o termo Alto Araguaia não mais seria alterado. O nome Alto Araguaia é de origem geográfica, pelo fato do município abrigar em seu território as nascentes do Rio Araguaia.

Dentre as grandes obras a serem realizadas no município, uma delas foi o asfaltamento da estão Avenida 7 de Setembro, em 1959. Este foi o primeiro trecho urbano a receber asfalto em Alto Araguaia. Depois disso vieram outros grandes marcos para o município como, por exemplo, o primeiro banco, que foi o Banco do Brasil, instalado em 15 de setembro de 1962, sendo que a conta número 01 pertencia ao então Coronel Ondino Rodrigues Lima.

Curiosidades
- A pedra fundamental para a construção da Igreja Matriz Nossa Senhora Auxiliadora, foi colocada na principal praça da povoação e solenemente benta pelo Senhor Prelado D. Antônio Malan em 1920.

- A primeira linha de tráfego terrestre foi registrada em 1921, pela Empresa Auto-Viação Jataí, que percorria 186 quilômetros até Santa Rita do Araguaya.

- Em 1922, comemorando o centenário da Independência do Brasil, a cidade instalou a primeira Câmara Municipal.

- A chegada das irmãs Salesianas aconteceu em 03 de dezembro de 1927 criando assim o Instituto Maria Auxiliadora, sendo fechado em 1934 e reaberto em junho de 1939. O Instituto funcionou como escola particular em regime de externato e internato durante vários anos. Passando a pertecer ao Estado em 29 de março de 1974, sendo que o regime de internato funcionou até o ano de 1987.

- Os primeiros veículos a motor, três fordecos, foram trazidos para Alto Araguaia pelo Major Carlos Hugueney, em 1929.

- O primeiro jornal nasceu em 1931 e foi intitulado "O Araguaia".

- Em fevereiro de 1939 começou a funcionar no povoado o Colégio Padre Carletti, que na época recebia o nome de Obras do Cristo Redentor, que tinha como inspetor o Major Carlos Hugueney. Em 1951 passou a se chamar Patronato Salesiano e dois anos mais tarde, em 1953, Colégio Padre Carletti e atendia alunos em regime convencional e em regime de internato. O colégio deixou de funcionar em 1989 devido a motivos financeiros e carência dos padres salesianos disponíveis para direcionar a obra.

Alto Araguaia | MT
Alto Araguaia | MT
Alto Araguaia | MT
Alto Araguaia | MT


- Em 24 de maio de 1955, Alto Araguaia recebeu a visita do então candidato a Presidência da República, Juscelino Kubistchek.

- A imagem da TV Anhanguera de Goiânia/GO, chegou ao município somente em 1973. O serviço telefônico de DDD (Discagem Direta à Distância) e DDI (Discagem Direta Internacional) veio através da Rede Nacional de Telefones em 03 de novembro de 1981, quando foram instaladas as 50 primeiras linhas telefônicas de Alto Araguaia.

Alto Araguaia | Geografia, História de Alto AraguaiaAlto Araguaia Atualmente
Situada no Sudeste de Mato Grosso, Alto Araguaia possui atualmente 15.780 habitantes, de acordo com o senso realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico). Além disso, a cidade possui um clima que varia, em média de 22º C ao ano, com a precipitação de 1750 mm. Seu relevo pertence ao Planalto Taquari - Itiquira e está localizada a 17º 18'53", numa Latitude sul e 53º 12' 5"de Longitude Oeste. A distância de Alto Araguaia à Cuiabá, Capital do estado de Mato Grosso, é de 426 km e de outras capitais, como: Campo Grande - 500 km, Goiânia - 520 km e de São Paulo - 950 km.

O município conta ainda com um significativo Polo Industrial, um avanço relevante na educação, economia, no turismo, pecuária, agricultura, cultura e também no esporte. Devido às suas características geo - climáticas, a agricultura em Alto Araguaia cresce substancialmente, é uma das maiores produtoras de soja, arroz, feijão, milho e algodão. Já o setor da pecuária vem expandindo gradualmente, tornando-se uma opção altamente rentável. Alto Araguaia conta com um rebanho de mais de 180.000 cabeças de gado.

Geografia
Localiza-se a uma latitude 17º18'53" sul e a uma longitude 53º12'55" oeste, estando a uma altitude de 692 metros. Sua população estimada em 2004 era de 14.800 habitantes. A cidade é cortada pela BR-364, estando distante 515 km de Goiânia e 415 km de Cuiabá e faz parte do "Mato Grosso goiano" (região de Mato Grosso conhecida como Vale do Araguaia com forte influência cultural e social de Goiás).

Turismo
O cenário araguaiense é composto por imensas praias, corredeiras, imensas grutas, exuberantes saltos e fantásticas cachoeiras, formando-se assim um verdadeiro e magnífico santuário. Não poderíamos deixar de citar, as mais importantes peças desse santuário ecológico, as nascentes do rio Araguaia. O Rio Araguaia, principal afluente da margem esquerda do Tocantins, nasce no Município de Alto Araguaia (MT), na Serra do Caiapó, a uma altitude de 850 m, próximo ao Parque Nacional das Emas, divisa de Goiás e Mato Grosso, e corre para o Norte, desaguando na margem esquerda do Rio Tocantins, em São João do Araguaia, na divisa dos estados de Tocantins e Pará, num total de 2.115 km de extensão. Divide os Estados de Tocantins e Mato Grosso, Tocantins e Pará, e Goiás e Mato Grosso, onde se bifurca para formar a ilha do Bananal, passando seu braço direito a ser chamado de rio Javaés. É um rio de planície, muito largo e pouco profundo, com pequenas quedas e corredeiras e águas turvas. Sua largura máxima é de 1.600 km e é navegável durante a cheia por cerca de 1.300 km, de Aruanã (GO) a Araguacema (TO).

Foi responsável pelo desbravamento do Centro-oeste e conta com uma fauna e flora muito extensa e diversificada. É considerado um dos rios mais piscosos do mundo, o que atrai pescadores do mundo inteiro, profissionais e amadores que encontram os maiores bagres das Américas, piraíbas, surubins, tucunarés e pirarucu, o maior peixe de escamas dos rios brasileiros. A melhor época para a pescaria é de setembro a abril e só é permitida com molinete ou vara e para peixes com até 30 kg.

A pesca é proibida durante a piracema, período de reprodução dos peixes, de outubro a fevereiro. O início da temporada de pesca é em fevereiro e a alta temporada do Araguaia é em julho. Em toda sua extensão, existem excelentes hotéis e pousadas. No extremo Nordeste de Mato Grosso, o rio divide-se em dois braços, pela margem esquerda o rio Araguaia e pela margem direita o rio Javaés, por aproximadamente 320 km, formando a ilha de Bananal, maior ilha fluvial do mundo, onde estão várias aldeias Carajás. Durante a seca oferece diversas praias muito procuradas pelos turistas. A Cidade de Aruanã é o principal portão de entrada para o Rio Araguaia.

Seu curso é dividido em Alto Araguaia, das nascentes até a cidade de Registro do Araguaia, numa extensão de 450 km; Médio Araguaia, de Registro do Araguaia até a cidade de Santa Isabel do Araguaia, numa extensão de 1.505 km e Baixo Araguaia, de Santa Isabel até a foz, numa extensão de 160 km. Entre Aruanã (GO) e Conceição do Araguaia (PA), o fundo arenoso limita a navegabilidade no período de estiagem.

Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia
Cacheiras
- Cachoeira dos Padres: Queda do Rio Araguaia, a 500 m do centro da cidade;

- Cachoeira do Rio Araguaia: Queda do Rio Araguaia, a 3 km do centro da cidade;

- Cachoeira do Estádio Bilinão: Queda do Rio Araguaia, a 3 km do centro da cidade;

- Cachoeira Couto Magalhães: Queda do Rio Araguaia, a 35 km do centro da cidade;

- Cachoeira da Onça: Queda do Córrego da Água Emendada, a 41 km do Centro;

- Cachoeira do Paraíso: Queda do Rio Paraíso, a 45 km do Centro;

- Cachoeira das Orquídeas: Queda do Córrego Rico, a 46 km do Centro;

- Cachoeira da Água Emendada: Queda do Córrego da Água Emendada, a 62 km do Centro;

- Cachoeira do Sonho: Queda do Rio Araguainha, a 67 km do Centro.

Relevo
- Gruta da Gota Santa: Rodovia MT-100, a 66 km do centro da cidade;

- Loca do Rio Araguaia;

Serra Vermelha: Formação montanhosa que oferece vista panorâmica da região, é propícia aos esportes radicais, localizada a 50 km do centro da cidade;

- Serra Preta: Formação montanhosa que oferece vista panorâmica da região, localizada a 100 km do centro da cidade.

Outros: Não poderíamos deixar de destacar: o Córrego da Água Emendada, o Rio Paraíso, o Córrego Rico e o Rio Araguainha.

Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia
Alto Araguaia | Geografia, História de Alto Araguaia
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Mato Grosso | História e Geografia do Estado de Mato Grosso

Mato Grosso | História e Geografia do Estado de Mato Grosso

Mato Grosso | História e Geografia do Estado de Mato GrossoO Mato Grosso é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado na região Centro-Oeste. Tem a porção norte de seu território ocupada pela Amazônia Legal, sendo o sul do estado pertencente ao Centro-Sul do Brasil. Tem como limites: Amazonas, Pará (N); Tocantins, Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia (O). Ocupa uma área de 903.357 km², pouco menor que a Venezuela. Sua capital é Cuiabá.

As cidades mais importantes são Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Tangará da Serra, Cáceres, Comodoro, Primavera do Leste, Sapezal, Alta Floresta e Sorriso. Extensas planícies e amplos planaltos dominam a área, a maior parte (74%) se encontra abaixo dos 600 metros de altitude. Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Rio Guaporé,Piqueri, São Lourenço, das Mortes e Cuiabá são os rios principais.

História - Pelo Tratado de Tordesilhas (de 7 de junho de 1494) o território do atual estado do Mato Grosso pertencia à Espanha. Os jesuítas, a serviço dos espanhóis, criaram os primeiros núcleos, de onde foram expulsos pelos bandeirantes paulistas em 1680. Em 1718, a descoberta do ouro acelerou o povoamento. Em 1748, para garantir a nova fronteira, Portugal criou a capitania de Mato Grosso e lá construiu um eficiente sistema de defesa.

Durante as bandeiras, uma expedição chegou ao rio Coxipó em busca dos índios coxiponés e logo descobriram ouro nas margens do rio, alterando assim o objetivo da expedição. Em 1719 foi fundado o Arraial da Forquilha, às margens do rio Coxiponés, formando o primeiro grupo de população organizado na região (atual cidade de Cuiabá). A região de Mato Grosso era subordinada a Rodrigo César de Menezes. Para intensificar a fiscalização da exploração do ouro e a renda ida para Portugal, o governador da Capitania muda-se para o Arraial e logo o eleva a nível de vila chamando de Vila Real do Bom Jesus de Cuyabá. Com os tratados de Madri (1750) e Santo Ildefonso (1777), Espanha e Portugal estabeleceram as novas fronteiras. A produção de ouro começou a cair no início do século XIX. Em 1892, durante a derrubada do governo de Manuel Murtinho, houve, por parte dos revoltosos, uma intenção de separação de Mato Grosso da República dos Estados Unidos do Brasil, criando-se, para tanto, o Estado Livre da República Transatlântica - o que não encontrou apoio.

Em 1917, a situação se agravou, provocando intervenção federal. Com a chegada dos seringueiros, pecuaristas e exploradores de erva-mate na primeira metade do século XIX, o estado retomou o desenvolvimento.

Em 1977, a parte sul do estado foi legalmente desmembrada, formando assim um novo estado, o Mato Grosso do Sul - o que na prática só se daria em 1979.

Primeiros tempos
O primeiro a desbravar a área que viria a constituir o estado do Mato Grosso foi o português Aleixo Garcia (há quem lhe atribua, sem provas decisivas, a nacionalidade espanhola), náufrago da esquadra de Juan Díaz de Solís. Em 1525, ele atravessou a mesopotâmia formada pelos rios Paraná e Paraguai e, à frente de uma expedição que chegou a contar com dois mil homens, avançou até a Bolívia. De volta, com grande quantidade de prata e cobre, Garcia foi morto por índios paiaguás. Sebastião Caboto também penetrou na região em 1526 e subiu o Paraguai até alcançar o domínio dos guaranis, com os quais travou relações de amizade e de quem recebeu, como presente, peças de metais preciosos.

Os fantásticos relatos sobre imensas riquezas do interior do continente sul-americano acenderam as ambições de portugueses e espanhóis. Os primeiros, a partir de São Paulo, lançaram-se em audaciosas incursões, nas quais prearam índios e alargaram as fronteiras do Brasil. As bandeiras paulistas chocaram-se com tropas espanholas do cabildo de Assunção e com resistência das missões jesuíticas.

Desde 1632, os bandeirantes conheciam, de passagem e de lutas, a região onde os jesuítas haviam localizado as suas reduções de índios e que os espanhóis percorriam como terra sua. Antônio Pires de Campos chegou criança, em 1672, com a bandeira paterna, às depois famosas minas dos Martírios. Já adulto, retomou o caminho da serra misteriosa e navegou, de contracorrente, os rios Paraguai e São Lourenço, embicando Cuiabá acima, até o atual porto de São Gonçalo Velho, onde se chocou com os índios coxiponés, que se retiraram, derrotados, e se deixaram aprisionar como escravos.

Corrida do ouro
A notícia de índios pouco ariscos e descuidados logo se espalhou. Em 1718, um bandeirante de Sorocaba, Pascoal Moreira Cabral Leme, descendente de índios, subiu o rio Coxipó até atingir a aldeia destruída dos coxiponés, onde deu início à rancharia de uma base de operações. Às margens do Coxipó e do Cuiabá, Cabral Leme descobriu abundante jazida de ouro. A caça ao índio cedeu vez, então, às atividades mineradoras. Em 8 de abril de 1719, foi lavrado o termo de fundação do arraial de Cuiabá, e aclamou-se Pascoal guarda-mor regente "para poder guardar todos os ribeiros de ouro, socavar, examinar, fazer composições com os mineiros e botar bandeiras, tanto aurinas, como ao inimigo bárbaro".

A notícia da descoberta de ouro não tardou em transpor os sertões, dando motivo a uma corrida sem precedentes para o oeste. A viagem até Cuiabá, distante mais de 500 léguas do litoral atlântico, exigia de quatro a seis meses, e era arriscada e difícil em consequência do desconforto, das febres e dos ataques indígenas.

Rodrigo César de Meneses, capitão-general da capitania de São Paulo, chegou a Cuiabá no fim de 1726 e ali permaneceu cerca de um ano e meio. A localidade recebeu o título de Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. Constituiu-se a câmara e nomeou-se um corpo de funcionários encarregados de dar cumprimento ao rigoroso regulamento fiscal da coroa. Em 1729 foi criado o lugar de ouvidor.

Defesa da terra
As extorsões do fisco, a hostilidade dos índios e as doenças levaram os mineiros à busca de paragens mais compensadoras, Cuiabá e Paraguai acima, rumo à serra dos Parecis. Disseminados os povoadores pelos arraiais, a grande linha normativa da política do reino era manter e ampliar as fronteiras com terras de Espanha.

As lavras de ouro intensificaram o povoamento do Mato Grosso e impuseram a estruturação de um poder local para melhorar a fiscalização dos tributos e a vigilância dos limites com as terras espanholas. Em 9 de maio de 1748, um alvará de D. João V criou a capitania de Cuiabá, com privilégios e isenções para aqueles que lá quisessem fixar-se, com o objetivo de fortalecer a colônia do Mato Grosso e, assim, conter os vizinhos, além de servir de barreira a todo o interior do Brasil.

Problemas de fronteiras
O Tratado de Madri, de 1750, reconheceu as conquistas bandeirantes na região do Mato Grosso, para dirimir questões de limites entre Portugal e Espanha. Outro tratado, de 1761, modificou o anterior, ao proibir construções fortificadas na faixa de fronteira. Os espanhóis exigiram a evacuação de Santa Rosa, ocupada e fortificada por Rolim de Moura, que resolveu enfrentá-los. Travou-se luta, sem vantagem decisiva para nenhuma das partes. Afinal, os castelhanos se retiraram em 1766, já sob o governo do sucessor de Rolim, seu sobrinho João Pedro da Câmara. Expulsos os jesuítas das missões espanholas, em 1767, a situação tornou-se mais tranquila para Portugal.

Luís de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, que governou de 1772 a 1789, tomou, porém, a iniciativa de reforçar o esquema defensivo. Construiu, à margem do Guaporé, o forte real do Príncipe da Beira, no qual chegaram a trabalhar mais de duzentos obreiros, e no sul, sobre o rio Paraguai, abaixo do Miranda, o presídio de Nova Coimbra. Fundou Vila Maria (mais tarde São Luís de Cáceres, ou simplesmente Cáceres), Casalvasco, Salinas e Corixa Grande. Criticou severamente o novo tratado luso-espanhol de 1777 (Tratado de Santo Ildefonso) no tocante ao Mato Grosso, por achar que encerrava concessões prejudiciais a Portugal. Usou no levantamento cartográfico e na delimitação de fronteiras os serviços de dois astrônomos e matemáticos brasileiros recém-formados em Coimbra, Francisco José de Lacerda e Almeida e Antônio Pires da Silva Pontes, e dos geógrafos capitães Ricardo Francisco de Almeida Serra e Joaquim José Ferreira.

Caetano Pinto de Miranda Montenegro, o futuro marquês de Vila Real de Praia Grande, chegou a Cuiabá em 1796 para assumir o cargo de capitão-general, com recomendação da metrópole para elaborar um plano de defesa que protegesse a capitania contra qualquer tentativa de invasão. A guerra com os espanhóis foi deflagrada em 1801, quando Lázaro de Ribera, à frente de 800 homens, atacou o forte de Coimbra, defendido bravamente por Ricardo Franco, com apenas cem homens, que conseguiram repelir o invasor. A paz, todavia, só foi firmada em Badajoz, em 6 de maio de 1802. A capitania, com meio século de vida autônoma, consolidou sua estabilidade territorial e neutralizou de imediato o perigo de novas invasões.

No fim do período colonial, registrou-se certo declínio da capitania. Cuiabá e Vila Bela haviam sido elevadas à categoria de cidade. Em 20 de agosto de 1821, Magessi foi deposto pela "tropa, clero, nobreza e povo", como "ambicioso em extremo, concussionário insaciável, hipócrita". Formou-se em Cuiabá uma junta governativa que jurou lealdade ao príncipe D. Pedro, e outra, dissidente, em Vila Bela, com o que se estabeleceu a dualidade de poder.

Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas para Corumbá-MT as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela 2ª Seção brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos Delegados brasileiros e bolivianos. Continuando a descrição diz Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira. Em 1878 e 1879, houve troca de Notas da Chancelaria bolivana com a Embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na 7ª Conferência da Comissão Mista.

Independência do Brasil
A notícia da independência do Brasil foi recebida ao raiar do ano de 1823. Um governo provisório único substituiu as duas juntas e foi instalado em Cuiabá, o que transformou Vila Bela em "capital destronada".

As lutas entre as tendências conservadora e liberal refletiram-se na província durante o primeiro reinado e a regência. Foi montada em Cuiabá a tipografia na qual seria impresso o primeiro jornal da província, A Tifis Matogrossense, cujo primeiro número circulou em 14 de agosto de 1839. A situação econômico-financeira da província se agravou, com um déficit orçamentário crescente.

Guerra do Paraguai
Os governos se sucederam sem acontecimentos de maior relevo até a guerra do Paraguai. Uma guarda defensiva montada em 1850 no morro do Pão de Açúcar pelo governador João José da Costa Pimentel irritou o governo paraguaio. Pimentel então recuou ante gestões diplomáticas realizadas em Assunção. Foi substituído pelo capitão-de-fragata Augusto João Manuel Leverger, barão de Melgaço, cujo primeiro governo durou de 1851 a 1857.

Leverger recebeu ordem de concentrar toda a força militar da província no baixo Paraguai, para esperar os navios que deveriam subir o rio com ou sem licença de Solano López. Mudou-se então para o forte de Coimbra, onde permaneceu cerca de dois anos.

O coronel Frederico Carneiro de Campos, nomeado presidente provincial em 1864, subia o rio Paraguai para assumir o posto quando seu navio — o Marquês de Olinda — foi atacado e aprisionado por uma belonave paraguaia. Logo que o Paraguai rompeu as hostilidades, revelou-se a fraqueza do sistema defensivo brasileiro no Mato Grosso, prevista por Leverger. Caiu logo Coimbra, após dois dias de resistência. Em seguida, foi a vez de Corumbá e da colônia de Dourados. A guerra seguiu seu curso, marcada por episódios como a retirada de Laguna, a retomada e subsequente abandono de Corumbá. Dessa cidade, as tropas brasileiras trouxeram para Cuiabá uma epidemia de varíola que teve efeitos devastadores. Para o povo, 1867 seria o "ano das bexigas", mais que da retomada de Corumbá.

Os últimos anos do império registraram um lento desenvolvimento da província, governada de outubro de 1884 a novembro de 1885 pelo general Floriano Peixoto. Em 9 de agosto de 1889, assumiu a presidência o coronel Ernesto Augusto da Cunha Matos, sob cujo governo se realizou a eleição de que saíram vitoriosos os liberais — triunfo celebrado em Cuiabá com um pomposo baile em 7 de dezembro, pouco antes de chegar à cidade a notícia da queda da monarquia.

República
As aspirações republicanas e federalistas no Mato Grosso tinham tido expressão confusa em várias revoltas, mas no remanso do segundo reinado as agitações se aplacaram. As campanhas pela abolição e pela república tiveram ali repercussão modesta. Ao iniciar-se o período republicano, o Mato Grosso tinha uma população calculada em oitenta mil habitantes. A província ficava segregada: sem estradas de ferro, eram necessários cerca de trinta dias de viagem, passando por três países estrangeiros, para atingi-la, a partir do Rio de Janeiro, por via fluvial.

Em 7 de maio de 1892, Generoso Ponce, a frente de quatro mil homens, iniciou o cerco às forças adversárias na capital e dominou-as em menos de uma semana. Em 22 de junho caiu Corumbá. Vitorioso o Partido Republicano, Manuel Murtinho retornou ao poder.

Surgiu mais tarde, entretanto, uma desavença entre os dois líderes, Ponce e Murtinho. O rompimento consumou-se em dezembro de 1898, com uma declaração pública de Manuel Murtinho, apoiado por seu irmão Joaquim Murtinho, ministro da Fazenda do presidente Campos Sales. Seus partidários conquistaram o poder, num ambiente de grande violência. Mais tarde, contudo, Ponce e Murtinho reconciliaram-se e formaram novo agrupamento político. A vitória dessa corrente política se deu com o movimento armado de 1906, que culminou na morte do presidente Antônio (Totó) Pais de Barros. Seguiu-se um período de interinidade na presidência. Generoso Ponce foi afinal eleito em 1907. A economia do estado melhorou com a abertura de vias férreas a partir do leste (Jupiá, Três Lagoas e Água Clara) e do oeste (Porto Esperança, Miranda e Aquidauana), para se encontrarem em Campo Grande. A ligação ferroviária com São Paulo foi fator de progresso para o Mato Grosso, por intensificar o comércio e valorizar as terras da região.

Questão do mate
Com o novo presidente, Joaquim Augusto da Costa Marques, que assumiu em 1911, avultaram as pressões da companhia Mate Laranjeira no sentido de renovar o arrendamento dos seus extensos ervais no sul do estado. A pretensão suscitou nova divergência entre Murtinho e Ponce: o primeiro defendia a prorrogação do contrato até 1930, com opção para a compra de um a dois milhões de hectares, enquanto Ponce queria a divisão da área em lotes de 450 hectares, que seriam oferecidos a arrendamento em hasta pública.

Morto Ponce, a empresa ganhou novo trunfo com o apoio do senador situacionista Antônio Azeredo. Mas o antigo presidente do estado, Pedro Celestino Correia da Costa, tomou posição contrária. Os deputados estaduais hostis à prorrogação do contrato fizeram obstrução e impediram que ela fosse aprovada. Finalmente, a Mate Laranjeira foi frustrada em suas pretensões, com a aprovação da lei nº 725, de 24 de agosto de 1915.

O general Caetano Manuel de Faria Albuquerque assumiu o governo em 15 de agosto de 1915. Seus próprios correligionários conservadores tentaram forçá-lo à renúncia, e ele, tendo a seu lado Pedro Celestino, aceitou o apoio da oposição, num movimento que se chamou "caetanada". Contra seu governo organizou-se a rebelião armada, com ajuda da Mate Laranjeira e seus aliados políticos. Na assembleia foi proposto e aprovado o impedimento do general Caetano de Albuquerque. Consultado, o Supremo Tribunal Federal não tomou posição definitiva, e o presidente Venceslau Brás acabou por decretar a intervenção no estado em 10 de janeiro de 1917. Em outubro, no Rio de Janeiro, os chefes dos dois partidos locais concluíram acordo, mediante o qual indicava o bispo D. Francisco de Aquino Correia para presidente, em caráter suprapartidário. O prelado assumiu em 22 de janeiro de 1918, e fez uma administração conciliadora, assinalada por uma série de iniciativas.

Depois de 1930
Até a revolução de 1930, a administração estadual lutou com graves problemas financeiros. No período pós-revolucionário, sucederam-se os interventores. Em 1932, o general Bertoldo Klinger, comandante militar do Mato Grosso, deu apoio armado ao movimento constitucionalista de São Paulo. Em 7 de outubro de 1935, a Assembleia Constituinte elegeu governador Mário Correia da Costa. Incidentes ocorridos em dezembro de 1936, quando foram feridos a bala os senadores Vespasiano Martins e João Vilas Boas, deram causa à renúncia do governador e a nova intervenção federal.

Separação
A velha ideia da separação só veio a triunfar em 1977, por meio de uma lei complementar que desmembrou 357.471,5km2 do estado para criar o Mato Grosso do Sul. A iniciativa foi do governo federal, que alegava em primeiro lugar a impossibilidade de um único governo estadual administrar área tão grande e, em segundo, as nítidas diferenças naturais entre o norte e o sul do estado. A lei entrou em vigor em 1º de janeiro de 1979.

As políticas econômicas de apoio preferencial à exportação e à ocupação e desenvolvimento da Amazônia e do Centro-Oeste, implantadas a partir da década de 1970, levaram a novo surtos de progresso no Mato Grosso. A construção de Brasília contribuiu para acabar com a antiga estagnação. Uma vez inaugurada a nova capital, o Mato Grosso continuou a atrair mão-de-obra agrícola de outros estados, pois oferecia as melhores áreas de colonização do país. Graves problemas persistiam, porém, na década de 1980. O sistema de transporte, embora tenha ganhado a rodovia Cuiabá-Porto Velho em setembro de 1984, ainda não bastava para escoar a produção estadual; as instalações de armazenamento deixavam a desejar; a disponibilidade de energia elétrica (120.000 kW em 1983) era insuficiente; eram precários o saneamento e os serviços de saúde e educação.

Também o problema ecológico apresentava-se gravíssimo: inúmeras espécies dessa região já foram extintas e outras estavam em processo de extinção, como os jacarés, caçados à razão de dezenas de milhares por mês. Para coibir esses abusos, o governo federal lançou a Operação Pantanal e criou o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense.

Subdivisões
• Microrregião de Alta Floresta
• Microrregião do Alto Araguaia
• Microrregião do Alto Guaporé
• Microrregião do Alto Pantanal
• Microrregião do Alto Paraguai
• Microrregião do Alto Teles Pires
• Microrregião de Arinos
• Microrregião de Aripuanã
• Microrregião de Canarana
• Microrregião de Colíder
• Microrregião de Cuiabá
• Microrregião de Jauru
• Microrregião do Médio Araguaia
• Microrregião do Norte Araguaia
• Microrregião de Paranatinga
• Microrregião de Parecis
• Microrregião de Primavera do Leste
• Microrregião de Rondonópolis
• Microrregião de Rosário Oeste
• Microrregião de Sinop
• Microrregião de Tangará da Serra
• Microrregião de Tesouro

Geografia
O Mato Grosso ocupa uma área de 903.357 km² do território brasileiro e localiza-se a oeste do Meridiano de Greenwich e a sul da Linha do Equador, tendo fuso horário -4 horas em relação a hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Centro-Oeste, fazendo fronteiras com os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Amazonas, Rondônia,Tocantins, além de um país, a Bolívia. A capital (Cuiabá) está localizada a 15º35'55.36" lat. e 56º05'47.25" long., sendo conhecida, por isso mesmo, como coração da América do Sul.

Clima
O estado apresenta sensível variedade de climas. Prevalece o tropical superúmido de monção, com elevada temperatura média anual, superior a 26º C e alta pluviosidade (2.000mm anuais); e o tropical, com chuvas de verão e inverno seco, caracterizado por médias de 23°C no planalto. A pluviosidade é alta também nesse clima: excede a média anual de 1.500mm.

Vegetação
O estado do Mato Grosso é revestido por uma vegetação em que predominam as florestas, como prosseguimento da mata amazônica. Na área do Pantanal Mato-Grossense que permaneceu nos limites do estado ocorre um revestimento vegetal composto de cerrados e campos. A zona de florestas compreende 47% da área do estado, os cerrados 39% e os campos 14%.

Hidrografia
A drenagem da região se faz por meio de dois sistemas, os dos rios Amazonas e Paraguai. Ao primeiro pertencem o Juruena e o Teles Pires (formadores do Tapajós), além do Xingu e do Araguaia, este na fronteira com Goiás. O principal afluente do rio Paraguai no estado é o rio Cuiabá.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Mato Grosso | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Mato Grosso

Mato Grosso | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Mato Grosso 

GeografiaÁrea: 903.357,9 km². Relevo: planalto e chapadas no centro, planície com pântanos a oeste e depressões e planaltos residuais a norte. Ponto mais elevado: serra Manto Cristo (1.118 m). Rios principais: Araguaia, Cuiabá, das Mortes, Juruena, Paraguai, São Lourenço, Teles Pires, Xingu. Vegetação: cerrado na metade leste, floresta Amazônica a noroeste, pantanal a oeste. Clima: tropical. Municípios mais populosos: Cuiabá (630.600), Várzea Grande (330.600), Rondonópolis (220.820), Sinop (130.700), Cáceres (88.700), Tangará da Serra (82.100), Barra do Garças (62.300), Primavera do Leste (59.800), Alta Floresta (54.190), Sorriso (51.000) (2016). Hora local: -1h. Habitante: mato-grossense.

População – 3.280.600.

Capital – Cuiabá. Habitante: cuiabano ou papa-peixe. População: 650.600.

MATO GROSSO, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE MATO GROSSO

O terceiro maior estado do país em área territorial, Mato Grosso (MT) apresenta a menor densidade demográfica da região Centro-Oeste. Apoiado na agricultura e na pecuária, praticadas sobretudo em grandes propriedades, o estado torna-se importante polo de migrantes na década de 1990. Os rios e a pesca fazem parte do cotidiano do mato-grossense. Os peixes mais comuns são o pacu e a piraputanga. Entre os peixes de couro, destaca-se o pintado, com o qual é feita a mojica, uma das receitas mais populares da região. O acompanhamento mais usual para os peixes é a banana-da-terra ao natural, que é servida também com carne-seca. O estado apresenta relevo pouco acidentado e alterna um conjunto de grandes chapadas, no planalto Mato-Grossense, com altitudes entre 400 e 800 metros, e áreas de planície pantaneira, sempre inundadas pelo rio Paraguai e seus afluentes. No norte fica o Parque Nacional do Xingu, banhado pelos rios Araguaia e Xingu. Ali vivem tribos indígenas que preservam a tradição do Quarup, festa anual realizada em homenagem aos mortos.

Meio ambiente – Mato Grosso registra em 2002, pelo segundo ano consecutivo, queda na taxa de derrubada da mata. Ainda assim, segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema), o estado desmatou, em média, 1 milhão de hectares ao ano na última década, principalmente em razão do avanço das atividades agropecuárias. Desde 1990, a área de cultivo de soja em Mato Grosso aumenta 400%. O desmatamento para a abertura de novas fronteiras agrícolas preocupa os ambientalistas. O Pantanal cobre 10% da área do estado e o cerrado ocupa 40%, enquanto a Floresta Amazônica se estende ao norte por metade do território mato-grossense. Em 2001, o Pantanal-Mato-Grossense recebe da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) o título de patrimônio natural da humanidade.

Economia – Mato Grosso é o estado que registra o maior crescimento econômico entre 1985 e 2011, principalmente em razão da força de sua agricultura. Mesmo o setor de serviços, que representa 51,8% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, gira em torno da agropecuária. Maior produtor de soja do país, colhe anualmente 26,5 milhões de toneladas do grão, que é o principal item de exportação mato-grossense. A cidade de Sorriso possui a maior área plantada de soja do mundo, com 720 mil hectares. Líder nacional também de algodão, sua colheita chega a 3,7 milhões de toneladas por ano e tem o município de Rondonópolis como pólo principal. Mato Grosso é também lider na produção de carne no Brasil. O crescimento econômico médio de 9,5% entre 2002 e 2013 superando a média nacional, mas há deficiências na infra-estrutura, que prejudicam o escoamento eficaz da produção. O desafio é conciliar a alta produtividade agrícola com o desenvolvimento sustentável.

Bandeira do estado de Mato Grosso

Índices sociais – A população mato-grossense se distribui de forma desigual, com desertos demográficos ao norte e áreas urbanas populosas, como Cuiabá e Várzea Grande. Dois terços dos municípios não têm coleta de esgoto e em mais de um terço não há rede de água, mas cerca de 90% dos habitantes com mais de 15 anos são alfabetizados. Pouco mais de 20% da população mato-grossense mora na zona rural. A taxa de mortalidade infantil é de 21,5 crianças mortas antes de completar 1 ano a cada mil nascidas vivas. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mato-grossense é de 0,795, superior à média nacional.

Capital – Com quase 300 anos de idade, Cuiabá prepara-se para um surto de crescimento neste início do século XXI, que pode vir com a implantação de cinco megaprojetos: a ligação ferroviária com o Porto de Santos, a conclusão e a pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a saída rodoviária para o oceano Pacífico, a hidrovia do Paraguai e o Gasoduto Brasil-Bolívia. A cidade começou às margens do rio Coxipó, tendo sido fundada em 8 de abril de 1719.

História do Estado de Mato Grosso

De acordo com o Tratado de Tordesilhas, a região do atual estado de Mato Grosso pertencia à América hispânica. Por muito tempo sua exploração se limita a esporádicas expedições de aventureiros e à atuação de missionários jesuítas espanhóis. Com o bandeirismo no século XVII e a descoberta de ouro no Brasil central no século XVIII, a região é invadida por exploradores. Em 1748 é criada a capitania de Mato Grosso, com sede em Vila Bela, mais tarde transferida para a vila de Cuiabá. Dois anos depois, a região é formalmente incorporada ao Brasil pelo Tratado de Madri. No século XIX, durante o Império, o declínio da mineração de ouro provoca o empobrecimento e o isolamento da província. A atividade pastoril e a agricultura começam a ocupar a força de trabalho mato-grossense. Mas a criação de gado se desenvolve, o que faz o eixo econômico da região se deslocar do centro-oeste para o sul. No período da República, o isolamento da região vai sendo reduzido com a ampliação da rede telegráfica, promovida pelo marechal Cândido Rondon, a navegação a vapor e a abertura de algumas estradas, ainda que precárias. Essas medidas atraem para a província um número crescente de seringueiros, criadores de gado e exploradores de madeira e de erva-mate.

Cuiabá, Capital de Mato Grosso
Cuiabá, Capital de Mato Grosso
Separação – Como todo o Centro-Oeste, o estado de Mato Grosso beneficia-se da política de interiorização do desenvolvimento dos anos 1940 e 1950 e da política de integração nacional dos anos 1970. A primeira é baseada principalmente na mudança da capital federal do Rio de Janeiro para Brasília e a segunda, nos incentivos fiscais aos grandes projetos agropecuários e de extrativismo, além dos investimentos em infra-estrutura, estradas e hidrelétricas. O estado prospera e atrai dezenas de milhares de migrantes vindos do Nordeste, Sul e Sudeste. Entre 1940 e 1970, a população salta de 430 mil para 1,6 milhão de habitantes. O governo federal decreta a divisão do estado em 1977, alegando dificuldade em desenvolver a região diante de sua grande extensão e diversidade. O norte, menos populoso, mais pobre, sustentado pela agropecuária extensiva e às voltas com graves problemas fundiários, permanece como Mato Grosso. O sul, mais próspero e mais populoso, passa a ser Mato Grosso do Sul. Mais de duas décadas depois, as condições socioeconômicas de Mato Grosso não se alteram substancialmente.

Rio Xingu

Rio Xingu
O Rio Xingu é um rio brasileiro que nasce no Estado de Mato Grosso, que segue pelo Estado do Pará e deságua próximo à foz do rio Amazonas.

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Rio Araguaia em Alto Araguaia | Mato Grosso

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Rio Araguaia, Alto Araguaia - Mato Grosso
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Rio Araguaia na cidade de Alto Araguaia – MT



Rio Araguaia em Alto Araguaia, estado de Mato Grosso



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