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Instituto Butantan

Instituto Butantan

Instituto Butantan

Entidade dedicada à patologia experimental, o Instituto Butantan localiza-se em São Paulo (São Paulo), e ocupa uma área de 790.000m2. O Butantan surgiu em 1899 como dependência do Instituto Bacteriológico (depois incorporado ao Instituto Adolfo Lutz), para fabricar vacinas contra a peste bubônica, e a 23 de fevereiro de 1901, tornou-se instituto autônomo com o nome que até hoje conserva. Seis edifícios e dezenas de dependências menores alojam laboratórios, biblioteca e administração. Seus dois serpentários são pontos de atração turística, assim como a rica coleção de aranhas.

Conhecido já no começo do século XX por seu corpo de pesquisadores dedicados à ofidiologia, o Butantan foi pioneiro na fabricação do soro antiofídico, descoberto por Vital Brasil, seu primeiro diretor.

O instituto destina-se a estudar principalmente questões de medicina experimental e animais venenosos. Fabrica soros, vacinas e outros produtos biológicos, além de ministrar cursos em diversos campos científicos. Publica anualmente (desde 1918), suas Memórias e sua Coletânea de trabalhos.

Bronquite | Sintomas e Tratamento

Bronquite | Sintomas e Tratamento 

#Bronquite | Sintomas e Tratamento

A bronquite é um processo inflamatório da membrana mucosa dos brônquios, provocado por agentes  microbianos (mixovírus, estreptococos, pneumococos etc.) e por alergia a certos fatores ambientais (frio, umidade, poeira doméstica, pólen de plantas, fungos do ar etc.). Os sintomas comuns a todas as bronquites são tosse, dispneia, dor torácica e secreção mucosa excessiva.

As inflamações brônquicas afetam pessoas de qualquer idade, mas são particularmente sérias em crianças e velhos, nos quais podem dar origem a complicações.

Nas bronquites agudas, os fatores ambientais têm significativa importância. Geralmente bacterianas, as formas agudas às vezes estão associadas a quadros em que as mucosas acham-se previamente inflamadas pelo vírus da gripe, por adenovírus e pelo bacilo diftérico. Este último causa um tipo especial de bronquite, denominada membranosa (crupe), que obstrui as vias aéreas, exigindo muitas vezes traqueotomia.

A forma crônica de bronquite caracteriza-se pela secreção mucosa, catarro e tosse constantes e pode ser consequência de bronquites agudas recorrentes. De longa evolução, esse quadro crônico pode determinar algumas complicações, como abscessos pulmonares e bronquiectasias, essas últimas devidas a um processo inflamatório destrutivo da parede brônquica. A afecção é quase sempre bilateral, atacando de preferência os lóbulos inferiores.

O tratamento das bronquites é em geral sintomático, à base de antibióticos e vacinas antialérgicas. Na fase final de uma bronquite crônica, em pacientes enfisematosos e cardíacos, a terapêutica deve também concentrar-se na melhoria da chamada ventilação pulmonar.

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Botulismo | Sintoma e Tratamento do Botulismo

Botulismo | Sintoma e Tratamento do Botulismo

#Botulismo | Sintoma e Tratamento do BotulismoO botulismo é causado pela toxina conhecida como botulina, produzida pelo bacilo Clostridium botulinum, que em geral se desenvolve em presuntos e salsichas, em conservas mal esterilizadas ou adulteradas, principalmente de carne e peixe, mas também de frutas e legumes. Foi descoberto em 1895 por Van Ermengen. Seu nome vem do latim botulus, "linguiça", "salsicha". As conservas de fabricação doméstica são as mais perigosas. O alimento contaminado pode não ter cheiro ou aspecto anormal, mas é recomendável jogar fora qualquer lata com tampa abaulada e vidro com sinais de fermentação ou deterioração.

Conservas mal esterilizadas ou adulteradas podem provocar uma forma extremamente grave de intoxicação alimentar -- o botulismo -- que, se não tratada logo  após os primeiros sintomas, chega a causar a morte.

Os sintomas aparecem entre 12 e 72 horas depois da ingestão do produto contaminado. Consistem em dores de cabeça, vômitos, dores de estômago, tonteiras e diplopia (visão dupla). O envenenamento progride rapidamente e causa perturbações da fala e da deglutição, fraqueza geral, tosse, paralisia dos músculos da faringe e da laringe, perturbações respiratórias. Metade das mortes são causadas pela paralisia dos músculos respiratórios.

O tratamento tem de começar às primeiras suspeitas, antes mesmo de confirmado o diagnóstico. Deve incluir aplicação maciça de antitoxinas, lavagem do estômago, ventilação artificial (por traqueotomia ou tubo endotraqueal) e alimentação intravenosa.

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Malformações Congênitas

Malformações Congênitas

Malformações Congênitas

Dá-se o nome de malformações congênitas às anomalias funcionais ou estruturais do recém-nascido, sejam elas manifestas ou latentes.

As malformações congênitas estão entre os problemas médicos de prevenção e cura mais difíceis. Decorrentes de causas diversas, afetam músculos, esqueleto, órgãos sensoriais, os sistemas respiratório e nervoso, a circulação e o metabolismo do recém-nascido.

Tipos e causas - Os defeitos congênitos não são resultado de uma única causa. Podem ser devidos à herança genética, a doenças preexistentes ou contraídas pela mãe nos primeiros meses de gravidez, à ingestão de medicamentos por esta no mesmo período e ainda à ação conjunta de alguns desses fatores.

Determinar a fase da gravidez em que as malformações se produzem implica estabelecer uma clara distinção entre embrião e feto. O período das oito semanas seguintes à fecundação corresponde ao estado embrionário. Nessa fase, a incipiente forma de vida adquire sua estrutura essencial e seus tecidos começam a definir-se e a distribuir-se. A partir da oitava semana de gravidez o embrião se transforma em feto e nele se produz a progressiva e definitiva diferenciação dos tecidos, bem como o crescimento. Existem anomalias que se manifestam no feto, sobretudo nos olhos, no cérebro e no ouvido interno. É no estado embrionário, no entanto, que se produzem as malformações mais frequentes, muitas das quais só se manifestam anos mais tarde.
Quando o agente causal é genético, a malformação pode resultar de um gene dominante, caso em que se manifesta em todos os portadores, ou de um gene recessivo, que só produz efeitos quando transmitido por ambos os pais.

Um exemplo do primeiro caso é a acondroplasia ou nanismo, em que a cartilagem se transforma em osso e nessa mutação o crescimento fica paralisado. Os portadores dessa malformação são vulgarmente conhecidos como anões. Apresentam movimentos rápidos e ágeis, passos curtos, intensa movimentação das mãos e inteligência viva. As extremidades superiores e inferiores ficam muito curtas, mas conservam normais as demais dimensões.

Entre os defeitos congênitos de origem genética, são mais comuns aqueles que derivam de gene recessivo. Incluem albinismo, ou ausência do pigmento da pele e dos pelos; microcefalia, processo em que o cérebro não se desenvolve plenamente; hemofilia, patologia do sangue que impede a coagulação; e muitas outras enfermidades de tipo metabólico. Há defeitos comuns, como a luxação congênita do quadril, que não se explicam por ação de um único gene, mas cuja transmissão decorre do acúmulo de vários genes. Essa herança é frequente em algumas famílias e também se registra em descendentes de casamentos consanguíneos.

Um defeito congênito também pode ser causado por  mutações espontâneas, ou seja, por alterações súbitas no código hereditário de um gene. Além disso, também são possíveis anomalias cromossômicas na divisão celular. Devem-se a elas a maior parte dos casos em que se dá a morte do feto, que são também responsáveis por outros defeitos relativamente comuns, como o mongolismo, ou síndrome de Down, que decorre de um defeito na divisão cromossômica.

Entre as doenças maternas que produzem anomalias congênitas estão a toxoplasmose, que na forma congênita acomete o sistema nervoso e causa coriorretinite, com consequente cegueira, e a  rubéola, que contraída no início da gestação acarreta defeitos graves para o embrião. Produtos farmacêuticos também podem provocar defeitos congênitos, como ocorreu com a talidomida, medicamento que na década de 1960 fez nascerem crianças sem braços e pernas. A radiação, se afeta células que estão se dividindo ativamente, também pode ocasionar mutações.

Incidência de defeitos congênitos - Cerca de vinte por cento dos natimortos e crianças que morrem na primeira semana de vida - que representam 0,6% do total de nascimentos - apresentam malformações congênitas graves. A incidência dos diferentes tipos de malformação é variável. A frequência do mongolismo por trissomia no par no 21, por exemplo, é de uma para cada 700 nascidos vivos e responde por 17% dos casos de atraso mental. Defeitos menos graves que podem ser considerados congênitos (manchas na pele, áreas isoladas de calvície etc.) são de incidência menos frequente.

Certos defeitos são mais frequentes em determinadas áreas geográficas (anemia falciforme, no norte da África; falta de parte do cérebro, na Irlanda e na região oeste da Inglaterra etc.). Outros não variam com o país, mas dependem de outros fatores, como ocorre com o mongolismo, em que a idade da mãe é determinante.

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Gota | O Que é Gota?

Gota | O Que é Gota?

#Gota | O Que é Gota?Gota é conhecida desde a antiguidade, a gota é uma doença hereditária do metabolismo, caracterizada pelo aumento da taxa de ácido úrico no sangue e ataques recorrentes da inflamação nas articulações. Na fase aguda representa um quadro inflamatório de curta duração, que afeta as articulações, principalmente a do dedo grande do pé. No século XVI, transformou-se em doença característica da nobreza, e afetou personalidades como o imperador Carlos V da Alemanha e o rei Henrique VIII, da Inglaterra.

O nome gota é resquício da antiga crença de que a moléstia era causada por um agente nocivo que se infiltrava gota a gota nos interstícios dos ossos.

As crises resultam do depósito, nas cartilagens das articulações, de cristais de urato de sódio. O ácido úrico geralmente é eliminado pela urina. Ainda  não se conhece a natureza nem o mecanismo da deficiência bioquímica que leva a sua retenção e concentração anormais no organismo. Os sintomas da gota são dor intensa, calor e vermelhidão na área afetada, tumefação e extrema sensibilidade ao toque. Os fatores que desencadeiam a crise são: alimentação inadequada, infecção aguda, ferimento nas articulações, trauma, cansaço físico, frio e umidade etc. Depois de um ataque agudo, em geral a doença fica latente, mas se a gota se tornar crônica a continuação de depósitos de urato de sódio pode levar à deformação da articulação e à formação de nódulos subcutâneos.
Mesmo vinculado à hereditariedade, o risco de um ataque de gota aumenta em decorrência do excesso de proteínas e de ingestão de bebidas alcoólicas. A doença afeta, em cerca de 95% dos casos, homens adultos; nas mulheres, quando ocorre, vem após a menopausa. O tratamento tradicional é baseado na administração da colquicina, alcaloide extraído das sementes de cólquico. Drogas mais modernas, como o alupurinol, impedem a formação de ácido úrico e reduzem a taxa de concentração no sangue.

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Glaucoma | O que é Glaucoma?

Glaucoma | O que é Glaucoma?

#Glaucoma | O que é Glaucoma?

De causa desconhecida, o glaucoma carateriza-se pelo aumento de pressão no interior do olho, que provoca deformações ou enrijecimento do globo ocular e distúrbios da visão, desde perturbações brandas e transitórias à cegueira completa. O aumento da pressão intra-ocular decorre de um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do humor aquoso, líquido produzido pelo corpo ciliar que se deposita entre a íris e o cristalino. As causas mais prováveis do glaucoma são a instabilidade emocional e vasomotora, a hipermetropia e os fatores hereditários.

Muitos casos de cegueira são devidos ao glaucoma, doença que habitualmente começa a manifestar-se de forma lenta, insidiosa e sem dor.

O glaucoma crônico não causa sintomas na primeira fase e só pode ser diagnosticado por aferição da pressão intra-ocular ou pelos efeitos físicos que ela provoca no disco óptico, ponto onde o nervo óptico toca o globo ocular. O tratamento medicamentoso visa a reduzir a pressão intra-ocular por meio da administração de drogas que provocam a contração da pupila e permitem o escoamento do humor aquoso.

O paciente de glaucoma de ângulo estreito sente dores de cabeça e nos olhos, apresenta eventualmente náuseas e vômitos e vê um círculo em torno dos pontos de luz. O tratamento de uma crise aguda é similar ao que se aplica no caso do glaucoma crônico, mas a eliminação definitiva da doença requer intervenção cirúrgica para praticar uma incisão na íris que permita o escoamento do humor aquoso.

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Gravidez, Gestação e Parto

Gravidez, Gestação e Parto

Gravidez, Gestação e PartoO termo gestação, e seus sinônimos gravidez e prenhez, designam ao mesmo tempo o estado de uma mulher grávida e o período que se inicia com a fecundação do óvulo e termina com o nascimento da criança. Parto é o processo, comum a todos os mamíferos, que determina o trânsito do feto do interior da cavidade uterina ao exterior do organismo materno. Os períodos de gestação não são os mesmos para todas as diferentes espécies de mamíferos. O prazo mínimo observa-se em certos roedores, cuja gravidez dura apenas 16 dias e o máximo é o da fêmea do elefante, que leva 645 dias.

Os objetivos da ginecologia e da obstetrícia, especialidades médicas que cuidam da mulher grávida e da parturiente desde o início da gestação até o parto, abrangem aspectos clínicos e sanitários que vão desde os exercícios físicos adequados às técnicas respiratórias que visam facilitar o parto.

FecundaçãoA união do óvulo, ou célula sexual feminina, com o espermatozoide, que é a célula sexual masculina, constitui a fecundação. O sêmen, líquido que contém uma concentração de espermatozoides, deposita-se no fundo da vagina, ao redor do colo uterino. As células masculinas passam através da cavidade do útero, chegam à trompa de Falópio e alcançam o óvulo na parte mais afastada do corpo uterino. O primeiro espermatozoide que penetra no óvulo desencadeia uma reação que impede a entrada de outros. Ao se unirem, óvulo e espermatozoide fundem seus cromossomos (estruturas situadas no núcleo celular que contêm os genes, ou unidades genéticas transmissoras da herança). De tal fusão surge o ovo ou zigoto. Assim, no momento mesmo da fecundação, são determinados o sexo e as características particulares do indivíduo.

Depois da fusão, o zigoto se divide rapidamente e avança em direção à cavidade uterina, em cuja camada interna (endométrio), se implanta, caso esta se encontre preparada para recebê-lo. Na zona de implantação desenvolve-se mais tarde a placenta, órgão de estrutura muito complexa, por meio do qual o feto se nutre, respira e elimina secreções. Quando a implantação e o desenvolvimento do ovo se realizam fora do endométrio, sobrevém a gravidez ectópica (fora da localização normal), cuja forma mais comum é a gravidez tubária, que ocorre numa proporção de um para 250 ou 300 casos e é mais comum na raça negra. Nesses casos, o zigoto não chega ao útero e se implanta na trompa de Falópio. Entre 6 e 18 semanas após a cessação da menstruação, a placenta se solta da parede da trompa e o feto é expulso inteiro ou em fragmentos, com hemorragia. Há também casos de gravidez ovariana ou abdominal.

Em geral, somente um espermatozoide fecunda o óvulo. Pode dar-se o caso, contudo, de ser o óvulo fecundado ao mesmo tempo por duas células masculinas diferentes. Nascem, dessa maneira, dois seres irmãos que podem não ser do mesmo sexo e assemelharem-se apenas ligeiramente. Tal relação é a dos gêmeos dizigóticos. Pode também ocorrer que de um ovo fecundado por um único espermatozoide se formem dois embriões, e nesse caso nascerão dois gêmeos idênticos em sexo, aparência e capacidade mental. São chamados gêmeos monozigóticos. Gêmeo, palavra que se refere ao número dois, é sinônimo de duplo; no entanto, deve-se ter em conta que os gêmeos podem ser três, quatro etc. e, em consequência, trigêmeos, quadrigêmeos e assim sucessivamente.

Desenvolvimento do embrião Até a 12ª semana de gestação, o produto da concepção chama-se embrião. A partir de então, passa a denominar-se feto. A duração da gravidez normal na espécie humana é de 38 a 42 semanas. Os bebês nascidos com menos de 27 semanas de gestação dificilmente sobrevivem; os que nascem com mais de trinta semanas em geral sobrevivem.

Ao longo da gestação, o feto passa por um extraordinário processo de desenvolvimento, não somente em peso e altura, mas também no que se refere a complexidade e organização. Com quatro semanas de desenvolvimento, o embrião mede apenas um centímetro e ainda não apresenta traços propriamente humanos. Flutua no chamado líquido amniótico, que o protege. Com oito semanas, o embrião mede cerca de quatro centímetros e pesa mais ou menos quatro gramas. Nessa fase, a aparência humana já está definida, mas a cabeça é do mesmo tamanho do resto do corpo e está flexionada sobre o tórax. Os braços e pernas já se acham diferenciados, o que ainda não ocorre com os órgãos genitais.

Com 12 semanas, a placenta está perfeitamente constituída e se percebe o incipiente cordão umbilical. O feto tem a pele avermelhada e transparente, as pálpebras coladas e apresenta dedos nas mãos e nos pés, ainda sem unhas. Com 16 semanas, a diferenciação dos órgãos genitais é suficiente para permitir diagnosticar o sexo. Observa-se, além disso, uma penugem fina por toda a pele, chamada lanugo, e distinguem-se os pavilhões auditivos. Nesse grau de evolução, percebem-se os primeiros movimentos fetais. Na quadragésima semana, o feto mede aproximadamente cinquenta centímetros de altura e pesa 3,5kg.

Sinais da gravidezÀ proporção que os dias transcorrem, a futura mãe começa a sentir pequenas perturbações e mudanças no corpo. Uma das mudanças iniciais e mais sintomáticas é o desaparecimento da menstruação. Quando a mulher apresenta atraso no aparecimento das regras, há sempre a possibilidade de gravidez. Em algumas ocasiões, entretanto, durante a gestação se produzem pequenas perdas de sangue. Há estados patológicos que podem provocar também suspensão das regras, como tuberculose, anomalias da tireoide etc.

A mulher, sobretudo na primeira gravidez, pode apresentar vômitos e náuseas. Tais sensações aparecem, em geral, duas semanas depois da concepção e podem agravar-se durante o primeiro mês, para depois diminuírem progressivamente e desaparecerem no terceiro mês. Quanto às alterações emocionais e psíquicas, é comum que a futura mãe se torne mais emotiva, com sinais de irritabilidade e mesmo depressão. Em outros casos, pode demonstrar uma alegria suave e uma permanente sensação de felicidade.

Durante a gestação ocorrem também algumas modificações morfológicas: as mamas tornam-se maiores e mais pesadas, pois aumenta a provisão de sangue, e os vasos sanguíneos tornam-se visíveis através da pele. A aréola (zona da mama que circunda o mamilo e apresenta coloração mais escura) pigmenta-se fortemente e o mamilo torna-se mais resistente e desenvolvido. Em torno dele crescem grânulos elevados, chamados tubérculos de Montgomery, que atuam como glândulas mamárias acessórias. Durante a gravidez, costuma-se observar também a secreção de uma pequena quantidade de líquido opalescente, o colostro. Trata-se de um líquido produzido no final da gravidez e começo da lactação, rico em aminoácidos, proteína essencial ao crescimento, que contém ainda anticorpos que asseguram imunidade contra algumas infecções. Dentro de quatro a cinco dias o colostro transforma-se em leite de transição. O leite maduro começa a fluir cerca de dez dias após o parto.

Desde o começo da gravidez, pode acentuar-se a pigmentação na linha reta que se estende do umbigo até a parte inferior do abdome, no rosto, nas mãos e em outras partes do corpo. Esse fenômeno é temporário e desaparece espontaneamente depois do parto. Em alguns casos, observa-se a aparição de estrias, linhas rosadas que surgem quando o ventre está muito distendido e que tendem a tornar-se brancas após o parto. No terceiro ou quarto mês de gravidez, o aumento de volume do abdome torna-se notável, embora não constitua por si só sinal seguro de gravidez, pois uma formação tumoral, por exemplo, pode produzir sintomas semelhantes. Os movimentos fetais passam a ser percebidos a partir da 16ª semana de gestação.

Higiene da gestanteRecomenda-se, em geral, que a mulher grávida não modifique de modo essencial sua rotina de vida. As mulheres que trabalham devem dar a conhecer ao médico as características das tarefas que desempenham, para que seja detectada alguma eventual ameaça para a gravidez. Como durante a gestação faz-se necessário maior repouso, a legislação trabalhista de diversos países dispõe a obrigatoriedade de conceder à gestante períodos de descanso antes e depois do parto, que podem ser aumentados se o médico julgar conveniente. Os diferentes códigos costumam estabelecer, em média, períodos de seis semanas antes e seis depois do parto. Na legislação brasileira, são concedidos 120 dias -- trinta antes do parto e noventa depois.

Em relação ao vestuário, recomenda-se que a mulher grávida não use roupas ou acessórios apertados, como cintos, ligas etc. O exercício moderado é recomendável. São aconselháveis passeios tranquilos duas vezes ao dia em terreno plano, benéficos para a circulação e a respiração da gestante. As desportistas podem continuar a praticar exercícios suaves. As viagens não são contra-indicadas, a não ser que exista antecedente de abortamento. A gestante necessita, também, de oito horas de sono à noite e uma hora suplementar depois do almoço.

Muitas gestantes perdem o interesse pelas relações sexuais durante o último trimestre de gravidez. Terminada a gestação, o interesse normal reaparece. Não há contra-indicação para as relações sexuais durante os oito primeiros meses, mas deve-se evitá-las um mês e meio antes e depois do parto. Se existem antecedentes de abortamento, devem ser evitadas as relações também durante o primeiro trimestre de gestação.

Os hábitos higiênicos da mulher grávida devem ser mantidos, da mesma forma que cuidados normais dispensados à pele, com especial atenção aos mamilos, para evitar a formação de rachaduras, e ao abdome, a fim de prevenir o aparecimento de estrias. Os hábitos de ingerir bebidas alcoólicas e de fumar devem ser evitados, pois o fumo é agente causal de partos prematuros e o número de cigarros consumidos por dia está em relação direta com a diminuição do peso fetal. O álcool, por sua vez, passa diretamente ao feto pelo fluxo sanguíneo e pode prejudicar seu desenvolvimento.

Os dentes devem ser especialmente cuidados, para prevenir o desenvolvimento da cárie dentária, enfermidade de origem mista -- intervêm fatores microbiológicos e carenciais, como a deficiência de flúor -- de elevada incidência em gestantes.

Dieta durante a gravidez O aumento ideal de peso nos nove meses de gravidez oscila em torno de dez quilos. É preciso recorrer a um regime dietético nos casos de obesidade ou de tendência a engordar. Bastam de 2.500 a 2.800 calorias diárias, repartidas em proteínas (1,25g por quilo de peso por dia), gorduras (1,1g por quilo de peso por dia) e carboidratos. Esses totais devem ser aumentados quando a gestante realiza trabalho muito ativo.

As necessidades vitamínicas são satisfeitas em geral com uma alimentação correta, mas pode-se recorrer também à administração suplementar de vitaminas, fundamentalmente A, B, C e D, e de minerais, sobretudo cálcio, ferro e fósforo.

Parto e puerpérioNo ser humano, o parto é prematuro quando sobrevém entre a 27ª e a 37ª semana  de gestação; a termo, se ocorre entre a 38ª e a 42ª semanas; e atrasado, quando se processa depois desse prazo.

Do ponto de vista fisiológico, não se conhece de forma precisa como e por quê se desencadeia o fenômeno do parto. Parecem intervir para isso diversos fatores, de natureza hormonal, psicológica, fetal, uterina etc. O parto espontâneo ou normal se processa em três etapas: dilatação, expulsão e secundamento ou dequitação.

Os primeiros sintomas consistem em nervosismo, insônia e pequenos incômodos abdominais que sucedem a incipientes contrações uterinas, chamadas de Braxton-Hicks, em geral indolores. O início da dilatação do colo uterino é reconhecido pela perda do tampão mucoso, secreção gelatinosa expelida pela vagina. A dilatação é completa quando chega a dez centímetros. Nesse momento, tem lugar a ruptura da bolsa d'água, com a saída do líquido amniótico. Produzem-se contrações dolorosas, cada vez mais intensas, frequentes e de maior duração. No período de expulsão, as contrações são mais intensas e repetidas, de modo que a parturiente sente vontade imperiosa de empurrar. Pouco a pouco, o feto desce até sair para o exterior (em 96% dos casos, a cabeça é a primeira parte que aparece). Depois disso, começa o trabalho de secundamento ou dequitação, cujo final é a expulsão da placenta.

Denomina-se puerpério o período de restabelecimento que se segue ao parto, durante o qual o aparelho reprodutor da mulher retorna a seu estado normal. Dura normalmente de seis a oito semanas e termina com a primeira ovulação, seguida da primeira menstruação pós-parto. As mudanças próprias do período puerperal têm início logo após o parto, induzidas pela queda brusca nos níveis de estrogênio e progesterona produzidos pela placenta durante a gravidez. O útero retoma o tamanho normal e a posição pré-parto em aproximadamente seis semanas, ao fim do processo chamado involução, em que o excesso de massa muscular uterina desaparece e o endométrio se reconstitui. Tem início a lactação.

Os principais problemas clínicos associados ao puerpério são a depressão, decorrente da instabilidade emocional e desconforto próprios das mudanças do período pós-parto; hemorragias, provocadas por placenta retida; e febre puerperal, a principal causa de óbitos de parturientes até o século XIX. A adoção de medidas profiláticas adequadas, especialmente a melhora das condições sanitárias, e o uso de antibióticos reduziram drasticamente a mortalidade causada por febre puerperal.

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Vegetarianismo

Vegetarianismo

#VegetarianismoVegetarianismo é a teoria ou prática da alimentação constituída unicamente de vegetais, como legumes, verduras, raízes, frutas, brotos, grãos e frutas secas, adotada por razões éticas, religiosas ou de nutrição. A carne vermelha, o pescado e as aves estão excluídos da dieta vegetariana. As correntes lactovegetarianas admitem a ingestão de leite e seus derivados, e as ovolactovegetarianas incluem também ovos.

Tanto na filosofia grega, representada pelos pitagóricos e neoplatônicos, como na oriental, representada pelo budismo e o bramanismo, o regime vegetariano era entendido como elemento capaz de harmonizar o homem com o universo. A ideia de purificação do corpo e do espírito se manteve, ao longo dos tempos, entre os adeptos do vegetarianismo.

Na antiguidade, a abstenção deliberada de carne na alimentação era praticada provavelmente de forma temporária, relacionada às celebrações rituais, como purificação e meio de acesso às divindades, ou como voto sacerdotal. A proposta de uma dieta vegetariana em caráter permanente surgiu em meados do primeiro milênio anterior à era cristã, simultaneamente na Índia e no Mediterrâneo oriental, de modo aparentemente independente. A partir de Platão, vários filósofos pagãos, entre os quais Epicuro, Plutarco e os neoplatônicos, recomendaram a abstinência de carne. A ideia estava então associada à condenação dos sacrifícios religiosos com derramamento de sangue e à crença na reencarnação. Os brâmanes indianos aplicaram as leis de respeito aos animais sobretudo à vaca, que se tornou sagrada.

Embora modificado, o vegetarianismo não deixou de ser praticado no Oriente, ligado sobretudo aos preceitos religiosos budistas. As tradições monoteístas que dominaram a cultura do Ocidente eram, no entanto, menos favoráveis a essa orientação alimentar, embora os primeiros líderes cristãos e alguns grupos judeus tenham condenado o consumo de carne.

O surgimento de ideais humanitários que caracterizou a filosofia europeia dos séculos XVII e XVIII recuperou, no Ocidente, o hábito da dieta sem carne, justificada em nome do aprimoramento moral da sociedade, sensível ao sofrimento dos animais. Diversas comunidades religiosas adotaram esse costume, especialmente nos países anglo-saxões e germânicos, sob diferentes interpretações éticas. Pensadores e escritores como Voltaire e, já no século XIX, Shelley e Thoreau, praticaram e preconizaram a abstenção de carne. O álcool passou a ser também condenado pela maior parte dos vegetarianos e, aos princípios éticos, somou-se a argumentação de ordem nutricional. A primeira sociedade vegetariana de âmbito nacional foi fundada na Inglaterra, em 1847.

No início do século XX, o vegetarianismo ganhou no Ocidente força suficiente para transformar os hábitos alimentares tradicionais, mesmo dos não-vegetarianos. Em 1908, após o fracasso de tentativa anterior, fundou-se a União Internacional Vegetariana, que atraiu também membros orientais. Alimentos como a pasta de amendoim e os flocos de milho (cornflakes) foram inventados por vegetarianos americanos e tornaram-se muito populares. Como forma de facilitar a mudança de hábito alimentar para pessoas acostumadas à dieta carnívora, criaram-se alimentos que imitam a textura e o sabor da carne, elaborados com vegetais de alto valor proteico, especialmente soja.

Em alguns países, sobretudo na Alemanha, o vegetarianismo promoveu uma reformulação de muitos hábitos e aumentou o interesse pela vida simples, em comunhão com a natureza e, algumas vezes, ligou-se ao movimento nudista. Em outros, a dieta vegetariana passou a ser vista apenas como hábito alimentar saudável, sem implicações éticas ou religiosas.

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Gripe | Causas, Epidemiologia, Tratamento e Prevenção da Gripe

Gripe | Causas, Epidemiologia, Tratamento e Prevenção da Gripe

#Gripe | Causas, Epidemiologia, Tratamento e Prevenção da Gripe

A Gripe é uma doença aguda e contagiosa, de origem virótica, caracterizada por manifestações tais como febre, calafrios e mal-estar geral, juntamente com dores musculares e de cabeça, além de perturbações do aparelho respiratório, como espirros, coriza, às vezes tosse e inflamações de garganta.

O processo patológico denominado gripe (ou influenza) enquadra-se dentro do conceito genérico de doença aguda respiratória de origem virótica. Em muitos países, as afecções desse gênero constituem a causa de mais de dois terços das consultas médicas e da maior parte das faltas ao trabalho.

Causas e epidemiologiaO quadro clínico da gripe é desencadeado por vários tipos de vírus pertencentes à família dos mixovírus. São conhecidos três tipos de vírus, denominados A, B e C, que produzem gripe no homem. O mais comum é o do tipo A, com grande tendência a sofrer variações estruturais. Distinguem-se entre estas o vírus A, o A1, antes A primo, e o A21, comumente conhecido como vírus da gripe asiática.

As alterações ocorreram em demorada sucessão, com o correr do tempo e em consequência da adaptação aos agentes empregados para combate à doença. Quando no vírus sobrevém uma mudança dessa ordem, pode ser de tal intensidade que a imunidade da população para outros vírus A é inadequada para impedir a infecção gripal. Origina-se então uma epidemia ou pandemia (epidemia de grande magnitude, que se estende por uma ou várias partes do mundo).

Embora haja indícios de que no século V a.C., no tempo de Hipócrates, já se conhecesse a gripe, a primeira referência documental a uma epidemia dessa doença data de 1530, ano em que uma pandemia afetou a Europa e, posteriormente, a Ásia e a África. No século XVIII e na primeira metade do século XIX também se registraram epidemias frequentes. Depois de um período de remissão, em 1889 sobreveio outra.

Havia-se generalizado, anteriormente, o termo "influenza", indicativo da influência do frio na aparição da enfermidade. Em 1918, ao final da primeira guerra mundial, houve gravíssima pandemia (chamada "espanhola") que produziu de 15 a 20 milhões de mortos no mundo. No Brasil, fez 300.000 mortes, das quais 18.000 no Rio de Janeiro. Mais tarde, entre 1968 e 1972, a gripe "Hong Kong" estendeu-se e chegou a alcançar níveis epidêmicos.

O surgimento de uma epidemia depende da vulnerabilidade da população e de fenômenos de variação ou mutação do vírus. A expansão do processo pode ter início com o aparecimento de múltiplos focos, cujo crescimento e difusão se dão em função das condições climáticas, da proximidade em que vivem as pessoas e de outros fatores de natureza social e econômica. A população afetada adquire imunização gradual e, com isso, num período de duração variável, a epidemia regride quando se reduz o número de indivíduos receptivos.

Evolução clínicaDoença das mais contagiosas, a gripe afeta indivíduos de todas as idades, sobretudo nos meses mais frios. É transmitida pelas pequenas gotas de saliva lançadas com a fala, a tosse ou o espirro. O processo gripal inicia-se bruscamente, no terceiro ou quarto dia depois do contágio. Em geral, a gripe tem limitação própria, ou seja, segue curso definido dentro de um tempo específico e de curta duração. Embora raramente seja grave por si mesma, a afecção gripal tende a suscitar infecções pulmonares secundárias (de que as pneumonias são as complicações mais frequentes) e pode até ocasionar a morte, especialmente de anciãos ou pessoas debilitadas por outros problemas clínicos.

Tratamento e prevençãoNão existe tratamento específico para a gripe, embora se recorra aos analgésicos e aos antitérmicos (ácido acetilsalicílico, dipirona, sulfato de codeína etc.) para combater a sensação de mal-estar e a febre. A atuação médica orienta-se para o alívio dos sintomas. Também se costuma prescrever o máximo de repouso, para evitar o surgimento de complicações. Quando se registra febre, é necessário ingerir grandes quantidades de líquido. Quando se evidenciam sinais de infecção bacteriana, empregam-se antibióticos.

Quanto à prevenção ou profilaxia, a vacina antigripal proporciona uma proteção individual contra a enfermidade e, em seu preparo, empregam-se fundamentalmente as vacinas feitas com vírus inativos. Recomenda-se vacinar os indivíduos ditos de alto risco, como os idosos, as pessoas que apresentam cardiopatias ou as que padecem de lesões brônquicas.

As organizações de saúde nacionais e internacionais exercem vigilância constante sobre a situação epidemiológica (tipo de vírus e sua virulência, grau de receptividade da população, número de pessoas afetadas etc.). A cada ano, essas observações orientam a preparação de vacinas antigripais, determinando que tipo de vírus deve ser empregado. A esse respeito, registram-se séries epidêmicas em ondas: assim, os vírus de tipo A tendem a manifestar-se ciclicamente a cada dois ou três anos, enquanto os do tipo B o fazem a cada quatro ou cinco anos.

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Asma | O Que é Asma?

Asma | O Que é Asma?
#Asma | O Que é Asma?

Asma é uma doença que se caracteriza por repentinos surtos de dificuldade respiratória, com tosse, sibilação e sensação de falta de ar originada por espasmo ou contração dos brônquios. Distinguem-se dois tipos de quadros asmáticos: o extrínseco, desencadeado por reações alérgicas a pólen, caspa, pelos e penas de animais, medicamentos etc.; e o intrínseco, de natureza infecciosa. O primeiro tipo em geral se apresenta antes dos trinta anos de idade, enquanto o segundo pode ocorrer em qualquer faixa etária. Na incidência da asma não se registra diferenciação de raças, mas é comum a transmissão por fatores hereditários.

Entre os quadros clínicos do aparelho respiratório, o que apresenta maior incidência é a asma. O processo se caracteriza pela diversidade de agentes causais e, em grande parte dos casos, se relaciona a manifestações de natureza alérgica.

A asma brônquica, em sua forma típica, se manifesta subitamente, mas pode ser precedida por sensação de aperto no tórax. Inicia-se por acesso de tosse e falta de ar, que vai se acentuando, especialmente no ato expiratório. A expiração torna-se consciente, trabalhosa e extensa. O doente assume posição mais ereta, fixando o tórax para que entrem em ação os músculos acessórios da respiração. Aparece chiado expiratório no peito e a dispneia (dificuldade na respiração) se agrava progressivamente. Finalmente, sobrevêm a cianose (cor arroxeada da pele e mucosas) e, nos casos avançados, palidez e pulso rápido. A crise pode cessar subitamente, mas a dispneia às vezes dura horas ou dias com a mesma intensidade.

Entre os recursos terapêuticos de que se lança mão contra a asma, cabe citar a dessensibilização por lenta inoculação de doses mínimas do produto ou agente causador dos ataques, com a consequente imunização, e a administração de medicamentos destinados ao tratamento dos sintomas. Entre os mais comuns estão os broncodilatadores, como os derivados da teofilina e da adrenalina, e os mucolíticos, que aumentam a fluidez das secreções mucosas.

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Febre Aftosa

Febre Aftosa

Febre Aftosa

A febre aftosa, às vezes chamada simplesmente aftosa, caracteriza-se por um estado febril acompanhado por uma erupção que se localiza nas mucosas e na pele, particularmente da cavidade bucal, das tetas e dos espaços interdigitais. É causada por um dos menores vírus conhecidos, um enterovírus do grupo picornavírus. Foram identificados sete tipos de vírus aftoso, três dos quais conhecidos como "clássicos", e quatro como "exóticos", porque só se encontram nos países onde foram originalmente isolados (Zimbábue, Botsuana, Zâmbia e Paquistão).

A queda na produção de leite, ou mesmo sua completa paralisação, é uma das principais sequelas da febre aftosa, doença de animais aguda e contagiosa. Ela ocorre com maior frequência nos bovinos e suínos, mas pode atingir também ovinos e caprinos.

A febre aftosa é contraída em geral por contato com a saliva de animais doentes, que contaminam a água e as forragens. Pode ser transmitida também pelos ordenhadores ou por pessoas que cuidam de animais, doentes e sadios. O período de incubação da doença é de dois a sete dias, podendo estender-se por alguns dias mais. O diagnóstico baseia-se no aparecimento de uma infecção febril que atinge simultaneamente vários animais, disseminando-se no rebanho.

Constatada pela primeira vez no Brasil em 1896, na região do Triângulo Mineiro, a doença é conhecida desde o início do século XVI, quando foi descrito o primeiro surto, ocorrido na Itália. O método profilático mais seguido, inclusive no Brasil, é o da vacinação a cada quatro meses. Não há nenhum medicamento específico para a cura da aftosa, mas o soro de animais restabelecidos ou hiperimunizados tem efeito terapêutico notável nos animais jovens e suaviza a infecção nos adultos. De grande importância é a manutenção da higiene dos animais e nos estábulos. A ocorrência da febre aftosa tem causado grandes prejuízos às exportações de carne dos países produtores.

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Bócio

Bócio

Bócio

A palavra bócio (papo) designou, durante muito tempo, qualquer aumento da tireoide. Hoje conceitua-se como bócio apenas o processo resultante dos distúrbios metabólicos da tireoide, oriundos de erros congênitos do metabolismo (por defeitos enzimáticos que bloqueiam a síntese da tiroxina). O bócio costuma aparecer na infância, mas tende a diminuir e desaparecer nos jovens que atingem a puberdade.

Em meados da década de 1950, o Departamento Nacional de Saúde delimitou as áreas bociógenas no Brasil, nas quais passou a ser distribuído sal de cozinha obrigatoriamente iodado para fins profiláticos.

Quem primeiro referiu-se à endemia de bócio no Brasil foi Auguste de Saint-Hilaire, que, no início do século XIX, citou localidades onde havia grande número de "papudos", alguns deles acusando sintomas de cretinismo. No começo do século XX, estudos de Carlos Chagas chamaram a atenção para o bócio endêmico de Lassance, ao norte de Minas Gerais. Nas zonas distantes do mar, por falta de iodo na água e no solo, o bócio ocorre com maior freqüência. O bócio endêmico observa-se em zonas geográficas específicas; o esporádico é encontrado em áreas não endêmicas e obedece a fatores etiológicos obscuros.

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Esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla

Entre as doenças cujas causas ainda não foram identificadas, a esclerose múltipla é das mais insidiosas pelos obstáculos que opõe ao diagnóstico, dada a variedade e indefinição de seus sintomas, e a impossibilidade de prever seu curso.

Esclerose múltipla é uma doença neurológica que ataca o cérebro e a medula espinhal, causada por agente desconhecido que destrói a mielina, bainha que envolve as fibras nervosas, e facilita o fluxo dos impulsos nervosos. Provoca a interrupção temporária ou a transmissão desordenada desses impulsos, causando entorpecimento, falta de coordenação, perda de equilíbrio, paralisia, distúrbios visuais e do tato e fraqueza muscular, entre numerosos outros sintomas. Nos casos mais graves, pode levar à paralisia permanente.

As primeiras manifestações da doença costumam ocorrer no início da vida adulta, com picos de incidência ao redor dos trinta anos. Há notícias do aparecimento também na sexta década. No início, ela pode não ser alarmante - formigamento e entorpecimento nas pernas ou falta de controle das mãos. Nos casos mais sérios, o distúrbio se anuncia com fortes sinais de disfunção medular aguda, inclusive paralisia das pernas e incontinência urinária. Os sintomas tendem a desaparecer temporariamente em questão de dias ou semanas, para voltar a intervalos de meses ou anos, com intensidade gradualmente maior.

Os corticoesteróides são usados com freqüência para aliviar os sintomas, mas o tratamento da esclerose múltipla tem se revelado ineficaz. As pesquisas sugerem que a doença pode ser provocada por um vírus ao qual o sistema imunológico reage de maneira inadequada, mas as tentativas de isolá-lo não tiveram êxito até o final do século XX. A incidência é de cerca de um caso em cada 2.500 pessoas, na Europa e norte dos Estados Unidos. É menos frequente na América do Sul, Ásia e África, embora ataque todas as raças.

Antisséptico

Antisséptico

AntisépticoO Antisséptico se diferencia do desinfetante pelo meio em que atua. Chama-se desinfetante toda substância química que destrua ou iniba o crescimento de microrganismos patogênicos localizados em meios inanimados (empregam-se, consequentemente, como produtos de limpeza e para manter o instrumental clínico livre de micróbios). Os anti-sépticos atacam os mesmos agentes, mas quando estes se encontram sobre tecidos vivos (usam-se, portanto, para a higiene corporal e como antimicrobianos em alimentos e remédios).


Desde que, no século XVIII, descobriu-se que certos micróbios eram os agentes causadores de muitas doenças graves, não cessou a pesquisa sobre substâncias capazes de atacar protozoários, bactérias, fungos etc.

A importância do controle dos microrganismos no campo da higiene, da indústria e da agricultura ensejou técnicas para a eliminação dos agentes patogênicos: uma dessas técnicas é a elaboração e a síntese de antissépticos.

Os anti-sépticos podem ser microbicidas, se produzem a morte do agente, ou microbiostáticos, se apenas detêm seu crescimento. De acordo com sua função e com o tipo de microrganismos que afetam, distribuem-se em numerosos grupos: bactericidas, fungicidas, bacteriostáticos, protozoostáticos etc.

Além da atividade antimicrobiana, uma substância anti-séptica deve caracterizar-se por apresentar uma série de propriedades: ausência de toxicidade ou de efeito corrosivo; boa solubilidade; adequada estabilidade química, que impeça a decomposição por efeito da luz ou do calor; e fácil penetração nos tecidos.

São três as formas de atuação mais frequentes dos anti-sépticos. A primeira é a desnaturalização das proteínas e enzimas que constituem a estrutura dos microrganismos, ação desenvolvida pelo álcool etílico e a água oxigenada; a segunda é a alteração da membrana celular, mecanismo ativado por certos sabões e detergentes; e a terceira é a modificação da atividade metabólica mediante indução de mudanças nos ácidos nucleicos, processo que a acridina, por exemplo, desencadeia.

Vários compostos utilizados para obter a anti-sepsia atuam também como desinfetantes. Os destinados ao uso humano são, em geral, os que provocam menor efeito irritante ou tóxico. Isso porque essas substâncias costumam ser aplicadas por via tópica (local), fazendo parte da composição de loções, pomadas e colírios, ou então como medicamentos de efeito interno que se fixam num determinado órgão.

A grande variedade de agentes anti-sépticos, tanto de origem vegetal e orgânica como sintetizados em laboratório, oferece a possibilidade de se aplicarem produtos de ação geral, como os álcoois ou os derivados iodados, ou agentes específicos adequados às necessidades de cada caso.

No que se refere à aplicação, o comportamento ideal de um anti-séptico consistiria na absoluta ausência de reações secundárias de tipo químico, alérgico ou de outra natureza. Como nenhum anti-séptico possui tal característica, a escolha tem que ser definida em cada caso e, frequentemente, torna-se necessário recorrer à combinação de diversos agentes em aplicação simultânea ou sucessiva.

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Anestesia | Para Que Serve a Anestesia

Anestesia | Para Que Serve a Anestesia

#Anestesia | Para Que Serve a AnestesiaA sensação de dor que todo organismo animal experimenta ante a ação de agentes externos pode desaparecer se os centros nervosos forem submetidos a  diversos procedimentos de natureza física ou química e ao efeito de certas substâncias. Define-se anestesia, portanto, como a supressão parcial ou total da sensibilidade de todo o organismo ou de uma parte delimitada deste, seja por efeito de processos patológicos, seja como consequência da aplicação de um determinado tratamento.

O emprego de anestésicos já na antiguidade clássica transparece em inúmeras referências, de autores como Heródoto, Dioscórides e Plínio o Velho, à inalação de cozimentos de cânhamo ou de soluções alcoólicas de ópio e meimendro para aliviar a dor dos enfermos ou feridos.

Os fenômenos que ocasionam o aparecimento da anestesia podem obedecer a mecanismos desencadeados por enfermidades neurológicas, caso em que recebem a denominação de espontâneos. Mas os que têm utilidade para a medicina são os chamados terapêuticos, obtidos artificialmente por meio de processos químicos, divididos em grupos diferenciados, de acordo com seus efeitos.

Anestesia geral - A anestesia geral pode ser obtida, principalmente, por via endovenosa, intramuscular ou inalatória. A anestesia por via endovenosa é conseguida através de drogas como a propanidida, a quetamina, diazepínicos, neurolépticos e analgésicos potentes. Contudo, os tiobarbituratos são mais amplamente empregados, por uma série de vantagens, mas principalmente porque permitem uma indução anestésica agradável. O paciente passa para o estado de inconsciência rapidamente, mas sem desconforto ou mal-estar. Tais drogas só são empregadas isoladamente em cirurgias de curta duração; em operações mais demoradas, seus efeitos devem ser complementados por outros anestésicos, administrados por via pulmonar.

A anestesia por via inalatória pode ser conseguida através do emprego de agentes gasosos, como ciclopropano e protóxido de nitrogênio, armazenados em torpedos de grande resistência, capazes de suportar pressões elevadas, ou líquidos voláteis, principalmente halotano, éter, metoxifluorano, tricloretileno.

Cada anestésico geral apresenta indicações e contra-indicações que limitam seu uso. Por exemplo, o ciclopropano induz a anestesia de modo rápido e agradável, é altamente analgésico, mas não pode ser associado a determinadas drogas (adrenalina, por exemplo) e, sendo explosivo, não deve ser empregado em presença de aparelhos elétricos. O tricloretileno nunca será utilizado em circuito fechado, isto é, em aparelhos com sistemas de absorção de gás carbônico. O éter possui propriedades analgésicas intensas, mas a indução analgésica que propicia é lenta e associada a sensações desagradáveis; ademais, produz secreções muitas vezes abundantes e determina incidência elevada de náuseas pós-operatórias. O óxido nitroso tem pequena potência anestésica; em geral deve ser  utilizado em combinação com outras drogas, e seu uso não permite a administração de oxigênio em concentrações elevadas.

O anestesiologista pode avaliar a profundidade da anestesia através de uma série de sinais, pesquisados e registrados a curtos intervalos de tempo. Os principais são: reflexos palpebral, ciliar e corneano; movimentação dos olhos; profundidade, ritmo e frequência dos movimentos respiratórios; comportamento da pressão arterial e do pulso; e tono muscular.

Por várias razões, um bom relaxamento muscular é muitas vezes necessário durante grande número de operações; isso pode ser conseguido mediante o emprego de relaxantes musculares, dentre os quais são mais comuns a di-alil-nor-toxiferina, a d-tubo-curarina, a succinilcolina, a galamina, o pancurônio etc. Os primeiros produtos desse grupo eram extraídos de plantas de fácil obtenção na Amazônia, e os índios que a habitavam já de há muito conheciam as propriedades paralisantes dos curares, como eram conhecidos. Os relaxantes musculares não possuem propriedades anestésicas e são utilizados como drogas auxiliares da anestesia. Ao final da cirurgia, alguns são neutralizados e eliminados pelo próprio organismo, enquanto outros devem ser antagonizados por drogas administradas pelo anestesiologista.

Anestesia loco-regional - A anestesia pode ser também local, limitada a pequenas áreas, ou regional, quando atinge porções maiores do corpo. Nesses tipos de anestesia são utilizados anestésicos locais, dentre os quais os mais empregados são a prilocaína, a marcaína, a lidocaína, a tetracaína e a novocaína. Alguns possuem a capacidade de anestesiar mucosas e são utilizadas, topicamente, no esôfago, na traqueia, na uretra etc. Os principais tipos de anestesia regional são a raquianestesia, a anestesia peridural, os bloqueios de plexos nervosos e a anestesia endovenosa regional.

A raquianestesia consiste no bloqueio de raízes nervosas por drogas anestésicas (anestésicos locais) introduzidas no espaço subaracnoideo. O agente difunde-se pelo líquido céfalo-raquidiano e produz interrupção da transmissão nervosa, tanto sensitiva (tato, dor, temperatura), como motora (produzindo relaxamento muscular). A raquianestesia é indicada especialmente para operações realizadas nas porções baixas do abdome e nos membros inferiores.

A anestesia peridural é conseguida pela introdução da solução anestésica no espaço peridural (ao redor da dura-máter) e pode ser executada desde a região do pescoço até a sacra. Nesse último caso, a anestesia denomina-se epidural sacra ou caudal. Tem, aproximadamente, as mesmas indicações e contra-indicações da raquianestesia. Pela introdução de um cateter de polivinil no espaço peridural, a anestesia pode ser mantida durante horas ou dias. Sua eficácia tem-se revelado no tratamento de dores que não são aliviadas pelos analgésicos comuns, como acontece em determinadas moléstias arteriais periféricas, no pós-operatório de certas intervenções cirúrgicas, durante o parto etc.

Entre os bloqueios dos plexos nervosos, o mais amplamente utilizado é o do plexo braquial, conseguido pela introdução do anestésico local dentro da bainha nervosa, por via supraclavicular ou axilar. É indicado para intervenções realizadas nos membros superiores.

A anestesia endovenosa regional constitui outro exemplo de anestesia regional e consiste na introdução de anestésico local na veia de um membro, superior ou inferior, previamente exsanguinado com faixa de borracha e garroteado. Desse modo, a droga difunde-se por toda a região situada distalmente ao garrote e assim permanece, mantendo a anestesia pelo tempo que durar o garroteamento. Permite operações de diversos tipos realizadas naquelas regiões, como, por exemplo, redução de fraturas, extração de unhas, sutura de tendões, amputações etc.

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Obesidade | Aspectos Fisiopatológicos | Diagnóstico e Tratamento

Obesidade | Aspectos Fisiopatológicos | Diagnóstico e Tratamento

#Obesidade | Aspectos Fisiopatológicos | Diagnóstico e Tratamento

A obesidade é uma condição caracterizada por uma elevada relação entre a massa de tecido adiposo e a massa total do corpo, comparada essa relação com a que se observa no homem considerado normal. É descrita como doença por razões entre as quais se incluem o fato de pacientes obesos apresentarem média de sobrevida inferior à dos indivíduos não-obesos e a alta incidência de distúrbios cardiovasculares e de diabetes melito em pacientes com excesso de tecido adiposo. Representa ainda uma desvantagem em muitas situações da vida real e causa distúrbios posturais relativamente graves, patologias da vesícula biliar e complicações na anestesia geral, na cirurgia e no parto.

O fator desencadeante da obesidade é quase sempre a ingestão excessiva de calorias, mas as causas dessa doença, que nos países desenvolvidos apresenta elevada incidência, abrangem uma ampla variedade de condicionamentos de natureza emocional, cultural, genética e endócrina.

Fisiologia do tecido adiposoO tecido adiposo se constitui de células cujos vacúolos são cheios de triglicerídeos, que constituem as gorduras. É de ampla distribuição no organismo, principalmente na região subcutânea, perineal e mesentérica. A massa corporal de um homem normal de setenta quilos constitui-se, aproximadamente, de 15kg de triglicerídeos.

Os depósitos de gordura constituem grande parte das reservas energéticas do organismo, compostas também de carboidratos (como o glicogênio) e proteínas. Os triglicerídeos são armazenados após a ingestão do alimento e consumidos (depletados) nos intervalos das refeições, ou quando as solicitações energéticas são mais pronunciadas. Esse processo de depleção se denomina mobilização das gorduras e permite que o organismo sobreviva por longos períodos sem ingerir alimentos. Nele intervêm numerosas funções, como a secreção dos hormônios glucagon e insulina, o controle do fluxo sanguíneo no tecido adiposo por meio do sistema nervoso autônomo, ou a produção de outras substâncias, como a adrenalina ou a noradrenalina, importantes hormônios mobilizadores de gorduras.

Aspectos fisiopatológicosEstudos de obesidade em animais de laboratório trouxeram valiosas informações, que permitem entender melhor a obesidade humana. Lesões bilaterais do hipotálamo, especificamente no núcleo ventromedial, acarretam obesidade em camundongos. Existem cepas de camundongos obesos e hiperglicêmicos que apresentam níveis plasmáticos acima do normal. Esses animais, mesmo com restrição alimentar, são incapazes de metabolizar gorduras de forma normal e catabolizam proteína num ritmo mais alto do que os camundongos normais, nas mesmas condições.

No homem, a obesidade é um problema ainda mais complexo, que envolve aspectos psicológicos primários ou secundários. Fatores de ordem genética desempenham importante papel em certos tipos de obesidade. Além disso, aspectos sociais, econômicos e culturais estão envolvidos. A obesidade no homem não raro está ainda relacionada com distúrbios metabólicos associados a problemas endócrinos. O nível plasmático de insulina, geralmente mais elevado em obesos, é, em muitos casos, normalizado após a redução de peso.

Diagnóstico e tratamentoMais importante do que o simples diagnóstico da obesidade é a determinação de sua etiologia. É de grande importância o conhecimento dos antecedentes do distúrbio e dos hábitos do paciente, assim como de suas características físicas e respostas a testes laboratoriais. Estudo psiquiátrico do paciente deve ser realizado com atenção, já que inúmeras vezes a obesidade é consequência de um desajuste emocional.

A prevenção e o tratamento da obesidade se baseiam num regime dietético adequado, prescrito por médico, intimamente associado à compreensão, por parte do paciente, da gravidade de seu quadro, e a uma colaboração consciente, que visa a transpor muitas das dificuldades encontradas no decorrer do processo. O tratamento médico, sem a colaboração do paciente, está fadado ao fracasso na grande maioria dos casos.

Hábitos adequados de alimentação e exercícios físicos moderados são indicados a todos os pacientes predispostos à obesidade, assim como a todos os indivíduos, ao atingirem a meia-idade, evidentemente excetuados os casos de contra-indicação médica.

Os dois pontos principais no tratamento da obesidade se baseiam nas leis fundamentais da termodinâmica, isto é, redução na quantidade de alimentos e aumento nos gastos energéticos. O tratamento pode, em linhas gerais, dividir-se em duas fases: (1) eliminação de fatores etiológicos; (2) redução dos depósitos excessivos de gordura. Assim, no hipogonadismo, deve ser tratada a causa por meio de gonadotrofinas ou hormônios gonadais. No hipotireoidismo, o emprego de hormônios tireoidianos é fundamental. Finalmente, nos distúrbios psicológicos, uma correção da conduta alimentar deve ser estabelecida, antes de tentar a redução de peso.

A eliminação dos depósitos de gordura se obtém por diminuição da ingesta de calorias e por aumento do exercício físico, seja a prática de marcha ou de um esporte. O  emprego do hormônio tireoidiano, sob a forma de tireoide dessecada, facilita a perda de peso, por aumentar o metabolismo basal. Esse método só deve ser prescrito, no entanto, em casos de hipotireoidismo, a fim de trazer o metabolismo a níveis normais. O emprego de diuréticos se indica somente na presença de edema.

A restrição dietética é fundamental no processo de redução de peso. Aproximadamente 35 calorias por quilograma de peso constituem dieta adequada para uma pessoa de atividade moderada. É importante que o paciente receba um adequado suprimento vitamínico, assim como de sais minerais, em especial cálcio e ferro. O paciente deve ser encorajado a se preocupar com seu aspecto estético, a desenvolver aptidões físicas e a praticar esportes. O apoio psicológico, por parte do médico, ou, em casos mais difíceis, do psiquiatra, é de fundamental importância.

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História do Xampu

História do Xampu

História do Xampu
O xampu surgiu na Alemanha em 1890, período em que as pessoas utilizavam sabonetes para lavar os cabelos. Somente após a Primeira Guerra Mundial que o xampu começou a ser comercializado em grande escala. Seu nome é proveniente de um modismo indiano presente na Inglaterra, pois “xampu” veio do hindu “champo”, que significa "massagear".

Contudo, os xampus eram muito parecidos: todos continham tensoativos, substâncias que alteram a superfície de contato entre dois líquidos e provocam a limpeza do cabelo. A partir do século XX, diferentes tipos de xampus foram elaborados para cada tipo de cabelo. Para baratear o preço final do produto, também foi a partir desse período que começaram a produzir o xampu por meio de produtos sintéticos.

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História do Sabonete

História do Sabonete

História do Sabonete

O sabão começou a ser utilizado por volta de 2500 a.C. pelos fenícios, tendo sido empregado na limpeza da lã de ovelhas e do couro de outros animais. Nessa época, o produto era feito por meio da gordura do carneiro e de substâncias contidas nas cinzas solúveis em água de pequenas plantas.

Os árabes e os turcos foram os primeiros a reconhecer o valor do sabão. Assim, quando os turcos invadiram o Império Bizantino, a prática  do uso do produto foi difundida em toda a Europa, porém apenas os nobres tinham acesso ao mesmo. Inclusive, os membros da elite presenteavam autoridades de outros países com sabonetes.

Até então, o sabão não possuía cheiro. Foi só no século XIX, mais precisamente em 1879, que desenvolveram um sabão perfumado: o sabonete. A partir do século XIX, devido à produção em larga escala, o custo do produto caiu, o que permitiu a massificação de seu uso e o tornou um dos principais elementos de higiene pessoal.

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Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

#Acupuntura | Origens e Fundamentos da AcupunturaA Acupuntura é uma coleção de manuscritos chineses originários do século XVIII a.C., mas só descobertos 15 séculos mais tarde, traz a primeira informação de que se tem notícia sobre a técnica da acupuntura. O Nei Jing (Nei Ching), o mais antigo tratado de medicina oriental que se conhece, descreve a implantação de agulhas em determinados pontos da superfície corporal para a obtenção de efeitos terapêuticos.

Origens e fundamentos. Essa obra menciona os chamados xue (hsueh), pontos cutâneos nos quais se aplicam agulhas para eliminar a dor ou insensibilizar certas áreas do corpo. Esse último efeito permite o emprego da acupuntura como técnica de anestesia cirúrgica, com resultados bastante satisfatórios.

Os pontos sobre os quais se inserem as agulhas estão distribuídos ao longo de linhas chamadas meridianos, que percorrem a superfície do corpo em sentido vertical, formando pares simétricos nas faces dorsal e ventral do corpo.

O efeito produzido pela aplicação correta das agulhas se explica, segundo os chineses, por um antigo preceito da filosofia oriental. A disposição oposta dos meridianos dorsais e ventrais, através dos quais flui a energia fundamental que rege o funcionamento do organismo e é o princípio da vida (chi), corresponde à alternância entre o yang -- o positivo, a luz, o sol, o céu, a vida, a força do dorso - e o  yin - o negativo, o frio, a terra, a fraqueza do ventre. A cada ponto de um dado meridiano corresponde outro na parte oposta, e disso deriva o equilíbrio de que dependem os efeitos proporcionados pelo estímulo da agulha.

Embora essa antiga interpretação nunca tenha sido refutada de modo categórico, os médicos que se dedicam à acupuntura procuram encontrar um fundamento científico para a técnica. Segundo princípios anatômicos e fisiológicos, o estímulo da acupuntura obedece a impulsos nervosos, uma vez que a maior parte dos pontos de inserção localizam-se nas proximidades dos nervos periféricos. Outras teorias apontam para uma natureza humoral da acupuntura. Os defensores dessa corrente citam uma demonstração experimental: estabelecendo-se um regime de circulação cruzada em dois animais de laboratório e aplicando-se em somente um deles técnicas de acupuntura, elimina-se a sensação de dor em ambos os animais.

Acupuntura no Ocidente. As primeiras informações recebidas no Ocidente sobre a existência da acupuntura foram prestadas por missionários que viajaram à China e ao Japão nos séculos XII e XIII. No entanto, a disseminação da técnica como procedimento terapêutico de reconhecida eficácia só veio a ocorrer na segunda metade do século XX. O fato coincidiu com a introdução de técnicas orientais na década de 1960, o  que levou à gradual assimilação de terapias alternativas à medicina tradicional do Ocidente.

Em 1971 ocorreu um fato decisivo para a aceitação dos procedimentos acupunturais no Ocidente. Dois cirurgiões americanos assistiram na China a uma extirpação de ovário na qual a paciente foi anestesiada com a implantação de agulhas, permanecendo consciente durante toda a operação. A divulgação, por esses médicos, dos surpreendentes resultados da anestesia contribuiu para a definitiva consolidação da acupuntura no mundo ocidental.

Posteriormente, o emprego da técnica se estendeu a especialidades para as quais não se previa sua utilização. Exemplo disso é o tratamento de certos quadros neurológicos como a hemiplegia, isto é, a paralisação de um dos lados do corpo, ou a paralisia facial. Na China, são tratados com acupuntura todos os tipos de alteração fisiológica, e até mesmo distúrbios ainda sem manifestação exterior. No Ocidente, nota-se uma tendência à aplicação dessas técnicas a disfunções psicossomáticas como a insônia, a astenia, as fobias etc.

Técnicas e materiais. Os efeitos da acupuntura podem ser reforçados com outras técnicas terapêuticas orientais, tais como a digitopuntura, que consiste na compressão de um ponto do corpo com os dedos, sem o emprego de agulhas, ou a auriculoterapia, modalidade acupuntural em que só se usam os pontos da orelha.

Acupuntura | Origens e Fundamentos da Acupuntura

A técnica da implantação consta de três etapas: no primeiro momento deve-se imobilizar a pele da zona em tratamento, mediante uma adequada pressão, exercida com os dedos; a seguir, determina-se cuidadosamente o ângulo de inserção da agulha, variável para cada caso; por fim, procede-se à perfuração cutânea. Esta se faz por pressão ou rotação da agulha, ou ainda com o emprego de um tubo finíssimo, o mandril, através do qual se faz passar a agulha, que se insere mediante um golpe seco sobre o extremo superior do tubo.

Desde suas origens, a técnica da acupuntura sofreu poucas modificações. A mais relevante talvez tenha sido a mudança nos materiais das agulhas. Originalmente feitas de madeira, passaram depois a ser fabricadas de sílex e metal. As agulhas de metal amarelado (ouro, cobre) exercem um estímulo tonificante, enquanto as de metal prateado (aço) têm efeito sedativo.

Uma das mais importantes inovações recentes foi a eletroacupuntura: um estimulador elétrico permite selecionar frequências adequadas e graduar a intensidade do estímulo em função da necessidade e tolerância do paciente. Já se realizam também tratamentos com raios laser, baseados na técnica da acupuntura. As inovações descritas têm ampliado de modo considerável as possibilidades das milenares técnicas da acupuntura.

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Por Que Bocejamos?

Por Que Bocejamos?

Por Que Bocejamos?
Pode parecer uma definição meio incompleta ou simples demais, mas bocejo nada mais é do que o abrir e o fechar involuntário da boca. Acontece que, quando nós bocejamos, nossos batimentos cardíacos são elevados significativamente e ocorre uma melhor oxigenação do cérebro. Até mesmo os cientistas não sabem direito o porquê de nós bocejarmos ou qual é a verdadeira importância do bocejo.

Para aqueles que creem no Evolucionismo, nossos ancestrais pré-históricos já abriam a boca para intimidar os seus inimigos. Desta forma, nós acabamos herdando essa mania. Já para muitos cientistas, o bocejo tem a função de aumentar a quantidade de oxigênio no nosso corpo. Outra parte dos entendidos pensa que o bocejo nada mais é do que a manifestação do tédio ou do cansaço.

Mesmo sem saber qual é a real  razão de bocejarmos, uma coisa é certa: é grande a possibilidade de você bocejar também ao ver outra pessoa fazendo o mesmo ou ao ler algo relacionado, como este texto.

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