Versificação

Versificação

Versificação é a técnica e arte de fazer versos.
Verso
É cada linha do poema; é uma palavra ou conjunto de palavras com unidade rítmica.
Ex.:
“Quem é esse viajante
Quem é esse menestrel
Que espalha esperança
E transforma sal em mel?”
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Estrofe

Estrofes são agrupamentos de versos.
Elas podem ser classificadas quanto ao número de versos.
Monóstico – estrofe com um verso.
Dístico – estrofe com dois versos.
Terceto – estrofe co três versos.
Quadra ou Quarteto – estrofe com quatro versos.
Quintilha – estrofe com cinco versos.
Sextilha – estrofe com seis versos.
Septilha – estrofe com sete versos.
Oitava – estrofe com oito versos.
Nona – estrofe com nove versos.
Décima – estrofe com dez versos.
Observação:
Há certos tipos de poesia, como a balada e o rondó, que apresentam versos que se repetem no fim das estrofes. Esses versos são chamados de Refrão ou Estribo.

Rima
Rima é a identidade ou semelhança de sons que ocorre no fim dosa versos, embora possa ocorrer também no meio do verso (rima interna).O que importa na rima é que haja coincidência de sons (total ou parcial) e não das letras que a formam.

A rima acentua o ritmo melódico do texto poético.

Há vários tipos de rima e para especificá-los no poema, convencionou-se usar as letras do alfabeto: os versos que estão ligados entre si pela rima recebem letras iguais.
Verso Branco
Verso branco é o verso que não tem rima.
“A menina tonta passa metade do dia
a namorar quem passa pela rua,
que a outra metade fica
pra namorar-se no espelho
A menina tonta tem olhos de retrós preto,
cabelos de linha de bordar,
e a boca é um pedaço de qualquer tecido vermelho.”
(Manuel de Fonseca)

Encadeamento

Quando o verso não finaliza juntamente com um segmento sintático, ocorre o encadeamento ou Enjabement, que é a continuação do sentido de um verso no verso seguinte:
“E entra a Saudade... Fiquei
Como assombrado e sem voz!”
(Teixeira de Pascoaes)
Os versos são classificados de acordo com o número de sílabas poéticas que possuem:
Monossílabo – verso com uma sílaba poética.
Dissílabo – verso com duas sílabas poéticas.
Trissílabo – verso com três sílabas poéticas.
Tetrassílabo – verso co quatro sílabas poéticas.
Pentassílabo (ou redondilha maior) – verso com cinco sílabas poéticas.
Hexassílabo – verso com seis sílabas poéticas.
Heptassílabo – verso com sete sílabas poéticas.
Octossílabo – verso com oito s;ilabas poéticas.
Eneassílabo – verso com nove sílabas poéticas.
Decassólabo – verso com dez sílabas poéticas.
Hendecassílabo – verso com onze sílabas poéticas.
Dodecassílabo (ou alexandrino) – verso com doze sílabas poéticas.
Verso Bárbaro – verso com mais de doze sílabas poéticas.

Metro
É a medida do verso. Metrificação é o estudo da medida dos versos, é a contagem das sílabas poéticas ou sílabas dos versos. As sílabas dos versos são sonoras e sua contagem é feita de maneira auditiva, diferente, portanto, da contagem estritamente gramatical que ocorre no texto em prosa.

Na contagem das sílabas poéticas estão ligadas umas às outras mais intimamente, o que conforme ao texto o ritmo e a melodia próprios do verso. Se ocorrer na prosa essa ligação mais íntima entre as palavras, tem-se a prosa poética. Em função do ritmo, muitas vezes o poema reduz ou alonga as sílabas poéticas. Por isso, para se medir um verso e proceder à contagem das sílabas , é necessário contar até a ultima s’laba tônica do verso e observar os encontros vocálicos.

Parnasianismo


Parnasianismo

ParnasianismoUma das maiores preocupações na composição poética dos parnasianos era a precisão das palavras. Esses poetas chegaram ao ponto de criar verdadeiras línguas artificiais para obter o vocabulário adequado ao tema de cada poema. Movimento literário surgido na França em meados do século XIX, em oposição ao romantismo, o parnasianismo representou na poesia o espírito positivista e científico da época, correspondente ao realismo e ao naturalismo na prosa. O termo parnasianismo deriva de uma antologia, Le Parnasse contemporain (O Parnaso contemporâneo), publicada em fascículos, de março a junho de 1860, com os versos dos poetas Théophile Gautier, Théodore de Banville, Leconte de Lisle, Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Stéphane Mallarmé, François Coppée, o cubano de expressão francesa José Maria de Heredia e Catulle Mendès, editor da revista. O Parnaso é um monte da Grécia central onde na antigüidade acreditava-se que habitariam o deus Apolo e as musas.

ANTECEDENTES
A partir de 1830, alguns poetas românticos se agruparam em torno de certas idéias estéticas, entre as quais a da arte pela arte, originária daquele movimento. Duas tendências se defrontavam: a intimista (subjetiva) e a pitoresca (objetiva). O romantismo triunfara em 1830, e de Victor Hugo provinham as grandes fontes poéticas, mas o lirismo intimista não mais atraía os jovens poetas e escritores, que buscavam outros objetos além do eu. A doutrina da arte pela arte encontrou seu apóstolo em Gautier, que foi o pioneiro do parnasianismo. Nos prefácios de dois livros, Poésies (1832) e Jeune France (1833; Jovem França), Gautier expôs o código de princípios segundo o qual a arte não existe para a humanidade, para a sociedade ou para a moral, mas para si mesma. Ele aplicou essa teoria ao romance Mademoiselle de Maupin (1836), que provocou acirradas polêmicas nos círculos literários por desprezar a moral convencional e enfatizar a soberania da beleza. Mais tarde publicou Emaux et camées (1852; Esmaltes e camafeus), que serviu de ponto de partida para outros escritores de apurado senso estético, como Banville e Leconte. Este último publicou, em 1852, os Poèmes antiques (Poemas antigos), livro em que reuniu todos os elementos formais e temáticos da nova escola. Ao lado de Poèmes barbares (1862; Poemas bárbaros), essa obra deu ao autor um imenso prestígio e a liderança do movimento, de 1865 a 1895. Em torno dele reuniram-se Mendès, Sully Prudhomme, Heredia, Verlaine e Coppée. Outros precursores, como Banville e Baudelaire, pregaram o culto da arte da versificação e da perfeição clássica. À época, eram muito valorizados e vistos com curiosidade os estudos arqueológicos e filológicos, a mitologia, as religiões primitivas e as línguas mortas. Os dois livros de Leconte iniciaram uma corrente pagã de poesia, inspirada nesses estudos orientais, místicos, primitivos, "bárbaros", no sentido de estranhos ao helenismo, que ele procurava ressuscitar com traduções de Homero.

CARACTERÍSTICAS
O movimento estendeu-se por aproximadamente quatro décadas, sem que se possa indicar limite preciso entre ele e o romantismo, de um lado, e o simbolismo, do outro. Uma de suas linhas de força, o culto da beleza, uniu parnasianos e simbolistas. No entanto, pode-se distinguir alguns traços peculiares a cada movimento: a poesia parnasiana é objetiva, impessoal, contida, e nisso se opõe à poesia romântica. Limita-se às descrições da natureza, de maneira estática e impassível, freqüentemente com elemento exótico, evocações históricas e arqueológicas, teorias filosóficas pessimistas e positivistas. Seus princípios básicos resumem-se nos seguintes: o poeta não deve expor o próprio eu, nem fiar-se da inspiração; as liberdades técnicas são proibidas; o ritmo é da maior importância; a forma deve ser trabalhada com rigor; a antigüidade grega ou oriental fornece modelos de beleza impassível; a ciência, guiada pela razão, abre à imaginação um vasto campo, superior ao dos sentimentos; a poesia deve ser descritiva, com exatidão e economia de imagens e metáforas, em forma clássica e perfeita. Dessa maneira, o parnasianismo retomou as regras neoclássicas introduzidas por François de Malherbe, poeta e teórico francês que no início do século XVII preconizou a forma estrita e contida e acentuou o predomínio da técnica sobre a inspiração. Dessa forma, o parnasianismo foi herdeiro do neoclassicismo, do qual se fez imitador. Seu amor ao pitoresco, ao colorido, ao típico, estabelece a diferença entre os dois estilos e o torna um movimento representativo do século XIX.

A evolução da poesia parnasiana descreveu, resumidamente, um percurso que se iniciou no romantismo, em 1830, com Gautier; conquistou com Banville a inspiração antiga; atingiu a plenitude com Leconte de Lisle; e chegou à perfeição com Heredia em Les Trophées (1893; Os troféus). Heredia, que chamou a França de "pátria de meu coração e mente", foi um brilhante mestre do soneto e grande amigo de Leconte de Lisle. Ele reuniu as duas tendências principais do parnasianismo -- a inspiração épica e o amor à arte-- e procurou sintetizar quadros históricos em sonetos perfeitos, com rimas ricas e raras. Heredia foi a expressão derradeira do movimento, e sua importância é fundamental na história da poesia moderna.

O parnasianismo foi substituído mas não destruído pelo simbolismo. A maioria dos poetas simbolistas na verdade começou fazendo versos parnasianos. Fato dos mais curiosos na história da poesia foi Le Parnasse contemporain ter servido de ponto de partida tanto do parnasianismo quanto do simbolismo, ao reunir poetas de ambas as escolas, como Gautier e Leconte, Baudelaire e Mallarmé. Da França, o parnasianismo difundiu-se especialmente pelos países de línguas românicas. Em Portugal, seus expoentes foram Gonçalves Crespo, João Penha e Antônio Feijó. O movimento alcançou êxito principalmente na América espanhola, com o nicaragüense Rubén Darío, o argentino Leopoldo Lugones, o peruano Santos Chocano, o colombiano Guillermo Valencia e o uruguaio Herrera y Reissig.

PARNASIANISMO NO BRASIL
O movimento parnasiano teve grande importância no Brasil, não apenas pelo elevado número de poetas, mas também pela extensão de sua influência. Seus princípios doutrinários dominaram por muito tempo a vida literária do país. Na década de 1870, a poesia romântica deu mostras de cansaço, e mesmo em Castro Alves é possível apontar elementos precursores de uma poesia realista. Assim, entre 1870 e 1880 assistiu-se no Brasil à liquidação do romantismo, submetido a uma crítica severa por parte das gerações emergentes, insatisfeitas com sua estética e em busca de novas formas de arte, inspiradas nos ideais positivistas e realistas do momento. Dessa maneira, a década de 1880 abriu-se para a poesia científica, a socialista e a realista, primeiras manifestações da reforma que acabou por se canalizar para o parnasianismo. As influências iniciais foram Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira, este o principal propagandista do movimento a partir de 1877, quando chegou de uma estada em Paris. O parnasianismo surgiu timidamente no Brasil nos versos de Luís Guimarães Júnior (1880; Sonetos e rimas) e Teófilo Dias (1882; Fanfarras), e firmou-se definitivamente com Raimundo Correia (1883; Sinfonias), Alberto de Oliveira (Meridionais) e Olavo Bilac (1888; Poesias). O parnasianismo brasileiro, a despeito da grande influência que recebeu do parnasianismo francês, não é uma exata reprodução dele, pois não obedece à mesma preocupação de objetividade, de cientificismo e de descrições realistas. Foge do sentimentalismo romântico, mas não exclui o subjetivismo. Sua preferência dominante é pelo verso alexandrino de tipo francês, com rimas ricas, e pelas formas fixas, em especial o soneto. Quanto ao assunto, caracteriza-se pelo realismo, o universalismo e o esteticismo. Este último exige uma forma perfeita quanto à construção e à sintaxe. Os poetas parnasianos vêem o homem preso à matéria, sem possibilidade de libertar-se do determinismo, e tendem então para o pessimismo ou para o sensualismo. Além de Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac, que configuraram a trindade parnasiana, o movimento teve outros grandes poetas no Brasil, como Vicente de Carvalho, Machado de Assis, Luís Delfino, Bernardino da Costa Lopes, Francisca Júlia, Guimarães Passos, Carlos Magalhães de Azeredo, Goulart de Andrade, Artur Azevedo, Adelino Fontoura, Emílio de Meneses, Augusto de Lima e Luís Murat.

A partir de 1890, o simbolismo começou a superar o parnasianismo. O realismo classicizante do parnasianismo teve grande aceitação no Brasil, graças certamente à facilidade oferecida por sua poética, mais de técnica e forma que de inspiração e essência. Assim, ele foi muito além de seus limites cronológicos e se manteve paralelo ao simbolismo e mesmo ao modernismo. O prestígio dos poetas parnasianos, ao final do século XIX, fez de seu movimento a escola oficial das letras no país durante muito tempo. Os próprios poetas simbolistas foram excluídos da Academia Brasileira de Letras, quando esta se constituiu, em 1896. Em contato com o simbolismo, o parnasianismo deu lugar, nas duas primeiras décadas do século XX, a uma poesia sincretista e de transição.

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Linguagem e Comunicação


Linguagem e Comunicação

Linguagem e Comunicação
Linguagem e Comunicação
A propaganda é uma forma de comunicação. Trata-se de um conceito muito amplo, e para termos uma idéia mais precisa do que nele se inclui, temos que observar algumas atividades que a expressão compreende. Três distinções se destacam:
Comunicação verbal e não verbal
Propaganda Comunicação pública e particular
Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos
Comunicação Verbal e Não-Verbal
A linguagem verbal é o nosso veículo de comunicação mais importante.
A linguagem não – verbal consiste nos gestos, nas posturas que nos acompanha quando dialogamos.
O emprego simultâneo de linguagem verbal e não – verbal faz parte da nossa cultura e encontra-se no teatro, no cinema, na TV, HQ e na maior parte dos anúncios.
Comunicação Pública e Particular
Comunicação Particular: conversa entre pessoas que se conhecem (ex: amigos)
Comunicação Pública: - tem um público anônimo (ex: jornais – artigos, romances, filmes, propagandas)
- tem um número conhecido de pessoas, que estão ao mesmo tempo comunicando-se umas com as outras e com um público anônimo. (ex: mesas redondas de TV, rádio e debates parlamentares)
Comunicação em 1 sentido e em 2 sentidos
O redator / locutor emite uma comunicação pública para um público anônimo, que não pode lhe responder. Portanto, a propaganda constitui uma forma pública de comunicação verbal a não – verbal = cinema, TV, HQ...
Uma obra de arte como um todo representa a comunicação do artista com seu público – é comunicação pública em 1 sentido. Porém, dentro da obra, há um diálogo entre os personagens – comunicação particular em 2 sentidos. Há casos em que a propaganda emprega o mesmo recurso.
A Mensagem Verbal
TEXTO: é o objeto de estudo que passa entre os participantes do processo de comunicação.
No estudo do texto devem ser feitas as seguintes observações: - o texto existe numa situação particular de comunicação;
- o texto tem uma estrutura (textura);
- o texto comunica significado;
A situação de Comunicação
EMISSOR: quem fala a mensagem (anunciante)
RECEPTOR: quem recebe (leitor)
SIGNIFICADO: refere-se ao produto (tentativa de induzir o leitor a adquirir o produto
CÓDIGO: no anúncio impresso é a linguagem, mas há o código visual (imagem)
CANAL: por onde a mensagem passa
CONTEXTO: inclui aspectos como a situação do leitor (já tem o produto? Tem condições de adquirí-lo?). O leitor tem que saber que aquele texto é um anúncio. É por isso que às vezes escreve-se “informe publicitário” no alto da página.








Função da Comunicação

Função Expressiva: a linguagem focaliza o EMISSOR. Seus desejos, sentimentos, atitudes e vontades. É esta função que empregamos quando nos afirmamos como indivíduos.
Função Diretiva: a linguagem focaliza o RECEPTOR. Ela se destina a influenciar os atos, as emoções, crenças e atitudes do destinatário. Convencer, recomendar, convidar, permitir, ordenar, advertir e ameaçar são atos de fala diretivos.
Função Informacional: focaliza o SIGNIFICADO. Ao pedirmos uma informação usamos a linguagem de maneira informacional. Informar, relatar, descrever, afirmar, solicitar, confirmar são atos de fala informacionais.
Função Metalinguística: Focaliza o CÓDIGO. Quando se explica a línguagem através da língua. Ex: “Controvérsia é uma palavra que se pronuncia acentuando a terceira sílaba.”
Função Interacional: Ocupa-se do CANAL. A linguagem é aqui empregada para criar, manter e encerrar o contato entre o emissor e o receptor. Essa função adquirirá importãncia especial se os interlocutores não estiverem em contato visual um com o outro. Ex: uma conversa ao telefone.
Função Contextual: Relaciona-se com CONTEXTO. Há várias palavras cujo significado somente se define tendo os elementos do processo de comunicação. Ex: “eu”, “nós”, “você”, “este”, “aquele”, “aqui”, “lá”, “agora”, “então”. Denomina-se essa palavras que têm um siginificado diferente para cada situação como dêiticas, e sua função é ancorar o texto numa situação concreta.
Função Poética: Uso poético torna-se evidente quando se utilizam rimas, ritmo, metáforas, mas não é preciso que eles estejam presentes para que se diga que se trata de função poética. A metáfora causa a ambiguidade da mensagem, e isso é motivo de atenção, pois deve se considerar que o uso da metáfora em propaganda pode dar margem à significados não desejados ou fora do contexto. Portanto, a função poética está voltada ao mesmo tempo para o código e para o significado: o código é empregado de forma especial, a fim de comunicar um significado que, de outra maneira, não seria um objeto comunicacional.

Estrutura do Texto

Coesão e Coerência

Coesão é a ligação formal entre duas orações.

Coerência é o nexo lógico interno nos textos.

Nem todo texto é ao mesmo tempo coesivo e coerente. É perfeitamente normal e comum um texto ser coerente sem ser coesivo. Também acontece o contrário.

Exemplo de Coesão:
Propaganda da meia “Segreta”
O texto é coerente e eficaz, mas se você quisesse obter uma coesão formal entre cada frase, teria que anexar as palavras em vermelho:
A única meia de compressão com transparência, que é sucesso em mais de 40 países, acaba de chegar ao Brasil
“...Podendo apresentar-se nos modelos suave, média ou
(Em)
forte compressão, a meia Segreta previne celulites...”
(Ela)
Ainda nesta propaganda, percebemos o erro do “a” na frase “...proporcionar a mulher...” que deveria conter crase.
Exemplo de Coerência:
Propaganda da Payot
As duas frases que compõem o título do anúncio não têm coerência de idéia.
Caixa de texto: “Ame o sol.   Respeite sua pele.”
Estrutura da Informação
A estrutura do texto de um anúncio, além de conter coesão e coerência entre as frases, deve Ter uma estrutura de informação dentro das frases, que faça com que cada frase adquira um grau de importância diferente devido à informação que apresenta.
Três pares de conceitos devem ser analisados:
TEMA - REMA
de que se trata o que é dito sobre
a frase o tema
DADO - NOVO
Informações que a nova informação
já são conhecidas fornecida na frase
TEMA REMA
NÃO
FOCAL - FOCAL
a informação nova
de maior importância
recebe o
acento nuclear
Exemplo: Propaganda Maggi
Caixa de texto: “E você? O que vai fazer para o jantar?  Vou fazer um creme de cebola...”
Na última frase, “eu” (oculto) é o tema (a frase fala o que
eu vou fazer), sendo o rema “vou fazer um creme de cebola” (o que eu vou fazer). Os termos “eu” (oculto), “vou” e “fazer” são os dados (já foram citados na frase anterior, que é a pergunta “E você? O que vai fazer para o jantar?”. A informação nova, que recebe o acento nuclear, é o “creme de cebola”.
Sintaxe Disjuntiva
Os textos de propaganda tendem a seccionar as frases, ou seja, usar ponto-final onde normalmente seria usada uma vírgula. Essa técnica tem um efeito comunicativo. Observe:
Exemplo: Propaganda do Outrageous, da Revlon




Outrageous é a nova linha de shampoos da Revlon que deixa seus cabelos escandalosamente macios. Escandalosamente brilhantes. Escandalosamente fascinantes. Todos os dias. Como você nunca viu...”

Todos os pontos deste texto seriam substituídos por vírgula se este não fosse um texto publicitário. A conseqüência desta prática é a ruptura da frase em maior número de unidades de informação, aumentando assim o número de elementos focais (informações novas). Esse processo gera um efeito comunicativo, que é o de darmos maior ênfase a cada informação.
Conteúdo
É aquilo ao que o texto se refere, são palavras empregadas. O conteúdo pode ser comunicado de duas formas: a implicita e a explicita.
Conteúdo Implícito e Explícito
O princípio básico em que toda a comunicação se baseia é o de que nada se diz se não há razão para dizê-lo.
Do relativo do relativo grau de certeza com que tais deduções são feitas , é possível distinguir três graus de conteúdo implícito: Ilação, Pressuposição e Expectativa.
F Ilação: é aquilo que se pode concluir logicamente de um a declaração.
Ex 1: Paulo saiu há dois minutos.
Implica que: Paulo não está no momento.
FPressuposição: É aquilo que é obrigatório para que um enunciado seja verdadeiro. Dessa forma, no exemplo 1 , pressupõe-se que João estava aqui há dois minutos.
Uma particularidade da pressuposição é que ela é mais difícil de ser negada do que uma afirmação direta.
Agora veremos um exemplo de uma
afirmação direta
PERSONAGEM 1: “Você ás vezes batia na sua mulher”’
PERSONAGEM 2: “ É claro que não , isso é uma mentira”
Nesse mesmo caso se uma pressuposição fosse utilizada, a resposta do personagem 2 tornar-se-ia mais complexa. Observe o exemplo abaixo:
PERSONAGEM 1: “Quando é que você deixou de bater na sua mulher?”
PERSONAGEM 2: “Escute, essa é uma pergunta absurda: nunca bati na minha mulher e é isso de fato, que você está insinuando.”
Podemos perceber como a situação torná-se embaraçosa e constrangedora.
FExpectativa: se apoia no princípio da “boa razão”. Sempre que alguma coisa é dita, presume-se que deva haver uma boa razão para dizê-la.
As regras normais de Expectativa só se aplicam plenamente às funções informacionais e diretivas da linguagem. Porém, essas regras não se aplicam á função interacional . Por exemplo; quando dizemos: “ Que linda manhã” ou “ Há quanto tempo não nos vemos” , não partimos do princípio de que o interlocutor precise ser informado desses fatos.
Exemplo: Por que cada vez mais homens estão preferindo Levi’s?
O que pressupõe que cada vez mais homens estão preferindo Levi’s.
A razão do emprego dessas chamadas está na diferença entre asserção e pressuposição: é muito mais fácil negar ou questionar uma afirmação do quem uma pressuposição ( como ocorreu no exemplo acima ).
O jogo da Expectativa , na linguagem publicitária , talvez seja menos evidente do que com a pressuposição, mas pelo menos é tão comum e comprovado pelos publicitários profissionais que criticam os critérios de seu ofício.
Frases com expressões Negativas
Existem frases que contém expressões negativas seguidas por adjetivo comparativo. Observe a frase abaixo:
Atenta à beleza, atenta ao valor, você não pode comprar nada melhor que Rimmel.
( She, outubro de 1977)
Significando que:
Rimmel é o melhor que você pode comprar.
Embora, na realidade, somente afirme que :
Rimmel é tão bom quanto qualquer outro que você puder comprar.
De fato, sempre que se emprega uma negativa para proclamar que o produto está livre de certas características indesejáveis, o argumento só tem sentido porque as regras de expectativa nos permitem deduzir que os produtos concorrentes apresentam tais características. È o que acontece em casos como:
Ex: |X| é o leve creme hidratante.
Não é oleoso nem viscoso.
O que implica que:
Outros cremes hidratantes são oleosos e viscosos.
Frases com alegações positivas
No caso de alegações positivas, a regra é que o princípio da “ boa razão” nos leva a esperar que, se é feita uma alegação à favor de um produto, é porque ele difere dos concorrentes nesse particular. Por exemplo, se o anúncio de um analgésico menciona solubilidade várias vezes, deve haver alguma razão para isso, e, daí deduzimos que:
Nenhum outro analgésico é solúvel.
O que não é verdade.
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Função Expressiva
A melhor homenagem do Pó Royal
todas as mães é continuar fazendo crescer
as coisas mais fofas e gostosas que existem.
“Deve ser por isso que as
mulheres brasileiras são
tão bonitas”
Nastassja Kinski
Função Contextual
Amor à primeira vista
Sabe aquela sensação gostosa do amor `a primeira
vista? Ela se repete quando você se apaixona
perdidamente por um pudim, um bolo, um frapê,
um sorvete ou uma outra delícia. E aí, pode
Ter certeza: essa maravilha tem o seu carinho e
Leite Moça. A Nestlé fez com amor para você.
Função Informacional
Novo gol 4 portas.
O carro que tem mais saída
Agora tem mais entrada.
Chegou o Novo Gol 4 portas. O estilo, a beleza e o conforto que fizeram do Gol o carro mais vendido do país ganham Agora a versatilidade da verão quatro portas. Melhor movimentação e maior facilidade de acesso devido ao grande ângulo de abertura das portas traseiras. E liberdade para todos os ocupastes, uma vez que os vidros das portas traseiras podem ser abaixados integralmente. O novo Gol 4 portas você encontra em todas as suas seis versões e com quatro opções de motorização: 1.0 Hitork- o único motor 1.0 16V do mercado-, 1.6, 1.8 e 2.0 nas versões Top e Esportivas. Todas elas equipadas com o moderno sistema de injeção eletrônica multiponto que garante economia e um ótimo desempenho. Novo Gol 4 portas. A única versão que este carro ainda não tinha.
Vendo Apto. supostamente localizado no Morumbi
( Na verdade, é no Jardim Matilde)
Sofisticado sistema de segurança na portaria. Impotantíssimo,
já que o bairro anda meio barra pesada. Sala com lareira
( nunca acenda, porque enfumaça tudo). O vizinho do lado
é excelente pessoa, principalmente se você gostar
de tuba. Visitas em qualquer dia e horário. Menos Quinta de
manhã, porque tem feira na rua.
Algumas pessoas são tão sinceras
que só poderiam escrever na Folha.
Função Poética
Contra
cabelos
oleosos,
use Liza.
Não tem cheiro e não faz fumaça na cozinha.
É o óleo que respeita a sua saúde e a sua beleza.
UAU !
É a meia –calça
Que deixa o
Bumbum legal.
Agora toda brasileira pode
corresponder à fama de mulher mais
sensual do mundo: a nova meia-calça
Impuls Trifil foi confeccionada
Especialmente para levantar o bubum
E modelar a barriga e o quadril.
Não é enchimento,
É um a verdadeira novidade.
Experimente Impuls. Você vai ficar
Com a moral lá em cima.
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Você sairia com um homem sabendo
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De Pityrosporum ovale na cabeça
Provavelmente você já saiu. Sem saber, mais já saiu. Agora calma, nada de pânico: Pityrosporum ovale é simplesmente o nome do fungo causador da caspa.
Mas chegar até esse fungo não foi nada simples. Foram anos e anos de pesquisa até a comunidade científica poder afirmar, com certeza, ser o Pityrosporum ovale a causa da caspa. Esser fungo vive inofensivamente no nosso coro cabeludo.
Porém, a ,á alimentação, mudanças climáticas e o stress contribuem para a proliferação do Pityrosporum ovale. E aí começam os problemas: inflamação da raiz do cabelo, a coceira, a descamação, a visível e desagradável caspa.
Descoberta a causa , foi possível descobrir o tratamento: TRIATOPâ. TRIATOPâ é um shampoo anticaspa que contém um derivado imidasólico, o mais eficaz agente ativo contra o fungo causador da caspa. Os outros shampoos anticaspa já existentes podem apresentar um resultado superficial e temporário, mas TRIATOPâ ataca a causa do problema , eliminando todos os seus efeitos. E , ao contrário dos outros anticaspa, TRIATOPâ não prejudica a beleza dos cabelos porque sua fórmula exclusiva contém colágeno. Uma proteína nutriente e umectante que deixa os cabelos macios e sedosos. TRIATOPâ é dermatologicamente tetado e pode ser usado em todo o tipo de cabelo. Nas primeiras 3 semanas de tratamento, o uso deve ser diário. Depois, 2 vezes por semana, de forma preventiva. Se você quiser mais informações sobre TRIATOPâ, ligue grátis : 0800-11-8514.
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