As Forças Armadas | Heráclito Fontoura Sobral Pinto

As Forças Armadas | Heráclito Fontoura Sobral Pinto

As Forças Armadas | Heráclito Fontoura Sobral Pinto"Quando a Pátria está em perigo, nenhum dos seus filhos pode ficar inativo. Incumbe-lhes, nestas horas de angústias, agir espontaneamente, dentro dos limites das suas possibilidades, afim de ver se podem cooperar na conjura dos riscos que pesam, iminentes e sombrios, sobre o regular desenvolvimento do bem comum da Nação. Só os cegos é que não estão vendo a gravidade alarmante da situação do Brasil atual. Sinistro furacão voa, com velocidade alucinante, na direção dos nossos céus, ameaçando todos os valores espirituais, morais e culturais da nacionalidade, sem que as Forças Armadas, as velhas organizações partidárias da Nação, e o próprio Episcopado nacional pressintam este perigo, que se aproxima da nossa Pátria, e descubram o verdadeiro jogo do Exmo. Sr. Getúlio Vargas. O governo perdeu toda a sua autoridade moral, com ser proclamado ilegítimo e usurpador pelas instituições culturais mais expressivas da Nação. Conserva, entretanto, à sua disposição toda a força organizada do Estado. 

Esta desassociação entre a autoridade moral e o poder físico do atual governo é terreno propício para a germinação de todas as catástrofes morais e sociais que estão prestes a explodir no seio da comunidade civil da nossa Pátria. No empenho de contribuir, ao menos com o meu depoimento austero, para poupar à minha Pátria dias futuros calamitosos, é que me dirijo, agora, às Forças Armadas do Brasil. Nobres são os meus propósitos. Nada demonstra tanto a pureza das minhas intenções como o fato de tentar eu falar às Forças Armadas através das cartas que escrevi aos Exmos. Srs. Generais Pedro Aurelio de Góes Monteiro, Renato Paquet e Eurico Gaspar Dutra. Nelas documento, em termos categóricos, que as Forças Armadas assumiram, por intermédio dos seus chefes mais eminentes, a responsabilidade de implantar, pela força, mas em nome do povo brasileiro, o regime de 10 de Novembro de 1937, do qual resultou a concentração, nas mãos do Exmo. Sr. Getúlio Vargas, de todos os poderes inerentes ao exercício do Cargo de Chefe Supremo do Estado. As declarações públicas e solenes dos três ilustres Generais, que deram origem às cartas que, agora, reúno em folheto, são claras, precisas, e formais no fixarem o apoio, inequívoco e decidido, que estes chefes militares dão, em nome das Forças Armadas, ao regime ditatorial, que a Carta Constitucional de 10 de Novembro de 1937 impôs à Nação, e que a Lei Constitucional no 9, de 28 de Fevereiro último se empenha por consolidar."

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