Caniços ao Vento | Grazia Deledda


Caniços ao Vento | Grazia Deledda


Caniços ao Vento | Grazia Deledda"As últimas décadas do século passado foram terríveis para a pobre ilha, completamente abandonada, servindo de espantalho para os maus funcionários que para ali eram desterrados, de domicilio coatto para saudosistas borbônicos, pontifícios e outros reacionários. Foi sede de penitenciárias, galés, colônias penais e lazaretos: numa palavra um lugar de pavor e de escarmento, assolado pela seca e pela malária, administrado por funcionários relapsos e corruptos, que facilmente se mancomunavam com os régulos locais, árbitros da justiça num clima parecido com o do nordestino brasileiro dos ominosos tempos de Antonio Conselheiro. Logicamente os sardos, possuidores de um senso inato da justiça e ciosos da dignidade humana, ficaram descrentes da Lei e da autoridade e passaram a fazer justiça pelas próprias mãos. Dali surgiu a mancha negra do banditismo que, por mais de meio século, enodoou a ilha."

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