Cultura Chibcha | Colômbia

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Cultura Chibcha

A cultura chibcha teve como focos os altos vales da Cordilheira Oriental, nas proximidades de Tunja e Bogotá, embora os chibchas - chamados muiscas, muixcas ou moxcas pelos conquistadores espanhóis - habitassem as regiões centrais do atual território colombiano.

O comércio, o artesanato e a complexa organização política e social dos chibchas marcaram a cultura desse antigo povo ameríndio.

Quando os espanhóis chegaram em 1536, a população  chibcha somava cerca de 500.000 habitantes. Após um período de lutas, Gonzalo Jiménez de Quesada conseguiu dividir e submeter os chefes chibchas em 1538. No século XVIII, a língua desse povo perdeu sua unidade e foi substituída pelo espanhol. Contudo, alguns dialetos sobreviveram nas zonas montanhosas.

Os chibchas desenvolveram uma civilização  próspera. A agricultura constituía sua principal atividade econômica, centrada na cultura intensiva do milho e de diversos legumes. A exploração dos depósitos de sal da cordilheira permitiu aos chibchas manter intenso comércio com os povos vizinhos, estabelecendo rotas comerciais que se estenderam até o Peru e o Panamá. Em troca do sal, recebiam grandes quantidades de ouro, cujo monopólio cabia aos membros mais destacados da sociedade, sobretudo aos caciques (chefes militares e religiosos).

Os chibchas praticavam uma religião de cunho naturalista. Uma casta sacerdotal hereditária encarregava-se de manter os templos e santuários e de organizar os rituais. O Sol era a principal divindade e em seu louvor faziam-se numerosos sacrifícios, até mesmo humanos. A Lua, a água, a própria chuva e todos os fenômenos naturais eram objeto de culto.

O cacique exercia o poder supremo - político, militar e religioso -, assistido por um conselho de anciãos. Sua autoridade era respeitada como quase divina não só pelos chibchas, mas também por todos os povos a eles submetidos. O governo era transmitido por linha feminina colateral; assim, os filhos da irmã do cacique eram os herdeiros do poder. Já a propriedade da terra era uma herança patrilinear. Os que recebiam como legado altos cargos políticos ou religiosos deviam passar vários anos em penitência.

A ourivesaria foi uma das manifestações artísticas mais elaboradas dessa cultura. Os ourives sabiam ligar o ouro a metais diversos, bem como obter finas lâminas e moldá-las sem que se quebrassem. Destaca-se também a decoração de peças de cerâmica, nas quais pintavam figuras fantásticas de animais e homens. O artesanato, os produtos agrícolas e os tecidos de algodão eram moeda corrente nas feiras semanais.

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