Dominica | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Dominica

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Dominica | Aspectos Geográficos e Socioeconômicos de Dominica

DOMINICA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DE DOMINICA
Geografia: Área: 751 km². Hora local: -1h. Clima: tropical. Capital: Roseau. Cidades: Roseau (28.000) (aglomeração urbana), Portsmouth (3.720), Marigot (3.100) (2017).

População: 76 mil (2017); nacionalidade: dominiquense; composição: afro-americanos 91%, eurameríndios 6%, ameríndios 1,5%, europeus meridionais 0,5%, outros 1%. Idiomas: inglês (oficial), crioulo, inglês dialetal, francês dialetal. Religião: cristianismo 94,8% (católicos 79,3%, protestantes 15,8%, outros 6,4% - dupla filiação 6,7%), outras 5%, sem religião 0,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, Caricom, Comunidade Britânica, FMI, OEA, OMC, ONU. Embaixada: 3216, New Mexico Avenue, NW, Washington D.C. 20016, EUA; e-mail: embdomdc@aol.com.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 10 paróquias e governos locais em Roseau, a capital, e na reserva indígena dos caraíbas. Partidos: Trabalhista da Dominica (LPD), dos Trabalhadores Unidos da Dominica (UWP), da Liberdade da Dominica (DFP). Legislativo: unicameral – Casa da Assembleia, com 30 membros. Constituição: 1978.

Situada em ilha de origem vulcânica do arquipélago das Pequenas Antilhas, no mar do Caribe, Dominica possui território montanhoso. A maioria da população descende de escravos africanos, e a colonização francesa, embora breve, exerce grande influência. Até a década de 1990, quase toda a safra de banana, o principal produto agrícola, era exportada para o Reino Unido. Depois de pressões da Organização Mundial do Comércio (OMC) para que os países da União Europeia eliminassem vantagens concedidas a suas antigas colônias, Dominica passa a ser afetada pela concorrência de outras nações. O país tem adotado medidas de austeridade econômica e é dependente de ajuda financeira externa.

Bandeira de DominicaHistória de Dominica

Os caraíbas, ou caribes, habitam a ilha antes da chegada de Cristóvão Colombo, em 1493, mas em seguida são quase exterminados. Os colonizadores iniciam a cultura da cana-de-açúcar, utilizando mão-de-obra escrava africana. No século XVIII, os franceses substituem os espanhóis e introduzem o café e o algodão. O Reino Unido disputa o território por mais de dois séculos e consolida seu domínio em 1805. Dominica torna-se Estado livre associado ao Reino Unido em 1967. A independência é proclamada em 1978, com Patrick John, do Partido Trabalhista da Dominica (LPD), como primeiro-ministro.

Roseau, Capital de Dominica
Roseau, Capital de Dominica
Venda de cidadania - Em 1980, Mary Eugenia Charles, do Partido da Liberdade da Dominica (DFP), torna-se a primeira mulher caribenha a ser eleita primeira-ministra. Seu governo é marcado pela controvertida política de venda de cidadania a empresários asiáticos, com a condição de que invistam na ilha. Depois de 15 anos no poder, o DFP perde as eleições de 1995. Edison James, do Partido dos Trabalhadores Unidos da Dominica (UWP), torna-se primeiro-ministro. Em 1998, o Parlamento elege Vernon Shaw presidente da República. O LPD vence as eleições de 2000 e indica Roosevelt Douglas para primeiro-ministro. Ele morre e Pierre Charles, também do LPD, assume.

Em 2003, Nicholas Liverpool assume o cargo de presidente, eleito pelo Parlamento. Em 2004, o primeiro-ministro Pierre Charles sofre um ataque do coração e morre. O LPD indica Roosevelt Skerrit como o novo chefe. Dominica corta relações diplomáticas com Taiwan (Formosa) e aproxima-se da China, que promete ao país uma ajuda financeira superior a 100 milhões de dólares em cinco anos.