Moldávia, Aspectos Gerais da Moldávia

Moldávia, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Moldávia

MOLDÁVIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA MOLDÁVIAGeografia – Área: 33.700 km². Hora local: +6h. Clima: temperado continental. Capital: Chisinau. Cidades: Chisinau (662.200), Tiraspol (190.000), Balti (145.300), Tighina (130.000), Ribnita (64.900) (2016).

População – 4,3 milhões (2016); nacionalidade: moldávia; composição: romenos 65%, ucranianos 14%, russos 13%, gagaúzes 4%, outros 4%. Idiomas: romeno (oficial), russo. Religião: cristianismo 68,8% (ortodoxos 44,5%, independentes 15,3%, outros 9%), sem religião 20,4%, islamismo 5,5%, ateísmo 4,2%, judaísmo 1,1%. Moeda: leu moldávio.

Relações Exteriores – Organizações: Banco Mundial, CEI, FMI, OMC, ONU. Embaixada: 2101, S Street NW, Washington D.C. 20008, EUA; e-mail: moldova@dgs.dgsys.com, site na internet: www.moldova.org.

Governo – República com forma mista de governo. Div. administrativa: 33 distritos e 1 municipalidade. Partidos: Comunista da República Moldávia (PCRM), coalizão Aliança Braghis (Movimento Político-Social Nova Força, Movimento dos Profissionais Esperança, entre outros), Popular Democrata Cristão (PPCD). Legislativo: unicameral – Parlamento da Moldávia, com 101 membros. Constituição: 1994.

Localizada no Leste Europeu, essa ex-república da União Soviética (URSS) tem seus atuais limites restritos a apenas parte do território histórico da Moldávia, cuja maior extensão está integrada à Romênia e à Ucrânia, incluindo a costa do mar Negro (sul da Bessarábia). Na região da Transdnístria (leste), habitada por russos e ucranianos, desenvolve-se forte movimento separatista. A minoria cristã de língua turca da Gagaúzia (sul) também reivindica autonomia. A Moldávia, de economia essencialmente agrícola, é uma das nações mais pobres da Europa, mas abriga vinícolas de renome internacional. É a primeira ex-república soviética a ter, em 2001, um partido comunista de volta ao poder.

Bandeira da MoldáviaHistória da Moldávia

O principado da Moldávia surge no século XIV, separando-se do reino da Hungria. Compreendia a Bessarábia, a Moldávia Ocidental e a Bucovina. A partir do século XV, cai sob o domínio turco. Em 1775, a Bucovina é anexada ao Império Austríaco. No fim do século XVIII, com o auxílio dos russos, a região sob domínio turco recobra sua autonomia. Em contrapartida, cresce a influência da Rússia, que anexa a Bessarábia em 1812. Em 1862, a Moldávia Ocidental se une ao principado da Valáquia, dando origem à Romênia. Os russos controlam a Bessarábia até a queda do czar, em 1917, quando a região proclama a independência. Forma-se a República Popular da Moldávia. Diante das ameaças russa e ucraniana, o país se une à Romênia em 1918.

Chisinau, Capital da Moldávia
Chisinau, Capital da Moldávia
Domínio soviético – Como conseqüência do Pacto Germano-Soviético, tropas russas ocupam a Bessarábia em 1940, no início da II Guerra Mundial. A Romênia, aliada da Alemanha nazista, retoma a região em 1941, mas os soviéticos voltam a conquistá-la em 1944. Sob o poder soviético, a Bessarábia é dividida em partes, uma das quais dá origem à República Socialista Soviética da Moldávia. O regime encoraja a imigração russa e ucraniana para o país, enquanto milhares de habitantes de etnia romena são deportados para a Ásia Central. A abertura política do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov, nos anos 1980, traz à tona a oposição ao processo de russificação. Protestos em 1988 exigem o fim da imigração russa, a restauração do alfabeto latino (que fora substituído pelo cirílico) e a proclamação do romeno como língua oficial. Em 1989 forma-se a Frente Popular da Moldávia (FPM), que organiza grandes manifestações. O Soviete Supremo Moldávio (Parlamento) reconhece o romeno como idioma oficial. Em 1990, duas regiões de população não-romena, a Gagaúzia e a Transdnístria, proclamam a independência, decisão que é anulada pelo Parlamento moldávio. A intervenção do Exército soviético evita a guerra civil.

Independência e separatismo – Em 27 de agosto de 1991, a Moldávia declara a independência. Em dezembro explode a guerra na Transdnístria, região a leste do rio Dnister, de maioria russa. Em junho de 1992, o governo moldávio, os separatistas e a Federação Russa acertam o cessar-fogo em troca de ampla autonomia para o território rebelado. Nas eleições de 1994, vence o Partido Agrário Democrático (PDAM), do presidente Mircea Snegur, que recua da ideia de fusão com a Romênia e passa a defender uma nação independente. Um plebiscito aprova a independência e nova Constituição, que dá autonomia à Transdnístria. Em 1996, Petru Lucinschi, pró-Rússia, é eleito presidente, e as relações com a Transdnístria melhoram. Em 1998, a crise da economia russa afeta duramente a Moldávia.

Instabilidade - A crise econômica e a divisão do Parlamento acirram a instabilidade política em 1999. O país tem quatro primeiros-ministros em apenas oito meses, até que Lucinschi e os parlamentares entram em acordo para a nomeação de Dumitru Braghis. Em 2000 são aprovadas emendas que reduzem o poder do presidente, cuja eleição passa a ser feita pelo Parlamento.

O Partido Comunista da República Moldávia (PCRM) é o vitorioso nas eleições parlamentares de 2001, conquistando 71 cadeiras, das 101 em disputa. A Aliança Braghis, do primeiro-ministro Dumitru Braghis, obtém 19 cadeiras. Vladimir Voronin (PCRM) é eleito presidente e indica Vasile Tarlev, ex-executivo sem filiação partidária, para primeiro-ministro. O novo governo toma decisões que tentam recuperar o terreno perdido pelos russos na sociedade, como tornar obrigatório o ensino da língua russa no primário. Em 2002, o Partido Popular Democrata Cristão (PPCD) organiza protestos de rua contra essa medida, que é então revogada.

Transdnístria – Em novembro de 2003, o governo moldávio rejeita proposta da Federação Russa que previa a formação de uma federação reunindo Moldávia e Transdnístria. A retirada total das tropas russas do território, prevista para dezembro, não ocorre. Em julho de 2004, o governo da Transdnístria fecha escolas da região que utilizam o alfabeto latino. As autoridades locais querem que seja ensinado o alfabeto cirílico, empregado na escrita do russo. Em represália, o governo moldávio impõe sanções econômicas ao território.

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/