Hungria, Aspectos Gerais da Hungria

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Hungria, Aspectos Geográficos e Socioeconômicos da Hungria

HUNGRIA, ASPECTOS GEOGRÁFICOS E SOCIOECONÔMICOS DA HUNGRIAGeografia: Área: 93.033 km². Hora local: +4h. Clima: temperado continental. Capital: Budapeste. Cidades: Budapeste (1.750.000), Debrecen (210.500), Miskolc (185.400), Szeged (165.700), Pécs (160.800) (2016).

População: 9,8 milhões (2016); nacionalidade: húngara; composição: húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios 2%, outros 1%. Idiomas: húngaro (oficial), alemão, eslovaco, romeno, sérvio, esloveno, croata, hebraico. Religião: cristianismo 87,3% (católicos 63,1%, protestantes 25,5%, outros 3% - dupla filiação 4,3%), sem religião 7,4%, ateísmo 4,2%, outras 1,1%.

Relações Exteriores: Organizações: Banco Mundial, FMI, OCDE, OMC, ONU, Otan, UE. Embaixada: Tel. (61) 443-0836, fax (61) 443-3434 – Brasília (DF); e-mail: huembbrz@uninet.com.br, site na internet: www.hungria.org.br.

Governo: República parlamentarista. Div. administrativa: 19 condados e a capital. Partidos: Socialista Húngaro (MSzP), Aliança dos Democratas Livres (SzDSz), Federação dos Jovens Democratas-Cívico Húngaro (Fidesz-MPP), Fórum Democrático Húngaro (MDF). Legislativo: unicameral – Assembleia Nacional, com 386 membros. Constituição: 1949.

Sem saída para o mar, a Hungria ocupa a maior parte da Grande Planície Húngara, no centro-sul da Europa, delimitada a leste pelos Alpes e a oeste pelos montes Cárpatos. O rio Danúbio cruza o país de norte a sul e divide a capital, Budapeste, em Buda (parte alta) e Peste (parte baixa). Centro de trocas na Idade Média e segunda capital do Império Austro-Húngaro, Budapeste possui construções monumentais, com destaque para o bairro do Castelo de Buda. Antigo satélite da União Soviética (URSS), a Hungria alcança bons resultados na transição para o livre mercado, integrando o primeiro grupo de países ex-comunistas que passa a fazer parte da União Europeia (UE) em 2004. A nação ingressa também na aliança militar ocidental, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Bandeira da HungriaHistória da Hungria

Os magiares, cavaleiros oriundos das margens do rio Volga, conquistam quase todo o território da atual Hungria no século IX, expulsando eslavos e germânicos. Fundam um reino e se convertem ao cristianismo no século X, sob o reinado de Estêvão I. O país perde parte do território para os turco-otomanos em 1526. Os invasores são expulsos no século XVII, quando a Hungria é anexada ao Império Austríaco dos Habsburgo. Em 1867 passa a fazer parte do Império Austro-Húngaro.

Guerras mundiais - No fim do século XIX, os húngaros tornam-se minoria no próprio Estado, com a intensa imigração de romenos e eslovacos. Após a derrota do Império Austro-Húngaro na I Guerra Mundial, a Hungria é desmembrada e perde mais de dois terços de seus territórios para Romênia, Iugoslávia e Tchecoslováquia. O país passa por uma fase de instabilidade política depois da guerra. Em 1919, Bela Kun instaura uma república comunista que dura quatro meses. Em 1920 é restaurada a monarquia – que vigora até 1946. A Hungria se alia à Alemanha nazista na II Guerra Mundial e recupera parte dos territórios perdidos. Em 1944, a União Soviética (URSS) expulsa os nazistas e ocupa a nação, que volta a ter as fronteiras de 1918.

Budapeste, Capital da Hungria
Budapeste, Capital da Hungria
Comunismo - A transformação do país em área de influência soviética é acompanhada pela reforma agrária e pela nacionalização de bancos e indústrias. Em 1946 é eleito um presidente não comunista, Zoltán Tildy, mas o poder de fato é exercido pelos soviéticos. Os comunistas são os mais votados nas eleições de 1947, com 22,7% dos sufrágios. No ano seguinte obrigam os social-democratas à fusão dos dois partidos, formando o Partido dos Trabalhadores Húngaros (MMP). O comunismo é oficializado na Hungria em 1949 sob a liderança de Mátyás Rákosi, que institui a censura e elimina brutalmente a oposição. Com a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Rákosi é substituído pelo moderado Imre Nagy. Ele tenta uma abertura política, mas é destituído pela ala dura do MMP em 1955. Em outubro do ano seguinte, uma rebelião popular apoiada pelo Exército reconduz Nagy ao poder. O novo governo, em coalizão com não-comunistas, proclama a neutralidade da Hungria, extingue a censura, abre as fronteiras e retira o país do Pacto de Varsóvia, a aliança militar do bloco comunista.

Invasão Soviética - Em novembro de 1956, tropas soviéticas invadem o território húngaro e destituem o governo. Cerca de 180 mil húngaros que participam do movimento fogem do país e outros 20 mil são presos – 2 mil dos quais são executados. János Kádár é instalado no poder pela URSS, e Nagy é executado. O partido governista é renomeado como Partido Socialista dos Trabalhadores Húngaros (MSzMP). O longo governo de Kádár, entre 1956 e 1988, garante estabilidade e crescimento.

Abertura - As medidas econômicas liberalizantes de Kádár tornam a nação precursora da perestroika – reformas adotadas na URSS, em meados da década de 1980, pelo dirigente soviético Mikhail Gorbatchov. A abertura se acelera em 1989, impulsionada por gigantescas manifestações populares. A imagem de Nagy é reabilitada, e seu novo funeral reúne 300 mil pessoas. Em outubro, o MSzMP se dissolve e reconstitui-se como Partido Socialista Húngaro (MSzP). O país abandona o regime de partido único, e, em 1990, a oposição chega ao poder com a vitória do Fórum Democrático Húngaro (MDF).

Aproximação com o Ocidente - O MSzP é o partido mais votado nas eleições de 1994 e forma governo com os liberais da Aliança dos Democratas Livres (SzDSz). O primeiro-ministro é Gyula Horn. Em 1995, o governo acelera o programa de privatizações e adota medidas impopulares, como demissões no funcionalismo público e redução de gastos sociais. As eleições de 1998 são vencidas pelos oposicionistas da Federação dos Jovens Democratas-Cívico Húngaro (Fidesz-MPP) e do Fórum Democrático Húngaro (MDF). Viktor Orban, líder da Fidesz-MPP, assume como primeiro-ministro. Em 1999, o país entra para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No mesmo ano serve de base para a aliança militar ocidental durante os bombardeios contra a Iugoslávia (atual Sérvia e Montenegro). Em 2000 toma posse o novo presidente, o político independente Ferenc Mádl, escolhido pela Assembleia Nacional.

Em janeiro de 2002, entra em vigor a polêmica Lei de Status das Minorias Húngaras. A oposição vence as eleições gerais em meio a suspeitas de fraude, já que a situação aparecia nas pesquisas com ampla vantagem. O novo primeiro-ministro, Peter Medgyessy (MSzP), de centro-esquerda, forma governo em coalizão com a Aliança dos Democratas Livres (SzDSz). Um mês depois surgem acusações contra Medgyessy. Ele então admite que foi espião nos anos 1970 e 1980, mas nega colaboração com a KGB, o serviço de informações soviético. Afirma que sua missão era aproximar o governo húngaro do Fundo Monetário Internacional (FMI) sem que o governo soviético tomasse conhecimento. Em 2003, opositores iraquianos recebem treinamento na base militar de Taszar, no sudoeste húngaro, para dar apoio logístico às tropas norte-americanas na ofensiva contra o Iraque. Em maio de 2004, o país entra formalmente para a União Europeia, ainda sem ter resolvido problemas graves para a comunidade de países, como a excessiva poluição provocada por sua indústria. Em agosto, o primeiro-ministro Medgyessy entra em conflito com o SzDSz, o que coloca em risco a aliança de governo. Em consequência, perde o apoio de seu partido e renuncia. É substituído na chefia do governo pelo ex-ministro de Esportes, Ferenc Gyurcsany, também do Partido Socialista Húngaro (MSzP).

Lei de Status das Minorias irrita vizinhos

Três milhões de pessoas de origem étnica húngara (mais de um terço da população da Hungria) vivem em países vizinhos, como Croácia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Ucrânia e Sérvia e Montenegro. Essa distribuição se deve à perda de territórios depois da I Guerra Mundial, que deixou para fora da nova fronteira milhares de cidadãos. Em 2001, a Assembleia Nacional húngara aprova a Lei de Status das Minorias Húngaras, que entra em vigor no ano seguinte. Por ela, os cidadãos de origem húngara residentes fora do país passam a poder trabalhar na Hungria três meses por ano, além de ter direito à educação e à assistência médica no país – mas não permissão de residência permanente. A lei é criticada pela União Europeia (UE) e por países vizinhos, pois favorece pessoas de origem húngara, enquanto a UE proíbe a discriminação por nacionalidade. Romênia e Eslováquia acusam a Hungria de desrespeitar sua soberania. O Conselho Europeu, em março de 2003, esboça resolução para pressionar a Hungria a operar reformas na lei. Em junho, a Assembleia Nacional aprova, por maioria estreita (195 votos contra 173), várias modificações que amenizam dispositivos da lei.

Endre AdyEndre Ady

Endre Ady nasceu em Érmindszent em  22 de novembro de 1877. De uma família de aristocratas calvinistas empobrecidos, começou a estudar direito em Debreczen. Em 1899 estreou em livro com Versek (Versos) e mudou-se para Nagyvárad (hoje Oradea Mare), chamando a atenção como veemente publicista liberal. Com a amante Leda, morou em Paris (1904) e no ano seguinte, já em Budapest, colaborou na revista Nyugat que reuniu a vanguarda modernista.

Com seu lirismo poderoso e de exaltada sinceridade, o poeta Endre Ady renovou a literatura húngara e a vida cultural de seu país.

O melhor de sua obra poética passou a aparecer em seguida, com Új versek (1906; Novos poemas), Vér és arany (1907; Sangue e ouro ), Az Illés Szekerén (1908; No carro de Elias) e Szeretném, ha szeretnének (1909; Quem me dera que gostassem de mim). Há nela uma força febril, uma intensidade explosiva, que é social e esteticamente revolucionária. Partindo de leituras francesas (Baudelaire, Verlaine), desenvolve uma linguagem toda particular, flexível nos ritmos e nas associações metafóricas.

Em sua arrebatada linguagem de denúncia político-social e patriótica, seus versos atacam o atraso semifeudal do império austro-húngaro e tornam-no o símbolo da rebeldia, do inconformismo: sem poupar a sangrenta tirania do ouro, o poeta sucumbe à hostilidade dos conservadores de todos os estilos e propósitos. Em livros como A Menekülö élet  (1912; A vida em fuga), A halottak élén (1918; À testa dos mortos) e Az utolsó hajók (1923; Os últimos navios), a sangria da guerra e a antevisão da catástrofe nacional dão a seus versos acentos apocalípticos. Endre Ady morreu em Budapest, em 27 de janeiro de 1919.

André KertészAndré Kertész

André Kertész nasceu em Budapest, Hungria, em 2 de julho de 1894. Enquanto trabalhava na Bolsa de Valores, em 1912, começou a fotografar. Serviu no Exército de seu país na primeira guerra mundial e foi gravemente ferido. Após a guerra, como Budapeste não lhe oferecesse suficiente campo profissional, transferiu-se para Paris. Na capital francesa, tornou-se o historiador-fotógrafo dos círculos artísticos e culturais das décadas de 1920 e 1930, e suas fotos foram estampadas nos principais jornais europeus. Em 1928 expôs, com êxito, no Primeiro Salão Independente de Fotografia.

A câmera de Kertész buscava pintar a realidade, num estilo espontâneo que exerceu indelével influência no fotojornalismo e na fotografia comercial, principalmente de moda.

Em 1936 mudou-se para Nova York e se naturalizou americano em 1944. Trabalhou para as maiores revistas dos Estados Unidos, e em 1964 o Museu de Arte Moderna de Nova York exibiu uma retrospectiva de sua obra. Entre os seis livros que publicou, sobressaem André Kertész, Photographer (1964) e André Kertész: Sixty Years of Photography (1972). Kertész morreu em Nova York em 27 de setembro de 1985.

János Arany János Arany

Arany nasceu em 2 de março de 1817 em Nagyszalonta, de uma família da pequena nobreza empobrecida. Profundo conhecedor de seu povo e de sua língua, logo se converteu em um dos mais entusiastas defensores do espírito nacional, no país anexado desde 1713 pela Áustria. Sua obra mais conhecida é a trilogia formada por Toldi (1847), Toldi szerelme (1879; O amor de Toldi) e Toldi estéje (1854; A noite de Toldi). Com essa obra e a epopéia histórica Buda Halála (1864; A morte de Buda), passou a ser considerado o maior poeta húngaro.

Fiel à tradição política da literatura húngara, János Arany consagrou sua obra à exaltação patriótica e passou para a história como figura fundamental da poesia épica de seu país.

Autor de uma variada produção literária, foi também o grande renovador da balada, e suas traduções de Shakespeare e Aristófanes são ainda modelares. Além da produção literária, prejudicada por uma saúde frágil, Arany teve também atividade política, ao participar, em 1848, da revolução reprimida pelos exércitos da Áustria e da Rússia. Abrigou vários escritores fugitivos em sua casa e dirigiu, por curto período, um jornal para camponeses. János Arany morreu em Budapeste em 22 de outubro de 1882.
Yonderboi

Yonderboi 

Yonderboi é um compositor e cantor húngaro, com forte influência na música electrônica.
Biografia
O seu nome real é László Fogarasi Jr. e cresceu numa pequena vila chamada Mernye, a 250 km e 4 horas de autocarro de Budapeste. Embora demonstrasse interesse pela música desde cedo, nunca lhe foi permitido cantar no coro da escola, pois a sua professora achava-o duro de ouvido e só lhe permitia fingir que cantava, abrindo e fechando a boca, embora elogiasse o seu bom senso de ritmo aos seus pais. Na escola secundária, teve lições de guitarra, mas estas ficaram em segundo plano quando lhe ofereceram a primeira placa de som mono para o computador. Cedo submergiu nos cliques e bips da música tecnóide programada. Estava menos encantado com o estilo do que com o facto de poder criar música.

As suas primeiras influências musicais foram descobertas na colecção de discos do seu pai: Osibisa, Rhoda Scott e antigos êxitos de disco. Nessa altura, também ouvia êxitos de jazz polaco e húngaro dos anos 60 e 70, Studio 11, Rudolf Tomsits, Gyorgy Vukan, Syrius e Zbigniew Namislowski. As verdadeiras raízes da sua música, porém, podem ser encontradas nas bandas sonoras dos desenhos animados europeus do leste.

Ele saciou o seu apetite por todos os tipos de música, sintonizando estações de rádio de ondas curtas e médias e, mais tarde, rádio via satélite. Aqui ouviu a música pela qual vivia. Os seus últimos tons musicais foram coloridos pelo hip hop dos anos 80, tais como De La Soul, GangStarr, Stereo MCs e Beastie Boys, bem como o hip hop francês, especialmente MC Solaar.

Nos seus últimos anos de liceu, Yonderboi conseguiu viajar duas ou três vezes à capital, com a esperança de encontrar um ou dois discos novos interessantes. Mas, quando não conseguia encontrar aquilo que exactamente desejava, decidia fazê-lo ele próprio. Tinha 16 anos quando enviou a sua primeira demo à Juice Records, em Budapeste. Deste modo, o seu primeiro lançamento está na compilação Future Sound of Budapest, a qual ganhou reputação internacional. O single Pink Solidism, lançado na Hungria foi então incluído em muitas outras compilações em diferentes países.

Depois de terminar o liceu, Yonderboi dirigiu-se para Budapeste no verão de 1999, com o seu amigo teclista Balázs Zságer. Enquanto procuravam um apartamento, gravaram o álbum Shallow and Profound numa sala vazia do edifício da sua companhia discográfica. O álbum foi completamente instrumentado com equipamento original, incluindo um órgão Vermona da antiga Alemanha de Leste. Eles apenas tiveram que passar alguns serões no estúdio para colocar as vozes e os instrumentos acústicos, utilizando vibrofone, acordeão, sax e guitarra. A mistura foi feira em casa num monitor desk artesanal emprestado.

Shallow and Profound intitula o álbum a solo do húngaro de 19 anos Yonderboi, publicado na editora alemã Mole. Esse álbum é uma mistura de Downtempo, Trip-Hop, Lounge e Bar-Jazz dos anos 60. Apesar de ter sido gravado com métodos e ferramentas extremamente simples, este álbum impressiona a audiência pela maturidade musical. Os temas são da sua autoria, com excepção de uma incursão pelo mundo dos Doors e uma canção de Herbie Hancock.

As influências de Yonderboi remetem para a velha escola francesa de Hip Hop, para as bandas sonoras de desenhos animados do Leste Europeu e para o cinema negro dos anos 60, tudo com um travo húngaro. Yonderboi ainda encontrou tempo suficiente para trabalhar com o teclista Balázs Zságer nos grooves e instrumentação para o álbum a solo 'Bombajo' -Fantastic (Crossroads Records) do jovem e popular actor Ivan Kamaras. Este álbum tornou-se num dos tops de vendas do Natal de 99 na Hungria.

Discografia
2000 - Shallow and Profound

Fonte: http://www-geografia.blogspot.com.br/