Religiões no Mundo

Religiões no Mundo

Religiões no Mundo

A religiosidade ganhou espaço no mundo nas últimas décadas. De acordo com a World Christian Encyclopedia, 85% da população do planeta professa alguma fé em 2016. Em 1970, essa proporção era de 81%. A religião com o maior número de adeptos é o cristianismo – são quase 2 bilhões de fiéis divididos nas correntes católica, protestante, ortodoxa e anglicana. Atualmente, cresce vertiginosamente o número de cristãos independentes, vertente que reúne os neopentecostais. A expansão (de 11% entre 1995 e 2000) já é considerada por muitos estudiosos uma nova revolução no cristianismo.

Com 1,2 bilhão de fiéis, o islamismo é a segunda religião em número de adeptos e a que mais cresce. O Islã é visto por alguns como o principal contraponto à visão ocidental e conquista novos adeptos principalmente em países pobres.

As religiões no mundo – O cristianismo se expandiu a partir da Europa, onde é a principal fé. Na América Latina, de colonização hispano-portuguesa, o catolicismo é mais representativo que na própria Europa, sede da Igreja Católica. Também são importantes na região a ligação a mais de uma crença e o sincretismo – fusão de diferentes cultos ou doutrinas religiosas. Na América do Norte (Estados Unidos e Canadá), protestantes, cristãos independentes e católicos representam 71% da população. Na Oceania, a colonização britânica deixou como herança o anglicanismo, mas predominam o catolicismo e o protestantismo. As crenças dos povos nativos estão em processo de extinção. Na África, o animismo, doutrina segundo a qual as forças da natureza possuem alma, divide espaço com religiões estrangeiras. As principais são o islamismo, introduzido pelos árabes, e o cristianismo, disseminado com a colonização europeia. A Ásia é o berço de algumas das mais antigas religiões, como judaísmo, cristianismo, islamismo, hinduísmo, taoismo e budismo, entre outras. O islamismo é a religião mais expressiva do continente. O judaísmo é quase exclusivo do Estado de Israel, e o cristianismo tem alcance reduzido. O hinduísmo é praticado pela maior parte dos habitantes da Índia, onde também surgiu o budismo. O confucionismo e o taoismo possuem importância significativa na China, e o xintoísmo, no Japão.

Conflitos religiosos – Frequentemente a religião funciona como elemento determinante na afirmação das identidades nacionais. É por isso que muitos dos conflitos apresentam justificativas religiosas. Embora façam sentido para os povos envolvidos, tais justificativas geralmente encobrem interesses políticos e econômicos, além das tensões étnicas presentes em um mundo globalizado. O agravamento das tensões religiosas tem relação, em alguns casos, com a maior influência do fundamentalismo, movimento que vê os textos sagrados como única orientação para os diversos aspectos da vida. Essa postura rompe com a perspectiva secular adotada no Ocidente, particularmente depois da Revolução Francesa, na qual o Estado e a religião pertencem a esferas distintas. Atualmente o fundamentalismo aparece como força política no islamismo, no hinduísmo, no judaísmo e entre correntes protestantes.

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