Médicos e Medicamento no Brasil

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Médicos e Medicamento no Brasil

MÉDICOS E MEDICAMENTO NO BRASILNo Brasil há dois médicos para cada mil habitantes, acima do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), um para mil habitantes. A distribuição desses profissionais é desigual. Enquanto 62% trabalham nas capitais, que concentram 24% da população brasileira, existem centenas de municípios sem médico. Nos estados do Acre, do Amapá, do Tocantins e de Sergipe, 98% dos profissionais atuam nas capitais. Na Região Sudeste, com 42% da população brasileira, estão 57% dos médicos. Já o Nordeste, onde moram 28% dos brasileiros, tem 16% desses profissionais atuantes.

O Brasil ocupa o 6º lugar no ranking do mercado farmacêutico mundial e movimentou 42,9 bilhões de dólares em 2016. O consumo de medicamentos reduziu-se a partir de 1998. Atualmente, o varejo oferece mais de 13 mil medicamentos, entre tradicionais e genéricos. Nem todos têm acesso a eles. A população com renda acima de dez salários mínimos concentra quase 50% do consumo, mas a metade dos brasileiros não possui dinheiro suficiente para remédios.

Medicamento no BrasilGenéricos - A política mais conhecida do Ministério da Saúde para facilitar o acesso aos medicamentos é a dos genéricos. Eles custam até 35% menos que os remédios de referência, os produtos de marca comercial no mercado, embora tenham o mesmo princípio ativo e sejam vendidos em doses e indicações terapêuticas iguais. Assim, a procura por genéricos cresce ano a ano e corresponde a 9% do total de medicamentos vendidos. Segundo a legislação mundial de patentes, qualquer remédio pode ser copiado 15 anos após o início de sua comercialização. A Lei nº 9787 permite a fabricação e a venda de genéricos no Brasil desde 1999. Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, políticas semelhantes já são adotadas há mais de 20 anos.

Farmácia Popular – Com preços até 85% mais baixos que os de mercado, o programa Farmácia Popular quer beneficiar quem não consegue manter o tratamento por causa dos altos preços dos remédios. São 89 itens, como analgésicos, antibacterianos e antiinfecciosos, além de medicamentos para hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas. Para comprar com desconto, basta levar uma receita médica (da rede pública ou privada) a um dos postos de atendimento em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Goiânia e em Salvador. O programa conta com uma verba de 530 milhões de reais e beneficia 950 mil pessoas por mês.

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