Nova Ordem Mundial Econômica e Política

Nova Ordem Mundial Econômica e Política

Nova Ordem Mundial Econômica e PolíticaExpressão que designa a situação global após o fim da Guerra Fria, quando desaparece o antagonismo existente entre os Estados Unidos (EUA) e a antiga União Soviética (URSS) desde o término da II Guerra Mundial. O termo é utilizado pelo ex-presidente norte-americano George Bush (1989-93). Um de seus marcos é a Guerra do Golfo, no início de 1991, na qual uma ampla coalizão militar contra o governo de Saddam Hussein, no Iraque, une pela primeira vez as principais potências ocidentais, lideradas pelos EUA, a então URSS e a maioria dos países árabes.

A nova ordem corresponde ao fenômeno da globalização, em que se intensifica a integração entre os países. Uma de suas características principais é a liberalização econômica. Os Estados deixam de lado as políticas de defesa de seus produtos, as barreiras comerciais e as limitações ao livre fluxo de capitais. Ao mesmo tempo, há uma tendência ao regionalismo, que leva ao desenvolvimento de blocos econômicos, como a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), União Europeia (UE) e Mercado Comum do Sul (Mercosul).

O fluxo internacional de bens, serviços e capitais é intenso, favorecido pelo desenvolvimento da tecnologia de informação. Mantém-se a importância de organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial na condução de programas de ajuste dos países em desenvolvimento, bem como no levantamento de recursos para operações de defesa do sistema financeiro, em crises como as vividas a partir de 1997 na Ásia.

Nos países em desenvolvimento, as transformações em geral não alteram a situação de desigualdade social e de má distribuição de renda. Entre 1960 e 1992 calcula-se que dobra, em nível mundial, a diferença entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres. A produção e distribuição de drogas é um dos principais problemas da situação mundial. O narcotráfico é responsável por uma movimentação de 500 bilhões de dólares anuais, segundo dados de 1992 da ONU (Organização das Nações Unidas), perdendo apenas para o comércio mundial de armas. O comércio ilegal de drogas prospera numa economia mundial integrada, em que a desregulamentação financeira facilita a “lavagem” de dinheiro.

Os EUA firmam-se como a grande potência mundial, com grande força militar e econômica. Com base em seu peso político nos principais organismos internacionais, como a ONU, FMI e Banco Mundial, influenciam políticas de intervenções em diversos países no mundo. Com a cobertura de decisões da ONU e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), são realizadas incursões militares contra Estados cujas políticas são consideradas uma ameaça à paz e à segurança internacionais, como é o caso de Iraque (1991), Afeganistão, Sudão (1998) e Iugoslávia (1999). A ex-URSS, desmembrada em vários Estados, e os países da antiga órbita soviética na Europa oriental enfrentam sérios problemas econômicos e sociais com a transição ao capitalismo. No caso da Federação Russa, a economia é dominada por máfias que controlam negócios ilícitos como o contrabando de drogas e armas.

O poderio norte-americano não elimina a intensa guerra comercial travada com os demais países desenvolvidos, em particular o Japão e os da Europa ocidental. Interesses ligados aos países avançados estão muitas vezes por trás de conflitos ocorridos na África e na Ásia, que têm também um forte componente étnico. A nova ordem, que elimina as diferenciações ideológicas presentes na Guerra Fria, vê ressurgir ou se aprofundar ódios entre povos que disputam uma mesma região. Conflitos levam à desagregação de diversas nações, que se dividem ou assistem ao crescimento de movimentos separatistas.

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