Coronelismo no Brasil Republicano

Coronelismo no Brasil Republicano

Coronelismo no Brasil RepublicanoEmbora o Coronelismo tenha sido uma dinâmica de poder político que nascera anteriormente, foi na República Velha que a mesma se tornou uma experiência mais marcante na vida política e eleitoral do Brasil.

O coronelismo surgiu durante o período regencial, quando o governo passou a conceder títulos aos grandes latifundiários que financiavam a Guarda Nacional. Juntamente com esses títulos, os coronéis também ganhavam o direito de formar milícias e de emitir ordens aos indivíduos de suas propriedades.

Foi desta foram que os coronéis conseguiram controlar seus eleitores. Estes, sobretudo trabalhadores e camponeses, se viam subordinados ao poder militar e, sobretudo, político dos coronéis. Desta forma, contrariar o candidato preferido do coronel na eleição era uma atitude que poderia resultar em uma punição ou até mesmo em eventuais assassinatos, uma vez que o voto era aberto. Esta dinâmica eleitoral ficou conhecida como “voto de cabresto”. Assim, os coronéis, grandes fazendeiros, optavam por candidatos da política café-com-leite e estes, além de focar suas decisões no sentido de proteger os negócios dos latifundiários, lhe concediam regalias, cargos públicos e financiamentos. De fato, o coronelismo foi a base da República Oligárquica.

Coronelismo no Brasil Republicano
Expressão usada para definir a estrutura de poder dos grandes proprietários e das oligarquias agrárias entre o fim do Império e o começo da República. O título ou a patente de "coronel" dos grandes proprietários rurais vem de sua participação na Guarda Nacional, criada em 1831 para enfrentar os conflitos do período regencial. Passada a crise da Regência, a Guarda Nacional é mantida e durante o Império é ela que, com tropas particulares, assegura a ordem interna. Com a República, a Guarda Nacional é extinta, mas os coronéis mantêm o poder em suas terras e em áreas de influência. A partir da instituição do regime representativo e da ampliação do direito de voto, ganham importância os partidos políticos e as eleições. Mas são os coronéis, articulados nas oligarquias regionais, que garantem a eleição de candidatos dos governos federal e estadual durante a República Velha. Eles fazem a propaganda dos candidatos oficiais, controlam o voto não-secreto dos eleitores e a apuração, chegando quase sempre ao resultado esperado."Coronel caudilho" nas coxilhas do Sul, "coronel de barranco" nos rios amazônicos do Norte, "coronel donatário" nos sertões do Nordeste ou "coronel empresário" na cafeicultura do Sudeste: os nomes variam, mas a estrutura de poder é a mesma. Os latifundiários e as oligarquias rurais trocam favores por voto: de botina e enxada a emprego público. Essa prática se apoia nas velhas relações paternalistas originárias da sociedade colonial e só começa a mudar a partir dos anos 30 e 40, com a urbanização e a industrialização. No interior do país, os laços de fidelidade, lealdade e dependência econômica com os senhores de terras ainda hoje influenciam o comportamento político da população local.

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