Mito e Mitologia

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Mito e Mitologia

Mito e Mitologia

Mito é uma narrativa tradicional de conteúdo religioso, que procura explicar os principais acontecimentos da vida por meio do sobrenatural. O conjunto de narrativas desse tipo e o estudo das concepções mitológicas encaradas como um dos elementos integrantes da vida social são denominados mitologia.
Natureza do mito

A história de Prometeu, acorrentado pelos deuses como castigo por haver-lhes arrebatado o fogo para entregá-lo aos homens, e a especulação sobre a existência do "bom selvagem", criada para explicar a suposta evolução cultural da humanidade, apesar de tão claramente distintas e distantes, são quase unanimemente consideradas de caráter mítico. Isso indica que o mito -- apesar de ser um conceito não definido de modo preciso e unânime -- constitui uma realidade antropológica fundamental, pois ele não só representa uma explicação sobre as origens do homem e do mundo em que vive, como traduz por símbolos ricos de significado o modo como um povo ou civilização entende e interpreta a existência.


Características do mitoA narração mitológica envolve basicamente acontecimentos supostos, relativos a épocas primordiais, ocorridos antes do surgimento dos homens (história dos deuses) ou com os "primeiros" homens (história ancestral). O verdadeiro objeto do mito, contudo, não são os deuses nem os ancestrais, mas a apresentação de um conjunto de ocorrências fabulosas com que se procura dar sentido ao mundo. O mito aparece e funciona como mediação simbólica entre o sagrado e o profano, condição necessária à ordem do mundo e às relações entre os seres. Sob sua forma principal, o mito é cosmogônico ou escatológico, tendo o homem como ponto de interseção entre o estado primordial da realidade e sua transformação última, dentro do ciclo permanente nascimento-morte, origem e fim do mundo.

As semelhanças com a religião mostram que o mito se refere -- ao menos em seus níveis mais profundos -- a temas e interesses que transcendem a experiência imediata, o senso comum e a razão: Deus, a origem, o bem e o mal, o comportamento ético e a escatologia (destino último do mundo e da humanidade). Crê-se no mito, sem necessidade ou possibilidade de demonstração. Rejeitado ou questionado, o mito se converte em fábula ou ficção.

Mito e religião Alguns especialistas, como Mircea Eliade, estudioso de história comparada das religiões, atribuem importância especial ao contexto religioso do mito. Com efeito, são muito freqüentes os mitos que versam sobre a origem dos deuses e do mundo (chamados, respectivamente, mitos teogônicos e cosmogônicos), dos homens, de determinados ritos religiosos, de preceitos morais, tabus, pecados e redenção. Em certas religiões, os mitos formam um corpo doutrinal e estão estreitamente relacionados com os rituais religiosos -- o que levou alguns autores a considerar que a origem e a função dos mitos é explicar os rituais religiosos. Mas tal hipótese não foi universalmente aceita, por não esclarecer a formação dos rituais e porque existem mitos que não correspondem a um ritual.

Nas religiões monoteístas, as mitologias, sobretudo as teogonias, são geralmente repudiadas como exemplos de ateísmo ou politeísmo, pois representariam uma desvirtuação do Deus único e transcendente, à medida que o relacionam a manifestações ou representações de outras criaturas. Entretanto, essas mesmas religiões também recorrem a descrições fantásticas, de caráter simbólico, para explicar a origem do mundo e do pecado, o fim do mundo e a vida ultraterrena, e não deixam de atribuir a Deus reações e sentimentos humanos.

O mito, portanto, é uma linguagem apropriada para a religião. Isso não significa que a religião, tampouco o mito, conte uma história falsa, mas que ambos traduzem numa linguagem plástica (isto é, em descrições e narrações) uma realidade que transcende o senso comum e a racionalidade humana e que, portanto, não cabe em meros conceitos analíticos. Não importa, do ponto de vista do estudo da mitologia e da religião, que Prometeu não tenha sido realmente acorrentado a um rochedo com um abutre a comer-lhe as entranhas, nem que Deus não tenha criado o ser humano a partir do barro. Religião e mito diferem, não quanto à verdade ou falsidade daquilo que narram, mas quanto ao tipo de mensagem que transmitem.

A mensagem religiosa geralmente exige determinado comportamento perante Deus, o sagrado e os homens, e é, muitas vezes, formulada de forma compatível com conceitos racionais e em doutrinas sistematizadas. O mito abrange maior amplitude de mensagens, desde atitudes antropológicas muito imprecisas, até conteúdos religiosos, pré-científicos, tribais, folclóricos ou simplesmente anedóticos, que são aceitos e formulados de modo menos consciente e deliberado, mais espontâneo, sem considerações críticas.

Mito e sociedadeComo forma de comunicação humana, o mito está obviamente relacionado com questões de linguagem e também da vida social do homem, uma vez que a narração dos mitos é própria de uma comunidade e de uma tradição comum. Não se conseguiu definir, no entanto, a natureza precisa dessas relações. Alguns lingüistas admitem explicitamente a necessidade de uma ciência mais abrangente, como por exemplo uma nova ciência geral da semiologia, cuja tarefa seria estudar todos os signos essenciais à vida social, e uma nova psicologia, que caracterizaria inicialmente vários sistemas do conhecimento e da crença humanos. O estudo da sociedade e da linguagem pode começar apenas com os elementos fornecidos pela fala e pelas relações sociais humanas, mas em cada caso esse estudo se confronta com uma coerência de tradições que não está diretamente aberta à pesquisa. Essa é a área em que atua a mitologia.

Algumas concepções mitológicas podem exemplificar a complexidade e a variedade das relações entre mito e sociedade. A tribo lugbara (do noroeste de Uganda e do Congo) utiliza um sistema conceitual para relacionar sua ordem sociopolítica a dois heróis ancestrais, relacionados, em contrapartida, à criação do universo. As narrações sobre a evolução da tribo a partir de seus heróis ancestrais são apresentadas na forma de saga, embora a "história" mais primitiva seja contada em mitos. É notável, porém, que o único esquema conceitual do sistema social dos lugbara relacione o passado mítico e o genealógico (não-mítico) e que, em seu conjunto, seja expresso mais em categorias espaciais do que histórico-temporais.

A China antiga não apresenta um amplo sistema de mitos e, a esse respeito, difere marcadamente da China pós-clássica, com vasto número de mitos e deuses. Na China antiga, são feitas referências literárias a figuras e evoluções que parecem históricas, mas são, na verdade, historicizações de mitos anteriores, cuja forma mítica foi abandonada. Muitas dessas referências, especialmente em palavras atribuídas a Confúcio, abordam a natureza do estado e a qualidade dos governantes.


Mito e psicologiaFreud deu nova orientação à interpretação dos mitos e às explicações sobre sua origem e função. Mais que uma recordação ancestral de situações históricas e culturais, ou uma elaboração fantasiosa sobre fatos reais, os mitos seriam, segundo a nova perspectiva proposta, uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente análoga ao que são os sonhos na vida do indivíduo. Não foi por outra razão que Freud recorreu ao mito grego para dar nome ao complexo de Édipo: para ele, o mito do rei que mata o pai e casa com a própria mãe simboliza e manifesta a atração de caráter sexual que o filho, na primeira infância, sente pela mãe e o desejo de suplantar o pai.

Para Carl Gustav Jung, discípulo de Freud e seu colaborador por muitos anos, os mitos seriam uma das manifestações dos arquétipos ou modelos que surgem do inconsciente coletivo da humanidade e que constituem a base da psique humana. A existência do inconsciente coletivo permite compreender a universalidade dos símbolos e dos mitos, pois que estes se revelam em todas as culturas e em todas as épocas de modo idêntico.

Mito e arte Pelo caráter simbólico que reveste, o mito pode ser considerado manifestação artística e geradora de arte. Em cada povo e civilização, os mitos são fonte de inspiração para as mais diversas obras de arte, assim como as fantasias e criações imaginárias dos sonhos e dos estados alterados da consciência (como aqueles resultantes do efeito de algumas drogas) são também estímulos à atividade artística. Os monumentos megalíticos, a disposição dos túmulos e a maneira de construir os templos são a expressão plástica da crença num destino ultraterreno e num vínculo do homem com a Terra e o universo. A própria arquitetura clássica, ao igualar a estrutura dos templos e dos palácios da administração civil, não fez mais que plasmar o mito do homem renascentista -- aquele que se converte em centro do universo e acaba por proclamar deusa a sua própria faculdade racional. Desse modo, as culturas antimíticas -- aquelas que rebaixam o mito a mera literatura -- podem terminar por incorrer em novos mitos.

Uma conexão mais estreita, embora menos definida, pode ser apontada entre mito e literatura. O mito é originalmente uma narração oral espontânea que se cristaliza ao longo de gerações. A literatura tende a explicar, a clarificar e desenvolver o mito que havia nascido de forma fragmentária e, por vezes, pouco coerente. À medida que é adaptado à esfera e às dimensões da vida humana, manipulado e elaborado conscientemente pelos indivíduos, o mito se dilui em suas características originais para tornar-se lenda, saga, epopéia, fábula, história, conto e novela. As sagas nórdicas, por exemplo, podem ser consideradas mitos menores, em que os povos que os criaram e difundiram projetaram seus ideais, mas sem aprofundar-se quanto à estrutura e os significados inefáveis e transcendentes, que se revelam apenas nos mitos.
Tipos de mitos

Mitos cosmogônicos Dentre as grandes interrogações que o homem permanece incapaz de responder, apesar de todo o conhecimento experimental e analítico, figura, em todas as mitologias, a da origem da humanidade e do mundo que habita. É como resposta a essa interrogação que surgem os mitos cosmogônicos. As explicações oferecidas por esses mitos podem ser reduzidas a alguns poucos modelos, elaborados por diferentes povos.

É comum encontrar nas várias mitologias a figura de um criador, um demiurgo que, por ato próprio e autônomo, estabeleceu ou fundou o mundo em sua forma atual. Os mitos desse tipo costumam mencionar uma matéria preexistente a toda a criação: o oceano, o caos (segundo Hesíodo) ou a terra (nas mitologias africanas). A criação ex nihilo (a partir do nada, sem matéria preexistente) já reflete algum tipo de elaboração filosófica ou racional. A cosmogonia chinesa, por exemplo, atribui a origem de todas as coisas a Pan Gu, que produziu as duas forças ou princípios universais do yin e yang, cujas combinações formam os quatro emblemas e os oito trigramas e, por fim, todos os elementos. No hinduísmo, o Rigveda descreve graficamente o nada original, no qual respirou o Um, nascido do poder do calor.

A água é o elemento primordial mais freqüente das cosmogonias, sobretudo nas mitologias asiáticas e da América do Norte. A consolidação da terra se faz pela ação de um intermediário (espírito ou animal) que a retira do fundo da água e introduz no mundo um elemento de desordem ou de mal.

A criação a partir do nada, unicamente pela palavra de Deus, aparece claramente no livro bíblico do Gênesis (associado, por sua vez, a mitologias mesopotâmicas) e em cosmogonias polinésias. Outras cosmogonias apresentam a origem divina do cosmo como emanação: por exemplo, a partir do suor, do sêmen ou do sangue de um deus. Outro mito cosmogônico muito difundido (no Pacífico, na Europa e no sul da Ásia) é o do ovo primordial. Na tradição hindu, a oração do mundo é simbolizada pela quebra de um ovo.

Alguns ciclos cosmogônicos se referem a um par ou casal primevo, geralmente o céu e a terra, que tiveram de ser separados violentamente para tornar possível a vida no espaço intermediário. Essa separação dolorosa se verifica em outros modelos, nos quais se menciona um sacrifício inicial ou uma batalha entre seres superiores, de cujos membros esquartejados brotam o cosmo e a vida terrestre. Na grande lenda babilônica da criação, o Enuma elish, Tiamat, personificação do mar, é morto por Marduk, o deus protetor da Babilônia, que então constrói o universo a partir dos despojos daquele e cria os homens com o sangue de Kingu, outro deus rebelde. O "hino do homem primordial", nos Vedas, fala de Prajapati -- o senhor dos seres, mais tarde identificado com o deus Brahma -- como o homem cósmico cujo corpo é sacrificado e do qual surge a variedade do mundo das formas. Outros mitos, por fim, descrevem o surgimento da humanidade a partir das profundezas da terra (mitologia dos índios Zuni, da América do Norte) ou a partir de uma rocha ou de alguma árvore de importância cultural.

Mitos escatológicos Ao lado da preocupação com o enigma da origem, figura para o homem, como grande mistério, a morte individual, associada ao temor da extinção de todo o povo e mesmo do desaparecimento do universo inteiro.


MortePara a mitologia, a morte não aparece como fato natural, mas como elemento estranho à criação original, algo que necessita de uma justificação, de uma solução em outro plano de realidade. Três explicações predominam nas diversas mitologias. Há mitos que falam de um tempo primordial em que a morte não existia e contam como ela sobreveio por efeito de um erro, de castigo ou para evitar a superpopulação. Outros mitos, geralmente presentes em tradições culturais mais elaboradas, fazem referência à condição original do homem como ser imortal e habitante de um paraíso terreno, e apresentam a perda dessa condição e a expulsão do paraíso como tragédia especificamente humana. Por fim, há o modelo mítico que vincula a morte à sexualidade e ao nascimento, analogamente às etapas do ciclo de vida vegetal, e que talvez tenha surgido em povos agrícolas.

A idéia do julgamento dos mortos, sua absolvição ou condenação predominou no antigo Egito. Conforme descrito no papiro Ani, o coração do morto era levado à presença de Osíris num dos pratos de uma balança, para que fosse pesado em comparação com o que se considera justo e verdadeiro: uma pena do deus Maat (simbolizado pela figura de um avestruz) era posta no outro prato da balança. Os hebreus, ao contrário, não tinham, até o século II a.C., uma idéia clara a respeito de um julgamento último e seu correspondente castigo ou recompensa: os escritos do Antigo Testamento mencionam apenas uma existência ultraterrena num mundo de penumbra (sheol).

Similarmente, o pensamento mítico grego, conforme explicitado por Homero, concebia a morte como uma desintegração, da qual apenas uma espécie de fantasma (eidolon) descia ao Hades, onde levava uma existência infeliz e inconsciente. Já os mistérios de Elêusis, ao contrário, prometiam aos iniciados a felicidade supraterrena, enquanto a filosofia platônica e o orfismo (seguindo, provavelmente, tendências orientais) anunciavam a reencarnação. Zoroastro (século VI a.C.) falou de Chinvat, uma ponte a ser atravessada após a morte, larga para os justos e estreita para os perversos, que dela caíam no inferno. O zoroastrismo posterior elaborou a idéia de prêmio e castigo, de ressurreição dos mortos e de purificação final dos pecadores.

Destruição escatológicaOs mitos retratam freqüentemente o fim do mundo como uma grande destruição, de natureza bélica ou cósmica. Antes da destruição, surge um messias ("ungido") ou salvador, que resgata os eleitos por Deus. Esse salvador pode ser o próprio ancestral do povo ou fundador da sociedade, que empreende uma batalha final contra as forças do mal e, após a vitória, inaugura um novo estágio da criação, um novo céu e uma nova terra.

Os mitos da destruição escatológica manifestaram-se tardiamente, na literatura apocalíptica judaica, que floresceu entre os séculos II a.C. e II d.C., e deixou sua marca no livro do Apocalipse, atribuído ao apóstolo João. Exemplo típico de mito de destruição (embora não no fim dos tempos) são as narrativas a respeito de grandes inundações. É bastante conhecido o episódio do Antigo Testamento que descreve um dilúvio e o apresenta como castigo de Deus à humanidade. Esse tema tem origens mais remotas e provém de mitos mesopotâmicos. Em quase todas as culturas pré-colombianas encontram-se também mitos a respeito de dilúvios.

Mitos sobre o tempo e a eternidade. Os corpos celestes sempre atraíram a curiosidade e o interesse humano, em todas as culturas. A regularidade e precisão inalteráveis do movimento dos astros foram com certeza uma imagem poderosa na formação de uma idéia de "tempo transcendente", concebido como eternidade, em contraste com o mundo de incessantes alterações e os acontecimentos inesperados vividos no tempo terreno. O retorno cíclico dos fenômenos siderais e de processos naturais terrestres projetou-se, em algumas culturas, na concepção cíclica do tempo.

Nas escrituras hinduístas e budistas, elaborou-se um complexo sistema de mundos que desaparecem e ressurgem, sempre num total de quatro. Essa concepção cíclica determinou a adaptação de relatos védicos anteriores e o desenvolvimento de uma doutrina que explica a formação e absorção periódicas do universo como fases de atividade e repouso de energia. Os astecas e os maias acreditavam que o mundo atual havia sido precedido de outros quatro, o último dos quais teria sido destruído por um cataclismo; ambos os povos desenvolveram um complicado calendário, a cujo estudo se dedicavam vários sacerdotes astrônomos.

A concepção linear e progressiva de tempo (oposta à repetição cíclica) é característica das chamadas religiões históricas -- judaísmo, cristianismo, islamismo --, que afirmam a intervenção de Deus na história, num acontecimento único e irrepetível, e a existência de uma meta final de salvação da humanidade.

Mitos de transformação e de transição. Numerosos mitos narram mudanças cósmicas, produzidas ao término de um tempo primordial anterior à existência humana e graças às quais teriam surgido condições favoráveis à formação de um mundo habitável. Outras grandes transformações e inovações, como a descoberta do fogo e da agricultura, estão associadas aos mitos dos grandes fundadores culturais. Nos mitos, são freqüentes as transformações temporárias ou definitivas dos personagens, seja em outras figuras humanas ou em animais, plantas, astros, rochas e outros elementos da natureza.

As mudanças e transformações que se dão nos momentos críticos da vida individual e social são objeto de particular interesse mitológico e ritual: nascimento, ingresso na vida adulta, casamento, morte -- acontecimentos marcantes para a pessoa e sua comunidade -- são interpretados como atualizações de processos cósmicos ou de realidades míticas.

Deuses e heróis Em muitas mitologias, delineiam-se hierarquias de deuses, cada uma com um ou mais deuses supremos. A supremacia pode ser partilhada pelos membros de um casal, ou ser atribuída simultaneamente a dois ou três deuses distintos. Pode também variar com o tempo, segundo circunstâncias históricas, como por exemplo o domínio de um povo sobre outro ou o predomínio de determinados interesses e atividades (de tipo agrícola, guerreiro etc.). São freqüentes os relatos de deuses supremos, por vezes identificados como criadores originais do mundo, que a seguir ficam inativos e deixam o governo a cargo de outro deus ou deuses. Em tais casos, a supremacia significa perfeição, autonomia, onipotência (relativa), mas não unicidade, como é o caso nas religiões monoteístas.

Na mitologia grega, segundo a apresentação de Homero, Zeus é o "pai dos deuses e dos homens". Essa expressão não significa que ele seja um deus criador, mas sim representante da figura do patriarca familiar.

Os três grandes deuses escandinavos que ocupavam posição superior no grande templo de Uppsala eram Odin, Thor e Frey. Segundo o historiador das religiões Georges Dumézil, eles representavam as três funções da sociedade indo-européia: autoridade, poder e fecundidade. Odin era o deus da suprema autoridade cósmica, pai universal, rei dos deuses e senhor do Valhalla (a morada final dos guerreiros mortos em combate). Thor era o deus guerreiro e do trovão, correspondente ao deus védico Indra. É representado como um gigante de barba ruiva, e os mitos narram seus festejos pela vitória sobre as forças do caos. Durante o período das migrações e do florescimento dos viquingues (entre o século IX e XI da era cristã, aproximadamente), em que predominava o ideal guerreiro, a primazia sobre os deuses era atribuída a Thor. Frey era o deus da fecundidade, representado com um falo de proporções exageradas. Governava a chuva e o brilho do sol e, conseqüentemente, o crescimento das plantas e as colheitas.

No panteão hinduísta, há uma entidade divina tríplice -- a Trimurti -- formada pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva, criador, conservador e destruidor do universo, respectivamente. Em certos aspectos, Brahma é um deus personificado; em outros, é um princípio impessoal e infinito. Vishnu é o deus social por excelência e destruidor daqueles que ameaçam a boa ordem, enquanto Shiva representa a selvageria indomada.

O interesse pelas próprias origens motivou a formação de mitos sobre os grandes ancestrais dos povos ou fundadores da sociedade. Na mitologia asteca, Huitzilopochtli conduziu seu povo até o lago Texcoco, onde se fundou a Cidade do México. A inimizade entre Tezcatlipoca e Quetzalcóatl representa a luta entre o povo asteca e o tolteca, e, quando este foi derrotado, o deus dos vencidos passou a figurar em lugar preeminente do panteão asteca. A tendência a incorporar os deuses dos povos conquistados é comum entre os povos politeístas.

Mito e razãoAlguns autores reduzem os mitos a narrativas referentes a tempos arcaicos e elaboradas em épocas pré-críticas, isto é, antes do uso de métodos racionais de estudo e análise. Entendem que o mito tornou-se, com o tempo, mera literatura, embora encontrem dificuldades para estabelecer com precisão quando teria cessado a criatividade mítica. Outros estudiosos, ao contrário, consideram o pensamento mítico uma constante antropológica, complementar ao pensamento racional (e não um estágio "menos evoluído" deste). Apontam, para demonstrá-lo, indícios de que o pensamento mítico está em operação em muitas das manifestações culturais contemporâneas (como a arte). Em convivência com a reconhecida tendência à secularização, que "desmitologiza" os símbolos religiosos, morais ou épicos e os equipara a pura "ilusão", existiria uma outra, responsável pela produção de novos mitos ou, mais exatamente, novas formas simbólicas dos temas míticos tradicionais.

O pensamento racional e científico não seria, portanto, um "desmascarador" de mitos e substituto do pensamento mítico, mas pode ser capaz de reconhecer sua atualidade. Enquanto a astronomia, com suas descobertas, esvaziou os céus, antes povoados de deuses, a sociologia e a psicologia descobriram forças que se impõem ao pensamento e à vontade humana, e portanto, atuam e se manifestam de modo autônomo.

Se uma das características fundamentais do pensamento mítico é efetivamente a aceitação acrítica das narrativas e explicações que ele produz, será então extremamente difícil que uma sociedade reconheça seus próprios mitos como tais, pois isso significaria considerá-los de um ponto de vista crítico, de forma que eles passariam a ser vistos como mera ficção ou, se aceitos como verdadeiros, tornar-se-iam valores morais, religiosos ou éticos. Em qualquer caso, existe uma resistência individual e social a "desmascarar" o mito e a considerá-lo em seu caráter de linguagem simbólica.

Afrodite, Deusa Grega

#Afrodite, Deusa GregaAfrodite, na mitologia grega, era a deusa da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Seus símbolos eram a pomba, a romã, o cisne e a murta. No panteão romano, Afrodite foi identificada com Vênus. A mitologia oferecia duas versões de seu nascimento: segundo Hesíodo, na Teogonia, Cronos, filho de Urano, mutilou o pai e atirou ao mar seus órgãos genitais, e Afrodite teria nascido da espuma (em grego, aphros) assim formada; para Homero, ela seria filha de Zeus e Dione, sua consorte em Dodona.

A deusa representada pela célebre Vênus de Milo, escultura descoberta em 1820, não é outra senão Afrodite, que desde então constitui um dos arquétipos da beleza feminina.

Por ordem de Zeus, Afrodite casou-se com Hefesto, o coxo deus do fogo e o mais feio dos imortais. Foi-lhe muitas vezes infiel, sobretudo com Ares, divindade da guerra, com quem teve, entre outros filhos, Eros e Harmonia. Outros de seus filhos foram Hermafrodito, com Hermes, e Príapo, com Dioniso. Entre seus amantes mortais, destacaram-se o pastor troiano Anquises, com quem teve Enéias, e o jovem  Adônis, célebre por sua beleza.

Afrodite possuía um cinturão mágico de grande poder sedutor e os efeitos de sua paixão eram irresistíveis. As lendas frequentemente a mostram ajudando os amantes a superar todos os obstáculos. À medida que seu culto se estendia pelas cidades gregas, também aumentava o número de seus atributos, quase sempre relacionados com o erotismo e a fertilidade.


Amazona - Mitologia Grega

#Amazona - Mitologia Grega
Amazona - Mitologia Grega
Descendentes de Ares, deus da Guerra, e da ninfa Harmonia, as amazonas não compartilhavam sua vida com os homens, a não ser nos inevitáveis momentos da procriação. Os filhos que porventura tivessem eram sacrificados ou mutilados; as filhas, frutos desejados da união com os homens, eram treinadas para a guerra.

As amazonas habitavam o Cáucaso e as fronteiras da Cítia, mas transferiram-se para regiões mais distantes à medida que os gregos se expandiram, através de conquistas, pelo mar Negro. Teriam fundado várias cidades, entre as quais Éfeso, na Anatólia. Conta a lenda que lutaram contra os gregos em Tróia, mas Aquiles matou uma de suas rainhas, Pentesiléia. Quando Héracles (Hércules), em um de seus trabalhos, arrebatou o cinturão da rainha Hipólita, e sua irmã Antíope foi raptada por Teseu, as amazonas, em represália, invadiram Atenas, onde foram aniquiladas.

O mito das amazonas, raça composta unicamente por mulheres guerreiras e caçadoras, encontrou sua formulação clássica na antiga Grécia, embora suas origens remontem às etapas primais do matriarcado.

Essa lenda clássica foi revivida no século XVI, quando o explorador espanhol Francisco de Orellana, ao descer pela primeira vez o rio que em território brasileiro se chamaria depois rio "das amazonas", afirmou que combatera uma tribo de mulheres guerreiras. Uma das versões da lenda revivida relata que as amazonas iam apanhar no fundo do rio, para dar a seus noivos, como fetiche, os muiraquitãs ou pedras verdes, como penhor de felicidade eterna.

Em arte, as amazonas são em geral representadas a cavalo, armadas de arco e lança ou com machadinha de dois gumes e escudo.

Atena, Deusa da Mitologia Grega

ATENA, DEUSA DA MITOLOGIA GREGAZeus, segundo a mitologia grega, para evitar o cumprimento de uma profecia, engoliu sua amante grávida, a oceânide Métis. Depois ordenou a Hefesto que lhe abrisse a cabeça com um golpe de machado e dela nasceu Atena, já armada. Acredita-se que ela era originalmente a deusa-serpente cretense, protetora do lar. Adotada pelos micênicos belicosos, seu caráter tutelar completou-se com o de guerreira. Finalmente, transformou-se na deusa protetora de Atenas e outras cidades da Ática.

Embora a mitologia lhe reservasse várias atribuições, em todas elas Atena personificava a serenidade e a sabedoria características do espírito grego.

Como todos os deuses do Olimpo, Atena tinha um caráter dual: simbolizava a guerra justa e possuía uma disposição pacífica, representando a preponderância da razão e do espírito sobre o impulso irracional. Em Atena residia a alma da cidade e a garantia de sua proteção. Na tragédia Eumênides, Ésquilo deu expressão acabada à figura sábia e prudente de Atena, atribuindo-lhe a fundação do Areópago, conselho de Atenas.

O mito afirma que Atena inventou a roda do oleiro e o esquadro empregado por carpinteiros e pedreiros. As artes metalúrgicas e os trabalhos femininos estavam sob sua proteção; o culto a Atena se baseava no amor ao trabalho e à cidade. Seu principal templo, o Pártenon, ficava em Atenas, onde anualmente celebravam-se em sua honra as Panatenéias e davam-lhe o nome de Atena Partênia. Foi representada por Fídias na célebre estátua do Pártenon, de que se conserva uma cópia romana do século II da era cristã. Os relevos desse templo apresentam sua imagem guerreira, com capacete, lança, escudo e couraça.

Os romanos assimilaram-na à deusa Minerva (que, com Juno e Júpiter, compunha a tríade capitolina) e acentuaram ainda mais seu caráter espiritual, como símbolo da justiça, trabalho e inteligência.
Astartéia

Astartéia Astartéia

Astartéia, Astar, Astarte ou Tanit foi cultuada em Tiro, Sídon e Elath, importantes portos mediterrâneos. O rei Salomão introduziu o culto da deusa em Jerusalém, de onde foi banido mais tarde por Josias. Astartéia/Astarot é a Rainha do Céu, em louvor de quem os cananeus queimavam incenso e ofereciam libações. Astartéia era cultuada com esse nome no Egito, em Ugarit e entre os hititas.

A principal divindade de muitos povos antigos do Oriente Médio foi também cultuada pelos hebreus. Na atualidade, estudiosos de assuntos hebraicos acreditam que o nome da deusa Astarot, mencionado na Bíblia, seja uma composição do nome grego Astartéia com a palavra hebraica boshet, que significa vergonha, o que indicaria o desprezo dos hebreus por seu culto. O nome da deusa em hebraico tornou-se um termo geral para designar deusas e paganismo.

Deusa do amor e da guerra, Astartéia partilhava tantos atributos com sua irmã Anat que talvez originalmente tenham sido consideradas uma única divindade. Seus nomes juntos são a base do nome da deusa aramaica Atárgatis. Posteriormente, foi assimilada às divindades egípcias Ísis e Hator e, no mundo greco-romano, a Afrodite, Ártemis e Juno, todas elas personificações da Grande Mãe.

Ariadne, heroína grega

As representações iconográficas da heroína grega Ariadne mostram-na às vezes em companhia de um herói, Teseu, e outras com um deus, Dioniso. Inumeráveis histórias, às vezes divergentes, dão conta do destino pouco afortunado da companheira de um e de outro.

As desventuras de Ariadne ou Ariadna, filha de Pasífae e de Minos, rei de Creta, começaram quando ela deu a Teseu, seu amado, o fio que lhe permitiria sair do labirinto onde vivia o Minotauro, metade touro e metade homem. Depois de deixar Creta junto com Teseu, este, talvez obedecendo a ordens de Atena, abandonou-a à própria sorte na ilha de Naxos. O destino posterior de Ariadne é objeto de versões divergentes. Segundo uma, ela teria se suicidado em Naxos; segundo outra, teria encontrado a morte ao dar à luz em Chipre. A versão mais difundida é a de que Afrodite sentiu piedade pela jovem abandonada e lhe deu por esposo o deus do vinho, Dioniso. Dessa união teriam nascido dois filhos. Outra versão do mito afirma que Ariadne morreu em conseqüência da intervenção de outra deusa, Diana, por sua vez incitada pelo próprio Dioniso.

A origem do mito de Ariadne deve ser buscada na Creta minóica e em algumas ilhas próximas, como Naxos, ou mais afastadas, como Chipre, onde era considerada deusa da vegetação. Os habitantes de Naxos, por exemplo, costumavam homenagear Ariadne com alegres festivais e sacrifícios de caráter ritual.


Agamenon

#Agamenon
Agamenon, filho de Atreu e Aérope, foi rei de Micenas ou Argos no chamado período heróico da história grega. Ele e seu irmão Menelau esposaram as filhas do rei de Esparta, Clitemnestra e Helena. Quando Páris, filho do rei de Tróia, raptou Helena,  Agamenon recorreu aos príncipes da Grécia para formar uma expedição de vingança contra os troianos, o tema da Ilíada.

Personagem histórica que a tradição cercou de lendas, Agamenon figura na Ilíada, de Homero, como um soldado valoroso, digno e austero.

No porto de Áulis (Áulide), sob a chefia suprema de Agamenon, reuniu-se uma frota de mais de mil navios com enorme exército. No momento de partir, porém, foram impedidos por uma calmaria. Isso se devia à interferência de Ártemis, deusa da caça, enfurecida por Agamenon ter abatido um cervo em um de seus bosques sagrados. A deusa só se aplacaria com o sacrifício de Ifigênia, uma das filhas do violador. Durante o rito, Ártemis aplacou-se e substituiu-a por uma corça, mas levou Ifigênia consigo.

A frota partiu e durante nove anos os gregos sitiaram Tróia, tendo sofrido pesadas baixas. No décimo ano, Agamenon despertou a cólera de Aquiles, rei dos mirmidões, ao tomar-lhe a escrava Briseida. Aquiles retirou-se com seus soldados e, só quando os troianos mataram seu amigo Pátroclo, consentiu em voltar à luta, o que resultou na queda de Tróia.

Cassandra, irmã de Páris que coube a Agamenon como presa de guerra, em vão alertou-o para não retornar à Grécia. Em sua ausência, Clitemnestra, inconformada com a perda da filha, tramara sua morte com o amante Egisto. Quando o marido saía do banho, atirou-lhe um manto sobre a cabeça e Egisto assassinou-o. Ambos mataram também seus companheiros e Cassandra. Orestes, filho mais velho de Agamenon, com a ajuda da irmã, Electra, vingou o crime, matando a mãe e Egisto.

Os átridas, como eram chamados os integrantes da família de Agamenon, inspiraram grandes tragédias, desde a Grécia antiga (Ésquilo, a trilogia Oréstia; Sófocles, Electra; Eurípides, Electra) até os tempos contemporâneos (Eugene O'Neill, O luto assenta bem em Electra; Jean-Paul Sartre, As moscas).

Deus Pássaro Zu da Mitologia Babilônica

#DEUS PÁSSARO ZU DA MITOLOGIA BABILÔNICA
Na mitologia babilônica, deus-pássaro e inimigo dos grees deuses, por ter roubado as Tábuas do Destino. Os deuses ficam impotentes frente ao acontecido. Finalmente, o rei Lugalbea, pai de Gilgamesh, foi capaz de recuperar as Tábuas do Destino, após matar Zu. Na mitologia assíria, Marduk é quem esfola o crânio de Zu. Num outro mito, foi Ninurta o herói e matador de Zu (versão escolhida nesta obra).

Electra, Filha de Clitemnestra e Agamenon

ELECTRA, FILHA DE CLITEMNESTRA E AGAMENON

A mais célebre Electra da mitologia grega é a filha de Clitemnestra e Agamenon, rei de Argos e um dos conquistadores de Tróia, irmã de Ifigênia e Orestes. Segundo a lenda, Agamenon, de regresso à pátria depois da guerra, foi morto à traição por Clitemnestra e seu amante, Egisto. O casal fez de Electra uma escrava, mas ela conseguiu salvar o irmão Orestes e enviou-o para longe de Micenas. Anos depois os irmãos se reencontraram e juraram vingar o assassinato de Agamenon.

A integridade e caráter inquebrantável fazem de Electra uma das figuras femininas mais atraentes e discutidas da tradição literária helênica.

Orestes matou a mãe e Egisto com ajuda de Electra. Perseguido pelas Erínias -- deusas da vingança -- por causa desse crime, Orestes fugiu em busca da proteção de Apolo e Atena, mas antes disso casou Electra com seu amigo Pílades. O tema de Electra foi tratado pelos três grandes trágicos gregos. Ésquilo, na trilogia Oréstia, e Sófocles, em Electra, consideraram justa a ação dos dois irmãos. Em sua Electra, Eurípides tratou o tema sob outra luz e viu nela uma mulher amargurada e impulsiva que, levada mais pela fúria do que pela maldade, induziu o fraco Orestes a cometer um matricídio de que ambos se arrependeriam. O tema atraiu muitos escritores posteriores, como o dramaturgo americano Eugene O'Neill, que transportou a história para a atualidade. O termo "complexo de Electra" é usado em psicanálise como contrapartida feminina do complexo de Édipo, para designar o desejo incestuoso da filha pelo pai.

Nêmesis, Filha de Nix

Nêmesis, Filha de Nix Nêmesis era filha de Nix, a Noite. Segundo a mitologia pós-homérica, cansada de fugir à perseguição de Zeus, que a desejava, Nêmesis transformou-se em gansa. Zeus tomou, então, a forma de cisne e a possuiu. Do ovo que Nêmesis pôs, encontrado por um pastor e entregue a Leda, nasceram os imortais Pólux e Helena. Outras versões afirmam que Leda era a mãe desses irmãos, assim como dos mortais Castor e Clitemnestra, também nascidos de um ovo.

Entre os antigos gregos, Nêmesis foi a deusa da equanimidade e, mais tarde, a personificação da desaprovação dos deuses à arrogância. Seu nome se inspira no grego némein, "repartir segundo o costume ou a conveniência".

Como divindade, Nêmesis tinha seu santuário em Ramnunte, na Ática. Posteriormente, foi cultuada também no altar que lhe erigiu Adrasto, na Beócia. O culto estendeu-se a Roma e popularizou-se entre os soldados. A missão de Nêmesis era punir os faltosos e impor a execução de normas que restabelecessem o equilíbrio entre os homens. Castigava filhos que ofendiam os pais, vingava juramentos quebrados, consolava amantes abandonados e humilhava orgulhosos e descomedidos.


Baal, Deus Fenício da Fertilidade

Baal, Deus Fenício da FertilidadeOriginariamente, Baal constituía, junto com El, a principal divindade do panteão cananeu. A principal fonte de informação a respeito do deus são as tábuas descobertas em Ras Shamra, localidade do norte da Síria situada onde existiu o antigo reino de Ugarit, que se desenvolveu em meados do segundo milênio antes da era cristã.

Com o nome de Baal, os povos semitas ocidentais adoraram diversos deuses, todos de características semelhantes.

Baal era o deus da fertilidade e, associado à tempestade e à chuva, tinha lutas periódicas com Mot, senhor da seca e da morte. Nessa mitologia, Baal representava as forças ativas da vida, enquanto El estava associado à sabedoria e à prudência da maturidade. Os fenícios adotaram o culto de Baal, que chamavam Baal Shamem, senhor dos céus.

Depois de chegar a Canaã, os israelitas passaram a chamar de Baal os deuses da região. No século IX a.C., Jezebel pretendeu substituir o culto de Iavé pelo de Baal, o que provocou o repúdio deste. Baal passou a representar, para os israelitas, a abominação e os falsos deuses. Essas circunstâncias, aliadas à crença de que os cartagineses sacrificavam seus primogênitos a Baal Hammon, atribuíram ao deus uma imagem sanguinária que em nada corresponde a sua origem.



Yam ou Yaw, Deus Levantino do Caos

YAM OU YAW, DEUS LEVANTINO DO CAOSYam ou Yaw é o nome do deus levantino do caos e do mar indomado, segundo está escrito em textos da antiga cidade de Ugarit, atual Síria. Seu arquiinimigo é Baal, cujo nome significa "senhor" - um eufemismo para o nome real de Baal, Hadad, que apenas sacerdotes podiam pronunciar. Em textos ugaríticos, Baal também é conhecido como rei do céu, e o primogênito de El, que os antigos gregos identificavam com seu deus Chronos. Ele presidia os deuses reunidos no Monte Tsephon na Síria, etimologicamente idêntico ao aramaico Zion. Como Yam/Yaw deseja ascender às alturas dos deuses que ele odeia, e como ele é o deus do caos e da destruição, o seu equivalente mais próximo no pensamento moderno é o Diabo.

Imer

#Imer
Imer, Ymer ou Ímer, segundo a mitologia nórdica foi a primeira criatura viva, criada diretamente de Ginungagap pelo calor de Muspelheim e pelo gelo de Niflheim, que se derreteu e as gotas deram origem ao gigante ancestral das criaturas do universo; que dormiu e, do seu suor nasceram todos os seres, inclusive demônios e duendes, chamados de Trolls.

Yavanna Kementari "Rainha da Terra"

Yavanna Kementari "Rainha da Terra"

Na obra de Tolkien, Yavanna Kementari é a valier da terra e seu poder só é superado pelo de Varda Elentari. Criou todas as árvores e todos os animais. Suas mais belas obras foram as árvores que reluziam mais que o Sol e a Lua, antes da criação destes. Destas árvores veio a luz das silmarils. Em uma das línguas criadas por Tolkien, Kementari significa "Rainha da Terra".

Yautja - Predadores
Os Yautja, mais conhecidos como Predadores, são personagens de ficção criados para os filmes da série Predator (Predador). Alienígenas, gostam de caçar e colecionar crânios, mais espcificamente em locais de clima quente. Quando se encontram em situações de morte iminente, possuem um sistema de autor-defesa que os transforma em verdadeiras bombas, explodindo tudo a sua volta. Mais de sua história pode ser encontrada no últim filme no qual apareceram: AVP: Alien Vs. Predator, de 2004.

Filmografia do Personagem
2004 - Alien vs. Predador (AVP: Alien Vs. Predator)
1990 - Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2)
1987 - O Predador (Predator)
Yeti
Yeti é o nome ocidental para uma criatura que supostamente vive na região do Himalaya. O nome deriva do Tibetano yeh-teh. E conhecido tambem como abominável homem-das-neves.
www.klimanaturali.org