Autômato | O que é Autômato?

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Autômato | O que é Autômato?

#Autômato | O que é Autômato?

O termo autômato se aplica a uma série de objetos mecânicos que imitam os movimentos dos seres animados. Abrange ainda uma classe de dispositivos eletromecânicos - virtuais ou reais - que transformam a informação com base em instruções ou procedimentos predeterminados.

A magia do movimento aparentemente espontâneo do autômato explica a fascinação que esse tipo de mecanismo exerce sobre a humanidade há séculos.

A maioria dos autômatos são representações diretas de criaturas e plantas ou de aspectos cinéticos de fenômenos naturais. O movimento da água de rios e cachoeiras, por exemplo, pode ser simulado com bastões de vidros retorcidos. Um dispositivo mecânico pode fazer com que uma flor abra e feche suas pétalas, ou fazer uma figura caminhar, martelar, bater palmas. Outros autômatos oferecem apenas fascínio visual, como rodas incrustadas de pedras preciosas que, ao girar, criam padrões de cor e luz.

Os autômatos podem ser divididos em dois grupos: os que auxiliam um objeto funcional e os que servem apenas para decoração e prazer. O tipo mais comum de objeto funcional com autômato são os relógios, cujo mecanismo movimenta figuras diversas, humanas ou não. O mais complicado são os androides, autômatos com figura de homem que são capazes de andar, tocar um instrumento musical, escrever ou desenhar.

Há notícias de autômatos já no século IV a.C., como o pombo de madeira de Arquitas, amigo de Platão, que era movimentado por um jato de ar comprimido. Na China os autômatos foram populares do século III ao XIII, e incluem desde uma orquestra mecânica criada para o imperador até figuras de pássaros em voo, monges mendicantes e moças a cantar. No mundo islâmico os autômatos mais bem documentados são os movidos a água, muitos dos quais representam pavões em movimento. Na Europa medieval, há notícias de uma cabeça que falava, criada por Roger Bacon, e de um homem de ferro inventado por santo Alberto Magno.

A manufatura de autômatos ressurgiu na Europa no início do século XVI, devido aos exemplares orientais que lá chegaram, e à tradução, do grego antigo, de textos sobre objetos mecânicos, de autoria de Heron de Alexandria. Data dessa época o emprego de uma mola de aço temperado que foi a primeira fonte de movimento realmente portátil, e era usada, por exemplo, em algumas nefs, ornamentos de mesa em forma de navio. Também nessa época tornaram-se moda fontes elaboradas, com efeitos espetaculares, como as de Villa d'Este, em Tivoli, perto de Roma.

No século XVIII popularizaram-se os quadros mecânicos, paisagens emolduradas em que figuras, moinhos de vento, carrinhos de mão etc. ganhavam vida por meio de um mecanismo escondido. Exemplo primoroso é o criado para Madame de Pompadour (1759; Conservatoire National des Arts et Métiers, Paris). Havia também os teatros mecânicos, o mais extravagante dos quais surgiu nos jardins de Hellbrunn, perto de Salzburgo, Áustria. Tinha 113 figuras operadas hidraulicamente e foi montado entre 1748 e 1752.

Autômatos ainda mais elaborados surgiram no final do século XVIII e início do século XIX. Os irmãos Ami-Napoléon e Louis Rochat, se especializaram na manufatura de pássaros canoros em miniatura. Dos autômatos miniaturizados talvez os mais curiosos fossem as chamadas "caixas mágicas": uma ficha com a pergunta gravada era inserida na ranhura e o pequeno mágico apontava sua varinha em direção ao espaço onde surgia a resposta.

Autômato

No século XX, excetuado o trabalho de Peter Carl Fabergé, a criação de autômatos artísticos praticamente cessou, por falta de artesãos de talento e de patronos ricos para sustentá-los. Os cada vez mais raros exemplos de autômatos históricos são negociados a peso de ouro por profissionais que se encarregam de mantê-los em funcionamento.

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