Instrumentos Musicais - Guitarra, Contrabaixo, Bateria, Flauta, Acordeão, Berimbau, Bandolim e Bardo

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Instrumentos Musicais - Guitarra, Contrabaixo, Bateria, Flauta, Acordeão, Berimbau, Bandolim e Bardo

Instrumentos Musicais - Guitarra, Contrabaixo, Bateria, Flauta, Acordeão, Berimbau, Bandolim e Bardo


Guitarra - As populares e versáteis guitarras se originaram a partir de um instrumento musical de origem espanhola. A vihuela, como era denominada, se originou por meio de outros dois instrumentos mais antigos ainda: o “ud”, com cinco cordas, muito popular no Oriente Médio, e a “cozba”, um aparelho musical romano.

#Guitarra
As guitarras elétricas surgiram em 1930, como uma modificação do próprio violão. Os primeiros modelos geravam um som muito suave e baixo, algo bem diferente do que conhecemos hoje em dia. Para ampliar a potência sonora do instrumento, no mesmo foram colocados captadores (espécies de minúsculos microfones). Isso gerou um pequeno problema, pois estes dispositivos faziam os bojos das guitarras vibrarem, provocando a famosa alteração sonora chamada “feedback”. Para solucionar tal problema, o famoso músico norte-americano Les Paul criou o corpo maciço da guitarra, o que deixou o instrumento na forma como conhecemos atualmente.

A empresa  Rickenbacker começou a fabricar as primeiras guitarras em 1931. O primeiro modelo de guitarra elétrica a ser comercializado foi a “Electro Spanish”. Contudo, o principal responsável pela produção em massa e popularização do instrumento foi Leo Fender, criador da tradicional fabricante de guitarras que leva seu sobrenome. A Fender também desenvolveu uma das mais lendárias guitarras: a Fender Stratocaster.

A guitarra se popularizou após a Segunda Guerra Mundial, durante as décadas de 50 e 60, período em que ganhou enorme espaço no mundo da música. Hoje em dia, estima-se que existam cerca de 50 milhões de guitarristas em todo o mundo.

#ContrabaixoContrabaixo - O contrabaixo é o mais grave dos instrumentos de cordas. Tal característica o torna uma peça fundamental em qualquer orquestra, uma vez que o mesmo produz um “preenchimento” musical muito importante e peculiar, servindo como um verdadeiro “alicerce musical”. O contrabaixo também é um dos maiores instrumentos musicais: geralmente mede 1,80 m de altura e chega a pesar entre 18 e 20 kg.

Sua história se inicia na Idade Média, mais precisamente no período após o Cisma Greco-Oriental, no qual houve o desdobramento do grupo das primitivas violas em “violas de braço” e “violas de pernas”. De fato, o instrumento surgiu no século XV, como fruto da evolução de outros instrumentos mais antigos e da necessidade em reproduzir as partes graves da música de uma forma mais nítida e perceptível. Nessa época, o mesmo possuía apenas três cordas. A adoção de quatro cordas, fato que lhe proporcionou um efeito mais virtuoso, só se deu a partir do século XIX.

Entretanto, até então o contrabaixo não havia se popularizado. Para se ter uma ideia, muitas orquestras importantes, como a de J. S. Bach, por exemplo, não eram providas do mesmo. Tal fato se dava em razão das características físicas do instrumento, o que tornava seu transporte muito difícil.

Em 1951, o norte-americano Leo Fender resolveu o problema, criando o famoso baixo elétrico. Se o grande porte do instrumento se dava para a amplificação do som, Fender resolveu colocar uma pastilha eletromagnética capaz de captar o mesmo. O uso do baixo elétrico e suas facilidades foram muito importantes para a popularização de estilos musicais como o jazz e o blues.
#Bateria

Bateria - Bateria é um conjunto de tambores e pratos destinado à produção musical rítmica. Os tambores são, provavelmente, os instrumentos mais antigos da humanidade, tendo-se vestígios de seu uso durante a Pré-história, mais precisamente no período Neolítico.

Os antigos tambores baseavam-se em pedaços de troncos de árvores ocos, cobertos nas bordas com a pele de algum réptil ou couro de peixe. Estes utensílios estavam presentes em diversas atividades festivas e religiosas das mais antigas civilizações.

No século XX, as baterias (conjuntos de tambores) se tornaram famosas pela sua utilização em bandas militares e orquestras. Nessa época, cada pessoa tocava uma coisa de cada vez: um tocava o bumbo, outro tocava a caixa, e uma terceira pessoa tocava os pratos, os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros.

A partir do desenvolvimento do pedal por William F. Ludwig, em 1910, foi possível atribuir diversas funções a uma só pessoa. Com a invenção dos suportes para as caixas e tambores surgiu a ideia de acoplar tudo em um só instrumento, originando a bateria como conhecemos atualmente ou “trap set”, como foi denominada na época.

#Flauta



Flauta - instrumento formado por um tubo oco com orifícios, num dos quais o executante sopra, ao mesmo tempo que ocupa os dedos em tapar ou destapar os demais, para obter variações na altura dos sons.

Não é possível determinar quem foi o criador do instrumento. O que sabemos é que o mesmo esteve presente em diversas civilizações. Egípcios e hebreus, por exemplo, faziam uso de flautas em festas, rituais religiosos e outras ocasiões especiais.

A flauta doce, caracterizada pelo seu corpo estreito e cilíndrico, alcançou seu apogeu em meados do século XVI, sendo amplamente usada como instrumento solo. A partir do século XVIII, a mesma perdeu seu espaço para a flauta transversal, uma vez que esta possuía uma maior potência sonora e um timbre mais expressivo. Tal aperfeiçoamento foi idealizado por Theobald Boehm, em 1871.

Nesta época, as flautas eram feitam a partir da madeira. Hoje em dia, o instrumento é fabricado a partir de determinados metais, como o níquel ou até mesmo a prata.

#AcordeãoAcordeão - O acordeão pertence à ordem dos instrumentos de sopro, subordem dos instrumentos de palhetas livres. Compõe-se, em essência, de um fole pregueado de vaivém, fechado nos extremos por caixas quadrangulares, onde estão dispostas as palhetas, de aço. Um teclado, na caixa do lado direito, atua sobre linguetas metálicas, que vibram ao passar por elas o ar soprado pelo fole. Vários registros permitem alterar o timbre dos sons.

Graças a sua variada e festiva sonoridade, é comum a presença do acordeão em manifestações populares e folclóricas de muitos países.

Nos instrumentos de melhor qualidade, duas filas de botões, na caixa da esquerda, dão baixos, dispostos em ordem cíclica de tonalidades (ré, sol, dó, fá etc.), enquanto outras filas dão acordes de três sons (tríade maior e menor, sétima de dominante e sétima diminuta). Os baixos chegam a ter cinco registros, permitindo que, se desejado, cada baixo soe em até cinco oitavas e cada acorde em três.
O primeiro instrumento desse tipo, desenvolvido a partir da harmônica, foi fabricado em 1822 pelo alemão Friedrich Buschmann, lhe deu o nome de Handäoline. Em 1829, o austríaco Damian aperfeiçoou o trabalho de Buschmann e batizou seu invento como akkordion (alemão, "harmonia"). No mesmo ano, o britânico Sir Charles Wheatstone idealizou a concertina, instrumento aparentado. Ao alemão Heinrich Band deve-se a invenção, em 1840, do bandônio (espanhol, bandoneón), que alcançou grande difusão na Argentina e tornou-se o instrumento-símbolo do tango. O acordeão de teclado foi patenteado pelo francês M. Bouton em 1852 e aprimorado mais tarde pelo italiano Mariano Dallapé. No Brasil, são correntes as designações  "sanfona" e "acordeom".

#Berimbau

Berimbau - O berimbau é um instrumento musical de corda bastante conhecido no Brasil por ser um dos elementos centrais das rodas  de capoeira, definindo os ritmos da dança. De fato, acredita-se que o mesmo tenha surgido em antigas tribos africanas, as quais o usavam em rituais fúnebres, e sido levado para o Brasil por meio dos escravos em 1538. Antes de ter o papel de fazer o acompanhamento musical da capoeira, o berimbau já era utilizado por vendedores de doces, geralmente escravos alforriados, para chamar a atenção da clientela.

Entretanto, se analisarmos o berimbau como um modelo de arco musical, temos que voltar em épocas muito mais antigas. Estima-se que este tenha sido um dos primeiros instrumentos que o homem usou para emitir sons, realidade comprovada por meio de pinturas encontradas em cavernas na região sudeste da França.

O arco musical provavelmente tenha surgido em algum momento entre quinze a vinte mil anos atrás. De fato, o mesmo esteve presente em festividades de egípcios, mesopotâmicos, persas, fenícios, entre outros povos.

#Bandolim

Bandolim - Bandolim é um instrumento dotado geralmente de quatro cordas duplas, em sol2, ré3, lá3, mi4, como os violinos. A caixa de ressonância tem forma de pera e fundo abaulado. Toca-se com palheta, e sua extensão é de aproximadamente três oitavas.

Membro da família de instrumentos de cordas criados na Itália no século XVIII, que vieram a substituir o alaúde, o bandolim herdou desse ancestral as mais belas e perfeitas características, embora nunca tenha adquirido a importância musical daquele.

O instrumento surgiu por volta do século XVIII e difundiu-se na Itália, onde surgiram os tipos napolitano, genovês, romano, siciliano, florentino ou milanês. A diferença entre os vários tipos está no número e qualidade das cordas e, consequentemente, na afinação. O tipo predominante em todo o mundo é o napolitano. As demais espécies, algumas com a tradicional montagem em cordas de tripa, estão em desuso. Modernamente, as cordas metálicas são preferidas, pois se adaptam melhor ao uso da palheta.

O repertório clássico que admite o bandolim inclui as óperas Don Giovanni, de Mozart, e Otelo, de Verdi; a sonatina em dó menor para bandolim, de Beethoven, e a sinfonia em ré maior de Mahler. A música popular brasileira reservou para o bandolim os solos de um de seus gêneros instrumentais mais importantes, o chorinho.

#Bardo Bardo Menestrel dos antigos povos celtas, o bardo se acompanhava de uma harpa para cantar os feitos dos deuses, dos heróis e das mais altas linhagens, ora nas reuniões palacianas, ora nos acampamentos militares ou à frente das tropas, em tempo de guerra.

Após firmarem tradição entre os galeses, escoceses, irlandeses e ingleses, os bardos passaram à Bretanha francesa no século V, sofrendo desde então, em sua temática, as mais diversas influências do cristianismo.

Grande parte da história da Irlanda foi guardada e transmitida oralmente pelas canções dos bardos. Entre os séculos XI e XIV, os fragmentos restantes de suas épicas pré-cristãs foram reunidos em várias coleções de lendas e genealogias fantásticas, como o Livro da vaca castanha e o Livro de Leinster, ambos do início do século XII. Os fragmentos formam ciclos em torno de famosos personagens lendários como Cuchulainn e Deirdre, que reapareceram no século XX em obras de escritores irlandeses de expressão inglesa, como Yeats e Synge.

No País de Gales os bardos gozavam de regalias especiais, como isenção de serviço militar e de impostos. Apresentavam-se regularmente nos festivais de canto e poesia, os Eisteddfod, que começaram a ser organizados no século XII e se estenderam até a morte da rainha Elizabeth I (1603). Os vencedores, como prêmio, ganhavam o reconhecimento oficial por sua arte ou eram designados músicos de igrejas.

No século XIX, quando foram reorganizados os Eisteddfods, os festivais transformaram-se em importantes eventos para a vida intelectual e artística do País de Gales, passando a celebrar-se anualmente, ora no norte ora no sul, com concursos de prosa e poesia e de música instrumental e vocal.

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