Biofísica, História da Biofísica

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Biofísica, História da Biofísica

Biofísica é a disciplina que estuda os fenômenos vitais em seus aspectos físicos e físico-químicos. Pode ser dividida em: biofísica geral, que se ocupa dos processos celulares; biofísica das radiações, que estuda a ação biológica da energia radiante; biofísica dos sistemas, destinada a fundamentar a análise das funções dos organismos superiores; e  biofísica instrumental, disciplina de caráter mais tecnológico, que nas últimas décadas do século XX, deu origem à biônica (engenharia biológica).

A relação entre a eletricidade e os processos biológicos já chamava a atenção dos cientistas do século XVII. Sua curiosidade era estimulada principalmente pelo fenômeno da bioluminescência, emissão de luz por seres vivos como os vaga-lumes.

História da BiofísicaA biofísica, ciência que sintetizou o conflito filosófico entre as concepções vitalistas e mecanicistas, foi caracterizada como disciplina específica por Hermann von Helmholtz, no século XIX, mas evoluiu lentamente durante a primeira metade do século  XX. Em 1926, Hermann Joseph Müller provou que os raios X  podem produzir mutações nos genes dos organismos vivos. Essa descoberta animou a investigação física dos fenômenos genéticos, com resultados beneficiados pelos avanços tecnológicos do primeiro e do segundo pós-guerra, que puseram à disposição dos pesquisadores um sofisticado instrumental.

A descoberta da difração pelos raios X permitiu a   investigação das estruturas cristalinas e a determinação da organização interna das proteínas (que constituem as enzimas) e dos ácidos nucleicos (responsáveis pela constituição hereditária das células). Tais estudos permitiram o desenvolvimento da genética em bases moleculares.

Os métodos espectrofotométricos são particularmente apropriados à pesquisa biofísica. A espectrofotometria de absorção permite acompanhar as reações bioquímicas, ainda que se processem a grande velocidade. A espectrofotometria por ressonância paramagnética eletrônica permite medir voltagens muito pequenas, mesmo as emitidas pelo cérebro e pelo coração. O emprego do microscópio eletrônico aumentou   muitíssimo o âmbito do mundo visível, permitindo fotografar até pequenas partes das células. Finalmente, a descoberta da radioatividade artificial pelo casal Joliot-Curie e a introdução dos isótopos radiativos na pesquisa biofísica, permitiu rastrear as transformações biológicas, localizar tumores e medir a velocidade da circulação do sangue, dando grande impulso tanto à biofísica quanto à medicina.

O Brasil foi um dos primeiros países a fundar uma instituição de pesquisa biofísica. O Instituto de Biofísica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destinado ao ensino e à pesquisa, foi criado em 1946.

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